Maceió, 06/06/07
Agricultores que só plantavam feijão superam miséria e festejam produção de pimenta no meio da caatinga sertaneja
Lelo Macena
São José da Tapera – Quase uma década depois de ser apresentada ao Brasil como uma das regiões mais miseráveis e de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do País, o povoado de Baixas, zona rural de São José da Tapera, a 220 Km de Maceió, começa a viver hoje o que se pode chamar de um novo paradigma dentro da realidade do semi-árido alagoano.Aos poucos, as ações de uma Organização Não Governamental (ONG) estão mudando a história de um dos mais remotos povoados do sertão alagoano. As constantes mortes causadas pela fome, a sede e a ausência de perspectivas de vida começam a fazer parte do passado.
Milagre vem de fonte que nunca seca
O trabalho do Instituto Eco Engenho mostra a capacidade que pequenas ações têm de promover a melhoria de vida em comunidades desprovidas da assistência do poder público. “Nós escolhemos o povoado de Baixas para desenvolver o projeto porque pensamos numa comunidade remota, distante, com deficiências e desprovida de qualquer infra-estrutura”, diz José Roberto Fonseca, diretor presidente da ONG. A primeira medida foi tentar levar água à comunidade. Depois de pesquisas e conversas com moradores do local, a ONG ficou sabendo que existia uma fonte numa serra próxima, que mesmo nos períodos mais críticos de seca, jamais secou.
Comunidade usa energia solar para cultivar pimenta
Tão logo o problema da água foi resolvido, surgiu a necessidade de um sistema de produção que pudesse envolver e levar a comunidade ao desenvolvimento. Foi dessa forma que o cultivo de pimenta hidropônica entrou na vida dos moradores de Baixas.Ao contrário da complexa técnica de hidroponia, a construção do canteiro para o cultivo é muito simples. Basta dizer que as canaletas nas quais as sementes são introduzidas são feitas de garrafas pet.
Projeto chama a atenção de outras cidades
A experiência do Instituto Eco-Engenho na comunidade de Baixas está transformando o povoado em modelo de desenvolvimento sustentável e energia renovável. O projeto vem atraindo ONGs e secretarias de agricultura de municípios que passam por situação semelhante no semi-árido de outros Estados. O Instituto Palmas, que também realiza trabalhos na região de Piranhas e Xingó, deve firmar parceria com o Eco-Engenho para desenvolver ações por lá.
Queria saber como fazer este processo para fazer em casa, queria plantar algumas pimentas hidroponicas na pet, mas com um sistema pequeno, pois tenho pouco espaço.
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