segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Exposição sobre Amazônia mostra exuberância da região

A Amazônia e seus encantos naturais, paisagens, animais, lagos, é retratada pela lente do fotógrafo amador e médico veterinário, Carlos Feliz Abrahão, na exposição Amazônia Expressa Vida, com abertura nesta quarta-feira (17), às 9h30, no Paiol da Cultura – Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT), em Manaus. Estarão expostas 42 fotos digitais, em papel fotográfico fosco de 31x21 cm. A exposição permanece no Paiol até o dia 21 de fevereiro.

Durante a exposição será possível conferir fotos de anfíbios e répteis (área de atuação), tiradas em locais como Balbina, no município de Presidente Figueiredo (AM), e na Reserva Florestal Adolpho Ducke, localizada na zona leste da capital amazonense. O fotógrafo informa que as imagens resultam "do prazer que tem em dedicar as horas de folga para registrar cada momento singular da região". O objetivo da mostra de fotografias, segundo Abrahão, é a conscientização da população sobre a importância da conservação ambiental. "A intenção é despertar o interesse e sensibilizar o espectador sobre a temática por meio de imagens que retratam as maravilhas da vida selvagem", explica. Para isso, ele conta com fotos que transmitem a beleza natural da região, além de informações biológicas de caráter conservacionista, ou seja, com o título, local que foi tirada, espécie (nome científico e popular, quando possível).

Apesar de não ser fotógrafo profissional, a qualidade das imagens de Abrahão demonstram muito domínio da técnica. "O propósito desta exposição não é expor meu trabalho, mas, sim, o trabalho do maior dos artistas: a vida. Meu objetivo é apenas servir de ponte entre a exuberante vida selvagem e o público urbano, que tem pouco contato com estas visões fascinantes", ressalta. Ele dá uma dica: "é necessário olhar as figuras não apenas como um pedaço de papel colorido, mas como uma vida capturada em sua plenitude". O fotógrafo espera que o público deixe o local da exposição não apenas satisfeito em ter visto belas imagens, mas com um propósito de manter a natureza intacta, para que outras pessoas também possam ter a chance de conhecer um mundo onde vale a pena viver e que resiste à ação predatória do homem.

Fonte: Inpa

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