Niterói
Gabriel Felice
Preocupados com as alterações climáticas que possam ocorrer com a implantação do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, técnicos da Petrobras anunciaram na manhã desta segunda-feira o início do funcionamento da primeira unidade móvel de monitoramento do ar. A apresentação do equipamento aconteceu em uma escola no bairro de Sambaetiba e reuniu os prefeitos de Itaboraí, Cosme Salles, de Maricá, Ricardo Queiroz, e de Tanguá, Carlos Pereira.
A estação, que custa R$ 1 milhão e funcionará 24 horas por dia, ficará sediada nas instalações da Infraero, em Porto das Caixas, e vai analisar a radiação solar, os índices pluviométricos, temperatura, umidade atmosférica e as condições do vento. Por hora, serão coletadas 20 amostras do ar, submetidas a testes químicos e físicos. Em seguida, os resultados serão retransmitidos para a sede da Cetrel Lúmina – empresa que venceu a licitação para a prestação do serviço por seis meses –, na Bahia. Diariamente, relatórios serão repassados para a Petrobras.
O coordenador de licenciamento ambiental, Rodrigo Pio, informou que outras duas unidades ainda serão instaladas na cidade até o fim deste ano, antes mesmo do início da fase de terraplanagem, em janeiro de 2008, que dará a largada para a construção do Comperj. O objetivo é criar uma rede de monitoramento na região, até então inédita. As informações, depois de catalogadas, serão compartilhadas com órgãos municipais e estaduais, formando um banco de dados unificado. "Esta unidade vai nos fornecer um parâmetro. Não temos como dizer futuramente se a Petrobras manteve ou não a qualidade do ar na região se antes da construção do Comperj não tivermos esses dados", afirma Pio. Os primeiros números mostraram boa qualidade do ar no bairro onde se encontram os equipamentos. Mas, segundo a engenheira do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), Luciana Loureiro, ainda é cedo para se traçar um prognóstico do clima. "Somente depois que estivermos com todas as unidades em funcionamento é que poderemos ter noção de como o clima em Itaboraí se comporta em cada estação do ano", explica.
Mesmo com todos os cuidados e aparatos tecnológicos envolvidos com a implantação do Comperj, imprevistos podem ocorrer. Para Pio, com o monitoramento constante, os problemas poderão ser identificados instantaneamente. "Dessa forma, qualquer alteração climática que venha a ocorrer, seja pela construção do Comperj ou não, será acusada pelos instrumentos. Iremos então analisar as causas para que decisões sejam tomadas logo em seguida. É um trabalho de prevenção", garante o coordenador da Petrobras.
Fonte: O Fluminense
Um comentário:
com certeza esse empreendimento trará desenvolvimento,mas de que adianta ter dinheiro emprego e nao ter saúde,ter o ambiente degradado,sujo,poluid,será que estamos trocando dinheiro pela vida saudável...planeta destruido...vida destruida.nao tem grana que valha a pena isso
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