Niterói
Gabriel Felice
Mesmo sem confirmar que se trata de um surto de dengue, a Secretaria de Saúde de Maricá se encontra em alerta após a confirmação de 20 casos da doença somente em janeiro deste ano. Um aumento de 2.000% se comparado a todo o ano de 2006, quando nenhum caso foi registrado.
Cerca de 70 agentes estão nas ruas, batendo nas portas dos maricaenses, para vasculhar possíveis focos do mosquito Aedes Aegypti e orientar a população. O secretário de Saúde, Sandro Ronquetti, afirma que ações de profilaxia já estão sendo tomadas, mas esbarra na dificuldade de acesso a todos os bairros. "Os casos registrados até agora não estão concentrados em alguns bairros, mas espalhados por toda a cidade. Isso retarda muito as ações que a Secretaria venha a tomar, devido à grande extensão territorial", admite. Outro fator limitante é a grande quantidade de casas utilizadas para veraneio que, na maior parte do tempo, se encontram fechadas. "Além do fato de Maricá ter muitos veranistas, podemos considerar que se trata de uma cidade dormitório. As pessoas acabam não observando se na sua casa tem algum criador do mosquito, auxiliando na propagação da doença", esclarece o secretário.
Indignação
Através de consecutivos exames de sangue, constatou-se a queda do número de plaquetas na corrente sangüínea – componente responsável pela coagulação do sangue –, um dos sintomas característicos da dengue. Ailton garante a ausência da passagem de carros fumacê, que espalham inseticida nas casas, e de visitas dos agentes de Saúde. "A saúde em Maricá não existe. Todos os anos sempre acontece a mesma coisa e nada é feito pelas autoridades para garantir a qualidade de vida da população", afirma o empresário.
Para agilizar os resultados dos exames de sorologia, que antes levavam até 30 dias para serem liberados, a Prefeitura de Maricá alinhavou uma parceria com o Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói, o que reduziu pela metade o tempo de espera.
Cuidados
A reprodução do mosquito transmissor da doença acontece através do depósito de ovos em água limpa e parada. No verão – época do ano onde há predominância de chuvas rápidas durante o dia –, a água acumulada favorece a proliferação. É comum ver os carros, chamados de fumacê, passando pelas ruas, despejando inseticida, para evitar a eclosão das larvas. "Não podemos nos descuidar. É uma ameaça constante e temos que aprender a lidar com isso", analisa Dias.
Por isso, alguns cuidados são sempre destacados:
* Evitar o acúmulo de água limpa e parada em garrafas, baldes, etc. Colocá-los virados de boca para baixo;
* Cobrir pneus e piscinas;
* Colocar terra nos pratos embaixo dos vasos de plantas;
* Tampar corretamente as caixas d’água.
Fonte: O Fluminense
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