Roberto do Nascimento
O Japão anunciou a redução de 29% em emissões de gás carbônico (CO2), um dos principais causadores do aquecimento global. Foram divulgados os primeiros resultados significativos do esquema voluntário de negociação de emissões no ano fiscal de 2006 (marco de 2006 a março de 2007). O esquema começou em 2005 e teve a primeira fase totalmente implementada em 2006, com 31 empresas selecionadas (nas próximas fases, o total sobe para 150).
O governo subsidia as empresas que se comprometem em obter eficiências de custos e reduções de emissões de gases de efeito estufa. As 31 pioneiras haviam se comprometido a reduzir 273 mil toneladas de CO2 (21% do volume emitido em 2002-2004). Mas conseguiram reduzir 377 mil toneladas (29%). E somente uma parte da redução (82,6 mil toneladas) foi obtida por meio de compra de permissões, num total de 24 transações, informam Maurik Jehee e Desiree Hanna, responsáveis pelas vendas crédito de carbono do banco ABN-AMRO Real. "Este exemplo mostra o grande potencial que tanto os esquemas obrigatórios quanto os voluntários têm para alcançar a redução necessária de emissões. É somente um primeiro passo de um único exemplo, porém os resultados são muito significativos e promissores", afirmam.
O governo brasileiro ainda não oferece nenhum tipo de programa de incentivo a empresas e entidades que queiram desenvolver programas de redução de emissões de gases. Os 232 projetos realizados até agora no País tendo como referência os mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL) do Protocolo de Quioto buscam alguma forma de compensação com a venda de créditos de carbono para os países obrigados a reduzir emissões aos níveis anteriores a 1990. As ações voluntárias também têm sido pontuais, mas em maior número, especialmente por empresas que entendem as ações de preservação ambiental como uma ferramenta estratégica de sustentabilidade.
Fonte: DiárioNet
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