Roger Harrabin
O comissário europeu para o meio ambiente, Stavros Dimas, disse à BBC que será melhor para a União Européia não cumprir sua meta de elevar a 10% a proporção do uso de biocombustíveis em relação ao total de combustíveis do que correr o risco de prejudicar o ambiente. Segundo Dimas, a União Européia não previu os potenciais problemas provocados pelo uso de biocombustíveis.
Estudos recentes advertiram sobre os aumentos de preços de alimentos e a destruição de áreas de florestas em conseqüência da produção de biocombustíveis. A União Européia prometeu novas diretrizes para garantir que sua meta para o uso de biocombustíveis não é prejudicial.
Saída perfeita
Desde então, estudos advertiram que alguns tipos de biocombustíveis quase não cortam as emissões e que outros podem levar à destruição de florestas, elevar o preço dos alimentos ou levar empresas com dinheiro a expulsar as pessoas de suas terras para convertê-las para o cultivo de matérias primas para biocombustíveis. "Nós temos visto que os problemas ambientais provocados pelos biocombustíveis e também os problemas sociais são maiores do que pensávamos antes", disse Dimas à BBC. "Então temos que avançar com cuidado." "Nós temos que ter critérios para sustentabilidade, incluindo questões sociais e ambientais, porque há alguns benefícios do uso de biocombustíveis", afirmou.
O comissário disse que a União Européia deverá introduzir um esquema de certificação para biocombustíveis e prometeu uma ação contra biocombustíveis produzidos a partir de azeite de dendê, que estariam levando à destruição de florestas na Indonésia. Alguns analistas têm dúvidas sobre a existência de azeite de dendê "sustentável", porque qualquer quantidade do produto usada para a fabricação de combustíveis simplesmente aumenta a demanda pelo produto no mercado global, controlado principalmente pelas grandes empresas alimentícias.
Biodiversidade
Fonte: BBC Brasil
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