segunda-feira, 14 de maio de 2007

ONG: clima pode ter 1 bilhão de refugiados

Previsão da Christian Aid fala de efeitos até o ano 2050. Organização diz que o mundo desenvolvido deve pagar mais pelos danos.

O aquecimento global vai criar pelo menos 1 bilhão de refugiados até 2050, porque a falta de água e as deficiências de safras expulsarão as pessoas das suas casas, desencadeando guerras pelo acesso a recursos, disse uma importante entidade humanitária nesta segunda-feira (14).

Em um relatório intitulado "Fluxo humano: A verdadeira crise da migração", a Christian Aid disse que, já que o mundo desenvolvido foi responsável pela maior parte da poluição que altera o clima, ele deveria arcar com a maior parte dos gastos com a ajuda aos mais afetados -- os pobres. "Acreditamos que a migração forçada é atualmente a ameaça mais urgente enfrentada por pobres nos países em desenvolvimento", disse John Davison, que coordenou o estudo. Os cientistas prevêem que as temperaturas médias vão subir entre 1,8 e 3 graus neste século por causa das emissões de gases do efeito estufa, principalmente pela queima de combustíveis fósseis, causando inundações e ondas de fome e colocando milhões de vidas em risco.

O Painel Intergovernamental Sobre Mudança Climática diz que até 2080 até 3,2 bilhões de pessoas -- um terço da população do planeta -- enfrentarão escassez de água, até 600 milhões enfrentarão escassez de alimentos, e até 7 milhões vão enfrentar inundações costeiras. "Estimamos que, se não for feita uma forte ação preventiva entre agora e 2050, a mudança climática vai empurrar o número de deslocados globalmente para pelo menos 1 bilhão", disse o relatório da Christian Aid. Especialistas em segurança temem que o fluxo de migrantes forçados alimente não só conflitos já existentes, como crie novos, em algumas das partes mais pobres e desvalidas do mundo, justamente as menos equipadas para lidar com eles, segundo o texto. "Um mundo de muito mais Darfurs é o pesadelo cada vez mais provável", disse o relatório, citando a região do oeste do Sudão onde segundo a ONU pelo menos 200 mil pessoas foram mortas e 2 milhões expulsas de suas casas nos últimos anos. Embora muitos desses refugiados climáticos devam cruzar fronteiras -- tornando-se um problema nacional --, muitos milhões de outros não conseguiriam sair de seus países, e por isso permaneceriam praticamente invisíveis ao resto do mundo, afirmou o relatório. "Esses refugiados internos não têm direitos sob a lei internacional e não têm voz oficial", disse o relatório. "Suas condições de vida devem ser desesperadas, e em muitos casos suas vidas estarão em perigo."

A Christian Aid disse que a Colômbia está atrás apenas do Sudão no número de refugiados internos. Muitos deles foram forçados a fugir pela guerra civil, mas o número agora está sendo aumentado pelos que são expulsos de suas terras devido ao avanço do cultivo da palma, usada na produção de biocombustíveis.

Fonte: Reuters

Casa ecologicamente correta é nova moda na Grã-Bretanha

Governo tem projeto para que novas casas não agridam meio ambiente. Condomínios residenciais em Londres produzem energia e aproveitam água da chuva.

As casas ecologicamente corretas estão se tornando moda na Grã-Bretanha. O novo conceito de vida já influencia o governo. Um projeto pretende estabelecer que, a partir de 2016, todas as novas casas do país sejam construídas de acordo com as normas de proteção ao meio ambiente.

Em Londres, existem condomínios construídos com base na preocupação com a natureza. Em um deles, não há ar-condicionado, aquecimento central, gás de cozinha nem energia fornecida por companhias de eletricidade. Pode até lembrar o tempo das cavernas, mas na verdade mostra muito do futuro. Placas que captam energia solar substituem os vidros das janelas, fornecendo luz de graça e sem causar danos ao meio ambiente. Até o fogão funciona com energia fornecida pelo sol. O recheio das paredes, feito de estopa e papel picado, garante o calor no inverno. No verão, gigantescos tubos que parecem chaminés, captam e distribuem ar fresco pela casa. A água da chuva é captada e vai direto para um tanque no porão da casa. “A natureza depende de atitudes assim.

Faz parte do mundo moderno, e temos que pensar nisso”, explica o morador de uma das casas do condomínio, inaugurado há cinco anos. O conceito ecologicamente correto alimenta o setor de habitação, desde as construtoras até as lojas de materiais de construção, que fornecem tijolos crus (não precisam de fornos), madeira produzida em florestas plantadas exclusivamente para fins industriais e material reaproveitado, geralmente de demolição. “O material pode ter uma segunda chance, o meio ambiente não”, explica um comerciante.

Fonte: Globo.com

Geleiras alpinas não sofrem os efeitos do aquecimento

A grande altitude, acima dos 4,2 m, as geleiras alpinas não derretem, ao menos atualmente, ao contrário dos similares de menor elevação, anunciaram cientistas do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) de Grenoble, França.

Nas pequenas calotas glaciares de Mont Blanc, por exemplo, o acúmulo de neve variou pouco desde o início do século XX, apesar do aquecimento do planeta, segundo os cientistas. "A estas alturas, todas as precipitações são sólidas, sob a forma de neve. O derretimento da cobertura nevada é muito pequeno e só acontece em raros episódios, como o forte calor de 2003", afirmaram. As variações de massa de uma geleira em grande altitude dependem de dois parâmetros: o acúmulo de neve e o derrame de gelo em decorrência de seu peso. O estudo foi publicado na revista especializada Journal of Geophysical Research.

Fonte: AFP

Indonésia confirma a 76ª morte por gripe aviária

As autoridades indonésias confirmaram nesta segunda-feira que uma jovem de 26 anos, que teve a morte anunciada no domingo, era portadora do vírus da gripe aviária. "Os resultados do segundo exame chegaram e são positivos", declarou à AFP uma fonte do ministério da Saúde indonésio.

Esta vítima eleva a 76 o número oficial de mortes no país provocada pela doença. A jovem, grávida de quatro meses, faleceu em um hospital da cidade de Medan (norte da ilha de Sumatra). Desde agosto de 2005, a Indonésia registrou metade das mortes provocadas pelo vírus H5N1 no planeta, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fonte: AFP

Impactos climáticos na pré-história



Com a descoberta no Piauí de parasita considerado extinto há cerca de 10 mil anos, cientistas estudam efeitos das mudanças climáticas na diversidade de espécies. Estudo é destaque de exposição que abre nesta segunda (14/5), no Rio de Janeiro (foto: Ensp)


Washington Castilhos



A descoberta de uma espécie de parasita tida como extinta evidencia que, além dos impactos ambientais mais conhecidos, as mudanças climáticas podem alterar a distribuição de diversas espécies de helmintos e, conseqüentemente, a ocorrência de doenças causadas por esses tipos de vermes.

Após análise feita com fezes fossilizadas de mocós (espécie de roedores) no Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, um grupo de pesquisadores passou a suspeitar que uma forte mudança no clima da região há 10 mil anos teria sido a causa da extinção no local de uma espécie de parasita do gênero Trichuris, que pode infectar humanos. A suspeita da equipe do Laboratório de Paleoparasitologia do Departamento de Endemias da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), estava embasada no fato de as fezes dos mocós atuais não apresentar o helminto. Porém, ao analisar fezes de roedores da mesma espécie no Parque Nacional Serra das Confusões, também no Piauí, os pesquisadores encontraram o parasita. Com a descoberta, veio a certeza. “Como hoje em dia o clima no Parque das Confusões é mais úmido, similar ao do Parque da Capivara há 10 mil anos, concluímos que aquela espécie de parasita se extinguiu por causa das mudanças climáticas ocorridas nesse último local. Como o clima no primeiro parque permaneceu úmido, ele conseguiu sobreviver por lá”, disse a paleoparasitologista Luciana Sianto à Agência FAPESP. Luciana explica que os helmintos são encontrados nas fezes fossilizadas normalmente em ovos, envoltos em uma casca, o que permite a conservação por milhares de anos. “Os helmintos evoluem devagar. O homem moderno tem parasitas que estavam em nossos ancestrais e que não se transformaram em várias espécies, como ocorreu com o próprio homem durante sua evolução”, disse.



A pesquisa será um dos destaques da exposição Paleopatologia: O estudo da doença no passado, que o Museu da Vida da Fiocruz inaugura nesta segunda-feira (14/5), a partir das 11h30, no Rio de Janeiro.



Rodízio de parasitas

Segundo a pesquisadora da Ensp, o parasita desapareceu na Serra da Capivara porque, para completar seu ciclo, precisa passar pelo solo. “Se não passasse pelo solo, não se tornaria infectante”, explicou. Por poder sobreviver apenas em temperatura de até 20ºC, quando o clima se tornou mais quente a espécie não resistiu. No entanto, existem parasitas de ciclos diferentes que, quando eliminados, podem infectar imediatamente, como é o caso do oxiúro, que atinge especialmente crianças. Nesse caso, a contaminação é direta. “Estamos falando de um tipo de parasita que resistiu a mudanças e que veio para o Brasil com as migrações pelo estreito de Bering. Encontramos espécies de oxiúros tanto em coprólitos de humanos pré-históricos como nas fezes da população atual”, disse a pesquisadora. Além das análises de fezes fossilizadas de humanos e de animais, o Laboratório de Paleoparasitologia da Ensp faz também estudos de dieta de populações antigas. O objetivo é analisar as doenças do passado e avaliar se (e como) seus agentes causais se adaptaram às mudanças climáticas, se surgiram novas endemias ou se retornaram ainda mais freqüentes. “Assim como achamos em outro local uma espécie de parasita que pensávamos que não existia mais por conta das mudanças climáticas do passado – período em que a caatinga se tornou como a conhecemos atualmente –, podemos encontrar outros parasitas com potencial para afetar humanos”, disse Luciana.

Segundo ela, a partir do momento que um parasita desaparece, pode haver o aparecimento de outro. “E, se não havia transmissão para o ser humano, pode passar a ter. É normal a população ter parasitas. O problema é que, quando se elimina o parasita comum a um indivíduo, abre-se uma porta para outro.”



Poder de adaptação



Segundo Luciana Sianto, com as mudanças climáticas é possível que o homem desapareça e o helminto não. “O parasitismo viveu todas as transformações pelas quais o mundo passou e contribuiu muito para a evolução. A paleoparasitologia estuda o passado para entender melhor o presente”, afirmou. O material usado pelas análises na Ensp – que inclui, além dos coprólitos (fezes fossilizadas), sedimentos da área pélvica de esqueletos mumificados e latrinas de casas – é resultado de escavações feitas pela Fundação Museu do Homem Americano, no Piauí, que, junto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), administra o Parque Nacional Serra da Capivara, onde se encontra o mais importante patrimônio pré-histórico do Brasil. A exposição Paleopatologia: O estudo da doença no passado estará na sala de exposições temporárias do Museu da Vida até o dia 9 de setembro. A partir do dia 15, a exposição estará aberta ao público de terça a sexta-feira, das 9h às 16h30, e aos sábados, das 10h às 16h. Os helmintos poderão ser observados pelos visitantes por meio de


microscópios com lâminas. Mais informações: www.museudavida.fiocruz.br.


Fonte: Agência Fapesp


sábado, 12 de maio de 2007

Planta pode viver de água salgada, diz estudo

Resistência está ligada a proteínas que restauram o equilíbrio salino do vegetal. Cientistas acham que no futuro será possível criar plantas resistentes transgênicas.

As plantas são capazes de detectar o grau de salinidade do solo e se defender dela, uma descoberta que poderia, por exemplo, se traduzir na criação de um gramado transgênico que poderia ser regado com água salgada. Segundo um trabalho dirigido pelo espanhol Armand Albert, que será publicado no sábado (12) pela revista "Molecular Cell", as plantas são capazes de desenvolver mecanismos de defesa contra as agressões externas como o excesso de sal, a ausência de água ou a falta de nutrientes no solo. Albert, pesquisador do Instituto de Química Física Rocasolano do Centro Superior de Pesquisas Científicas, e sua equipe entendem que a descoberta permitiria, por exemplo, usar água salgada para regar os campos de golfe em áreas com escassez de água doce.

As plantas detectam e se defendem dos estímulos externos mediante um mecanismo molecular, no qual atuam as proteínas quinase e fosfatase, que se organizam para receber os estímulos ambientais e transformá-los em um sinal químico que desencadeia a resposta observada. O excesso de sódio no solo é tóxico para as plantas e desajusta o equilíbrio entre os diferentes sais necessários para um crescimento normal. Em situações de estresse salino, as plantas devem manter as concentrações intracelulares de sódio baixas. Para alcançar este equilíbrio, a quinase e a fosfatase colocam em andamento um transportador na membrana celular que bombeia o excesso de sódio para fora da célula, restabelecendo assim o equilíbrio salino da planta. A importância da descoberta se deve, basicamente, à identificação da estrutura atômica das proteínas e dos determinantes moleculares que afetam o processo.

Graças a esta descoberta, será mais fácil realizar uma busca sistemática de espécies naturais que apresentem alterações nessas proteínas, ou preparar vegetais transgênicos que sejam hiper-resistentes ao sal. A pesquisa foi realizada com a Arabidopsis thaliana, mas é aplicável a outras plantas, como o arroz e a soja.

Fonte: EFE

Projeto Tabagismo

Despertar nos alunos, pais e comunidade uma consciência crítica sobre os males que o fumo pode causar à saúde é a meta do projeto Tabagismo, desenvolvido no Colégio Estadual Abelardo Barreto do Rosário, na cidade de Tobias Barreto (SE).

Orientados pela professora Maria Nanciete Castro Santos, os estudantes fizeram pesquisas sobre o tema em livros, revistas e sites da internet e entrevistaram moradores da região. Estes conheciam os problemas associados ao tabagismo, desde dentes amarelados até câncer de boca e pulmão, mas os fumantes relataram muita dificuldade para abandonar o cigarro. Os alunos, então, explicaram aos entrevistados que irritabilidade e outras alterações são comuns nas primeiras semanas sem fumar, por causa da dependência causada pela nicotina. Contudo, esses sintomas desaparecem com o passar do tempo. Os estudantes também lembraram que, embora existam estratégias que podem ajudar a parar de fumar, como chás, gomas de mascar e remédios, elas só funcionam se houver paciência e força de vontade por parte do usuário.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), fumar é a principal causa de morte evitável no mundo e combater o tabagismo se tornou uma questão de saúde pública, que requer o envolvimento não só do governo, mas também da comunidade. Chamar a atenção da população local para o problema é justamente o que o colégio sergipano pretende. De acordo com o relatório do projeto, a educação na escola e em casa tem papel importantíssimo na prevenção, pois dá ao aluno a oportunidade de se conscientizar sobre os riscos do cigarro.

Fonte: Fiocruz

Embrapa estuda diferentes matérias-primas para produção de etanol

Vitor Moreno

Açúcar solúvel( obtido principalmente da cana-de-açúcar), amido(grãos e tubérculos, como a mandioca e o milho) e celulose(bagaço de cana, resíduos florestais e biomassa de gramíneas, dentre outros) são, atualmente, as principais matérias-primas utilizadas para obtenção de etanol. Contudo, há diferenças significativas no que compete à facilidade e aos custos para a produção desse composto químico.

Por meio de arranjos tecnológicos e produtivos e de parcerias estratégicas, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária-Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, vem procurando maximizar os resultados das culturas empregadas como fontes de agroenergia. Segundo informações da Embrapa Agroenergia(Brasília-DF), unidade responsável por coordenar as pesquisas sobre o assunto, o etanol de cana-de-açúcar é o principal componente da matriz brasileira de biocombustíveis, mas existem focos de pesquisa sobre etanol de amido e de celulose, visando a sustentabilidade e a consolidação do programa de energia renovável no Brasil. Esse protagonismo da cana-de-açúcar acontece, basicamente, porque é mais barato obter etanol a partir dessa matéria-prima. Os componenentes que a diferenciam na produção do composto gerador de energia são o alto rendimento agrícola e industrial. Além disso, tanto amido quanto celulose precisam ser fermentados para obtenção de açúcares simples para só depois serem transformados em etanol. A cana dispensa esse processo.

Custos

As estimativas para custos de produção(Earth Trends Update: March 2007) apontam que um litro de etanol de cana custa, em média, U$ 0,34 por litro. O derivado de milho custaria cerca de U$ 0,50 e o de celulose, por volta de U$ 1,10. Porém como explica Frederico Durães, chefe-geral da Embrapa Agroenergia, o etanol de milho é uma tecnologia madura nos Estados Unidos. Não apresenta, portanto, tendência de uma redução significativa nos seus custos de produção. A grande aposta para isso, no momento, é o etanol de celulose."Atualmente, é mais caro converter material celulósico em etanol por causa do extensivo processamento requerido" explica Durães. Entretanto, a obtenção de etanol a partir de celulose traz a possibilidade de combinação de sua produção e de disponibilidade de biomassa de baixo custo(resíduos e bagaço de cana, por exemplo). Isso dá ao modelo delulósico três importantes funções: condicionador de solos, co-gerador de energia, além de claro, servir de matéria-prima para produção de etanol. Aliado a técnicas de plantio direto, isso pode auxiliar diretamente na elevação da produtividade da cana,"Em países de clima tropical, como o Brasil, a celulose terá um papel complementar na matriz, ele fará parte do processo" afirma.

Embrapa Agroenergia

Em consonância com o Plano Nacional de Agroenergia(2006-2001), a Embrapa Agronergia incluiu quatro plataformas em sua pauta de epsuisa, desenvolvimento e inovação(PD&I): etanol, biodiesel, florestas energéticas e resíduos. A unidade, criada em 2006 para coordenar os trabalhos da Embrapa no desenvolvimento de soluções para obtenção de energia na atividade agroindustrial, vem mapeando e articulando os esforços e as competências das diferentes unidades de pesquisa localizadas em pontos estratégicos do território nacional.

Fonte: Embrapa

Rio será uma das sedes do show contra aquecimento

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, em visita ao Rio de Janeiro e ao lado de Xuxa, anunciou hoje que a cidade será uma das oito a sedir os shows do evento Live Earth, no dia 7 de julho, para chamar a atenção do mundo sobre o problema do aquecimento global. "Estou aqui para convidar todos os brasileiros que se interessam pelo meio ambiente a assistirem ao espetáculo gratuito e ao ar livre que ofereceremos na praia de Copacabana", disse Gore em entrevista coletiva no Rio de Janeiro.

A cidade será a única da América Latina a ter um dos concertos com artistas internacionais do evento, que terá palcos em todos os continentes. Os "concertos para um clima em crise", como diz o slogan do evento, terão apresentações em oito cidades de vários países e serão transmidos ao vivo pela televisão em todo o mundo, junto com mensagens para mobilizar a humanidade na luta contra o aquecimento global. O evento durará 24 horas e começará com um concerto em Sydney, que será seguido de apresentações em Tóquio (Japão), Xangai (China), Johanesburgo (África do Sul), Londres (Reino Unido), Hamburgo (Alemanha), Nova Jersey (EUA) e, finalmente, Rio de Janeiro. "Será o maior espetáculo para televisão no mundo, todo com cerca de 2 bilhões de espectadores", afirmou Gore. O ex-vice-presidente americano vem promovendo em diferentes países o filme que produziu e o livro que escreveu sobre o aquecimento global, ambos chamados "An Inconvenient Truth" (Uma Verdade Inconveniente).
"O objetivo é elevar a consciência no mundo todo sobre a emergência planetária que enfrentamos", explicou.

Gore ressaltou que o concerto do Rio de Janeiro será o único gratuito e ao ar livre. Ele acrescentou que espera a presença de cerca de 1 milhão de pessoas em Copacabana. No ano passado, a praia recebeu 1,5 milhão de pessoas para verem o show gigantesco dos Rolling Stones.
"A aglomeração de público em torno da defesa do meio ambiente simbolizará a missão do projeto Live Earth de conscientizar o maior público possível em torno da causa", segundo os organizadores do evento mundial. Gore afirmou que a causa mobilizará cerca de 100 artistas de todo o mundo para, além de levar uma mensagem ao público, "incentivar Governos e empresas a combater igualmente a crise climática, por se tratar de um problema global e de responsabilidade mundial". O Live Earth é uma iniciativa de Kevin Wail, o mesmo produtor executivo da série de shows Live 8, promovida em 2005 em solidariedade a países da África. Os organizadores não divulgaram os nomes dos artistas que vão tocar, já que ainda estão em negociações com vários deles. O anúncio do concerto no Rio de Janeiro contou com a presença de Xuxa, que disse ter-se juntado à causa. "Quis me unir ao projeto porque sei que posso transmitir a mensagem para as crianças. Não sei falar a linguagem dos adultos, mas através do meu trabalho posso plantar essa semente no coração das crianças", disse a apresentadora.

EFE

OMS discute quebra de patentes por países pobres

O desafio lançado pelos países pobres ao sistema internacional de obtenção e proteção de remédios e vacinas, liderado pela Indonésia e Brasil, será o tema principal da 60ª Assembléia Mundial da Saúde, que começa na segunda-feira, em Genebra.

A maior reunião do mundo sobre o tema, que a cada ano reúne os ministros de Saúde dos 193 países-membros da OMS, vai até 23 de maio. O plenario deverá aprovar um aumento de 15% no orçamento bienal, até US$ 4,2 bilhões. Um dos temas será a polêmica aberta pela Indonésia, o país com mais vítimas humanas do H5N1, que se nega a compartilhar mostras do vírus causador da gripe aviária com a comunidade internacional. O país exige o acesso livre às vacinas. "Os assuntos principais serão a gripe aviária e a recusa da Indonésia a compartilhar as mostras, assim como a proteção da propriedade intelectual, dois temas relacionados", reconheceu o porta-voz da organização, Iain Simpson.

A Indonésia vai à reunião do principal órgão executivo da OMS convencida de que a sua decisão é apoiada pelos outros 12 países com vítimas humanas do H5N1. Além disso, espera receber a "compreensão" da organização internacional, que, no entanto, "acredita que durante a Assembléia será possível solucionar o conflito", disse o porta-voz. A comunidade internacional teme uma pandemia mundial causada pelo H5N1. O vírus, por enquanto, foi capaz de matar, geralmente em menos de 10 dias, 78% das pessoas contaminadas, que tinham em média 20 anos. A Indonésia compartilhava gratuitamente suas mostras do vírus até receber de farmacêuticas privadas ofertas de vacinas elaboradas precisamente a partir de seu material, o que o Governo considerou inadmissível. "É inaceitável que boa parte do mundo não receba os benefícios do intercâmbio de vírus e não possa dispor das vacinas", declarou recentemente o chefe do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento no Ministério da Saúde indonésio, Triyono Sundoro.

A Assembléia vai buscar uma solução para o conflito. A exigência indonésia tem sido muito criticada pelos países ricos e apoiada pelos pobres, que temem ficar sem vacinas em caso de pandemia. O problema não é só da gripe aviária. Ele questiona o sistema mundial de produção de remédios e vacinas. A pesquisa privada é financiada através do direito de patentes, cada vez mais pressionado pelos países em desenvolvimento, que querem retirar as proteções para baratear os produtos. Um exemplo é a decisão do Brasil de suspender a patente da multinacional Merck sobre o Efavirenz, um remédio para a aids, e importar um genérico fabricado por um laboratório da Índia que cobra um preço mais de três vezes menor que o do original. Com essa decisão, inédita na América Latina e uma das primeiras do mundo, o Brasil poderá poupar US$ 30 milhões este ano e US$ 237 milhões até 2012, quando vence a patente.

Entre outros pontos a serem discutidos no encontro, a agenda inclui os avanços na erradicação do sarampo e da pólio, a melhora da saúde infantil e materna, o controle da tuberculose, o câncer e a febre amarela. Também será proposta a criação de um Dia Mundial contra a Malária. A situação nos territórios palestinos é outro tema em estudo.

Fonte:EFE

MMA esclarece

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade reafirmam, diante da decretação de greve de seus servidores, que a edição da Medida Provisória 366/07, que cria o Instituto Chico Mendes, é um importante instrumento para o aperfeiçoamento do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama).

Informam também que sempre estiveram abertos ao diálogo com os servidores dos dois institutos. Nos dias 25/04 e 27/04 a própria ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em audiência com a associação dos servidores (Asibama), propôs a criação de um grupo de trabalho para o aperfeiçoamento tanto da Medida Provisória quanto dos Decretos que instituem as estruturas do Ibama e do Instituto Chico Mendes. É importante frisar que as presidências e direções destes institutos, apesar de terem se colocado à disposição dos servidores para dirimir suas dúvidas, não foram por eles demandadas. Ressaltam, ainda, que o diálogo continua aberto.

Ascom MMA

Crescimento prejudicial

João Gabriel Rodrigues

Estudo mostra impacto de obras de infra-estrutura em unidades de conservação ambiental no Brasil

Grandes obras de infra-estrutura no território brasileiro aprovadas pelo governo federal para acelerar o crescimento econômico na América Latina provocarão impactos socioambientais em praticamente metade das unidades de conservação da biodiversidade do Brasil, a maioria na Amazônia.

A conclusão é de um estudo realizado pela organização não-governamental Conservação Internacional (CI-Brasil), que analisou projetos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste do país que prevêem a melhoria dos sistemas rodoviário, ferroviário e hidroviário, além da construção de usinas hidrelétricas para aumentar a geração de energia. A pesquisa se concentrou em 13 projetos – previstos ou em andamento – que afetariam áreas protegidas (terras indígenas e unidades de conservação) e áreas prioritárias para preservação no país. As obras fazem parte da Iniciativa de Integração Regional Sul-americana (IIRSA), do Plano Plurianual (PPA) e do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) do governo federal e integram os esforços do Brasil, aliado aos outros países sul-americanos, para melhorar suas infra-estruturas nos setores de transporte, telecomunicações e energia e permitir uma maior integração no continente. “Nosso objetivo era mostrar a fragilidade do cenário sócioambiental em que as obras se encaixam e chamar a atenção do governo para suas conseqüências”, afirma Paulo Gustavo Prado, diretor de Política Ambiental da CI-Brasil. Com base em projetos do mesmo tipo realizados anteriormente, a pesquisa apontou os danos que essas obras causariam na rotina das regiões.

Segundo Prado, as áreas atingidas não têm condições de sustentar as mudanças provocadas pelos projetos sem que haja prejuízos. “Nessas regiões, a atuação governamental é fraca e não há transparência no desenvolvimento dos projetos, o que impede que a população conheça suas conseqüências”, pondera o diretor. O estudo apresenta estratégias que possibilitariam o crescimento econômico das regiões sem prejuízo do meio ambiente. Os maiores problemas a serem combatidos estariam na postura dos governos envolvidos. Para os pesquisadores, há a necessidade de uma maior atuação do governo na fiscalização de cada etapa do processo para impedir o desmatamento exagerado e a migração irregular, por exemplo. Outra questão problemática é a forma como os projetos foram desenvolvidos. Cada um foi criado isoladamente e o governo não demonstrou preocupação com os efeitos das obras em conjunto. “Cada obra é como uma quantidade de água adicionada ao copo. Encarando-se a situação desse jeito, a próxima poderá ser a gota d´água, que irá resultar em danos irreparáveis ao nosso ecossistema”, diz Prado.

Prado destaca que existem projetos bem-sucedidos em âmbito nacional e que podem servir como exemplo para a realização de novos empreendimentos, como o Plano BR 163 Sustentável. Segundo ele, durante a construção da rodovia, houve intensa participação popular e uma conduta sóbria do governo ao fiscalizar os sojicultores que desejavam tirar proveito das áreas desmatadas. “Pelas lições aprendidas, o Brasil está em condições de aprimorar o desenvolvimento pretendido e reverter o modelo convencional, que coloca a biodiversidade e as populações tradicionais como empecilhos ao desenvolvimento econômico”, avalia.

Fonte: Ciência Hoje

Brasileiro se interessa por C&T Assuntos da área científica e tecnológica atraem mais do que moda, política, arte e cultura

Fernanda Alves

O interesse do brasileiro por ciência e tecnologia é maior do que por temas como moda, política, arte e cultura, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

A pesquisa também revela que assuntos como medicina e saúde e meio ambiente atraem mais a população do que esportes e economia. Apesar disso, ainda há uma parcela que não compreende as notícias publicadas sobre o tema. E mesmo demonstrando interesse genérico por esses assuntos, ainda são poucas as pessoas que freqüentaram, no último ano, locais como museus, jardins botânicos ou bibliotecas públicas.

A pesquisa ouviu 2004 pessoas, com idade média de 36 anos, nas cinco regiões do país no final do ano passado. Os entrevistados tinham uma renda média de pouco mais de R$ 900 por mês e apenas 10% haviam completado o Ensino Superior. Essa amostra foi escolhida de forma a refletir o perfil da população brasileira, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre sua distribuição, seu grau de instrução e sua renda. Segundo o levantamento, os interessados em ciência e tecnologia procuram, em primeiro lugar, se informar sobre informática, descobertas científicas e novas tecnologias. A televisão é o meio mais procurado, e revistas e jornais empatam em segundo lugar. Apesar de ressaltarem a qualidade das reportagens desses veículos, uma parcela significativa das pessoas acredita que o número de matérias dedicadas ao tema ainda é pequeno. Entre aqueles que não se informam sobre assuntos da área científica ou tecnológica, 37% dizem não entender do tema.

Para o coordenador da pesquisa, o físico Ildeu de Castro Moreira, do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia do MCT, os resultados demonstram uma apreciação positiva, mas não ingênua, da população sobre C&T. O estudo revelou uma preocupação acerca dos prejuízos que os avanços científicos podem causar ao meio ambiente e ao mercado de trabalho. No entanto, 46% dos entrevistados acreditam que esses avanços geram mais conseqüências positivas do que negativas, e confiam nos cientistas, descritos no questionário como “pessoas inteligentes que fazem coisas úteis para a humanidade”. Outra importante conclusão do estudo é que 52% dos entrevistados não visitaram ou participaram, no último ano, de algum evento científico.

O motivo apontado por 35% dessas pessoas é a falta de museus, jardins botânicos ou bibliotecas públicas perto de casa. Outros 19% sequer sabem onde encontrar algum museu. Entre os que freqüentam tais lugares, 45% afirmam que sempre aprendem algo. Moreira ressalta que a pesquisa é um elemento de reflexão. “A partir dela podemos dar um novo enfoque à divulgação científica no país”, diz. E acrescenta: “Essa reflexão não cabe apenas ao governo federal, mas às instituições de pesquisa e publicações que atinjam o grande público, como jornais e revistas.”

Fonte: Ciência Hoje

sexta-feira, 11 de maio de 2007

ervidores decretam greve contra divisão do Ibama

Aline Bravim e Marcos Chagas

Os servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) decretaram ontem (11) greve nacional a partir de segunda-feira por tempo indeterminado. A decisão foi tomada durante uma assembléia a tarde, entre funcionários de todos os estados brasileiros.

Os trabalhadores são contra a aprovação da Medida Provisória (MP) 366, que determina que a gestão das unidades de conservação e dos centros de pesquisa será competência do recém-criado Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.Na assembléia foram ouvidos presidentes da Associação dos Servidores do Ibama (Asibama) de todo o Brasil. Servidores de alguns estados brasileiros, como Minas Gerais, preferiam que não houvesse greve, mas afirmaram que também vão fazer paralisação, para apoiar o Instituto do Meio Ambiente.Durante as negociações do servidores, foram colocadas nas paredes faixas em tom de protesto, como “O Ibama está contra os ditadores da MP 366”, “Ajude o Ibama a cuidar do Brasil” e “Papa, salve o meio ambiente! O Lula está acabando com ele”.

A presidente da Associação dos Servidores do Ibama do Distrito Federal (Asibama-DF), Lindalva Cavalcanti, disse que amanhã (11) os 100 delegados que referendaram a greve retornarão aos 26 estados para homologar a decisão em novas reuniões. Além disso, informou, decidirão que áreas do órgão federal paralisar. Em Brasília, a reunião está prevista para as 11h30."A tendência no Distrito Federal é manter o funcionamento das áreas de segurança e de manutenção das unidades de conservação ambiental, como o Parque Nacional de Brasília", disse Cavalcanti, em entrevista à Agência Brasil. "Como a seca já está chegando à região, o pessoal que faz o monitoramento de fogo nessas unidades, bem como o pessoal da segurança interna, deve continuar trabalhando." Ela ressaltou, no entanto, que a assembléia é soberana para decidir. "Nossa greve não é contra o meio ambiente, é a favor", declarou. Ela informou que está na página é possível participar de abaixo-assinado pela revogação da MP 366.

Fonte: Agência Brasil

Entenda o que é o "efeito estufa" e como ele provoca o aquecimento global

Paulo Montoia

Ao chegar à Terra, parte da energia do sol é aprisionada na atmosfera e isso a mantém "quentinha", a uma temperatura média de 30 graus. É esse efeito benéfico que os cientistas chamam de Efeito Estufa, expressão que tem um sentido mais claro no original em inglês greenhouse effect (Efeito de Estufa de Plantas). As explicações estão na página www.unfccc.org.

Sem o efeito estufa, não haveria vida na terra e nos oceanos, pelo menos com a riqueza, a diversidade e complexidade que conhecemos hoje. O problema é que, nas últimas décadas, os climatologistas perceberam que a temperatura média do planeta estava aumentando, ou seja, está acontecendo uma intensificação do efeito estufa. Popularmente, portanto, se fala nos efeitos perniciosos do efeito estufa quando na verdade se está fazendo referência aos problemas trazidos pela intensificação desse efeito, não por ele em sim, que existe há milhões de anos e é fundamental para a existência de vida no planeta.Nas últimas décadas, os cientistas passaram a estudar as causas desse sobreaquecimento, alertando a comunidade internacional. Esse movimento deu origem à Convenção das Nações Unidas Sobre as Mudanças Climáticas, aprovada e iniciada na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, em 1992, a Eco-92, ou Rio-92.

A temperatura média do planeta já subiu 6 graus no século 20 e as projeções indicam que subirá entre 1,4 grau e 5,8 graus até o ano 2100, se nada for feito para deter o processo, segundo informe oficial do portal de internet da Convenção. "Mesmo uma pequena elevação da temperatura faz-se acompanhar por mudanças climáticas nas camadas de nuvens, nas chuvas, padrões dos ventos e duração das estações do ano", destaca a Convenção no portal da internet. Os gases do efeito estufa formam como que uma "redoma de vidro" sobre o planeta, deixando entrar a luz e aprisionando o calor. Originalmente, esses gases somavam apenas 1% do total da atmosfera. O principal deles é o dióxido de carbono (CO²), que tinha participação de 60% nessa soma. Ocorre que os principais energéticos utilizados pelo homem nos últimos séculos – madeira, carvão, petróleo e gás natural – liberam carbono (C) na atmosfera e contribuem para formar mais dióxido de carbono (também conhecido como gás carbônico ou CO²), que intensifica o efeito estufa. O ciclo de absorção e liberação de carbono é um dos mais amplos e importantes do meio ambiente e envolve ar, terra e seres vivos, águas doces e oceanos. As plantas, por exemplo, absorvem carbono e o armazenam. Mas a liberação de carbono no ambiente, pelo homem, acontece numa velocidade maior do que a capacidade de absorção do ambiente. Segundo dados da Convenção das Nações Unidas sobre o assunto, os níveis de CO² na atmosfera estão crescendo 10% a cada 20 anos.

O Tratado de Quioto pretende reduzir as emissões de carbono, particularmente as geradas por atividades industriais e veículos de transporte. Objetiva também estimular todos os tipos de projetos que preservem ou ampliem a capacidade do ambiente de absorver o CO² ou outros gases causadores da intensificação do efeito estufa (ozônio – O³ – ou metano, CH4, por exemplo), por meio do mercado de créditos de carbono. Outras informações sobre o efeito estufa podem ser encontradas na página oficial da convenção na internet, www.unfccc.org','').

Fonte: Agência Brasil

Portal reunirá informações nacionais sobre gestão florestal

Rubens Júnior

O Ministério do Meio Ambiente e o Ibama colocaram no ar a primeira versão do Portal da Gestão Florestal. O espaço pode ser encontrado no site eletrônico do Serviço Florestal Brasileiro, hospedado no site do MMA (www.mma.gov.br).

Uma resposta ao Decreto Presidencial 5.975 e da Resolução 379 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), o portal tem por objetivo integrar e unificar informações sobre a gestão florestal no Brasil, bem como garantir transparência e publicidade aos programas e ações desenvolvidas pelas instituições públicas responsáveis pela gestão das florestas e pelo controle da produção e da comercialização dos produtos e subprodutos florestais. Aos poucos, a exemplo do portal do Licenciamento, o portal de Gestão Florestal dará acesso a informações sobre o tema fornecidas pelos governos estaduais e pelo Distrito Federal. Vinculado ao Sistema Nacional de Informações sobre o Meio Ambiente (Sinima), o portal é um dos três eixos estruturantes do Sistema Nacional de Informações Florestais, criado pela Lei 11.284/06. A ferramenta poderá ser utilizada pelos diversos segmentos da sociedade civil para fiscalização das ações de governo, além de fonte para pesquisas das comunidades acadêmica e científica.

Outra importante aplicação do portal é a de subsídio para o planejamento, o monitoramento, o controle e o gerenciamento florestal por parte dos órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama). A configuração inicial do Portal da Gestão Florestal, que coube ao Grupo de Trabalho criado pela Portaria 39 do MMA, de março de 2007, e contou com a presença de representantes do MMA e do Ibama, oferecerá informações do Programa Nacional de Florestas, do Serviço Florestal Brasileiro e do Ibama. Na próxima etapa, será desenvolvida por Grupo de Trabalho mais representativo, integrado por entidades dos três níveis de governo, dos segmentos empresarial e laboral da área florestal e do terceiro setor, representados no Conama.
Este GT proporá uma agenda de trabalho para que as entidades do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) possam atualizar, aperfeiçoar e alimentar o portal, agregando informações de todos os estados e do Distrito Federal. "Com a oferta dessas informações à população, estamos facilitando o controle social e a transparência da gestão pública, uma das prioridades do Ministério do Meio Ambiente", afirma o coordenador do Grupo de Trabalho, Volney Zanard.

O Brasil é o maior produtor e maior consumidor mundial de produtos florestais. Além de oferecer rica variedade de material genético para a indústria de fármacos, cosméticos, resinas, óleos e alimentos, as florestas brasileiras fornecem insumos fundamentais para setores estratégicos da economia nacional, como siderurgia, construção civil, indústrias moveleira e papeleira.

Fonte: MMA

Perigo que vem do mar


Estudo realizado por pesquisadora da USP identifica na água de lastro de navios na costa brasileira o vibrião do cólera, cujo controle passa a integrar a Convenção Internacional para Controle e Gestão da Água de Lastro e Sedimentos de Navios


Fábio de Castro

Um estudo realizado no Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) encontrou o vibrião do cólera em quatro de 105 amostras retiradas da água de lastro de navios atracados em diferentes portos brasileiros.

A água de lastro, utilizada em navios de carga como contrapeso para que as embarcações mantenham a estabilidade e a integridade estrutural, é transportada de um país ao outro e pode disseminar espécies alienígenas, potencialmente perigosas e daninhas. Os resultados da tese de doutorado de Keili Maria Cardoso de Souza, defendida na semana passada, tiveram papel decisivo para a inclusão do controle microbiológico do Vibrio cholerae patogênico na Convenção Internacional para Controle e Gestão da Água de Lastro e Sedimentos de Navios. Embora tenha sido aprovada em fevereiro de 2004 pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), agência da Organização das Nações Unidas responsável pela segurança da navegação e prevenção da poluição marinha, a convenção ainda precisa ser ratificada por pelo menos 30 países para entrar em vigor – o que ainda não ocorreu. “No Brasil, até agora, só um procedimento recomendado pela convenção é efetivamente realizado: a Marinha faz análise de salinidade para checar se houve troca da água de lastro a 200 milhas da costa. Nenhuma outra medida é feita”, disse Keili à Agência FAPESP.

Os resultados do estudo destacam a necessidade do controle microbiológico. O trabalho começou em 2001 com a análise da água de lastro em 105 navios a fim de avaliar níveis de contaminação e presença de agentes patogênicos. “Encontramos o Vibrio cholerae 1 toxigênico em quatro amostras. Uma quinta amostra foi condenada por alto número de coliformes. A partir daí, em parceria com a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], partimos para uma segunda fase de análise da água nas áreas portuárias brasileiras”, explicou. Foram selecionados sete portos: Belém, Fortaleza, Recife, Sepetiba, Santos, Paranaguá e Rio Grande. De acordo com a pesquisadora, todos os portos tiveram a qualidade da água aprovada. “Mas é preciso fazer uma ressalva: a legislação do Conama [Conselho Nacional do Meio Ambiente] exige análises trimestrais. Nossa amostra foi aprovada apenas pontualmente”, disse. Até 2001, as negociações para a adoção da Convenção Internacional para Controle e Gestão da Água de Lastro e Sedimentos de Navios determinavam que fossem feitas apenas análises de coliformes fecais e de controle de organismos exóticos. Com os resultados do estudo de Keili, o acordo passou a recomendar o controle do vibrião patogênico do cólera. “Concluímos que o Vibrio cholerae é de fato transportado pela água de lastro dos navios. E comprovamos que não havia correlação entre os indicadores fecais e a presença do vibrião. Então seria preciso acrescentar esse indicador microbiológico”, disse a pesquisadora.

Segundo a orientadora da tese, Irma Rivera, que é professora do ICB-USP e consultora da Organização Mundial de Saúde (OMS), o trabalho de Keili foi importante para alertar sobre a necessidade de incluir na convenção exigências de controle de patógenos, vírus e bactérias. “Com o trabalho dela, o Brasil mostrou ser um dos poucos países preocupados com essas normas microbiológicas”, disse ela à Agência FAPESP. De acordo com a professora, o trabalho será muito importante para alertar as autoridades da necessidade de mais pesquisas na área. “Uma recente mudança de direção da Anvisa tirou a água de lastro das prioridades do Ministério da Saúde. É preciso reverter este equívoco”, disse. A presença de alguns tipos toxicogênicos do vibrião é considerada um alto risco por Irma, já que essas variações podem trocar material genético com os microrganismos encontrados no Brasil. “O vibrião do cólera está sendo isolado nos nossos sistemas aquáticos marinhos desde 1979. Ele não é patogênico. É preciso ressaltar que o cólera não é endêmico por aqui, como na Ásia e na África”, disse. Estudos realizados pela equipe de Irma mostram evidências de que algumas epidemias de cólera registradas na década de 1990 no Peru e no Brasil, no porto de Paranaguá, foram causadas pelas águas de lastro. “Reconheço que é muito complicado fazer o controle necessário. Mesmo porque as análises microbiológicas são bastante demoradas e os portos são numerosos”, disse.

De acordo com dados da IMO, cerca de 12 bilhões de toneladas de água de lastro são transportadas anualmente ao redor do mundo. Um cargueiro com capacidade de 200 mil toneladas pode carregar mais de 60 mil toneladas de água de lastro. A IMO avalia que cerca de 4,5 mil espécies são transportadas pela água de lastro pela frota mundial a qualquer momento e, a cada nove semanas, uma espécie marinha invade um novo ambiente em algum lugar do globo. Os navios mercantes, no entanto, transportam mais de 80% das commodities mundiais. Todos os navios cargueiros necessitam da água de lastro e não existem, ainda, produtos substitutos para o lastreamento.

Fonte: Agência Fapesp

Segundo carregamento - ANIP retira quase 2 mil pneus da Usina de Reciclagem de Lixo

A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP) realizou, nesta quinta-feira, dia 10, a segunda coleta de pneus depositados no Ecoponto, local específico para esta finalidade, na Usina de Reciclagem de Lixo do Demlurb, em Nova Benfica.

Foram transportados 1.185 pneus de carro e 43 de caminhão, perfazendo um total de 1.228, e já existem cerca de 2.500 para a próxima retirada que deve acontecer no mês de junho. Na primeira retirada, no último dia 4, a ANIP levou 5.113 pneus de carros e caminhões e 174 de motocicleta. Esses pneus foram recolhidos em via pública ou deixados por empresas e borracharias na usina, depois que o Demlurb promoveu diversas campanhas educativas junto à população sobre a problemática dos pneus e o meio ambiente. Essa ação do Demlurb também está inserida dentro de uma grande campanha que vem sendo desenvolvida pela Secretaria de Saúde, Saneamento e Desenvolvimento Ambiental, Defesa Civil, Secretaria de Política Urbana, Cesama, Secretaria de Planejamento e Gestão Estratégica, Secretaria de Comunicação e Qualidade, em parceria com a Gerência Regional de Saúde e Funasa para desenvolver trabalhos do Mutirão de Combate à Dengue.

O Demlurb recolhe todos os pneus (habitat propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti) jogados em terrenos baldios ou em vias públicas. Ao ser formado volume de dois mil pneus pequenos e 500 grandes, a ANIP manda recolher no Ecoponto e dá a destinação final.O gerente industrial da Usina de Reciclagem de Lixo, Luiz Carlos Masson, disse que tanto o Demlurb como a ANIP têm interesse em adotar medidas visando à prevenção e repressão da degradação do meio ambiente, de modo a dar destinação ambientalmente adequada aos pneus inservíveis. Isso visa a proporcionar o fortalecimento da luta pela conquista de melhores condições de vida e preservação do meio ambiente.Masson também explicou que, em breve, o Demlurb realizará campanha com palestras e distribuição de folhetos educativos contendo as informações básicas sobre os problemas causados por pneus inservíveis.

Muitas vezes, eles são abandonados ou dispostos de forma inadequada e acabam trazendo sérios riscos ao meio ambiente e à saúde pública.Para evitar o espalhamento dos pneus de forma indiscriminada por ruas, rios, córregos e encostas, Masson orienta sobre os procedimentos que as pessoas devem seguir para que o Demlurb possa recolher os pneus velhos. No caso de borracharias, transportadoras, empresas de ônibus, dentre outras, os proprietários desses estabelecimentos não devem deixar acumular grande quantidade de pneus inservíveis. Assim que for reunido um número razoável, é preciso entrar em contato imediatamente com o Demlurb, pelo telefone 3690-3507 para que seja providenciada a autorização para o descarregamento do produto no Ecoponto. Quanto aos pneus jogados nos logradouros públicos, o Demlurb os recolhe e deposita também no Ecoponto.

Processo de reciclagem

O processo de recuperação e regeneração dos pneus exige a separação da borracha vulcanizada de outros componentes (como metais e tecidos, por exemplo). Os pneus são cortados em lascas e purificados por um sistema de peneiras. As lascas são moídas e depois submetidas à digestão em vapor d’água e produtos químicos, como álcalis e óleos minerais, para desvulcanizá-las. O produto obtido pode ser então refinado em moinhos até a obtenção de uma manta uniforme ou extrudado para obtenção de grânulos de borracha. Este material tem várias utilidades: cobrir áreas de lazer e quadras esportivas, fabricar tapetes para automóveis, passadeiras, saltos e solados de sapatos; colas e adesivos; câmaras de ar, rodos domésticos, tiras para indústrias de estofados, buchas para eixos de caminhões e ônibus, entre outros produtos.Outras informações com a Assessoria de Comunicação do Demlurb pelo telefone 3690-3537.

Fonte: Demlurb

A solução está na floresta

Fábio de Castro

Diminuir o desmatamento de florestas tropicais pode ser a maneira mais barata para reduzir os gases de efeito estufa e estabilizar o aquecimento global, de acordo com artigo escrito por um grupo internacional de cientistas e divulgado nesta no site da revista Science.

Segundo o texto – publicado na seção Policy Forum, que recomenda estudos que podem ser utilizados em políticas públicas –, se as taxas de desmatamento forem reduzidas pela metade até 2050 e mantiverem o nível até 2100 será possível eliminar 50 bilhões de toneladas de carbono, o que equivale a mais de 10% dos cortes necessários para manter as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono em 450 partes por milhão (ppm). Uma concentração maior do que essa, de acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), levaria o aquecimento para uma margem acima de 2ºC, causando uma catástrofe ambiental em escala global. No artigo, os pesquisadores utilizaram dados reunidos pelo IPCC para avaliar o projeto Reduzindo Emissões do Desmatamento (RED), lançado pelas Nações Unidas para investigar durante dois anos políticas e incentivos que os países em desenvolvimento possam adotar de modo a frear o desmatamento de florestas tropicais.

Os pesquisadores lembram que o desmatamento de florestas tropicais causou cerca de 20% das emissões de gases estufa de origem humana na década de 1990. Além disso, com o desmatamento, perde-se a capacidade de seqüestro de carbono, o que aumentaria ainda mais as concentrações atmosféricas. Para um dos autores do artigo, Carlos Nobre, pesquisador do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o texto resume o que tem sido afirmado nos últimos anos pelos cientistas que estudam mudanças climáticas. “É evidente que a solução de longo prazo é a descarbonização. Mas, no intervalo das próximas décadas, a redução de emissões tem que ser considerada. O artigo mostra que, graças ao IPCC, a revista entendeu o recado que temos passado nos últimos anos”, disse Nobre à Agência FAPESP.

Benefícios podem ser maiores

O artigo, assinado também por cientistas da Austrália, do Canadá, dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido, ressalta que é possível reduzir as emissões sem impacto econômico. “Ocorre o contrário, pois há ganho econômico para todo o sistema se houver melhor utilização das florestas tropicais”, disse. Nobre e colegas destacam que o RED deverá fazer progressos, uma vez que vários países em desenvolvimento com vastas áreas florestais procuraram o projeto e alguns começaram a reduzir o desmatamento com dois tipos de projeto de baixo custo: redução de queimadas acidentais e redução do desmatamento em áreas que não serão utilizadas para agricultura. “É evidente, no entanto, que os países ricos também precisam fazer parte da solução”, disse Nobre. Segundo ele, não seria possível que os países em desenvolvimento realizassem a redução do desmatamento sem nenhum apoio financeiro. “Isso tem que ser visto como um esforço mundial e parte das reduções precisam ser financiadas pelos países ricos.” O artigo agora publicado destaca que o preço do carbono no mercado é suficiente para justificar a redução do desmatamento como alternativa econômica viável. “Falta agora incluir na Convenção do Clima esse mecanismo de incentivo para redução do desmatamento. Os investimentos externos seriam muito importantes para buscar um novo modelo de desenvolvimento sustentável para a Amazônia”, afirmou.

Segundo Nobre, os cálculos apresentados no artigo incluem apenas a redução do carbono causada pelas emissões, deixando de lado a diminuição que seria garantida pelo seqüestro de carbono realizado pelas florestas, caso elas sejam menos desmatadas. Isso significa que os benefícios de uma redução de 50% no desmatamento até 2050 podem ser ainda maiores que a eliminação de 50 bilhões de toneladas de carbono. “Não temos, ainda, números confiáveis para determinar o potencial do sumidouro de carbono das florestas que seriam poupadas com a redução do desmatamento, por isso não os incluímos no cálculo. Mas, qualitativamente, podemos afirmar que haveria ainda essa redução de carbono”, disse. A análise ressalta que, durante a década de 1990, o desmatamento tropical foi responsável por lançar na atmosfera cerca de 1,5 bilhão de toneladas de carbono anualmente – o equivalente a 20% das emissões antropogênicas de gases causadores do efeito estufa. Sem a implementação de políticas efetivas para redução do desmatamento, dizem os cientistas, a destruição das florestas tropicais deverá lançar uma quantidade adicional de 87 bilhões a 130 bilhões de toneladas de carbono até 2100 – o equivalente à emissão de carbono de mais de uma década das emissões globais atuais causadas por combustíveis fósseis.

Segundo Nobre e colegas, frear o desmatamento tropical tem, portanto, potencial para contribuir substancialmente para as reduções globais de emissões de carbono e é provável que as florestas tropicais persistam com as inevitáveis mudanças climáticas das próximas décadas. Por isso, concluem os cientistas, o programa Reduzindo Emissões do Desmatamento pode ter uma importante contribuição para a diminuição do aquecimento global. O artigo Tropical Forests, Climate Change and Climate Policy, de Carlos Nobre e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org, na seção Science Express.

Fonte: Agência Fapesp

Desmontado esquema criminoso no Parque Nacional da Tijuca, no Rio

Gerusa Barbosa

A Polícia Federal, com o apoio do Ibama, desarticulou uma quadrilha que atuava no desvio de recursos da cobrança de ingressos no Parque Nacional da Tijuca - Monumento Cristo Redentor -, no Rio de Janeiro.

Pelos cálculos da PF, utilizando critérios dos mais conservadores, eram desviados R$ 300 mil, por mês. A quadrilha se apoderava de 90% da arrecadação da bilheteria. A Operação, denominada Iscariotes, foi divulgada na manhã desta quinta-feira (10/5), na sede da Superintendência da PF, no Rio, em entrevista coletiva da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e do diretor-geral da PF, Paulo Lacerda. Também participaram o superintendente do Ibama no Rio, Rogério Rocco, e o secretário Nacional de Segurança Pública, Luis Fernando Corrêa. Os envolvidos são funcionários das empresas de cobrança dos ingresso (Trade- Rio) e de Vigilância (Juiz de Fora), contratadas por licitação pelo Ibama. Também participavam do esquema policiais militares do Batalhão de Turismo e funcionários da empresa de turismo Jeep Tour. Todos dividiam parte da verba arrecadada pela cobrança dos bilhetes para entrada no parque. Atualmente, a tarifa é de R$ 5 por carro mais R$ 5 por cada ocupante do veículo.

A partir de hoje está suspenso o acesso de carros particulares àquela Unidade de Conservação. O Ibama implementará um novo sistema de cobrança, que deverá ser feito por meio de catraca, e de acesso com uso de Vans. Nos próximos meses deverá ser concluída a licitação para nova contratação. No momento, o acesso ao Parque será apenas pelo trem do Corcovado ou a pé. Até a licitação, o Ibama colocará um sistema de transporte alternativo. Até o final da manhã de hoje, foram presas 20 pessoas dos 23 mandados de prisão expedidos pela Justiça. Foram mobilizados para desmonte da quadrilha 125 agentes federais, dois analistas ambientais do Ibama e 50 soldados da Força Nacional de Segurança Pública do Rio. As investigações duraram cerca de um ano. Segundo a PF, o esquema criminoso existe há pelo menos dois anos, mas há relatos de desvios de arrecadação no Parque desde os anos 90.

Segundo informou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, esta é 18ª operação conjunta do MMA/Ibama e Polícia Federal e a segunda no Rio de Janeiro. "Já foram presas 560 pessoas envolvidas em crimes ambientais e desmontadas nos últimos quatro anos 1,5 mil empresas criminosas. Desde 2003, o MMA vem desenvolvendo um trabalho de inteligência com a PF para coibir a contravenção. O combate à contravenção no parque representa mais segurança e estabilidade para os visitantes e que o Cristo, que não é só do Rio de Janeiro, mas de todos os brasileiros, possa ser cada vez mais vitiado", disse Marina.A ministra informou que há quatro anos e cinco meses, o MMA vem trabalhando no combate à corrupção no setor ambiental. Ela informou que a operação no Parque ocorre em um momento de agenda de revitalização daquela Unidade de Conservação, que começou com a ampliação de 23% de sua área, e pela modernização da cobrança pela visitação. Ela disse esperar que a operação contribua para a eleição do Cristo Redentor como uma das Sete Maravilhas do Mundo.

Na tarde de ontem, a ministra se reuniu na sede do Jardim Botânico do Rio com os secretários de Meio Ambiente e de Turismo do estado e do município do Rio de Janeiro, com o comando da Polícia Militar, Polícia Federal, Associação dos Amigos do Parque Nacional da Tijuca, Fundação Roberto Marinho, Ibama e Instituto Chico Mendes para conversar sobre a Operação Iscariotes e os escaminhamentos que serão dados para Visitação do Parque.

Fonte: MMA

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Pulga perigosa

Fábio de Castro

A tungíase – popularmente conhecida como bicho-de-pé – pode não ser um problema de saúde preocupante para quem a contrai ocasionalmente durante as férias na praia. Mas a doença causada pela pulga Tunga penetrans é endêmica em muitas comunidades carentes, nas quais se transforma em patologia grave e configura um importante problema de saúde pública.
A conclusão é de uma pesquisa sobre a prevalência da tungíase em uma favela de Fortaleza, realizada por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) , da Faculdade de Medicina Charité, em Berlim (Alemanha), e da Universidade James Cook, em Townsville (Austrália). O estudo foi publicado na Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical.

Segundo uma das autoras do estudo, Liana Ariza, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas da Faculdade de Medicina da UFC, a doença, negligenciada pelo poder público, pouco foi estudada. Até poucos anos atrás a maioria dos estudos de casos sobre a tungíase haviam sido feitos com pessoas que contraíram a doença em viagens, mas pouco havia sido publicado sobre avaliações populacionais epidemiológicas. “Como a doença é autolimitada – o ciclo de vida da pulga não dura mais do que 15 dias –, ela acaba sendo negligenciada. Mas vimos que, nas comunidades em que ela é endêmica, as pessoas são reinfectadas continuamente e podem apresentar de 100 a 200 pulgas por baixo da pele, causando lesões bastante graves”, disse Liana à Agência FAPESP.

O estudo foi feito com 142 indivíduos na área Serviluz/Vicente Pinzón II, um conglomerado de favelas urbanas localizada nas dunas próximas ao mar. Os indivíduos selecionados tinham, cada um, pelo menos cinco lesões por tungíase. De acordo com o artigo, nos 142 indivíduos foram encontradas 3.445 lesões – uma média de 24,2 lesões por pessoa. “A pulga, de cerca de 1 milímetro, penetra na pele para botar ovos, cresce, expele os ovos e morre. Se o ciclo continuar com reinfestação, à medida que mais pulgas entrem, abrem-se lesões na pele, por onde penetram bactérias”, explicou a pesquisadora. Mais da metade dos examinados tinha dificuldade em andar. Fissuras nos pés, que podem servir como porta de entrada para microrganismos patogênicos, ocorreram em mais de 60%. “A superinfecção bacteriana das lesões é uma constante e sua gravidade pode resultar em seqüelas como gangrena, auto-amputação de dígitos, sepse e tétano”, disse Liana.

Condições sociais são determinantes

A pesquisa identificou que as residências dos infectados não tinham rede de esgoto e de águas tratada. Mais de 64% das casas eram feitas de madeira ou material reaproveitado e acima de 50% tinham piso de areia. A renda familiar mensal era de R$ 119. “A área de estudo se assemelha a muitas outras favelas do Nordeste. Supomos que problema de igual gravidade seja bastante comum nessa região do país”, destacou Liana. A doença é endêmica em toda a América do Sul, Caribe e África. “Além do Nordeste, temos registros de áreas infectadas no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Argentina, Nigéria e Moçambique.” De acordo com a pesquisadora, até o momento o tratamento padrão consiste na remoção da pulga com uma agulha estéril e na aplicação de um antibiótico tópico. Mas esse tipo de extração é considerado inviável em locais em que a comunidade está constantemente infectada. Por isso, os pesquisadores estudam métodos de controle e prevenção. “Montamos o grupo de pesquisa para estudar a biologia e a ecologia da pulga, isto é, para entender quais os ambientes propícios para ela. Estudamos também a epidemiologia da tungíase – quais são os grupos e fatores de risco – e a definição de métodos e medicações para controle”, afirmou.

O grupo ainda não definiu medicamentos, mas concluiu que os fatores de risco estão ligados às condições sociais. “Vimos que o piso de areia aumenta a probabilidade da doença, especialmente na época de seca. A presença de animais soltos facilita o contágio, já que a pulga também vive em cães, gatos e ratos”, disse Liana. Os outros autores do artigo são Marcia Gomide, também da UFCE, Jörg Heukelbach, da UFC e da Universidade James Cook, na Austrália, e Martin Seidenschwang, John Buckendahl e Hermann Feldmeier, da Faculdade de Medicina Charité, na Alemanha. Para ler o artigo Tungíase: doença negligenciada causando patologia grave em uma favela de Fortaleza, Ceará, disponível na biblioteca eletrônica SciELO (FAPESP/Bireme), clique aqui

Fonte: Agência Fapesp

Pouca água, muita água


Estudo feito no Havaí indica que plantas tropicais podem ser mais adaptáveis do que se pensava às mudanças no regime de chuva, uma das possíveis conseqüências do aquecimento global


Plantas tropicais podem ser mais adaptáveis do que se pensava em relação às mudanças em padrões de precipitação, uma das possíveis conseqüências do aquecimento global. A afirmação é de um estudo realizado nos Estados Unidos que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).

Os pesquisadores descobriram que plantas no Havaí têm capacidade de se adaptar a grandes mudanças no regime de chuvas em pelo menos um importante aspecto: a maneira de adquirir nutrientes. As plantas necessitam de uma forma específica de nigrogênio em áreas úmidas. Nos terrenos encharcados que caracterizam algumas florestas tropicais, no entanto, elas acabam se voltando para outra forma de nitrogênio mais disponível nessas condições. O estudo destaca uma importante exceção para a idéia normalmente aceita de que as plantas tropicais são altamente especializadas em seus nichos ambientais específicos e, portanto, muito sensíveis a distúrbios em tais locais.

A troca do alvo de nutrientes pode ser positiva para as plantas, uma vez que mudanças climáticas poderão alterar radicalmente os padrões de chuvas nos trópicos. Mas os pesquisadores apontam um porém: o acesso a nutrientes é apenas um dos ingredientes da vida vegetal. Outras alterações que acompanhem um clima mais quente podem afetar a distribuição e o crescimento das plantas, como as que ocorreriam com polinizadores, insetos, predadores ou plantas invasivas. “Essas plantas deverão ser capazes de se manter bem em termos de aquisição de nitrogênio, mesmo com a mudança climática”, disse um dos autores do estudo, Ted Schuur, professor de ecologia da Universidade da Flórida. “Mas é importante destacar que só estudamos um grupo de organismos e um mecanismo. As plantas dependem de vários fatores para sobreviver, alguns dos quais podem ser alterados com mudanças no regime de chuvas.

Os cientistas pesquisaram o crecimento de plantas em seis locais nas encostas do monte Haleakalal, um vulcão na ilha de Mauí, no Havaí. Os locais foram considerados ideais para o estudo por compartilhar praticamente as mesmas espécies vegetais, elevações e solos, mas apresentar regimes de chuvas bem diferentes uns dos outros. O local mais chuvoso tem cerca de 5 metros de precipitação por ano, contra apenas 2 metros da área mais seca. “Essa é a faixa de precipitação encontrada por todos os trópicos, mas geralmente em locais separados por centenas ou milhares de quilômetros. No Havaí, pudemos visitar todas as florestas analisadas em um único dia”, disse Schuur.

Fonte: Agência Fapesp

Sinais de alerta

Thiago Romero

Duzentos e sessenta professores e médicos ligados ao Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) resolveram unir suas experiências em clínica médica. O resultado é um livro abrangente com informações sobre sinais e sintomas mais freqüentes apresentados por pacientes na prática clínica, com ênfase no diagnóstico e no tratamento de patologias.

Segundo Herlon Saraiva Martins, um dos organizadores da obra e professor da disciplina de emergências clínicas da FMUSP, a proposta do livro é reproduzir características de como o paciente chega ao consultório ou ao pronto atendimento, de modo a permitir diagnósticos mais rápidos e mais precisos por parte dos médicos. “Na universidade, os alunos passam seis anos estudando diferentes tipos de doenças. O raciocínio tradicional na medicina é treinado para descobrir as conseqüências que as patologias podem gerar e, assim, definir o melhor tratamento”, disse Martins à Agência FAPESP. “Como na prática da profissão o paciente sempre chega com um sinal ou sintoma, o livro propõe o caminho inverso, fazendo com que os médicos passem a pensar no universo de doenças que podem ser causadas por um sintoma específico”, explicou. O outro organizador do livro é Euclides Cavalcanti, também professor de emergências clínicas da FMUSP.

Martins explica que, no Brasil, disciplinas relacionadas com sinais e sintomas normalmente são ministradas no segundo e terceiro ano dos cursos de medicina, enquanto disciplinas sobre exames a serem solicitados aos pacientes e sobre os tratamentos para a doença diagnosticada têm lugar no quinto e sexto ano. “O livro propõe uma mudança de paradigma para que, em uma mesma disciplina e de maneira interligada, sejam criadas ferramentas para o ensino de conceitos de sintomas, diagnóstico e tratamento, a exemplo do que ocorre em uma das melhores universidades do mundo, a McMaster, no Canadá”, destacou Martins. O capítulo introdutório traz, em ordem alfabética, sintomas mais freqüentes na prática clínica, entre eles tosse, falta de ar, dor de cabeça ou febre, indicando doenças que podem estar relacionadas a esses sinais. Em seguida, o livro relaciona os sintomas de doenças de diferentes áreas – como cardiologia, endocrinologia, psiquiatria, urologia, ginecologia, neurologia, hematologia, psiquiatria, reumatologia e dermatologia.

A obra é acompanhada de um CD-ROM com todas as mil tabelas da edição impressa, além de mais de 500 imagens e 270 algoritmos. “As tabelas resumem as características principais de um sintoma, de modo a facilitar a memorização do médico”, disse Martins. Para a dor de cabeça, por exemplo, as tabelas podem trazer as causas mais freqüentes e os exames e tratamentos mais indicados. Os algoritmos representam seqüências de raciocínios lógicos a partir da chegada do paciente ao hospital. O trajeto percorrido pelo médico é inserido em uma espécie de fluxograma visual, que acaba na indicação do melhor tratamento para a doença. As tabelas e os algoritmos do CD-ROM podem ser instalados em dispositivos móveis, como palmtops, para facilitar o diagnóstico e tratamento à beira dos leitos hospitalares.

O lançamento do livro

Clínica Médica: dos sinais e sintomas ao diagnóstico e tratamento será no dia 9, às 11h30, no Instituto Central do HC, com a presença de diretores do hospital e médicos que participaram da obra. Mais informações: (11) 3069-6000 ou www.manole.com.br

Fonte: Agência Fapesp

segunda-feira, 7 de maio de 2007

China fechou 3.176 empresas poluentes em 2006

O Governo fechou 3.176 empresas na China em 2006 por poluir o meio ambiente, segundo números da Administração Estatal de Proteção Ambiental (SAIBA) publicados hoje pelo jornal China Daily.

O fechamento destas empresas - algumas delas voltaram a operar após melhorar seus standards ambientais - foi o resultado mais chamativo de uma campanha de inspeção que atingiu 720 mil companhias do país, na qual foram abertas 28 mil investigações por suspeitas de poluição excessiva. A China, o segundo maior emissor de poluentes do mundo, e que pode superar os Estados Unidos ainda este ano, segundo a Agência Internacional da Energia, não é obrigada pelo Protocolo de Kyoto a reduzir suas emissões, já que é um país em desenvolvimento.
No entanto, Pequim se propôs a reduzir por ano 10% de suas emissões de poluentes na próxima meia década, mas no ano passado não atingiu seu objetivo, com um aumento de 2%.

Na semana passada, a China participou ativamente da conferência da ONU sobre mudança climática em Bangcoc (Tailândia), onde a princípio foi criticada por colocar impedimentos para a redação do relatório final, embora mais tarde os grupos ambientalistas tenham avaliado positivamente o compromisso chinês.

Fonte: EFE

China: imprensa ignora relatório mundial sobre o clima

A imprensa oficial chinesa apenas publicou neste sábado o relatório aprovado na véspera pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que instou a comunidade internacional a fazer esforços para a luta contra o aquecimento global.

Enquanto o Jornal do Povo ignorou completamente as conclusões dos especialistas internacionais reunidos em Bangcoc, o Beijing Youth Daily relegava a informação à página 10, com uma breve matéria da agência oficial Nova China. Em troca, o diário de língua inglesa China Daily levou a questão para sua primeira página, e destacou a necessidade de se atuar com urgência para frear as mudanças climáticas.

O relatório de sexta-feira é o terceiro do IPCC, organismo ligado à Organização das Nações Unidas, e elaborou uma série de medidas concretas, em especial para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Além disso, avaliou seu custo como relativamente baixo e advertiu que os próximos 20 ou 30 anos serão cruciais nesta questão. A China, que depende do carvão em 70% para sua energia, logo superará os Estados Unidos à frente dos países que mais despejam CO2 na atmosfera. Segundo o protocolo de Kyoto, a China não está obrigada a atuar contra esse tipo de poluição, por ser considerada um país em desenvolvimento.

AFP

Acordo controla pesca de arrastão no Pacífico Sul

Países com litoral no Pacífico Sul ou com frotas na região chegaram a um acordo na noite desta sexta-feira em Reñaca, Chile, e vão congelar a pesca de arrastão em todas as áreas da zona onde existam ecossistemas marinhos vulneráveis. A medida começa a vigorar a partir do dia 30 de setembro.

A decisão dos presentes à terceira reunião destinada a criar um Organização Regional de Administração Pesqueira (ORAP) nesta zona foi elogiada pela Coalizão para a Conservação das Profundezas do Mar, formada por grupos de conservação da natureza e por ambientalistas.
Mais de 20 países do sul do Pacífico - inclusive Chile, Colômbia, Equador e Peru - assinaram o acordo na cidade chilena para tentar pôr fim a este método de pesca que destrói recifes de coral e a fauna marinha.A proposta para o controle desse tipo de pesca havia sido apresentada pela Nova Zelândia, responsável por 90% dessa indústria, que movimenta milhões de dólares. O Pacífico Sul abriga os últimos exemplares intocáveis do ambiente marinho profundo e se estende do Equador à Antártida e da Austrália à costa oeste da América do Sul.

Fonte: AFP

Alemanha recebe conferência da ONU sobre o clima

Uma conferência da ONU sobre o clima foi inaugurada nesta segunda-feira em Bonn (oeste da Alemanha), na presença de 200 representantes governamentais e cientistas de todo o planeta. A reunião de trabalho, que prossegue até o dia 18 de maio, tem como objetivo estabelecer os detalhes da luta contra o aquecimento global e definir a estratégia conjunta que deve ser adotada.

Este evento já é uma preparação para conferência de Bali, em dezembro, que tracará as diretrizes de um acordo internacional sobre o clima que sucederá o Protocolo de Kioto, sobre a redução das emissões dos gases que provocam o efeito estufa, que expira em 2012.
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou na semana passada em Bangcoc uma mensagem positiva sobre a possibilidade de preservar o planeta com as tecnologias disponíveis atualmente e a um custo moderado, desde que os governantes atuem rapidamente.

AFP

ONG propõe 'menos filhos' contra o aquecimento

A forma mais barata e efetiva de combater o aquecimento global é reduzir o número de nascimentos para controlar a população global, afirma uma organização não-governamental britânica que lança nesta segunda-feira sua "estratégia para o clima baseada na população". Para a organização Optimum Population Trust (OPT), dedicada a defender o controle de natalidade, "o crescimento populacional é amplamente reconhecido como uma das principais causas da mudança climática, mas ainda assim os políticos e os ambientalistas raramente discutem isso por temor a provocar polêmica".

Segundo o argumento da ONG, mesmo se o mundo todo conseguir uma redução de 60% nos níveis de emissões de CO2 até 2050 em relação aos níveis de 1990, de acordo com as recomendações do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU), isso será praticamente anulado pelo crescimento populacional no período. "O impacto do crescimento populacional no clima é enorme. Baseado nas emissões médias per capita de 4,4 toneladas de CO2 até 2050 (o cenário médio traçado pelo IPCC), o crescimento de 2,5 bilhões na população mundial até aquela data, de 6,7 bilhões para 9,2 bilhões, significará emissões de 11 bilhões de toneladas de CO2 a mais por ano", afirma o documento de lançamento da campanha.

Camisinha

Segundo os cálculos da OPT, um cidadão britânico médio gera 750 toneladas de CO2 durante sua vida, num impacto equivalente a 620 vôos de ida e volta entre Londres e Nova York. Considerando um "custo social" de US$ 85 (cerca de R$ 172) por tonelada de CO2, de acordo com o estimado por um relatório do governo britânico, o documento da ONG avalia em 30 mil libras (cerca de R$ 121,5 mil) o custo de cada britânico em sua vida em termos de emissões de dióxido de carbono. "Uma camisinha de 0,35 libra (cerca de R$ 1,42), que poderia evitar aquele custo de 30 mil libras em um único uso, significa assim um espetacular potencial de retorno para o investimento (cerca de 9 milhões %), afirma a organização. "Uma estratégia para o clima baseada na população envolve menos dos impostos, das regulamentações e dos outros limites à liberdade individual e à mobilidade hoje considerados como resposta às mudanças climáticas. Para concluir, seria mais fácil, mais rápido, mais barato, mais livre e mais verde", conclui o documento.

Fonte:BBC Brasil

Arpa vai participar da Rede Povos da Floresta

Adriano Ceolin

O Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) vai participar da Rede Povos da Floresta, implementando dez pontos na região amazônica que servirão de monitoramento, centros de formação e núcleos comunitários para comunidades tradicionais indígenas e unidades de conservação de proteção integral.

Em março deste ano, foi firmado um acordo de cooperação entre os ministérios do Meio Ambiente, das Comunicações e a Associação de Cultura e Meio Ambiente, representante da Rede Povos da Floresta - que tem como origem a Aliança dos Povos da Floresta, criada nos anos 1980 por lideranças como Chico Mendes, Ailton Krenak e David Yanomamy, entre outros.
A meta é implementar 150 pontos no Brasil inteiro. O Arpa vai se responsabilizar por dez deles, que ficarão localizados em áreas de conservação dos estados do Amazonas e do Acre.

O nome do projeto chama-se Rede Digital de Monitoramento, Vigilância e Educação Ambiental em Áreas Protegidas. Seu objetivo é "fortalecer o papel das comunidades tradicionais e povos indígenas na gestão ambiental de áreas protegidas e seus entornos, com destaque ao monitoramento, vigilância, educação ambiental, de forma articulada com as políticas culturais, educativas e com as agendas de promoção da sustentabilidade das comunidades envolvidas".
De acordo com o texto do projeto, os benefícios vislumbrados são "agilidade; capacidade de articulação; comunicação de baixo custo; aliança com as comunidades; técnicos do Ibama conectados; aspecto inovador da inclusão digital; comunidade conscientizada sobre a importância da unidades de conservação".

Segundo Virgínia Gandres, uma das coordenadoras da Rede Povos de Floresta, os pontos serão de três tipos: centro de formação; monitoramento e vigilância; e núcleo comunitário/monitoramento e vigilância. Entre os dez pontos do Arpa, seis ficarão localizados em unidades de conservação no Amazonas e quatro no Acre. "Esse projeto visa transformar a antiga relação de órgão fiscalizador e as comunidades locais, promovendo a participação de todos no monitoramento ambiental", disse Virgínia.

O Arpa é um programa do governo federal, em parceria com organizações não-governamentais, doadores e governos estaduais e municipais da Amazônia. A coordenação é feita pelo Ministério do Meio Ambiente e a execução pelo Ibama, Funbio e os governos do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins .O programa tem como doadores GEF, através do Banco Mundial, KFW e a ong WWF-Brasil, que também atua na cooperação técnica ao lado da Agência Alemã de Cooperação (GTZ). Em funcionamento desde 2002, o Arpa pretende criar, implementar e consolidar 37,5 milhões de hectares de novas unidades de conservação e consolidar 12,5 milhões de hectares de unidades existentes até o ano de 2012.

Fonte: MMA

MMA inaugura Centro de Referência da Revitalização do São Francisco em MG

O Ministério do Meio Ambiente inaugurou neste sábado (5) o primeiro Centro de Referência da Revitalização do São Francisco, em Pains (MG).

A inauguração se dará por meio dos Programas de Revitalização do São Francisco (PRSF) e de Gestão de Conflitos Relacionados à Mineração (Gescom). O centro possibilitará aumentar o diálogo do MMA com o poder público e com a sociedade organizada, fornecendo acesso público e gratuito a todos os cidadãos da região às informações do PRSF e aos bancos de dados do Sistema Nacional de Informações Ambientais (Sinima) do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) e do Gescom.

O centro abrigará o escritório de apoio ao trabalho dos técnicos do Gescom, do Ibama de Minas Gerais, do ZEE e do PRSF no Pólo Nascentes, e dará suporte logístico às instituições regionais, abrindo suas portas para a realização de encontros e atividades de integração regional. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 9921.1271.

Fonte: Programa de Revitalização do São Francisco (MG)

Medo de ir ao médico

Thiago Romero

Coincidindo com a criação da Política Nacional de Atenção à Saúde do Homem, anunciada em março pelo Ministério da Saúde e que, entre outras ações, visa a elaborar uma pauta de projetos voltados ao combate de problemas como câncer de próstata, tabagismo e obesidade, a revista Cadernos de Saúde Pública destacou o tema na edição do mesmo mês.

Um artigo destaca os resultados de uma pesquisa realizada no Instituto Fernandes Figueira (IFF) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, e que teve como objetivo identificar os principais motivos da baixa freqüência com que os homens vão ao médico. O estudo teve como ponto de partida trabalhos anteriores que constataram que, em geral, a presença masculina nos serviços de atenção primária à saúde no Brasil é menor do que a feminina.

Foram entrevistados 28 homens divididos em dois grupos, dez com baixa escolaridade e 18 com ensino superior completo. Como um dos enfoques da pesquisa era a prevenção do câncer de próstata, todos os entrevistados tinham mais de 40 anos de idade. A representação do cuidar como tarefa feminina foi o motivo que apareceu com mais freqüência. “A perspectiva cultural e moral, que está fortemente atrelada ao imaginário social, foi o fator mais marcante em todas as entrevistas realizadas. Embora os dois grupos analisados tivessem perfis diferentes em termos de experiências de vida, eles lançaram mão dos mesmos estereótipos”, disse Romeu Gomes, coordenador do estudo e professor do programa de pós-graduação do IFF, à Agência FAPESP.
“Ao contrário do que ocorre com as mulheres, que aprendem desde criança a ter cuidados com a beleza e com a saúde, tradicionalmente o homem não é educado para se cuidar”, disse.

O estudo aponta que, para os indivíduos de menor escolaridade, os horários de funcionamento dos serviços públicos de saúde também dificultam a procura por consultas médicas. “Eles dizem que os horários das consultas coincidem com a carga horária de trabalho”, explicou Gomes.

Questão da masculinidade

A falta de serviços mais bem organizados e voltados exclusivamente para o universo masculino foi uma das principais justificativas entre os entrevistados com ensino superior. Segundo a pesquisa, para os homens em geral, os serviços de saúde costumam ser percebidos principalmente como um espaço feminino. O medo de descobrir doenças graves foi outro motivo comum nos dois grupos analisados. “Mais uma vez, temos aqui um componente cultural. Como o homem é criado para ser ‘forte e invencível’, ir ao médico e identificar algum problema de saúde pode ser uma maneira de afetar sua masculinidade”, afirma. Gomes participa atualmente de outra pesquisa conduzida em cinco cidades – Santos, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Natal – que avalia a qualidade dos serviços de saúde voltados para os homens e como tais serviços lidam com as questões da masculinidade.

O estudo tem apoio financeiro do Ministério da Saúde e, além da Fiocruz, conta com a participação da Universidade de São Paulo e das universidades federais de São Paulo (Unifesp), do Rio Grande do Norte (UFRN) e de Pernambuco (UFPE). “A idéia é fazer uma ampla avaliação de como os homens estão sendo abordados pela atenção básica de saúde no país. Os primeiros resultados, que terão caráter quantitativo e qualitativo, serão divulgados no fim de 2008”, disse Gomes, que coordena os trabalhos na capital fluminense. Para ler o artigo Por que os homens buscam menos os serviços de saúde do que as mulheres? As explicações de homens com baixa escolaridade e homens com ensino superior, disponível na biblioteca eletrônica SciELO (FAPESP/Bireme), clique aqui

Fonte: Agência Fapesp

Em Belém, Comissão do Congresso Nacional debate mudanças climáticas

O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT) recebe, hoje (7) pela manhã, a visita da Comissão Mista do Congresso Nacional para debater as conseqüências do aquecimento global. A comissão foi criada em março deste ano com o objetivo de acompanhar, monitorar e fiscalizar ações referentes às mudanças climáticas no País. Ainda hoje em Belém (PA), os membros da comissão vão realizar uma audiência pública na Assembléia Legislativa do Estado do Pará sobre o mesmo tema.No Museu Goeldi, os representantes da Comissão serão recebidos pela diretora da instituição, Ima Vieira, que fará uma apresentação sobre a atuação da instituição no estudo e preservação da biodiversidade da Amazônia.

O pesquisador Peter Toledo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) e ex-diretor do Museu Goeldi, vai apresentar aos parlamentares as contribuições das redes de pesquisa para o entendimento das mudanças globais, tendo como exemplo principal a Rede Temática de Pesquisa em Modelagem Ambiental da Amazônia (Geoma), que desenvolve, desde 2002, modelos computacionais voltados à análise da dinâmica dos sistemas ecológicos e socioeconômicos da região, tendo por base o conceito de sustentabilidade. Tambem presente o pesquisador Leonardo Deane de Abreu Sá (Inpe/MPEG) falará sobre o Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), uma iniciativa internacional de pesquisa, liderada pelo Brasil, que investiga o funcionamento climatológico, ecológico, biogeoquímico e hidrológico da Amazônia, além dos impactos dos usos da terra na região. “O LBA gerou uma prática diferente de fazer pesquisa, baseada em um modelo multidisciplinar, o que contribuiu, de forma positiva, na formação de recursos humanos qualificados para a pesquisa na Amazônia”, explica Leonardo Sá.

O pesquisador-visitante do Museu Goeldi, Ulisses Confalonieri, encerra o debate com os visitantes falando sobre os impactos das mudanças climáticas no Brasil, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Em seguida, a Comissão visita o Parque Zoobotânico e a exposição Reencontros, na Rocinha. AudiênciaÀ tarde, a Comissão realiza, na Assembléia Legislativa do Estado do Pará, uma audiência pública para debater o tema Aquecimento Global: diagnóstico e perspectivas para o Brasil. No evento, o pesquisador Roberto Araújo, do Museu Goeldi, participa da mesa-redonda "O avanço da fronteira agrícola e o desmatamento - diagnóstico e medidas de controle", abordando o desmatamento e o avanço da fronteira agrícola na Amazônia.

Fonte: Serviço de Comunicação Social do Museu Goeldi

R$ 640 mil para programa de divulgação científica

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) receberá, até 11 de junho, propostas de divulgação de resultados de pesquisas apoiadas pelo Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7).

O PPG7 tem como finalidade o desenvolvimento de estratégias inovadoras para a proteção e o uso sustentável da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica, associadas a melhorias na qualidade de vida das populações locais. Serão destinados R$ 640 mil, sendo que o valor máximo de cada proposta deverá ser de R$ 80 mil. Segundo o CNPq, os projetos contemplados precisarão ter vínculo com o Subprograma de Ciência e Tecnologia (SPC&T) do PPG7. Serão apoiados ainda resultados dos grupos de pesquisa relacionados com pelo menos um dos três temas: recursos pesqueiros e organismos aquáticos, recuperação de áreas degradadas e produtos madeireiros e não-madeireiros.

Terão prioridade projetos que atendam a exigências como o respeito à diversidade étnica, cultural, biológica e ambiental da Amazônia, a divulgação de tecnologias visando ao fomento de atividades produtivas sustentáveis nas comunidades locais e a integração às políticas e ações de instituições governamentais. Mais informações: http://www.cnpq.br/editais/ct/2007/003.htm

Fonte: Agência Fapesp

Amaranto, opção contra o colesterol


O Amaranthus cruentus , espécie que melhor se adaptou às condições climáticas locais, já está sendo cultivado no país. (Crédito: Carlos R. Spehar).


Mariana Ferraz


Planta consumida na América pré-colombiana é introduzida no Brasil


O amaranto, um dos vegetais mais importantes da América pré-colombiana, cujo consumo foi proibido pelos espanhóis por estar associado a práticas religiosas, começa a ser reabilitado por cientistas brasileiros com um nobre fim: pesquisas recentes mostram que, além de ser altamente nutritivo, o amaranto é um excelente redutor dos níveis de colesterol plasmático, que provoca o entupimento dos vasos sangüíneos.

A conclusão é resultado de um estudo feito pelo Laboratório de Bioquímica e Propriedades Funcionais dos Alimentos da Universidade de São Paulo (USP), que investiga os chamados alimentos funcionais – aqueles que, além de suas funções nutricionais básicas, trazem algum benefício adicional para a saúde. O coordenador do projeto, o cientista de alimentos José Alfredo Gomes Arêas, conta que o conceito de alimentos funcionais surgiu na década de 1980, quando o governo japonês percebeu uma piora da saúde da população nipônica decorrente de seus hábitos alimentares e estimulou o consumo de certos produtos, entre eles, a soja, obtendo bons resultados.


A equipe de Arêas começou a estudar o amaranto em 1997, tendo realizado, desde então, diversos testes com animais para entender como a planta reduz as taxas de colesterol. Após induzirem o aumento do colesterol total e do LDL (o chamado mau colesterol) em hamsters e coelhos, através de alimentos ricos em ácidos graxos saturados e outros compostos, os pesquisadores administraram uma dieta contendo o amaranto. Os resultados obtidos nos experimentos levaram os cientistas a concluir que a fração protéica do amaranto é a responsável pela redução do colesterol, pois as proteínas, ao serem ‘quebradas’ na digestão, transformam-se em peptídeos (pequenas cadeias de aminoácidos) capazes de inibir a enzima responsável pelo acúmulo do colesterol. Mas o mecanismo ainda não está completamente elucidado e a equipe continua investigando. Arêas também realizou, em parceria com o Instituto do Coração (InCor) de São Paulo, estudos com pacientes do hospital, cuja taxa de colesterol estava elevada. A administração de amaranto, mesmo em pouca quantidade, junto com estatinas, diminuiu mais acentuadamente os níveis de colesterol dos pacientes. O pesquisador ressalta, entretanto, que mais estudos são necessários para que se possa avaliar a real participação do amaranto, uma vez que o número de pacientes testados era pequeno e eles também foram tratados com medicamentos. “É muito difícil acharmos as condições ideais para conduzirmos nosso estudo. Precisaríamos de um controle rígido da dieta dos envolvidos”, explica o pesquisador.


Muito nutritivo


Além da comprovada redução do colesterol em animais, o amaranto é naturalmente rico em proteínas de alto valor biológico (uma medida do aproveitamento da proteína pelo organismo), o que, segundo Arêas, não é comum em vegetais -- a maioria deles não têm alguns aminoácidos essenciais e seu aproveitamento é de 60% ou menos. “A proteína do amaranto pode ser comparada à do leite”, diz. A planta é ainda fonte de cálcio biodisponível (pronto para ser assimilado pelo organismo), outro fato incomum nos vegetais. Por fim, o amaranto também não contém glúten ou outras substâncias alergênicas em sua composição, o que o torna uma opção para os celíacos – pessoas com intolerância ao glúten.

Mas como consumir o amaranto?


Como o alimento não faz parte da cultura alimentícia brasileira, a equipe da USP investiga formas de uso da planta, que tem na semente a parte comestível mais importante. “O amaranto é conhecido como um pseudocereal, porque é parecido com os cereais, sobretudo sua semente”, conta o pesquisador. A semente, que, quando aquecida, estoura como pipoca, está sendo utilizada para a criação de barras de cereais, granola e até salgadinhos. “A idéia não é consumir diretamente a semente, mas sim introduzi-la como ingrediente em alimentos para os quais o paladar do brasileiro já está acostumado, assim como foi feito com a soja. O brasileiro raramente consome o grão da soja, mas ingere com freqüência produtos que têm soja em sua composição.” Antes, porém, de chegar ao mercado, o amaranto deve começar a ser cultivado no Brasil. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Cerrados e a Universidade de Brasília (UnB), entre outras instituições, já estão se encarregando da pesquisa agronômica para disseminar o vegetal no país.

Carlos Roberto Spehar, agrônomo da Embrapa e responsável por essa etapa do projeto, conta que a intenção é diversificar a agricultura. “A produção de grãos no país é baseada em poucas espécies, o que torna as lavouras mais suscetíveis a pragas e doenças”, afirma. Em um grande esforço para vencer a resistência à sua aceitação, o projeto incluiu a difusão de tecnologia de cultivo e uso. Assim, os agricultores foram ensinados a plantar o amaranto e a utilizá-lo na culinária. Atualmente, alguns produtores já cultivam o Amaranthus cruentus , espécie que tem se adaptado melhor às condições climáticas locais. O trabalho compreende várias etapas, desde a genética e o melhoramento até a recomendação de cultivares. “Estamos estimulando outros agricultores a começarem a produção, de modo a que possam sair na frente quando houver maior demanda do mercado – o que certamente ocorrerá”, aposta Spehar. Segundo ele, a principal dificuldade é a falta de divulgação. “Assim que o brasileiro conhecer o amaranto, irá incorporá-lo na dieta”, finaliza.

Fonte: Ciência Hoje