sexta-feira, 18 de maio de 2007

Pernambuco realiza mobilização pela revitalização do São Francisco

O município de Salgueiro, em Pernambuco, sedia nesta sexta-feira, 18, o III Seminário de Mobilização Social dos Integrantes da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco na região. Promovido pela parceria entre o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério Público de Pernambuco, o encontro tem como objetivo sensibilizar segmentos importantes da sociedade e do governo para intervir de forma mais efetiva nas ações de revitalização do rio.

A abertura do encontro contará com a apresentação de representantes do Ministério do Meio Ambiente, Ibama, Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e Ministério Público de Pernambuco, a partir das 8h30, no Plaza Hotel.
Na programação estão previstas mesas de debates sobre Saneamento Ambiental, Biodiversidade do Semi-Árido e Mobilização Social. Sobre as questões de ordem prática, serão definidos os integrantes, papel e atribuições do Fórum de Articulação Intermunicipal (FAI) e da Comissão Local de Meio Ambiente e Ação Socioambiental (Colméia) dos Pólos de Ipanema, Moxotó, Salgueiro, Terra Nova e Pajeú, bem como será consolidada uma agenda de atividades em Pernambuco. O seminário é voltado às lideranças comunitárias e técnicos de instituições governamentais e não-governamentais que atuam na defesa ambiental na região do sub-médio São Francisco, especialmente na recuperação, preservação e conservação das sub-bacias dos rios Terra Nova e Pajeú.

Fonte: MMA

Parque da Prainha oferece visitas guiadas

Rio

Tendo como símbolo a tartaruga-verde (Chelonia mydas), espécie ameaçada de extinção, o Parque Natural Municipal da Prainha oferece muitas atividades relacionadas ao ambiente natural da região além da praia, incluindo trilhas e mirantes. A unidade administrada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e ocupa área equivalente a 147 campos de futebol, com espécies vegetais como carrapateira, orquídea, palmeira e figueira, bem como periquitos, saíras e o mico-estrela. No local há também uma área de lazer para as crianças pequenas, chuveiros e salão de exposições.Com entrada franca, de terça a domingo, das 8h às 17h, o parque realiza visitas guiadas. O endereço é Avenida Estado da Guanabara, s/nº, no Grumari. O agendamento pode ser feito pelo endereço eletrônico: gestorgrumari@gmail.com.

Fonte: Secom PMRJ

Rio Paraguai dá sinais de ter atingido nível máximo no Pantanal

Ana Maio

Levantamento da Embrapa Pantanal aponta que o rio Paraguai, na região de Ladário (MS), está atingindo seu nível máximo deste ano e o pico da cheia deverá ser menor que o de 2006, que chegou a 5,40 metros. Caso essa previsão se confirme, será surpresa, pois no princípio do ano o cenário era favorável à ocorrência de uma cheia de maior intensidade.Apesar dos indícios de que a cheia de 2007 no rio Paraguai não seja muito elevada, o grande volume de chuvas no final de 2006 e início deste ano inundou extensas áreas no interior do Pantanal sul-mato-grossense.

Essa inundação afetou grande número de famílias de colonos, ribeirinhos e produtores rurais, levando a Prefeitura de Corumbá (MS) a decretar estado de emergência. Essa inundação causou também prejuízos financeiros de aproximadamente R$ 120 milhões para a pecuária bovina, principal atividade sócio-econômica da região, segundo cálculos divulgados no mês passado pela Embrapa Pantanal (Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA).

Distribuição das chuvas

Análise dos registros de chuva na Fazenda Nhumirim – base de pesquisas da Embrapa Pantanal – localizada na região da Nhecolândia, sinaliza uma distribuição irregular das chuvas no Pantanal. Segundo estudos da climatologista Balbina Maria Araújo Soriano, as chuvas ficaram acima do normal na região pantaneira entre outubro de 2006 e fevereiro de 2007 e abaixo do normal em março e abril. Os dados pluviométricos colhidos indicam volume de chuvas 33% acima da média histórica para o período entre outubro de 2006 e fevereiro de 2007. Estes cinco meses analisados tiveram volume de chuvas de 1.000 milímetros , quantia acima do total esperado para o período, que é de 750 milímetros , considerando a média histórica de 29 anos.
“A última vez que fato semelhante ocorreu foi entre outubro de 1994 a fevereiro de 1995. Neste período o rio Paraguai registrou sua terceira maior marca histórica, que foi de 6,56 metros.”
Já em março o volume de chuva na Nhumirim foi de 31,8 milímetros, quando o esperado era de 148 milímetros , ou seja 78,5% abaixo do normal. O mesmo ocorreu em abril, com redução de 88% no volume de chuva. O volume esperado para este mês era de 87 milímetros e choveu apenas 10,4 milímetros .

Cheia do Paraguai

O 6º Distrito Naval da Marinha do Brasil, por meio do Serviço de Sinalização Náutica d’Oeste, informou que o nível do rio Paraguai em Ladário no dia 16 de maio era de 5,09 metros. O nível máximo até então foi de 5,10 metros , ocorrido nos dias 14 e 15 de maio. Do dia 1º até o dia 15 de maio, a taxa de elevação média diária do nível foi inferior a um centímetro. De acordo com o método probabilístico desenvolvido pela Embrapa Pantanal, a chance atual de o pico da cheia ser igual ou superior 5,5 metros é de apenas 10%. Outra informação importante é que o nível do rio Paraguai vem baixando desde o mês passado em Porto São Francisco, localizado 150 km acima de Ladário. Assim, para o hidrólogo Sérgio Galdino, pesquisador da Embrapa Pantanal, tudo indica que a régua ladarense já atingiu ou está próxima de atingir seu nível máximo de 2007. No fim de janeiro, a Embrapa Pantanal alertou sobre a probabilidade de o nível máximo de 2007 ser superior ao de 1997, que foi de 5,69 metros , o que caracterizaria a cheia deste ano como a maior dos últimos 12 anos ( 1996 a 2007). Na oportunidade, o nível do rio Paraguai em Ladário encontrava-se quase um metro acima do normal e o volume de chuvas também era elevado na região. “Mas a redução do volume das chuvas no Pantanal a partir de março fez com que a cheia do rio Paraguai reduzisse sua intensidade”, explica Galdino. Esse fato foi detectado pelo método probabilístico, por meio da redução gradativa das chances de o pico da cheia ser igual ou superior a 5,5 metros . O hidrólogo também relata outro fato surpreendente da cheia de 2007, que tem sido a grande quantidade de vegetações flutuantes transportadas ao longo do rio Paraguai. Essas vegetações, conhecidas regionalmente por camalotes, baceiros ou batumes, estão entupindo a entrada do Canal do Tamengo, principal via de acesso da Bolívia à hidrovia Paraguai-Paraná, e prejudicando a captação de água para Corumbá. Essa vegetação também está obstruindo corixos e vazantes, que normalmente seriam drenos naturais, dificultando ou retardando o escoamento das águas de chuvas dos campos para o rio.

Fonte: Embrapa

Dengue na mira da genética



Com participação de cientistas brasileiros, grupo internacional anuncia seqüenciamento do genoma do mosquito Aedes aegypti. Estudo, publicado na Science, pode ajudar a desenvolver inseticida específico


Fábio de Castro

Foi anunciado nesta quinta-feira (17/5) o seqüenciamento do genoma do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela. O trabalho, realizado por um grupo internacional de cientistas, teve participação de cinco pesquisadores brasileiros, coordenados por Sérgio Verjovski-Almeida, professor do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, e apoio da FAPESP.

Os resultados foram publicados na edição on-line da Science e em breve estarão disponíveis na versão impressa da revista. Segundo Verjovski-Almeida, a decodificação do genoma deverá abrir caminho para o desenvolvimento de novas alternativas de controle da disseminação da febre amarela e da dengue. “A pesquisa, sem dúvida, tem um impacto social imenso, pois a população do Aedes está em expansão no Brasil”, disse à Agência FAPESP. Para o pesquisador, o seqüenciamento poderá resultar em novas alternativas de combate ao mosquito. “É importante o controle preventivo que já se faz, mas é fundamental ter uma opção de controle com inseticida.” O problema dos inseticidas de largo espectro é que eles causam um desequilíbrio na fauna de insetos no meio ambiente. Ao entender melhor os mecanismos biológicos do mosquito, os cientistas esperam descobrir elementos para criar inseticidas mais específicos. “Constatamos, com surpresa, que o mosquito tem uma grande quantidade de genes codificantes de receptores olfativos. Possivelmente, isso indica que ele precisa se orientar nos nichos onde vive por meio da atração dessa química de olfato. Poderemos pensar, por exemplo, na criação de um inseticida que interfira nessa capacidade de orientação pelo olfato, atingindo apenas o Aedes”, explicou Verjovski-Almeida.

Genes saltadores

O grupo brasileiro, em parceria com colegas franceses, foi responsável pelo seqüenciamento dos genes ativos do mosquito em sua fase larval. Depois do mapeamento, feito pelos franceses, os brasileiros se dedicaram a decifrar onde estavam os genes – uma tarefa árdua devido a características particulares da espécie, que tem 15 mil genes. “O genoma do Aedes aegypti é cinco vezes maior do que o de qualquer outro mosquito, graças a uma quantidade grande de transposons, os genes saltadores, que equivalem a 48% do genoma. As regiões intergênicas dessa espécie também estão expandidas. Montar o quebra-cabeça foi bastante trabalhoso. Tivemos que bloquear todo o genoma repetido e só restou 30% do total”, disse Verjovski-Almeida. Os transposons são seqüências de DNA móveis que podem se auto-replicar em um determinado genoma, transmitindo-se inclusive horizontalmente, de um organismo a outro. Um vírus teria agregado o transposon no próprio material genético e o distribuído no genoma do mosquito. Segundo Verjovski-Almeida, o Aedes aegypti acomoda em seu genoma uma grande quantidade desse tipo de vírus, que outros insetos não transportam. Com isso, pode-se inferir que o mosquito seria um vetor importante de inserção viral. “Saber isso poderá ser útil para entender a adaptação que o inseto teve ao longo de sua evolução. O vírus da dengue não está no genoma do mosquito, mas talvez os transposons expliquem a facilidade do inseto em conviver com o vírus”, afirmou. O artigo Genome sequence of Aedes aegypti, a major arbovirus vector, de Vishvanath Nene e outros, pode ser lido por assinantes da Science em http://www.siencemag.org/.

Fonte: Agência Fapesp

Congresso Internacional de Direito Ambiental no Rio

Rio

Juristas e especialistas em Meio Ambiente de 20 países participarão do 4º Congresso Internacional de Direito do Ambiente, que será realizado pela Procuradoria Geral do Município entre 22 e 24 deste mês, no Rio. A programação inclui o Colóquio Internacional sobre Aquecimento Global.O Congresso será realizado no Centro de Convenções da Bolsa de Valores, na Praça 15, e os interessados em fazer inscrição devem acessar a página http://www.rio.rj.gov.br/pgm. Mais informações no telefone 2537-5072.

Acesso ao Cristo Redentor é liberado e será temporariamente gratuito

Rio

Em reunião entre a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e autoridades estaduais e municipais de turismo e de meio ambiente, ficou decidido que o acesso por automóvel ao monumento do Cristo Redentor está liberado, gratuitamente, para táxis e vans de turismo devidamente legalizados junto à Embratur/TurisRio, até ser feita licitação para escolher nova empresa responsável pelo recolhimento do pedágio.

Fonte: Secom PMRJ

Encontro discute Mídia e Educação

Juiz de Fora

Professores da rede municipal, estudantes de comunicação e jornalistas da cidade reúnem-se, entre os próximos dias 20 e 23, para a IV Semana da Comunicação que tem como tema “Mídia e Educação”. O evento é promovido pela Arquidiocese de Juiz de Fora em parceria com a Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Secretaria de Educação, e acontece no Centro de Formação do Professor, no Espaço Mascarenhas, a partir das 19h30. A entrada é franca.

O encontro tem como objetivo proporcionar um espaço para a discussão sobre os meios de comunicação e suas influências na vida dos estudantes. A abertura acontece neste domingo, dia 20, com uma celebração especial para os jornalistas da cidade presidida pelo pároco da Paróquia Nossa Senhora da Glória, Pe. Carlos Viol. A missa acontece às 17h, na Capela do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio. A data também marca o Dia Mundial das Comunicações.Na segunda-feira, dia 21, a partir das 19h30, a programação está voltada para as crianças, com apresentação teatral especial do professor, diretor e ator Robson Terra. O espetáculo “A história de Dedé Dengoso” foca a prevenção e conscientização das crianças em relação à dengue, evidenciando que através do teatro é possível educar. Depois da encenação, acontece um bate-papo com as crianças sobre a programação televisiva.

Na terça-feira, dia 22, também às 19h30, a jornalista e especialista em Comunicação e Cultura Visual, Janaína Nunes, o especialista em Gestão de Processos Comunicacionais, Vinícius Moraes, e a professora da Faculdade de Educação da UFJF, Profª. Dra. Eliane Borges, compõem a mesa para refletir o tema geral do evento.De acordo com a secretária de Educação, Regina Mancini, é importante apoiar discussões atuais, principalmente mídia e educação, levando-se em conta as implicações deste processo no dia-a-dia da sociedade e como ela interpreta esta influência. “Antigamente, discussões sobre mídia e educação eram entendidas apenas como um movimento que incentivava o uso dos meios de comunicação no cotidiano escolar. Hoje, o conceito é outro, evoluiu e merece estudo e atenção, enfatizou Regina.

Para o bispo auxiliar da arquidiocese, Dom Paulo Francisco Machado, através da educação as crianças poderão ser construtoras de uma sociedade mais fraterna e justa. “É missão dos meios de comunicação social ser instrumento de educação, fazendo florescer os mais puros e nobres valores instilados pelo Criador no coração de cada criança: o amor pela verdade, o gosto pela beleza, o desejo do bem”, destaca. Outras informações com a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Educação pelo telefone 3690-8497.

Fonte: Secom

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Localização de aterro sanitário é debatida

Maceió

Sionelly Leite

Instalação do aterro sanitário foi discutida na manhã de hoje

Embora a licença prévia para a construção do aterro sanitário em Guaxuma tenha sido emitida, sua localização voltou a ser tema de debate nesta manhã, no auditório da Prefeitura de Maceió, reunindo principalmente o setor imobiliário do Estado. Estiverma reunidos neste debate representantes de associação de moradores, setores ligados ao turismo, meio ambiente e imobiliário, além dos técnicos da Prefeitura de Maceió, como o secretário de Meio Ambiente, Ricardo Ramalho, e o superintendente de Limpeza Urbana de Maceió, Lauriano Omena, além do procurador-geral do Município, Diógenes Tenório, e o secretário-geral de governo, Elionaldo Magalhães.

Segundo o prefeito Cícero Almeida, que abriu a reunião, o objetivo do encontro é dirimir qualquer dúvida sobre a instalação do aterro em Guaxuma e finalmente chegar ao consenso sobre sua localização. No entanto, o desejo de Almeida parece estar longe de se concretizar. Durante a reunião, empresários e moradores da reunião apontaram desde falhas técnicas até questões mercadológicas para justificar a não-instalação do aterro em Guaxuma. O presidente do Sinduscom, Mário Holanda, questionou a o laudo técnico da Companhia de Abastecimento de Água (Casal) que impede a instalação do aterro na região do Meirim, devido à possibilidade de contaminação dos mananciais.

Outro ponto negativo indicado pelos opositores do aterro em Guaxuma foi a proximidade com a área urbana. Segundo a professora universitária Regina Coeli, residente na região, o aterro não atenderia às especificações técnicas por se localizar dentro da área urbana, nem as dimensões exigidas, 77 hectares de área plana, com 80 metros acima do nível do mar.
O crescimento da região, com instalação de resorts e condomínios de luxo, além da situação dos atuais moradores também foi citado pelo presidente da Associação de Moradores do Conjunto Elias Bonfim, Fernando José, que também de opõe à instalação do aterro na região. A discussão deve prosseguir pelos próximos dias, no entanto, o prefeito Cícero Almeida (PP) garantiu que a discussão visa, sobretudo, o encerramento da polêmica, mas que não há previsão de mudança

para a área do aterro sanitário de Maceió.

Fonte: Alagoas 24 horas

Nota das diretorias sobre a greve

Em reunião conjunta das diretorias do Ibama e do Instituto Chico Mendes ontem à tarde no gabinete da presidência do Ibama, em Brasília, constatou-se o não cumprimento, por parte das entidades representativas dos servidores, da decisão judicial exarada no dia 11/05, que determina o retorno ao trabalho de, no mínimo, 50% dos servidores em greve. Como etapa inicial das providências legais a serem adotadas, a direção da Asibama será oficiada administrativamente.

Ascom

EUA combatem medidas contra mudanças climáticas

País quer evitar debate sobre o tema no G8, diz jornal.Preocupação americana seria com previsões científicas "alarmistas".

Os Estados Unidos pretendem debilitar as ações conjuntas internacionais contra a mudança climática e se opõem à citação das alarmantes previsões científicas na minuta do comunicado da próxima cúpula do G8, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia.
Segundo o jornal "Financial Times", Washington quer eliminar do documento qualquer referência aos prognósticos dos cientistas. A minuta original ressalta que "acima de um aumento de temperatura de 2 graus, os perigos da mudança climática serão em boa medida ingovernáveis".

A União Européia quer utilizar esse limite de segurança como base para calcular o volume tolerável de emissões de gás do efeito estufa e impor restrições aos países mais poluentes.
Philip Clapp, presidente do National Environmental Trust dos EUA, se queixou da "nova tática obstrucionista" do Governo americano. Ele espera que outros líderes do G8, como a chanceler federal alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, se mantenham firmes. Os EUA exigem eliminar também, segundo o "FT", as referências à necessidade de iniciar negociações sobre um documento para suceder o Protocolo de Kyoto e qualquer menção das Nações Unidas.

O texto da minuta é muito mais leve que o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (GICC), segundo o qual o mundo tem até 2020 para tentar reverter o crescimento das emissões de CO2 e evitar uma catástrofe. Em lugar de um parágrafo que diz que os líderes do G8 estão "muito preocupados com as últimas descobertas científicas confirmados pelo GICC", os EUA sugerem o seguinte texto: "Tomamos nota da recente avaliação do GICC de que está acontecendo um aquecimento do sistema climático". A posição americana contrasta com a declaração feita ontem pelas academias nacionais de ciências dos países do G8 (EUA, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Japão e Rússia), e mais Brasil, México, Índia, China e África do Sul, exigindo limitar o aquecimento global a dois graus acima dos níveis pré-industriais.

Fonte: Globo.com

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) vai lançar a segunda fase do projeto Cidade Limpa.

Depois da lei contra a poluição visual em São Paulo, o próximo alvo é a poluição do ar. Durante palestra no Conselho das Américas, em Nova York, Kassab prometeu anteontem (15) adotar "medidas amargas" contra a poluição atmosférica na maior cidade do País, reduzindo-a em 30% num período de dois a três anos. "No que diz respeito à poluição do ar, ainda estamos na Idade da Pedra."

Os veículos são os grandes vilões da poluição atmosférica na capital. Enquanto aguarda uma definição sobre o programa de inspeção da frota de automóveis, que depende de legislação federal, a Prefeitura já encontrou meios de reduzir a emissão de poluentes na frota de ônibus e caminhões. E, em Nova York, Kassab mencionou genericamente o uso de "filtros", solução considerada simples e eficaz por especialistas para reduzir a poluição de veículos movidos a diesel. O embrião da segunda fase do Cidade Limpa é o projeto Ar Limpo, da Secretaria Municipal de Transportes. Entre os estudos conduzidos pela equipe da secretaria está o que analisa alternativas energéticas para a frota de 15 mil ônibus da cidade. Além disso, a Prefeitura já obriga, na renovação da frota, à compra de ônibus com padrão europeu de emissão. De acordo com o secretário Frederico Bussinger, os 1.400 ônibus mais modernos comprados em 2006 significaram 600 toneladas anuais a menos na emissão de gases poluentes particulados (fumaça preta, prejudicial à saúde).

Fonte: O Estado de S.Paulo.

Marina Silva apresenta a parlamentares a nova estrutura do MMA

Rafael Imolene

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, apresentou à Frente Parlamentar Ambientalista, nesta quarta-feira (16), medidas que serão efetuadas no ministério e no Ibama para atender às demandas do setor pelos próximos anos. A apresentação ocorreu durante um evento realizado na Câmara dos Deputados, cujo objetivo era mostrar aos parlamentares a necessidade de mudar a estrutura do MMA, bem como criar o Instituto Chico Mendes, fornecendo condições para a gestão ambiental do Brasil.

Marina Silva também pediu apoio ao Congresso para aprovar a Medida Provisória 366/07, por se tratar do instrumento que possibilitará criar a nova estrutura do ministério. Além da MP, a ministra afirmou que pretende discutir com os parlamentares o conteúdo dos três decretos presidenciais de regulamentação das mudanças. Ela lembrou, ainda, que cada um dos últimos governos deu sua contribuição à gestão ambiental no Brasil, citando, entre outros exemplos, o próprio Ibama, instituído em 1989 pelo então presidente José Sarney. "Qual é o desafio do presidente Lula? É o de inscrever sua contribuição em termos de estrutura", afirmou Marina. "Sempre tenho dito que vamos atravessar este século tendo de resolver a equação do meio ambiente e desenvolvimento, entendendo que essa equação deve comportar igualmente os dois setores. Fortalecendo o setor ambiental, conseguiremos dar a nossa contribuição histórica", disse.

Após a fala da ministra, o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, fez uma apresentação detalhada da nova estrutura. No MMA, explicou Capobianco, serão cinco secretarias: de Biodiversidade e Florestas, de Mudanças do Clima e Qualidade Ambiental, de Recursos Hídricos e Ambientes Urbanos, de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável e de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental. O recém-criado Instituto Chico Mendes será responsável pela gestão das 288 unidades de conservação (UCs) de todo o País. Com o Ibama permanecem as responsabilidades de licenciamento ambiental, fiscalização e autorizações.
Ao final da apresentação, o coordenador da frente parlamentar, Sarney Filho, anunciou que mais de dez deputados haviam se inscrito para esclarecer dúvidas. No entanto, pediu que as perguntas dos deputados ao MMA fossem feitas durante um debate técnico programado para terça-feira (22), na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento.

Fonte: MMA

Fundos socioambientais participam de videoconferência

O Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) realiza, nesta quinta-feria (17), a videoconferência Comunicação para o Desenvolvimento Institucional dos Fundos Socioambientais. O evento faz parte da capacitação que o órgão desenvolve há um ano com 22 fundos estaduais e municipais de meio ambiente e recursos hídricos de todo o País. A videoconferência será das 14h às 17h e poderá ser acompanhada pela internet www.interlegis.gov.br

"A videoconferência deverá reacender o compromisso com as instituições envolvidas, apresentando o novo presidente da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Meio Ambiente e a nova estrutura da gestão ambiental no âmbito federal", disse Taciana Leme, coordenadora de Formação e Desenvolvimento do FNMA. O evento tem o apoio do Banco Mundial, da Comunidade Virtual do Poder Legislativo (Interlegis), da Abema e da Anamma.

Fonte: FNMA

Antártida: cientistas descobrem 700 novas espécies

Rebecca Morelle

Uma extraordinária gama de vida marinha foi descoberta nas águas profundas e escuras da Antártida. Cientistas encontraram mais de 700 novas espécies de criaturas em mares até então considerados hostis demais para conter tão rica biodiversidade.

Eles coletaram grupos de esponjas carnívoras, vermes, crustáceos e moluscos. As descobertas, publicadas na revista Nature, podem lançar luz sobre a evolução da vida oceânica nessas áreas. "O que considerávamos ser um vazio é na verdade um ecossistema dinâmico, variável e biologicamente rico", disse a bióloga marinha britânica Katrin Linse, uma das autoras do estudo. "Encontrar este tesouro marinho é nosso primeiro passo para entender as relações complexas entre o oceano profundo e a distribuição da vida marinha."

Novidades

A pesquisa forma parte do chamado projeto Andeep, o primeiro estudo amplo da vida marinha na Antártida. A finalidade da pesquisa é preencher o "vácuo de conhecimento" sobre a fauna que habita as regiões mais profundas do Oceano Antártico. Em três expedições que ocorreram entre 2002 e 2005, uma equipe internacional de cientistas coletou dezenas de milhares de espécies dor mar de Weddell, a profundidades entre 774 m e 6.348 m. Mais de mil espécies foram descobertas, e muitas eram completamente desconhecidas da ciência.
Os pesquisadores encontraram, por exemplo, 674 espécies de isópodos (uma ordem dos crustáceos), a maioria dos quais nunca havia sido descrita, e 76 esponjas, 17 das quais eram totalmente desconhecidas. "Esperávamos encontrar novas espécies, mas pesquisas anteriores sugeriam que a diversidade neste extremo sul seria pequena", disse a coordenadora do estudo, Angelika Brandt, do Instituto e do Museu Zoológico da Universidade de Hamburgo, na Alemanha. "Por isso, ficamos muito surpresos de encontrar tanta diversidade." Ela disse que o estudo pode lançar uma luz sobre a evolução da vida oceânica nessas áreas.
Cientistas querem estudar as diferenças entre as criaturas encontradas na Antártida e as em águas rasas, para entender como o clima e as condições em que vivem estes animais determinaram sua evolução ao longo do tempo.

Fonte: BBC Brasil

São Paulo está em programa ambiental de Clinton

São Paulo será uma das 15 grandes cidades que participarão de um programa da Fundação Clinton para reduzir o uso de energia e as emissões poluentes de edifícios. Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos, anunciou hoje a criação do programa, durante a Cúpula Mundial de Grandes Cidades C40, em Nova York. Quatro companhias de serviços de energia e cinco bancos prometeram um financiamento de US$ 5 bilhões para projetos municipais e privados de redução do consumo de energia. "A mudança climática é um problema global que requer uma ação local", disse Clinton. No ano passado, o ex-presidente lançou uma iniciativa para combater a mudança climática como parte das atividades da sua fundação.

Ele ressaltou, ao anunciar o novo programa, que a colaboração entre cidades, empresas e bancos para lutar contra o aquecimento global é necessária. "Assim as cidades vão economizar fundos, criar empregos e atingir um efeito coletivo na mudança climática", acrescentou.
As áreas urbanas são responsáveis por cerca de 75% de todo o consumo energético e das emissões de gases que causam o efeito estufa. Cerca de 40% das emissões correspondem a edifícios urbanos. Em cidades como Nova York e Londres, a taxa se aproxima de 70%, explicou a fundação em comunicado. O programa de adequação de edifícios para um uso mais eficaz da energia vai direcionar fundos para melhorar os equipamentos, o que pode gerar uma economia de 20 a 25%.

Honeywell, Johnson Controls, Siemens e Trane se encarregarão de avaliar e melhorar o equipamento das edificações para poupar energia. Os bancos ABN AMRO, Citi, Deutsche Bank, JPMorgan Chase e UBS se comprometeram a destinar US$ 1 bilhão cada um para facilitar os projetos. As Prefeituras e donos de edifícios privados pagarão os empréstimos com a economia nos custos de energia. Cidade do México, Berlim, Londres, Roma, Chicago, Houston, Johanesburgo, Nova York, Bangcoc, Karachi, Melbourne, Seul, Tóquio e Toronto são as outras cidades beneficiadas.

Fonte: EFE

Exame de sangue tende a reduzir uso da biópsia hepática

Os portadores de hepatite C, de esquistossomose ou das duas doenças conjuntamente poderão saber qual o grau de fibrose (lesão) que apresentam no fígado por meio de simples dosagens sorológicas de rotina laboratorial. Essas dosagens servirão, possivelmente, para avaliar o prognóstico e o tratamento dos pacientes contra as duas enfermidades. O primeiro passo para que essa prática se torne realidade, reduzindo o uso da biópsia hepática, no caso de pacientes com hepatite C ou co-infectados com esquistossomose e hepatite C, foi dado por um estudo desenvolvido no Departamento de Imunologia do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (CPqAM), unidade da Fiocruz em Pernambuco.

As dosagens de marcadores biológicos no soro dos pacientes com essas doenças poderão detectar o grau de fibrose e atividade inflamatória no fígado, assim como ocorre com testes comuns de sangue para dosagem de colesterol, por exemplo. Para avaliar que marcadores melhor se relacionavam com a identificação do grau da fibrose, a biomédica Clarice Lins de Morais precisou estudar algumas enzimas do fígado (marcadores bioquímicos). Foram elas: bilirrubinas, transaminases e fosfatase alcalina, que se elevam durante o processo de fibrose e inflamação do fígado. Além disso, analisou quatro citocinas: IL-13 e TGF-β, que estimulam a produção de colágeno e com isso estão envolvidas na formação da fibrose; IFN-γ, com papel antifibrótico; e TNF-α, cuja ação é inflamatória. Cada marcador foi avaliado individualmente, em laboratório, e seus níveis foram comparados com os graus de fibrose obtidos por meio de biópsias hepáticas e exames ultra-sonográficos.

Os testes foram realizados em 95 pacientes selecionados no Ambulatório de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O total de voluntários dividiu-se em três grupos: um formado por 37 portadores de hepatite C, outro por 23 portadores de esquistossomose e um último por 19 pacientes com hepatite C e esquistossomose. Além desses, houve um grupo de 13 pacientes sadios (grupo de controle), para averiguar as variações biológicas normais. Os voluntários foram alvos da pesquisa de janeiro de 2004 a dezembro de 2006. Com a aplicação dos possíveis marcadores biológicos de fibrose espera-se diminuir a realização de biópsia hepática no paciente portador de hepatite C, que hoje é obrigatória, dependendo do grau da atividade inflamatória e da fibrose, para que o Ministério da Saúde libere os medicamentos necessários ao tratamento, que chega a durar um ano dependendo do tipo de vírus. “A biópsia hepática é um procedimento de risco. O paciente tem que ficar internado, receber anestesia local, pode ocorrer sangramento e o processo implica dor”, argumenta Clarice. A fibrose provocada por hepatite C pode atingir do grau 0 ao 4 (cirrose), conforme a classificação Metavir. A partir do grau 2, com nível de atividade inflamatória também 2 (pode ir de 0 a 3), o paciente já é indicado para tratamento anti-viral.
“No caso da esquistossomose, o paciente não sofre intervenção da biópsia. No entanto, o principal benefício do exame será fazer o prognóstico da doença e avaliar a regressão da fibrose pós-tratamento”, argumentou a biomédica. A fibrose nesse tipo de doença é avaliada por meio de exame ultra-sonográfico pela classificação do Cairo, que varia do grau 1 ao grau 3.

A pesquisadora explica, ainda, que exames de sangue simples para as dosagens de marcadores que possam diagnosticar o grau de fibrose nos portadores de hepatite C e esquistossomose poderão reduzir riscos e custos, em relação a uma biópsia hepática. Além disso, a proposta não requer mão-de-obra especializada, como clínicos e patologistas. Porém, para o método atingir o estágio de aplicação prática no laboratório de rotina serão necessários estudos prospectivos posteriores para validação de um índice de marcadores para fibrose com um maior número de pessoas. “Na França, há uma equipe que já está em fase avançada de alguns marcadores de fibrose, mas apenas para a hepatite C. E os pacientes daquele país possuem vírus de outros genótipos diferentes dos encontrados no Brasil”, frisa Clarice. O trabalho da biomédica contou com a colaboração dos professores Ana Lúcia Domingues, responsável pelo Ambulatório de Esquistossomose do HC, e Edmundo Lopes, chefe do Ambulatório de Hepatites também do HC. Intitulado Avaliação da relação entre marcadores biológicos e graus de fibrose no complexo hepatite C e esquistossomose, o estudo resultou na tese de doutorado em saúde pública do CPqAM, que será defendida em 25 de maio, sob a orientação de Silvia Montenegro e de Frederico Abath (em memória), do Departamento de Imunologia do Centro.

Fonte: Fiocruz

Inpa apresenta resultados de projetos com comunidades indígenas

Luís Mansuêto

Os trabalhos foram realizados em parceria com a Fundação Estadual dos Povos Indígenas em diversas comunidades do estado do Amazonas

Os resultados da primeira fase dos projetos elaborados pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) em parceria com a Fundação Estadual dos Povos Indígenas (Fepi) para tentar solucionar os problemas indígenas territoriais, socioeconômicos, de saúde e educação serão apresentados durante a 2ª oficina Povos Indígenas – o Inpa e a comunidade. A oficina acontece nesta quinta-feira (17), das 9h às 16h, no Bosque da Ciência do Inpa, em Manaus (AM). Durante o encontro estarão reunidos cientistas do Inpa e representantes de universidades, Fepi, lideranças e associações indígenas, além de representantes da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (SECT) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) para discutirem os dados da primeira fase dos projetos.

Na ocasião, os pesquisadores apresentarão os trabalhos que foram aplicados em parceria com as lideranças indígenas. Após as apresentações serão formados quatro grupos de trabalho para discutir as seguintes demandas: "Educação e Saúde Indígena"; "Agrobiodiversidade e Diversidade Cultural"; "Etnoconservação e Manejo de Ecossistemas"; e "Alternativas Sustentáveis". O objetivo é, ao final, apresentar, discutir e elaborar novas propostas para futuros projetos e capacitação para serem implantados em outras regiões do estado. Segundo a bolsista da Coordenação de Extensão do Inpa, Luciana Lima de Brito, uma primeira oficina foi realizada em 2004 para discutir as áreas prioritárias e os locais de atuação. Na época, foram apresentadas propostas de projetos às comunidades indígenas a partir da solicitação das mesmas. Para isso, foi firmado um convênio de apoio técnico-científico com a Fepi para agilizar o processo burocrático. "Após os debates, foram apresentados seis projetos a Fapeam, os quais foram aprovados e, a partir de então, foram iniciados os trabalhos com as comunidades indígenas", explicou.

Luciana Brito disse que, na primeira fase, cada projeto recebeu R$ 50 mil da Fapeam. Já na segunda, está previsto um investimento de R$ 150 mil por projeto. Ela destacou que, durante a oficina serão levantadas novas questões, temas, demandas e localidades em que os projetos devem atuar. "Fizemos um levantamento dentro do Instituto para saber quais os pesquisadores que desejavam trabalhar nas comunidades indígenas e notou-se um interesse maior em participar do processo, principalmente, nas áreas de agronomia, saúde, silvicultura", comemorou. De acordo com a bolsista, os trabalhos da primeira oficina apontaram as comunidades localizadas na bacia do Rio Negro, meso-região do Alto Solimões e Alto Solimões e nas terras indígenas Éware, Humaitá e Manicoré como prioritárias. Nesses locais foram atendidos os grupos indígenas Tenharim, Parintintin, Diahoi, Munduruku, Tora, Apurinã, Mura, Ticuna, Éware. Para o diretor-presidente da Fepi, Bonifácio José Baniwa, os trabalhos com o Inpa são inovadores ao nível de Brasil e do estado do Amazonas, pois representa um avanço para uma instituição de pesquisa em relação aos povos e as comunidades indígenas. "O Instituto conseguiu ouvir e entender nossas necessidades. Antes isso não acontecia, pois não havia essa abertura, mas agora as duas instituições estão ganhando com o convênio. Tínhamos o conhecimento tradicional, entretanto faltava o científico para a elaboração das políticas públicas próximas de nossa realidade. Conseguimos unir ambos os conhecimentos", avalia.

Segundo Baniwa, várias instituições que trabalham com comunidades indígenas foram convidadas para participar do encontro. Na ocasião, elas terão a oportunidade de ver os avanços feitos e poderão apresentar suas necessidades. Ele disse que ainda há muitas demandas a serem atendidas. "Estamos caminhando para a segunda fase dos projetos, ainda há questões burocráticas a serem superadas, mas elas fazem parte do processo. O que conta são as vitórias", finalizou.

Projetos

Turismo científico e a etnoconservação na bacia do rio Negro Palestrante: Dr. Jackson Rego (Ufam)

Educação, resgate e revitalização cultural: etnias indígenas de Humaitá e Manicoré Palestrante: Dra. Ana Carla Bruno (Inpa)

Caracterização epidemiológica da mansonelose em populações indígenas no estado do Amazonas Palestrante: Dr. Victor Py-Daniel (Inpa)

Apoio científico-tecnológico para o desenvolvimento de unidades de beneficiamento de matérias-primas de origem natural Palestrante: Dra. Noêmia Ishkawa (Inpa)

Sustentabilidade da extração de espécies vegetais para a fabricação de artesanatos Ticuna na meso-região do alto rio Solimões Palestrante: Dr. Fernando Frickman (Inpa)

Gestão e manejo comunitário de recursos pesqueiros na terra indígena Éware I, Alto Solimões Palestrante: Dr. George Rebello (Inpa)

Fonte: Assessoria de Comunicação do INPA

CTNBio aprova liberação comercial do milho transgênico e analisa outros processos

Rachel Mortari

A Comissão Técnica de Biossegurança (CTNBio) aprovou nesta quarta-feira (16) a liberação comercial do milho tolerante ao glufosinato de amônio (Liberty Link) da empresa Bayer CropScience Ltda. A utilização desse milho impede que o herbicida utilizado para matar ervas daninhas ou outras plantas invasoras da plantação atinja também o milho.

A aprovação aconteceu na primeira parte da 102º reunião ordinária da Comissão, que prossegue até amanhã (17), com 17 votos a favor da liberação, quatro contrários e um pedido de diligência, ou seja, que a empresa envie mais informações sobre o evento. A aprovação foi condicionada a um plano de monitoramento pós-liberação, que verificará se o comportamento obtido com as pesquisas será o mesmo esperado para a plantação em larga escala. “A CTNBio não aprovaria uma liberação comercial se tivesse dúvidas quanto à biossegurança, no entanto, baseado no princípio da precaução vamos elaborar um plano de monitoramento. É um processo contínuo, que não acaba com a liberação comercial e será aplicado em uma área extensa e em safras diferentes”, explica o secretário do Ministério da Ciência e Tecniologia (MCT), Luiz Antonio Barreto de Castro, representante da Pasta na Comissão.

Esse plano avaliará, entre outros itens, o uso contínuo do evento transgênico, ou seja, se o teor de glufosinato recomendado está sendo respeitado de maneira adequada e também o efeito sobre os microorganismos do solo e em insetos benéficos para o milho. Além desse monitoramento serão elaboradas normas de coexistência entre o milho transgênico e não-transgênico. A decisão da Comissão será encaminhada ao Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS), composto por 11 ministros e coordenado pela Casa Civil. O CNBS faz a análise política e socioeconômica da comercialização e tem 90 dias para se manifestar. “Não sou a favor nem contra a liberação comercial de transgênicos, mas acho positivo termos colocado a liberação comercial em votação, porque vimos o desencadeamento de um trabalho, de um processo que se arrastas há muitos anos”, observou o presidente da CTNBio, Walter Colli. Além da liberação comercial, a CTNBio analisou 17 liberações planejadas no meio ambiente e ainda outros processos relacionados à pesquisa. Amanhã, a reunião começa a preparar o plano de monitoramento e também retoma a discussão da Instrução Normativa nº 3, que revisa a orientação para a análise de liberação planejada no meio ambiente (pesquisa em campo).

O milho

Segundo o vice-presidente da Comissão e pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, Edilson Paiva, o milho é uma planta exótica no Brasil e só resistiu aos oito mil anos de registro no mundo porque teve interferência humana. “O Brasil tem o maior e o melhor milho do mundo, mas 80% dele é melhorado, o milho crioulo dos anos 1950 já não existe mais, cientificamente não existe milho puro”. Paiva explica que na década de 1950 a Embrapa armazenou em um banco de germoplasma (que conserva material genético) cerca de cinco mil tipos de milho mais antigos existentes no mundo, inclusive, segundo ele, sementes utilizadas por populações indígenas foram entregues, pelos próprios índios, à Embrapa para não correrem o risco de desaparecer. “Não fazemos apologia aos transgêncios, não defendemos multinacionais. Minha preocupação é com o atraso das pesquisas brasileiras, pois quem perde são as nossas universidades, instituições públicas como a Embrapa, é a soberania nacional”, ressalta.

Fonte: Assessoria de Imprensa do MCT

Inpe destina material reciclável para cooperativa de catadores

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), de São José dos Campos (SP), iniciou a "Coleta Seletiva Solidária". Para gerenciar este trabalho, o Inpe designou uma comissão interna para estabelecer critérios para avaliação, classificação e destinação dos resíduos recicláveis descartados do Instituto. Esta comissão também foi responsável pela seleção das cooperativas com base nos critérios técnicos estabelecidos.

No último dia 23 de abril, foi assinado um contrato com duas cooperativas da cidade - Futura e São Vicente. As organizações de catadores foram selecionadas a partir de critérios básicos, como: serem constituídas exclusivamente por catadores que tenham o recolhimento de resíduos como única fonte de renda, possuir infra-estrutura para realizar a triagem e a classificação do material, e apresentarem um sistema de rateio entre os cooperados.As duas cooperativas selecionadas para o recolhimento dos resíduos farão revezamento a cada seis meses. A primeira organização beneficiada foi a São Vicente, que já fez uma retirada no dia 24 de abril. Para os beneficiados pelo projeto a iniciativa só traz vantagens. "A segurança de um fornecedor fixo deu mais ânimo aos cooperados", disse Andréa Gonçalves, que é voluntária do projeto.

As coletas são feitas diariamente às 14h e um relatório final deve ser entregue à comissão do Inpe, mensalmente, informando material coletado, quantitativo, destinação e roteiro.O objetivo da reciclagem é o reaproveitamento de materiais. A destinação desses resíduos que saem das dependências do Instituto é feita sem fins lucrativos, como um acordo no qual a cooperativa que retira o lixo do local e assim aproveita seus benefícios. "A parceria com o Inpe é de vital importância para a cooperativa Futura. É um aumento significativo de resíduos, aumentando também o faturamento dos cooperados", garante Maria do Carmo, assistente social da Prefeitura Municipal de São José dos Campos. A "Coleta Seletiva Solidária" do Inpe foi apresentada no dia 30 de abril ao Comitê Ministerial dos Catadores de Materiais Recicláveis do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e recebeu aprovação imediata.

Fonte: Inpe

Semi-Árido ganha museu

O Museu Interativo do Semi-Árido (Misa) foi inaugurado na terça-feira (15/5), no campus da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba. Trata-se de uma iniciativa da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (PaqTcPB), por meio do Programa de Estudos e Ações para o Semi-Árido (Peasa) da UFCG.

Segundo os idealizadores, a proposta do museu não é apresentar o passado, mas sim mostrar peculiaridades da região do Semi-Árido e permitir que os visitantes possam interagir com a vida e a beleza de algumas das espécies vegetais, os traços característicos do povo do sertão, sua cultura, seus costumes, seus artefatos e seus artesanatos. Serão organizadas também exposições itinerantes para percorrer municípios do Semi-Árido da Paraíba e de outros estados do Nordeste. “Nossa expectativa é que o Misa estimule a população das áreas urbanas a conhecer melhor, a admirar, a respeitar e a valorizar a cultura do povo e as belezas naturais da região semi-árida, que, muitas vezes, só se apresenta na mente das pessoas como inóspita e sem perspectiva, por causa da seca, da miséria, da fome e da desertificação”, disse Vicente Araújo, coordenador-geral do Peasa/UFCG, durante a cerimônia de inauguração na reitoria da UFCG.

O Misa conta com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Prefeitura de Campina Grande, do Sistema Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep), da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Mais informações: www.museusemiarido.org.br

Fonte: Agência Fapesp

Noites interrompidas


Inflamação bloqueia temporariamente a produção de hormônio que indica ao organismo a hora de dormir (foto: Nasa)


Ricardo Zorzetto

Médicos e enfermeiros estão habituados ao desarranjo que uma temporada, ainda que curta, nos centros de terapia intensiva provoca na vida dos pacientes. Durante a recuperação de uma pneumonia aguda ou de uma cirurgia, dorme-se além do normal durante o dia ou se tem insônia à noite e a fome costuma surgir em horários diferentes dos habituais.

Não é só. Também a temperatura do corpo, os batimentos cardíacos e a produção de hormônios passam a oscilar em um ritmo diferente do ciclo de 24 horas que regula a vida dos seres humanos e de diversos outros animais, como se o relógio interno parasse de funcionar de maneira adequada. Até recentemente se acreditava que essa dessincronização entre o funcionamento do organismo e o mundo externo fosse conseqüência da iluminação artificial dos centros de tratamento intensivo e, por essa razão, já se propôs a instalação de janelas nessas salas para que os pacientes pudessem perceber quando é dia ou noite. Mas essa estratégia se mostrou pouco eficaz e agora já é possível entender o porquê.

Experimentos conduzidos pela equipe da farmacologista Regina Pekelmann Markus, da Universidade de São Paulo (USP), indicam que a causa dessa dessincronização não é a impossibilidade de identificar se fora do hospital está claro ou escuro. A origem desse desequilíbrio parece ser a própria inflamação provocada por um agente infeccioso ou pelas lesões de uma cirurgia, que interrompe temporariamente a produção do hormônio melatonina. Produzido pela glândula pineal, situada na base do cérebro, esse hormônio é uma espécie de senhor do tempo molecular, que ajusta os ponteiros do relógio biológico com os períodos de claro e escuro, indicando ao organismo se é dia ou noite, inverno ou verão.

Clique aqui para ler o texto completo na edição 135 de Pesquisa FAPESP

Fonte: Agência Fapesp

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Terapia celular estabiliza esclerose múltipla

Esforço brasileiro com células-tronco interrompeu avanço da doença em 70% dos casos. Grupo acompanhou 41 pacientes, alguns deles por um período de até sete anos.

Fernanda Bassette

Uma terapia experimental conduzida no Brasil, feita com transplante de células-tronco em pacientes portadores de esclerose múltipla que não respondiam mais ao tratamento convencional, estabilizou a doença em 70% dos pacientes analisados. Os pesquisadores acompanharam a evolução do transplante em 41 pessoas doentes -- alguns por até sete anos. Nos outros 30%, a doença continuou progredindo -- três morreram.

A esclerose múltipla é um dos problemas mais comuns do sistema nervoso central que atinge os adultos jovens. É uma doença auto-imune (quando o organismo por uma razão não definida passa a produzir anticorpos contra ele mesmo) que provoca uma degeneração nervosa e interfere na transmissão dos impulsos nervosos. Ainda não existe cura para a doença, que atinge cerca de 2 milhões de pessoas no mundo todo. Atualmente, os pacientes são tratados com drogas que reduzem a inflamação provocada no sistema nervoso. Os medicamentos, de alto custo, precisam ser tomados pelo resto da vida para evitar novos surtos e remissões. O estudo, aprovado pelo Comitê de Ética dos hospitais envolvidos e do Ministério da Saúde, começou em 1999 e terminou em 2006 e foi realizado pelo médico Nelson Hamerschlak, do Hospital Israelita Albert Einstein em parceria com o médico Júlio Voltarelli, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto. Participaram da pesquisa 41 pacientes com média de 42 anos, sendo 58% mulheres e 42% homens.

Transplante de células-tronco

Além de não responderem a mais nenhum tipo de tratamento convencional, os pacientes selecionados para fazer parte da terapia experimental tinham diagnóstico comprovado da doença há mais de um ano e apresentavam índice de incapacidade moderado (precisavam de ajuda de andador para caminhar 20 metros). Esses pacientes foram submetidos ao transplante autólogo de células-tronco (eles mesmos eram os doadores) e depois foram acompanhados principalmente nos dois hospitais. Segundo Hamerschlak, 80% deles tinham a forma secundária progressiva da doença -- considerada a mais comum. Foram utilizados dois regimes diferentes de preparação com quimioterapia. Isso se deu em função do índice de mortalidade inicial que, apesar de pequeno, poderia ser minimizado. Para simplificar a explicação, usaremos o termo "A" e "B". Em 21 pacientes foi usado o esquema de quimioterapia "A" e 20 pessoas usaram o esquema "B".

Duas etapas

Segundo Hamerschlak, o transplante de células-tronco é feito em duas etapas e funciona como um "reset" de computador: "É como se o paciente desligasse o sistema imunológico e depois o ligasse novamente, sem nenhuma memória anterior", disse. Os pacientes tomam medicamentos capazes de fazer as células-tronco da medula óssea migrarem para o sangue periférico e em seguida o sangue é coletado normalmente, como num exame normal. Um procedimento chamado aférese separa as células-tronco dos glóbulos brancos e o material é congelado. Depois, o paciente é submetido a uma forte dose de quimioterapia para que ocorra uma imunossupressão do organismo. Em seguida, o sangue rico com células-tronco é reinjetado no paciente e o sistema imunológico volta a funcionar como se nada tivesse acontecido anteriormente.

Resultados

Como essa terapia ainda não é utilizada como rotina nos portadores de esclerose múltipla que não respondem a mais nada, os resultados do transplante surpreenderam os pesquisadores: 70% dos pacientes (29 pessoas) melhoraram ou ficaram com a doença estável, sem necessidade de manter qualquer tipo de medicação e 30% não melhoraram (12 pessoas) e continuaram com a doença progredindo. Entre elas, três morreram (7%). Nos pacientes que usaram a quimioterapia "B", o índice de mortalidade foi zero. Esse esquema passou a ser recomendado para todos os pacientes. "É importante lembrar que as pessoas que passaram pelo transplante são pacientes que não respondiam a mais nada do tratamento convencional. Eles foram submetidos a um procedimento agressivo e sabiam que havia risco de morte", afirmou Hamerschlak. Segundo o especialista, outros estudos semelhantes já foram feitos na Europa e Estados Unidos, também com resultados positivos.

O próximo passo dos pesquisadores é fazer o mesmo estudo com pacientes que estão na fase inicial da doença, com diagnóstico precoce. "O protocolo de pesquisa já está aprovado e não tem nenhum paciente ainda. Um grupo vai se submeter ao transplante e outro aos remédios convencionais. Se o transplante se mostrar mais efetivo, deverá ser usado como tratamento tradicional em um prazo de três a cinco anos", disse Voltarelli. "O que posso dizer é que o transplante de células-tronco agora já é uma possibilidade para os doentes que não respondem a mais nenhum tratamento. Mas o nosso objetivo é possibilitar que, num futuro próximo, essa seja a alternativa para as pessoas no início da doença", principalmente se ela se mostrar agressiva, disse Hamerschlak. Para a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem), os resultados do estudo são muito positivos. "Esse estudo é muito bem-vindo, pois quanto mais ferramentas nós tivermos para controlar a evolução da doença, melhor para os pacientes. Estabilizar a doença em 70% dos casos, mesmo sabendo que não tem cura, é muito positivo. Também ficamos contentes com o baixo número de óbitos", disse a neurologista Maria Cristina Brandão Giácomo, membro da Abem.

A doença

A esclerose múltipla provoca uma degeneração nervosa e interfere na transmissão dos impulsos nervosos. Para que ocorra a transmissão dos impulsos rapidamente, os nervos são protegidos e isolados por um complexo de camadas protéicas chamado de mielina. Nos pacientes com esclerose múltipla, os anticorpos produzidos pelo organismo atacam essa proteção do nervo e, com o tempo, destroem a bainha de mielina -- o que pode tornar o paciente incapaz de andar. Segundo Hamerschlak, os anticorpos produzidos pelo paciente começam a atacar os nervos do cérebro e as regiões periféricas. "Isso vai causar uma inflamação grave, que vai causar distúrbios de visão, motores e sensitivos. Há pessoas que no estágio mais avançado da doença param de andar e não conseguem mais sair da cama, ficam inválidos", disse o médico.

Fonte: Globo.com

Área extensa da Antártida derreteu em 2005

No verão desse ano, Hemisfério Sul registrou temperaturas acima da média. Degelo foi o mais significativo dos últimos 30 anos.

Uma extensa área da Antártida Ocidental derreteu por causa das altas temperaturas registradas durante o verão de 2005 no hemisfério sul, informou nesta terça-feira (15) o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, sigla em inglês). A agência da Nasa, que usou em sua pesquisa o satélite QuickScat, determinou que o calor registrado nesta região poderia acelerar o degelo nas camadas mais profundas da superfície antártica.

A área em questão, similar à superfície do estado da Califórnia, derreteu inicialmente e depois voltou a se congelar. No entanto, depois deu lugar ao degelo mais significativo dos últimos 30 anos, afirmam os pesquisadores. Os responsáveis pelo estudo foram Son Nghiem, do JPL da Nasa em Pasadena (Califórnia), e Konrad Steffen, da Universidade do Colorado em Boulder, que mediram a acumulação de neve e o degelo na Antártida entre julho de 1999 e julho de 2005. Segundo um comunicado do JPL, os dois descobriram que havia acontecido um derretimento considerável em uma extensa área do oeste do continente gelado. A zona incluía altas elevações e localidades nas quais em janeiro de 2005 as temperaturas chegaram a cinco graus centígrados. "Caso persistam os aumentos do degelo, como o que aconteceu em janeiro de 2005, poderia se registrar um degelo em maior escala na Antártida", declarou Steffen. Steffen expressou seu temor de que a água procedente do degelo sirva como lubrificante da base das camadas de gelo. "Isto faria com que a massa de gelo se movimentasse mais rapidamente em direção ao oceano, o que aumentaria os níveis marítimos", concluiu.

Fonte: Globo.com

Plano estratégico do projeto Aqüífero Guarani deverá ser concluído até 2008

Adriano Ceolin

O coordenador-geral do governo brasileiro no Projeto Aquífero Guarani, João Bosco Senra, afirmou nesta terça-feira que a VIII Reunião do Conselho Superior de Direção atingiu os objetivos esperados. O encontro foi realizado na semana passada em Assunção, no Paraguai.
O Aqüífero Guarani, que ocupa áreas do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, é a principal reserva subterrânea de água doce da América do Sul e um dos maiores sistemas aqüíferos do mundo. Ocupa uma área total de 1,2 milhão de km² na Bacia do Paraná e parte da Bacia do Chaco-Paraná.

A reunião em Assunção tinha como principal objetivo avaliar o andamento do projeto. "Os trabalhos estão sendo executados de forma satisfatória, o que permitirá o cumprimento das metas estabelecidas", disse João Bosco Senra. Até o fim de 2008, deverá ser finalizado o Plano de Ação Estratégica (PAE) do Projeto Aqüífero, que norteará o uso sustentável pelos países-membros. "O PAE definirá ações a ser desenvolvidas pelos quatro países no futuro", disse Julio Thadeu Kettelhut, coordenador técnico do projeto.

Outras informações - O volume do manancial do Aqüífero Guarani chega a 37 mil km³ e sua extensão se aproxima de 1,2 milhão de Km². O Brasil possui a maior parte - 840 mil km² (70%do total); a Argentina, 225,5 mil Km²; o Paraguai, 71,7 mil Km² e o Uruguai, 58,5 mil Km².
Suas águas, em geral, são de excelente qualidade para consumo doméstico, industrial e para irrigação. No Brasil, abrange os estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul As altas temperaturas das águas, que podem ser superiores a 30ºC, são úteis em balneários e na agroindústria (para despelar o frango). Estudos revelam que existe a possibilidade da ocorrência de poços jorrantes em 70% da área do aqüífero.

Fonte: MMA

Prefeitos americanos prometem respeitar Kyoto

Pelo menos 500 prefeitos americanos firmaram uma declaração, na qual se comprometem a atuar para reduzir as emissões de gás carbônico em suas cidades abaixo dos níveis de 1990, como prevê o Protocolo de Kyoto, não ratificado pelos EUA.

No total, 514 prefeitos, de cidades como Nova York, Washington, Los Angeles, Dallas e Tulsa, firmaram a declaração, informou nesta terça-feira a Conferência de Prefeitos dos Estados Unidos (USCM), reunida em Nova York à margem do encontro de grandes metrópoles do mundo sobre o aquecimento global. "Os prefeitos atuam, enquanto o governo federal mantém silêncio" na luta contra o aquecimento global, disse o presidente da USCM, Douglas Palmer, da cidade de Trenton (Nova Jersey). "Os pedidos de intervenção para a preservação climática crescem dia a dia, tanto nas grandes cidades como nas pequenas", destacou o prefeito de Seattle (Washington), Greg Nickels, um dos promotores da iniciativa.

Em virtude do Protocolo de Kyoto, até 2012 os Estados Unidos deveriam reduzir suas emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa em 7% abaixo dos níveis de 1990, lembra o documento firmado pelos prefeitos.

Fonte: AFP

Nova York quer se tornar a Grande Maçã "verde"

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, apresentou nesta terça na Cúpula Mundial das Grandes Cidades para o Clima (C40) suas propostas para frear a mudança climática e transformar a cidade dos arranha-céus na Grande Maçã "verde". Ele apresentou uma série de objetivos em prol do meio ambiente, entre os quais se destaca uma redução de 30% nas emissões urbanas que geram o efeito estufa até 2030.

Bloomberg também propôs a implantação de um polêmico plano que obrigará os nova-iorquinos que desejarem usar seu veículo em determinados setores de Manhattan a pagar um pedágio urbano. "Trabalharemos para diminuir as emissões de dióxido de carbono ligadas ao transporte, por isto reduziremos o número de veículos que circulam em nossas ruas", declarou Bloomberg, que aproveitou para anunciar uma "ampliação do sistema de transporte público".
Diante da maioria dos 32 prefeitos e delegações de grandes cidades que até o dia 17 de maio participam desta cúpula, Bloomberg explicou que sua cidade colocará em prática, "em um período de teste de três anos", um plano de pedágio para o centro urbano similar ao que, segundo ele, funciona com sucesso em Londres, Estocolmo e Cingapura. "Seremos a primeira cidade dos Estados Unidos a experimentar uma medida como esta. Tomar a dianteira é sempre difícil, mas estou convencido de que acabará sendo uma realidade", afirmou.

O prefeito disse que a proposta, junto de outras 127 medidas, conta com um "amplo apoio" na cidade e no estado de Nova York. A iniciativa de Bloomberg recebeu o apoio imediato do prefeito de Londres, Ken Livingstone, que afirmou que a medida é "cheia de coragem", além de destacar que a redução do tráfego de veículos nas ruas da capital fez com que os londrinos "contem agora com uma maior qualidade de vida". Livingstone disse a Bloomberg que não deve ficar amedrontado pelas críticas a seu plano, já que é necessário tomar as medidas necessárias para lutar contra "o maior problema enfrentado pela humanidade: a mudança climática". O prefeito de Nova York também afirmou que a cidade realizará "grandes esforços" para promover o uso de energias "mais limpas", o que incentivará o "uso de aparelhos mais eficientes de calefação e refrigeração, e renovará as maquinarias das usinas elétricas que abastecem a cidade". "O uso de energias renováveis eliminará quase 11 milhões de toneladas de dióxido de carbono do ar de Nova York até 2030", afirmou Bloomberg, que está convencido de que a cidade dos arranha-céus será "a mais respeitosa com o meio ambiente nos Estados Unidos".

A Cúpula Mundial de Grandes Cidades C40 fará com que as cidades mais povoadas do mundo compartilhem seus projetos para lutar contra a mudança climática. Os prefeitos de cidades como Los Angeles, Toronto, Cidade do México, Bogotá e Tóquio vão compartilhar nestes dias suas experiências em sessões que tratam do consumo elétrico, do uso de combustíveis, da calefação e do tratamento dos resíduos, entre outros assuntos. A cúpula conta com a participação do ex-presidente Bill Clinton e de dirigentes de grandes empresas como Siemens, Alcoa, Citigroup e Time Warner.

Fonte: Terra

Estudo: sobrevivência ao câncer dobrou em 30 anos

As taxas de sobrevivência de todos os tipos de câncer quase dobraram nos últimos 30 anos na Inglaterra e no País de Gales, segundo cálculos de cientistas britânicos.
Os pesquisadores da London School of Hygiene and Tropical Medicine constataram que a chance de sobrevivência de dez anos após o diagnóstico da doença subiu para uma média de 46,2%. Três décadas atrás, essa média era de 23,6%. Já a chance de sobrevivência de cinco anos após o diagnóstico aumentou de uma média de 28%, há trinta anos, para os atuais 49,6%.
Os pesquisadores constataram também um aumento na taxa de sobrevivência de algumas doenças específicas no mesmo período: câncer de mama (de 54% para 79%), próstata (de 34% para 61%) e cólon (de 27% para 46%).

Metas

"Nós geralmente não usamos uma estatística de sobrevivência geral para câncer, em parte porque não é um número útil para pacientes individuais de câncer ansiosos por saber quais são as suas chances", disse o professor Michel Coleman, que coordenou o estudo. O estudo foi divulgado para dar impulso ao lançamento de uma campanha na Grã-Bretanha que visa aumentar ainda mais as taxas de sobrevivência a câncer. A campanha, da ONG britânica Cancer Research, estabelece dez objetivos para a Grã-Bretanha a serem alcançados até 2020. As metas são:

* 75% da população devem saber como reduzir o risco de câncer

* O número de fumantes deve cair de 12 milhões para 8 milhões

* Reduzir número de pessoas com câncer abaixo de 75 anos de um a cada quatro para um a cada cinco

* Diagnosticar a doença mais cedo

* Ter conhecimento detalhado das causas do câncer em dois terços dos casos

* Melhores tratamentos com menos efeitos colaterais

* Maior taxa de sobrevivência, com dois terços dos pacientes vivendo por cinco anos após o diagnóstico

* Priorizar as áreas mais pobres - as taxas de mortalidade são maiores em 70% entre os homens e 41% entre mulheres comparadas com as regiões mais ricas

* Fornecer as informações necessárias aos pacientes

* Continuar a luta contra o câncer após 2020

Fonte: BBC Brasil

Rara tartaruga é encontrada por ONG no Camboja


Acreditava-se que a tartaruga soft-shell estivesse quase extinta

Exemplares de uma rara tartaruga conhecida como soft-shell foram encontrados nesta semana por uma ONG, no Camboja. Até então, acreditava-se que essa espécie estivesse praticamente extinta. As ONGs Conservação Internacional e WWF anunciaram a descoberta de raras espécies encontradas no mês de março nas proximidades de uma antiga fortificação do Khmer Vermelho.

Fonte: AP

Estudo: atividade física modesta também é benéfica

Até mesmo uma atividade física modesta de 72 minutos por semana pode melhorar a saúde dos sedentários, das mulheres com excesso de peso e que já passaram pela menopausa, segundo um estudo publicado nesta terça-feira no Journal of the American Medical Association (JAMA).

"Talvez a descoberta mais notável do nosso estudo seja a de que até mesmo uma atividade no nível de 4 kcal/kg por semana (aproximadamente 72 minutos por semana ao longo de três dias) trouxe uma melhora significativa para a boa forma em comparação com mulheres do grupo de controle que não fazia exercícios", disseram os autores do estudo, chefiado por Timothy Church, da Universidade Estadual de Luisiana. "Esta informação pode ser usada para apoiar recomendações futuras e deve ser encorajadora para adultos sedentários que consideram difícil encontrar tempo para uma atividade (física) semanal de 150 minutos, muito mais de 60 minutos diários", disse a equipe de cientistas. Especialistas do Instituto Nacional de Saúde (NIH) americano recomendaram pelo menos 30 minutos diários de exercícios moderados todos os dias.

O estudo, feito com 464 mulheres sedentárias pós-menopausa acima do peso ou obesas com índice de massa corporal (IMC) de 25 a 43, foi realizado de abril de 2001 a abril de 2005. Um IMC acima de 30 é indicador de obesidade. Mais de uma criança da população americana está acima do peso e 60 milhões de adultos americanos são obesos.

Fonte: AFP

Poluição na Índia está amarelando o Taj Mahal

A poluição está amarelando o Taj Mahal, apesar dos esforços do governo indiano para controlar a contaminação do ar ao redor do monumento do século 17 e para mantê-lo branco, disse um comitê parlamentar.

Em relatório enviado ao Parlamento nesta semana, o comitê afirmou que partículas suspensas no ar estão sendo depositadas no mármore branco do monumento, provocando o aspecto amarelado. O Taj Mahal, que fica na cidade de Agra, a cerca de quatro horas de viagem por terra a partir da capital, foi construído pelo imperador Mughal Shah Jahan como mausoléu para a sua mulher Mumtaz Mahal.

No passado, já houve diversas tentativas para deixar a região do Taj Mahal livre de poluição, incluindo a construção de uma estação de controle da qualidade do ar em Agra.
O monumento foi concluído em 1648, após 17 anos de obras realizadas por 20 mil trabalhadores, e atrai cerca de 20 mil visitantes por dia.

Fonte: Reuters

Mar no Japão esquentou o triplo da média mundial

As temperaturas de grande parte das águas que cercam o arquipélago japonês subiram nos últimos cem anos até 3,2 vezes mais que a média mundial, que foi de 0,5ºC, informou hoje a Agência de Meteorologia do Japão.

O aumento da temperatura dos mares japoneses oscilou entre 0,7ºC e 1,6ºC, e há uma grande probabilidade que sua causa seja o aquecimento global, segundo fontes citadas pela agência Kyodo. As temperaturas médias subiram pelo menos um grau centígrado em quase todas as treze zonas pesquisadas pelo estudo da Agência de Meteorologia do Japão, aumento semelhante ao da superfície terrestre neste mesmo período, fato atribuído ao efeito estufa.

As zonas pesquisadas incluem o Mar Amarelo, o Mar do Leste da China e o mar em frente à ilha de Shikoku. As conclusões do estudo se baseiam em cerca de 20 milhões de dados coletados desde o final do século XIX por navios comerciais e das investigações em águas de até dois metros de profundidade.

Fonte: EFE

Morro dos Macacos é alvo de estudo sobre a relação entre lixo e deslizamentos


O Morro dos Macacos, em Vila Isabel (Foto: Greatest Cities)

Fernanda Marques

O Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foi alvo de uma dissertação de mestrado defendida no Departamento de Saneamento da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp). O trabalho desenvolvido pela arquiteta Cláudia Muniz mostra que o impacto produzido na saúde pelo despejo inadequado do lixo vai além da proliferação de animais transmissores de doenças. O acúmulo de lixo em locais impróprios também aumenta o risco de deslizamentos nas encostas, provocando mortes que poderiam ser evitadas a partir de intervenções públicas adequadas e articulação popular.

Há registros de deslizamentos devido à ocupação irregular das encostas desde o final do século 19. Na década de 90 do século 20, houve, no Brasil, 256 deslizamentos com 815 mortes. Segundo dados coletados por Cláudia junto à Fundação Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro (Geo-Rio), os deslizamentos atingem, sobretudo, os bairros de Jacarepaguá, Tijuca e Rio Comprido e 17% deles estão associados à “corrida de lixo”. “O acúmulo de lixo constitui questão tão séria que ele já começa a ser considerado material geológico por alguns autores”, afirma a arquiteta, que pretende lançar um livro sobre o assunto com sua orientadora, a engenheira sanitária Débora Cynamon, chefe do Departamento de Saneamento. Em 1992, a Geo-Rio mapeou as áreas de risco de deslizamento no Morro dos Macacos. A tarefa foi repetida em 1997, pelo programa Favela Bairro, e em 2006, por Cláudia. A conclusão da arquiteta é que pouca coisa mudou desde o início da década de 90. “O risco continua o mesmo em alguns pontos, ou seja, não foram feitas intervenções eficazes para reduzi-lo. Esse risco não diminuiu, principalmente, devido à falta de intervenções apropriadas relacionadas ao lixo”, conclui.

A necessidade de tratamento mais adequado para o lixo foi constatada por Cláudia ao comparar o que previa o projeto do Favela Bairro, em 1997, com o que realmente havia sido implementado no Morro dos Macacos, até 2006. “O projeto era fantástico, mas muita coisa não foi executada”, conta. Ele previa grandes tubos para a descida dos dejetos, abertura de vias carroçáveis para o recolhimento do lixo e caixas coletoras de resíduos sólidos. “Essas melhorias não foram feitas ou somente parcialmente implantadas. Das 24 caixas coletoras propostas, por exemplo, existem somente quatro no Morro dos Macacos. Além disso, os projetos de reflorestamento deveriam ser contínuos na região”, avalia Cláudia, que documentou os problemas encontrados com mais de 180 fotos. No entanto, a arquiteta reconhece que o Favela Bairro trouxe benefícios em outras áreas, como a construção de um reservatório maior de água, escadarias e alguns apartamentos para abrigar famílias removidas das zonas mais perigosas.
Por fim, Cláudia promoveu uma articulação entre os órgãos da prefeitura e os moradores da favela. Como resultado, organizou-se um mutirão. Durante um dia inteiro de trabalho o grupo removeu o lixo de áreas críticas para a comunidade, como sobre o Túnel Noel Rosas – que ficou fechado também para reparos na iluminação e no asfalto. “O mutirão serviu para provar que uma atuação conjunta entre prefeitura e moradores não só é possível, mas também vantajosa para ambas as partes. É uma pena que o lixo – que poderia até ser fonte de renda para as comunidades – continue sendo uma ameaça para tantas famílias que vivem nas favelas”, lamenta a arquiteta.

Perspectiva histórica

Atualmente, mais de um milhão de pessoas, ou seja, quase 20% da população do Rio de Janeiro vivem em favelas. Estas aumentam 2,4% ao ano, contra um crescimento anual de apenas 0,38% para o restante do município. Mais de 11 mil pessoas vivem no complexo que engloba os morros dos Macacos, do Jardim (ou Parque Vila Isabel) e do Pau da Bandeira.No passado, a área que hoje abriga essas comunidades era uma fazenda que pertencia aos jesuítas. O Marquês de Pombal confiscou as terras para a Família Real e Dom Pedro 1º chegou a praticar caça na região. Quando a Corte voltou a Portugal, a propriedade foi comprada pelo abolicionista João Batista Viana Drummond, que batizou o Boulevard 28 de Setembro, em alusão à data da Lei do Ventre Livre. As ocupações no Complexo do Morro dos Macacos começaram na década de 20, induzidas pelo processo de expropriação dos trabalhadores e motivadas pelo fato de que naquela área, longe do Centro e da Zona Sul, o risco de expulsão era menor. Os morros do Jardim e do Pau da Bandeira foram ocupados mais tarde, na década de 50, por pessoas expulsas da favela do Esqueleto, onde foi construído o campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), no Maracanã.

Antigas preocupações

Urbanizar as favelas e melhorar a qualidade de vida dos moradores são preocupações antigas de Cláudia. Aos 12 anos, morava no Humaitá, em frente à favela Macedo Sobrinho, que foi removida. Mais ou menos na mesma época, estudava no Colégio Estadual Gilberto Amado e viu sua escola tomada por moradores da favela da Praia do Pinto, quando esta foi atingida por um incêndio. “Tentei ajudar as pessoas a salvar alguma coisa do incêndio”, lembra. Essa experiência motivou a escolha de uma favela como tema do trabalho de conclusão do curso de arquitetura na Universidade Santa Úrsula. “Durante dois anos trabalhei no Dona Marta. Fiz um mapeamento do morro, rua por rua; estudei a tipologia habitacional; e projetei o prédio da associação de moradores e a área dos tanques para lavagem de roupa. As obras, assim como a remoção do lixo, eram feitas por mutirões da comunidade”, conta. Ainda durante o curso de arquitetura, atuou em diversas comunidades e municípios de pequeno porte, por meio dos projetos Rondon e Mauá. Nessa época, monitorou o cadastramento físico-tipológico no Complexo da Maré para a implantação da Linha Vermelha. Mais tarde, durante o curso de pós-graduação em sociologia urbana da Uerj, Cláudia planejou uma intervenção para o Morro da Lagartixa, na Avenida Brasil em Costa Barros. Já no curso de especialização em engenharia sanitária e controle ambiental da Ensp, a arquiteta apresentou uma monografia sobre o problema do lixo nas encostas dos morros do Rio de Janeiro.

Mas esse tema não faz parte apenas da experiência acadêmica de Cláudia. De 1982 a 1996, ela trabalhou na Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) e na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDS), onde executou projetos relacionados a catadores e estações de tratamento de lixo, além de outros desenvolvidos em comunidades, como escolas e creches. De 1996 a 2005, na Defesa Civil, ela participou de vistorias de áreas de risco de deslizamento em quase todas as favelas da cidade. A partir daí, começou os estudos de mestrado em saúde pública na Fiocruz. Hoje, participa da elaboração e construção do projeto Espaços Urbanos Seguros, em comunidades, para o Pan 2007, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Fonte: Fiocruz

Paiol da Cultura recebe obras inspiradas em espécies ameaçadas de extinção

Acontece hoje (16), às 14h, no Paiol da Cultura do Bosque da Ciência, a abertura da exposição "Piracema", do artista plástico Haroldo Ayres. O espaço fica no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), instituição vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

A amostra é composta por 140 quadros ilustrados com desenhos científicos da fauna e flora mundial de espécies que estão na lista ou ameaçados de extinção, entre eles: répteis; anfíbios; quelônios e peixes. O tamanho das obras varia de 21 cm x 30 cm e 40 cm x 80 cm, e fazem parte do acervo particular do artista, não estarão à venda e ficarão expostas até o dia 24 de junho. Haroldo Ayres explica que a exposição é o resultado de um projeto seu denominado "Da Vinci", inicado há sete anos. "Além das artes plásticas e de invenção, Leonardo Da Vinci preocupou-se em retratar a anatomia humana, as espécies da fauna e flora de sua época. Ele contribuiu muito para o avanço da medicina moderna graças ao seu trabalho de ilustrador científico. Além de ter sido um autodidata", destacou.

Segundo o artista, a idéia inicial do projeto era apenas retratar as espécies da região amazônica. Contudo, percebeu que há um grande número de espécies em processo de extinção também em outros continentes. Na América do Sul, especificamente no estado do Amazonas, ele citou como exemplo os jacarés de papo amarelo e o açu, além da ariranha e do peixe-boi. Haroldo afirmou que um dos propósitos do seu trabalho é que sirvam de consulta para estudantes interessados em desenhos científicos, que buscam retratar os traços característicos de cada espécie. Isso porque uma das dificuldades constatadas pelo artista é de que algumas espécies não são encontradas pela Internet. Por isso, ele também está fazendo o levantamento de exemplares do século 17. O objetivo é de se chegar a mil quadros, ainda neste ano. "Já foram desenhados mais de 350 quadros por meio da técnica de pirogravura e tendo como matéria-prima o papelão reciclado.

Pirogravura é a arte de fazer quadros com o calor. É como se fosse um incêndio premeditado, mas a serviço da arte. A palavra deriva do grego pyros: fogo e graphos: escrita. É a arte mais antiga conhecida pelo homem. Com o auxílio de um graveto, ainda ardente, os traços ganham formas de animais ou plantas", explicou o artista, e acrescentou: "hoje, com as máquinas fotográficas digitais é possível retratar um animal em qualquer lugar onde a pesquisa esteja sendo realizado, mas antes tudo tinha que ser desenhado", avalia. Contatos do artista (92) 3184-2455 / 91996227.

Fonte: Inpa

Descontrole glicêmico

Levantamento realizado pela Fiocruz e Unifesp em dez cidades constata que 75% dos diabéticos realizam de forma inadequada o controle do nível de glicose no sangue. Pacientes nem sempre são os culpados

Thiago Romero

O percentual de diabéticos no Brasil que controla de maneira inadequada o nível de glicose no sangue é muito alto, o que aumenta as chances de desenvolver complicações crônicas relacionadas à doença, como problemas cardíacos, insuficiência renal e cegueira.

A conclusão é de um amplo levantamento realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz (CPqGM), unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na Bahia. O ponto de partida foi a análise da taxa de hemoglobina glicada, que reflete o grau de controle da glicemia nos últimos três meses, em 6,7 mil pacientes com diabetes residentes em dez cidades do país. A coleta de dados foi coordenada por um comitê composto por médicos endocrinologistas e epidemiologistas das duas entidades. Um questionário padronizado foi aplicado entre março de 2006 e fevereiro de 2007, em serviços médicos de Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

De acordo com critérios da Associação Norte-Americana de Diabetes, a taxa de hemoglobina glicada ideal para pacientes em tratamento deve estar abaixo de 7%. Esse índice é tido como meta mundial de controle do diabetes por diversas sociedades e instituições vinculadas à doença. “O trabalho mostra que 75% dos pacientes analisados estão com controle glicêmico inadequado, ou seja, com taxa de hemoglobina glicada superior a 7%”, disse Edson Duarte Moreira Jr., chefe do Laboratório de Epidemiologia Molecular e Bioestatística do CPqGM e coordenador do trabalho, à Agência FAPESP. “Quanto mais os níveis de hemoglobina glicada ficam fora da faixa ideal, mais aumentam os riscos de os pacientes terem complicações tardias relacionadas ao diabetes. De maneira reversa, esses riscos caem com a diminuição do percentual”, destacou.
Os resultados também foram analisados de acordo com o tipo de diabetes: pacientes com diabetes insulino-dependente (tipo 1) e pacientes com diabetes não insulino-dependente (tipo 2) apresentaram taxa de controle glicêmico inadequado de 89,6% e 73,2%, respectivamente.
Dos pacientes analisados – que tinham idades entre 18 e 98 anos, sendo 66% do sexo feminino e 34% do masculino –, 979 (15%) sofriam de diabetes tipo 1 e 5.692 (85%), do tipo 2. “Essa amostra reflete a incidência nacional dos casos. Mais de 90% dos pacientes brasileiros sofrem de diabetes do tipo 2, que normalmente começa depois dos 40 anos e tem forte relação com o histórico familiar e com a obesidade”, afirmou Moreira Jr.

Tratamentos insuficientes

Segundo Moreira Jr., que também é coordenador do Centro de Pesquisa Clínica da Fundação Irmã Dulce, em Salvador, um dos fatores mais preocupantes no estudo é que até mesmo pacientes que cumprem rigorosamente a medicação e as orientações médicas estão com taxas de hemoglobina glicada altas. “A aderência ao tratamento tem relação direta com o bom controle da doença. Por isso, a culpa nem sempre é do paciente. Como uma grande quantidade de pacientes analisados seguiu o tratamento corretamente e, mesmo assim, estava com controle glicêmico ruim, pudemos concluir que os tratamentos oferecidos pelos sistemas de saúde também foram insuficientes e precisam ser mais bem estudados”, disse. O trabalho comparou dados de prevalência de controle glicêmico inadequado em nove países. O Brasil apresentou o segundo maior índice (75%), à frente apenas da Tunísia. França (34%), Alemanha (40%), Holanda (42%) e Canadá (49%) foram os países com os melhores controles.

Artigos científicos com outros resultados do estudo da Fiocruz e Unifesp, intitulado Pesquisa sobre a epidemiologia do diabetes no Brasil: Grau de controle glicêmico e complicações, estão sendo elaborados para publicação em revistas científicas nacionais e do exterior. “Os dados que acabam de ser divulgados foram extraídos de uma primeira análise preliminar. Estamos progredindo em outras análises e devemos publicar, nos próximos meses, dois ou três artigos com os dados principais”, explicou Moreira Jr. Segundo ele, calcula-se que 33 milhões de pessoas na América Latina tenham diabetes. “No Brasil, em média, um a cada 12 indivíduos adultos tem a doença”, disse.

Fonte: Agência Fapesp

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Serviços essenciais serão mantidos

Em decisão proferida pela 17ª Vara do Tribunal Regional Federal, Seção Distrito Federal, em face de pedido de tutela antecipada, serão mantidos os serviços essenciais prestados pelos servidores do Ibama e do Instituto Chico Mendes até que a greve dos servidores dos institutos seja finalizada.

Para o juiz federal substituto José Gutemberg de Barros Filho, no corpo da decisão, “em virtude da circunstância ensejadora da greve, vislumbro plausível, em princípio, a alegação de ilegalidade da mesma”. Por essa razão, fixou o quantitativo de 50% no número de servidores que devem dar continuidade aos “serviços passíveis de enquadramento como serviços públicos essenciais, sujeitos, portanto, ao princípio da continuidade dos serviços públicos, representando a paralisação completa desses serviços grande perigo de danos irreparáveis ou de difícil reparação para toda a coletividade”.
Fonte: Ibama

Cientistas identificam outra estratégia do HIV

O vírus HIV consegue evitar a ativação do sistema imunológico quando interage com as células dendríticas, um tipo de célula de imunização que se encontra habitualmente sob as mucosas e se encarrega de vigiar a entrada de algum agente patogênico no organismo.
Segundo revela um estudo publicado hoje pela revista científica britânica Nature, a interação entre o HIV e as dendríticas impede que estas células, que representam 1% do total de linfócitos e desempenham um papel crucial para iniciar a resposta imune, possam ativar o sistema imunológico.

Dirigida por Alison Simmons, do Instituto de Medicina Molecular Weatherall, da universidade inglesa de Oxford, a pesquisa avaliou o efeito da interação entre o HIV e o DG-SIGN, um receptor proteínico que se encontra na superfície das células dendríticas.
Segundo os resultados do estudo, esta interação não só impede que as células dendríticas possam desenvolver a resposta imune, mas aumenta a possibilidade de propagar o vírus aos próximos linfócitos T. Os linfócitos são os responsáveis pela resposta imune das células e pelas funções de cooperação para o desenvolvimento de todas as formas de resposta imunológica. Por isso, ao ser infectado pelo HIV, multiplica-se a produção do vírus. Os resultados deste novo relatório revelam como o HIV consegue evadir a atividade imunológica das células dendríticas e, ao mesmo tempo, amplifica a própria multiplicação do vírus.

Fonte: EFE

Prefeitos de grandes cidades discutem aquecimento

Os prefeitos de mais de 40 grandes metrópoles mundiais muito poluídas, incluindo o Rio de Janeiro, e representantes de meios empresariais se encontrarão a partir de segunda-feira em Nova York para analisar as formas de combater o aquecimento global e promover fontes limpas de energia.

Os prefeitos e autoridades municipais de 46 ciudades, de Paris a Pequim, passando por Tóquio e Los Angeles, são esperados na segunda reunião dedicada a reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2), e colocar em funcionamento infra-estruturas para economizar energia. As grandes cidades consomem 75% da energia mundial e são consideradas essenciais para reduzir as emissões de CO2. A primeira reunião deste tipo, em Londres em 2005, contou com a presença de secretários de políticas ambientais de 20 grandes cidades.

Este ano, dirigentes empresariais de todo o mundo também participarão na conferência. O tema central da mesma é o financiamento das medidas para combater o aquecimento global, segundo Kathryn Wylde, presidente da associação privada da cidade de Nueva York que organiza a reunião. "Pensamos que era importante que esta reunião se concentrasse nas potenciais vantagens econômicas para os municípios de atuar para reduzir as concentrações de gases que provocam o efeito estufa", explica. O ex-economista chefe do Banco Mundial (Bird) Nicholas Stern afirmou em 2006 que o catastrófico impacto econômico da mudança climática poderá ser comparável ao das duas guerras mundiais e ao da grande depressão dos anos 30, caso nenhuma medida de correção seja adotada.

Ao reunir as autoridades dos grandes municípios, os representantes de empresas internacionais que podem oferecer soluções técnicas e instituições financeiras que poderiam fornecer os recursos para novas iniciativas, o evento pode se transformar em algo mais que um simples espaço de discussões abstractas, afirma Kathryn Wylde. A reunião, que será realizada de 14 a 17 de maio, pode resultar em várias iniciativas conjuntas baseadas no potencial econômico combinado destas grandes cidades, destaca Kathryn Wylde, que se negou no entanto a apresentar detalhes. A reunião, batizada "C40 Large Cities Climate Summit", tem como um dos organizadores a Iniciativa sobre o Clima da fundação criada pelo ex-presidente americano Bill Clinton, que pronunciará um discurso na segunda-feira.

Os outros temas de discussão previstos envolvem as maneiras de combater os engarrafamentos, como tornar mais eficientes os sistemas de fornecimento de água, o desenvolvimento de fontes renováveis de energia, o aumento do volume de reciclagem de dejetos, a redução do desperdício municipal e a melhoria dos transportes públicos.
Segundo Kathlyn Wylde, esta reunião de cúpula é uma oportunidade para que os prefeitos das grandes metrópoles americanas atuem contra o aquecimento global e se distanciem da política do presidente George W. Bush, que insiste em rejeitar os compromissos para reduzir a emissão de gases que provocam o efeito estufa, como está previsto no Protocolo de Kyoto, que se negou a ratificar em 2001. Entre outros cidades estarão reunidos em Nova York os prefeitos de Londres, Berlim, Bangcoc, Cairo, Nova Délhi, Jacarta, Johannesburgo, Karachi, Lagos, Melbourne, Rio de Janeiro, Seul, Xangai, Cingapura e Sydney.

Fonte: AFP

ONG: PAC afetará áreas de conservação ambiental

A execução de grandes projetos nacionais e intercontinentais de infra-estrutura previstos simultaneamente no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no Plano Plurianual (PPA) e na Iniciativa de Integração Regional Sul-Americana (IIRSA) ameaça metade da área das unidades de conservação do País. Segundo a organização não-governamental Conservação Internacional (CI-Brasil), 2,5 milhões de km² serão afetados pelas obras.

Após avaliar o impacto ambiental de 13 projetos em cuja área de influência se encontram ecossistemas fundamentais para a proteção da diversidade biológica brasileira, a CI-Brasil concluiu que as obras irão causar impactos em 137 unidades de conservação, 107 terras indígenas e 484 áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade brasileira. O bioma mais afetado será a Amazônia, onde 322 áreas entre as mais ricas em espécies amazônicas serão expostas à pressão humana sem que medidas eficazes para conter os impactos tenham sido discutidas. "Basicamente, apresentamos uma análise para alertar o governo, os gestores das unidade e a sociedade em geral de que estes projetos irão influir no contexto geográfico. Nossa intenção é provocar planejamentos mais abrangentes, onde a sociedade participe ativamente na construção de um plano de desenvolvimento regional", explicou o diretor de Política Ambiental da CI-Brasil, Paulo Gustavo Prado.

A ONG também alerta para a possibilidade de surgirem conflitos sócio-ambientais na região sob influência do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira, na região de Santarém, no Escudo das Guianas e no Pantanal Boliviano. "Essas áreas deverão sofrer um impacto potencial maior porque ali a sociedade civil se encontra em um estágio incipiente de organização e os recursos naturais ainda estão bem conservados, já que ainda não há muita presença humana", disse Prado, destacando ainda a precariedade da presença do Estado nesses locais e a pouca participação das comunidades nos processos decisórios. A CI-Brasil teme que sejam feitos investimentos em infra-estrutura sem considerar fatores como a intensa migração de populações sujeitas a ficarem sem atendimento e apoio por parte do Estado, o despreparo de infra-estrutura rural e urbana de saúde, educação e saneamento, a perda de qualidade da água e o desequilíbrio de serviços ambientais.

A CI-Brasil também acrescenta à lista de problemas decorrentes destas obras a redução de recursos pesqueiros, aumento indiscriminado de esforço de coleta e caça para a sobrevivência, incremento de áreas desmatadas, prática da grilagem, violência, desemprego, prostituição e incidência de doenças contagiosas Além de apontar que falta aos responsáveis pelas ações considerar o possível impacto ambiental à região, e não apenas localmente, a CI-Brasil diz que faltam estudos e medidas mitigadoras mais amplas. "Os projetos de infra-estrutura são a primeira entrada para uma ação humana que começa a descaracterizar a sociedade e o meio ambiente", falou Pereira. "A partir da construção de uma estrada, por exemplo, ocorre a movimentação da população, que tem de se estabelecer e passa a pressionar a região por mais infra-estrutura urbana, como saúde, educação. Começa todo um sistema de agricultura e pecuária que acaba transformando a paisagem". Pereira destaca que nem a CI-Brasil, nem o estudo são contrários ao desenvolvimento ou aos projetos. "O que o trabalho recomenda é que isso seja feito de uma maneira responsável e com qualidade para trazer desenvolvimento real e não apenas um crescimento que exponha essas áreas e, mais uma vez, aumente o contingente de populações desprivilegiadas".

O estudo traz uma série de recomendações a fim de evitar os impactos ao meio ambiente, como a adoção de medidas de regularização fundiária, o fortalecimento das estruturas e dos serviços urbanos nas áreas sob influência dos empreendimentos, o incentivo à atividades não predatórias e o cálculo das emissões de gases do efeito estufa causados pelas obras. Apesar disso, segundo Pereira, o objetivo maior do trabalho é servir de alerta. "Que os governos federal, estadual e municipais saibam que isso vai acontecer e, a partir daí, comecem a negociar. Que as populações, uma vez cientes do fato, reivindiquem o desenvolvimento que desejam e que os gestores das unidades de conservação estejam conscientes e tentem incluir a sustentabilidade dessas áreas dentro dos projetos".

A Conservação Internacional atua em 40 países e tem suas ações voltadas para a conservação do patrimônio natural do planeta. A reportagem entrou em contato com o Ministério do Meio Ambiente assim que o relatório foi publicado, na semana passada, mas a assessoria informou que o órgão ainda não havia recebido o documento.

Fonte: Agência Brasil