terça-feira, 5 de junho de 2007

OMS pede que governos combatam aquecimento

A diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, pediu hoje, no Dia Mundial do Meio Ambiente, que os governos combatam os efeitos da mudança climática, já que atingem a saúde e aumentam os gastos com saúde pública. "Muitas das doenças mais mortais são muito sensíveis às condições da mudança climática", disse Chan. Ela lembrou que algumas, como malária, diarréia e desnutrição, "matam milhões de pessoas a cada ano, na maioria crianças". Sem uma ação efetiva para conter e adaptar as mudanças climáticas, as condições vão piorar e tornar o controle das doenças mais difícil e caro, acrescentou.

Por isso, a diretora da OMS propôs aos países que "reforcem seus sistemas de saúde pública, que são a primeira linha de defesa contra os riscos que a mudança climática representa para a saúde". Para ela, os governos têm que "lembrar de que a prevenção é a cura mais importante". Chan ressaltou que "muitas das ações necessárias para diminuir o impacto da mudança climática podem reduzir a poluição ambiental e salvar vidas". Alcançar esse objetivo, disse, requer "uma mudança no comportamento tanto dos indivíduos, quanto das comunidades e dos governos, além de suas políticas. O uso de energias mais limpas e sistemas de transportes sustentáveis, por exemplo, teria impacto imediato sobre a saúde". A diretora da OMS afirmou que "limitar o impacto da mudança climática significa, além de proteger o meio ambiente, salvar vidas e famílias".

Ela lembrou que a onda de calor enfrentada pela Europa em 2003 matou mais de 35 mil pessoas, e que a passagem de furacão Katrina em 2005 causou mortes e destruição nos EUA.
Segundo dados da OMS, cerca de 60 mil pessoas morrem a cada ano no mundo - a maioria em países em desenvolvimento - em conseqüência dos desastres naturais relacionados com a mudança climática.

Fonte: EFE

Marina Silva: crescimento deve respeitar natureza

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou hoje que um projeto de crescimento que não se preocupa com questões ambientais não pode ser classificado como desenvolvimento. Em cerimônia em Brasília para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado neste dia 5 de junho, ela defendeu uma postura madura dos países em relação aos recursos naturais. "Não podemos ter uma relação infantil com a natureza, achando que ela nunca vai deixar de nos fornecer os recursos que recebemos durante todos esses anos", alertou Marina. Citando as iniciativas do governo, destacou a importância da educação ambiental na sociedade. "Os governos passam, mas a sociedade fica", disse.

Segundo ela, o ministério está preocupado em fornecer as ferramentas para que a sociedade compreenda a importância da preservação da natureza. "Estamos trabalhando nas Conferências Nacionais sobre o Meio Ambiente para o público infanto-juvenil, pois é muito fácil defender os direitos dos que já nasceram, o é difícil defender os direitos dos que ainda estão por nascer".

Fonte: Redação Terra

Japão: eletrodomésticos são 40% menos poluentes

O uso de eletrodomésticos ecológicos poderia reduzir a emissão de gases que provocam o aquecimento global em até 40% por família, segundo um relatório divulgado hoje pelo governo japonês. O relatório governamental sobre o Meio Ambiente e a sociedade da reciclagem, aprovado hoje, ressalta a importância de desenvolver e popularizar o uso dos aparelhos "limpos".

Segundo suas conclusões, uma família média japonesa de quatro membros que renovasse todos os seus eletrodomésticos, passando a usar equipamentos mais eficientes no consumo de energia, poderia reduzir sua emissão de CO2 em 40%. Além disso, o texto recomenda acelerar as medidas para conter o aquecimento global, e defende que o Japão desempenhe um papel de liderança na estratégia internacional para a conservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou recentemente uma nova proposta ambiental para a conferência do grupo dos sete países mais industrializados do mundo e a Rússia (G8). O projeto pretende substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

Fonte: EFE

Preocupação com aquecimento cresce mais no Brasil

Os brasileiros estão em terceiro lugar entre os povos cuja preocupação com o aquecimento global mais cresceu nos últimos seis meses - a porcentagem da população que se diz preocupada com o tema mais do que triplicou no período, enquanto no mundo ela pouco mais que dobrou.

De acordo com uma pesquisa publicada nesta terça-feira e realizada online pelo Instituto de Mudanças Ambientais da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, e pela empresa Nielsen, em outubro de 2006, 7% dos entrevistados afirmava que as mudanças climáticas eram a sua maior ou segunda maior preocupação.
Em abril deste ano, essa porcentagem saltou para 24%. No mundo, essa variação no período foi de 7% a 16%. O estudo indica que os gregos são os que apresentaram o maior aumento em relação à população na preocupação com o assunto (passando de 4% para 23%), seguidos pelos canadenses (de 13% a 31%) e Brasil (7% a 24%), Bélgica 11% a 28%), Noruega (10% a 27%) e Suíça (19% a 36%). Isso não significa, no entanto, que o Brasil seja um dos países mais preocupados com o assunto. Os mais inquietos com o aquecimento global segundo o levantamento são os suíços (36%), os franceses (32%), canadenses e australianos (ambos com 31%). Em geral, todos os 47 países pesquisados apresentaram um aumento na preocupação com o assunto. A tendência global é de um aumento expressivo."O aquecimento global como uma das principais preocupações mais do que dobrou no mundo entre outubro de 2006 (7%) a abril de 2007 (16%), com alguns países triplicando ou quadruplicando esses números", afirmou Patrick Dodd, presidente da ACNielsen Europa.

Governos

O estudo também indica que 42% dos consumidores querem que os governos imponham restrições para empresas às emissões de dióxido de carbono e outros poluentes. Mais ou menos a mesma proporção acredita que os governos deveriam investir em pesquisa para descobrir soluções ambientalmente corretas e que economizem energia. A pesquisa foi publicada às vésperas da reunião do G8 (o grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia), na Alemanha, que pode discutir um acordo sobre o tema. "Com esse encontro neste momento crucial, eles (os líderes) devem estar conscientes de como a população está alarmada sobre a possibilidade de um futuro com clima instável e do consenso que existe sobre a necessidade de os governos mostrarem liderança por meio de legislação severa, pesquisa e iniciativas", disse o professor Timmons Roberts, da Universidade de Oxford. A pesquisa foi realizada com 26.486 usuários da Internet em 47 países da América do Norte, Europa, Ásia e Pacífico, América Latina e Oriente Médio.

Fonte: BBC Brasil

"Sou um especulador ao investir em etanol no Brasil", diz Soros

O megainvestidor George Soros afirmou nesta terça-feira que se considera um "especulador" ao investir em etanol no Brasil, devido principalmente aos entraves ainda existentes neste mercado. O biocombustível de cana, especialmente o produzido no Brasil, tem um potencial enorme para substituir combustíveis fósseis no mundo, mas sua expansão ainda esbarra, por exemplo, nas barreiras tarifárias de outros países, disse.

"Percebi que a palavra especulador tem uma conotação muito ruim no Brasil, mas tenho que confessar que sou um especulador ao investir em etanol porque tem muitos problemas que vocês precisam resolver para fazer o investimento na área realmente viável", afirmou Soros durante apresentação no Ethanol Summit, evento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). A Adeco, empresa da qual Soros é um dos principais acionistas, está investindo em usinas de cana em Estados como Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, além de manter atividades em outras culturas agrícolas. Soros destacou que o álcool de cana é "bem mais eficiente" que o de outras fontes e que o Brasil "está muito bem situado" na indústria mundial. "Isso me levou a me interessar por etanol, achar parceiros e investir um dinheiro significativo no Brasil", afirmou ele a uma platéia de produtores e agentes do mercado de álcool. Ele acrescentou que não se sentia em posição de discutir soluções para os problemas, sem entrar em detalhes. Um deles seria o "marco regulatório."

"O Brasil tem capacidade para aumentar a produção de etanol em dez vezes, mas o ambiente regulatório não permite isso. Há vários assuntos que tem de ser resolvidos. E não estou em posição para discutir como, porque não conheço, mas conheço o suficiente para especular que esses temas serão resolvidos", afirmou.
Ele citou que o mercado brasileiro de álcool deve sustentar o crescimento mais lento do mercado externo, mas disse que a "oportunidade real" está em fornecer etanol para o resto do mundo. "E aí você tem obstáculos, tarifas proibitivas mesmo que não chamadas de tarifas", afirmou ele, citando ainda como uma das dificuldades a criação de um ambiente para ter preços relativamente estáveis. "Isso vai dar bastante trabalho", concluiu.
Ainda em seu discurso, num painel sobre aquecimento global, o investidor citou como um dos problemas mais graves nessa área a geração de energia com carvão, que vem se expandindo em países como Estados Unidos, China e Índia.

Como não há substituto tão competitivo para o carvão, ele frisou que a solução será extrair carbono de seu conteúdo, embora não haja tecnologia pronta para isso e seu desenvolvimento seja caro. A fala de Soros foi precedida pela do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele lembrou o período em que defendeu a industrialização do País como caminho de desenvolvimento, e disse que os conceitos de crescimento mudaram desde então. "O momento em que vivemos é completamente diferente. Hoje ao propor desenvolvimento também temos que considerar as questões ambientais", disse ele. Cardoso também elogiou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua visita à Índia, ao assumir resposabilidade na luta contra o aquecimento global - o que antes era deixado exclusivamente para países desenvolvidos.

Fonte: Reuters

Governo de Rondônia repassou abaixo-assinado pró-usinas, dizem diretoras de escolas

Sabrina Craide

O movimento favorável à construção das usinas hidrelétricas em Rondônia tem recolhido assinaturas em todo o estado para levar a Brasília. Nas escolas estaduais, os abaixo-assinados também estão sendo circulados entre alunos, funcionários e professores.

Integrantes da direção de duas escolas ouvidas pela Agência Brasil dizem que os documentos foram repassados pela Representação de Ensino, do governo estadual. A professora Iracema Sena dos Santos, vice-diretora da Escola Estadual Risoleta Neves, confirmou que o abaixo-assinado foi passado na escola, mas disse que só assinava o documento quem queria. “A gente mostrou a importância das usinas para o país, principalmente para o estado, em relação ao emprego”, explicou. No entanto, ela disse que o abaixo-assinado foi repassado à escola pela Representação de Ensino, ligada à Secretaria Estadual de Educação. Após recolher as assinaturas, o documento foi entregue novamente à representação, segundo a vice-diretora.A informação não foi confirmada pela representante de Ensino de Porto Velho, Irany de Oliveira Moraes. Procurada pela Agência Brasil, Moraes disse que a representação não repassou os abaixo-assinados, mas que recebeu algumas assinaturas que foram enviadas pelas escolas.

Segundo ela, os documentos foram repassados à Secretaria de Educação. A assessoria de Imprensa da Secretaria de Educação negou ter encaminhado abaixo-assinados às escolas. A diretora da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Orlando Freire, Olinda Lima Monteiro Lacerda, disse que o governo do estado realizou uma reunião com os diretores de escolas para encaminhar o abaixo-assinado. “Nós tivemos uma reunião com os secretários de educação, com as pessoas envolvidas no projeto e a representante de ensino, juntamente com todos os diretores de estado, e foi encaminhado esse documento para que a gente pudesse estar incentivando todos os alunos”, explicou. Lacerda também afirmou que, após colher as assinaturas, o documento foi devolvido à Representação de Ensino.Ela disse também que a escola orientou os líderes de turma para colher assinaturas, mas que a adesão foi voluntária. “Como a gente sabe que é um projeto muito bom, que vai trazer melhorias para o estado, fizemos uma reunião com os líderes da escola e explicamos os beneficios que pode trazer”, disse a diretora.

O governador de Rondônia, Ivo Cassol, disse que o abaixo-assinado está disponível para ser assinado nos órgãos governamentais, inclusive nas escolas, mas garantiu que não há coerção: “Em cada local está lá o abaixo-assinado que as pessoas podem assinar. Mas ninguém é obrigado a assinar. Quem está participando são pessoas que querem o desenvolvimento do estado”. Ele disse que a opinião dos alunos é importante para o debate.Questionado se haveria algum tipo de barganha para convencer as pessoas a assinar o documento, o governador fez uma brincadeira. “Essa barganha que estão falando é como história de papai Noel, é apenas uma fantasia que estão tentando criar em cima da administração”, disse.O abaixo-assinado também passou na Escola Estadual Barão do Solimões, no centro da capital de Rondônia. A professora Maria Manaide Azevedo disse que não assinou o documento e procurou “abrir os olhos” dos alunos para a importância de cada assinatura. “Não é só assinar, você tem que ver que essa assinatura pode ser poderosa lá na frente, e também tem que ver o que vai acontecer com a nossa cidade. Então, tem que pensar bem antes de assinar”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

Exposição homenageia Dia Mundial do Meio Ambiente

Fernanda Diniz

Hoje, dia 05 de junho, é comemorado, em todo o mundo, o Dia do Meio Ambiente. Para homenagear essa data tão importante, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Embrapa Café, Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa localizadas em Brasília, DF, promovem, de 4 a 6 de junho das 10 às 22h, uma exposição no Shopping Conjunto Nacional, em Brasília, DF, com o objetivo de apresentar ao público da capital federal as tecnologias que estão sendo desenvolvidas pela Embrapa para promover o desenvolvimento sustentável.

Pesquisas

O controle biológico de pragas agrícolas e mosquitos transmissores de doenças é uma das prioridades de pesquisa da Embrapa em relação à preservação do meio ambiente. O controle biológico se baseia no uso de "inimigos naturais" - insetos e microorganismos (fungos, vírus e bactérias) - das pragas para combatê-las. Esses agentes naturais são específicos para as pragas e não causam mal à saúde humana, de animais e ao meio ambiente. São desenvolvidos vários estudos nessa linha nas unidades da Empresa em todo o Brasil, mas o que será destaque durante o evento no shopping é o inseticida biológico para combater o mosquito da dengue.O Distrito Federal inovou em saúde pública ao utilizar, pela primeira vez no Brasil, um produto biológico em uma campanha de saúde pública no combate à dengue. O produto, denominado Bt-horus, foi desenvolvido pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em parceria com a empresa privada Bthek Biotecnologia, e é eficaz contra o mosquito Aedes aegypti. O Bt-horus contém, em sua fórmula, apenas a bactéria Bacillus thuringiensis, específica para controlar o mosquito e, por isso, não causa danos à saúde humana e ao meio ambiente. O bioinseticida vem sendo usado na cidade de São Sebastião, que contém o maior número de casas infestadas pelo Aedes aegypti no DF, desde janeiro deste ano, com ótimos resultados. Antes da campanha, como explica a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Rose Monnerat, o índice de infestação em São Sebastião era de cerca de 4%, considerado quase como risco epidêmico. Hoje, esse número caiu para abaixo de 1%, nível aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Estudos de comunicação entre insetos

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia também desenvolve pesquisas com semioquímicos (feromônios) para controle e monitoramento de percevejos que atuam como pragas na cultura da soja no Brasil. Os feromônios são os mais importantes elementos da comunicação entre os insetos. São substâncias químicas de cheiro peculiar, presentes em cada espécie, que atuam como meios de comunicação. Na natureza, os feromônios são responsáveis pela atração de indivíduos da mesma espécie para acasalamento, demarcação de território e outros tipos de comportamento. Os cientistas reproduzem, em laboratório, as condições observadas na natureza para monitorar o comportamento dos insetos-praga e interromper a sua reprodução. As pesquisas estão sendo conduzidas em parceria com a empresa privada Biocontrole - Métodos de Controle de Pragas Ltda. e vão resultar no desenvolvimento do primeiro produto biológico à base de semioquímicos para controle do percevejo marrom da soja no Brasil. O pesquisador Miguel Borges, coordenador dos estudos na Embrapa, acredita que o produto esteja no mercado em 2007. Segundo o pesquisador, os semioquímicos ocupam hoje cerca de 30% do mercado de biopesticidas no mundo, perdendo apenas para os inseticidas bacterianos e os botânicos. No Brasil, o mercado de semioquímicos está em franca expansão, com mais de 15 produtos registrados e outros em fase de registro.

Controle biológico de pragas do café

Outra pesquisa em andamento na Embrapa é o controle biológico do nematóide das galhas do cafeeiro, uma das piores ameaças à cultura de café capaz de causar perdas de cerca de US$ 100 bilhões nas produções agrícolas em todo o mundo. A pesquisa está sendo desenvolvida a partir da utilização de uma bactéria denominada Pasteuria penetrans, que é altamente específica para combater o nematóide das galhas e, por isso, não polui o meio ambiente e não parasita animais. O objetivo é desenvolver um produto biológico a partir dessa bactéria, a exemplo do que foi feito com o Bt-horus, usado para combater o mosquito da dengue (veja terceiro parágrafo). Testes feitos nos laboratórios da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia pela pesquisadora Regina Carneiro com a bactéria têm alcançado eficiência de 80% no controle desse nematóide em plantas de cafeeiro altamente infectadas. O público que visitar a exposição da Embrapa no Conjunto Nacional, em Brasília, vai conhecer também sementes de espécies amazônicas e plantas nativas do cerrado que fazem parte das pesquisas de conservação e uso sustentável desenvolvidas pela Embrapa.

Fonte: Embrapa

Exército prevê início da obras de transposição do Rio São Francisco no dia 25

Marcia Wonghon

Cerca de 50 militares do 2º Batalhão de Engenharia do Exército estão em Cabrobó (PE) desde a semana passada preparando a infra-estrutura de alojamento para o início das obras de transposição do Rio São Francisco. A construção de dois canais de aproximação do rio com as estações de bombeamento de água está programada para começar no próximo dia 25, segundo o comandante da operação, major Aristócles Pessoa.Os trabalhos do Exército devem ser concluídos em 31 de agosto de 2008. Após a instalação da tropa, começará o trabalho de topografia, onde serão delimitadas áreas a serem desmatadas e realizados os primeiros serviços de construção da barragem. “A primeira fase dos serviços vai mobilizar 140 homens, depois, a medida que o projeto avançar chegarão mais 290 militares e no final outros 280 se integrarão ao efetivo", disse Pessoa.

De acordo com o major Manoel Valetim, chefe de comunicação social do 1º Grupamento de Engenharia de João Pessoa, na Paraíba, os militares foram bem recebidos pela população de Cabrobó e o prefeito do município, Eudes Caldas, colocou a disposição do exército o quer for necessário para agilizar o andamento dos trabalhos.

Fonte: Agência Brasil

Petrobras lança Centro de Excelência Ambiental na Amazônia

A Petrobras lança nesta terça-feira (5/6), em Manaus, o Centro de Excelência Ambiental da Petrobras na Amazônia (Ceap). O evento de lançamento, que também comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, contará com a participação da ministra de Meio Ambiente, Marina Silva. A cerimônia terá início às 19h, no Teatro Amazonas.

Segundo a Petrobras, a implantação do Ceap tem relevância estratégica, a começar pela redução dos riscos associados a intervenções da indústria do petróleo na Amazônia. O centro também será um instrumento gerencial para parcerias estratégicas da empresa na região, o que inclui universidades, instituições de pesquisa, órgãos governamentais, organizações não-governamentais e agentes econômicos.
Cerca de 30 projetos em andamento fazem parte da carteira do Ceap, que terá investimentos superiores a R$ 500 milhões até 2012. Os projetos iniciados reúnem cerca de 650 pesquisadores das diferentes instituições científicas, universidades e ONGs. No Ceap todos os projetos da Petrobras serão estruturados em núcleos temáticos, para maior facilidade de captação e aplicação de recursos, bem como sinergia entre as ações. “O Ceap consistirá em uma rede multidisciplinar de recursos humanos, tecnológicos e de conhecimentos e informações”, explica Ricardo Castello Branco, do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras.
Uma das iniciativas da área de atuação do Ceap é o Projeto Piatam (Potenciais Impactos e Riscos Ambientais na Indústria do Petróleo e Gás no Amazonas), apoiado pela Petrobras e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e coordenado tecnicamente pela Universidade Federal do Amazonas.

O projeto monitora as atividades de produção e transporte de petróleo e gás natural oriundos de Urucu, a maior província terrestre brasileira, localizada em plena Floresta Amazônica. São mais de 200 pesquisadores, que quatro vezes por ano realizam excursões, durante as diferentes estações hidrológicas do rio Solimões, percorrendo 400 quilômetros e pesquisando nove comunidades ribeirinhas. Mais informações: www.petrobras.com.br

Fonte: Petrobrás

Urgência biológica

Thiago Romero

Áreas Prioritárias para Conservação, Uso Sustentável e Repartição de Benefícios da Biodiversidade Brasileira é o título do livro que acaba de ser lançado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em homenagem aos

dias internacionais da Biodiversidade (22/5) e do Meio Ambiente (5/6).
A elaboração da publicação, que traz áreas vegetais prioritárias para proteção e conservação da biodiversidade, foi aprovada pela Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) e por uma portaria do MMA que determina que as áreas prioritárias reconhecidas pelo ministério devem ser utilizadas como instrumento para a criação de políticas públicas. “Trata-se de um livro que deve ser usado como uma espécie de documento orientador para diferentes atividades, como a criação de novas unidades de conservação, estabelecimento de corredores ecológicos e priorização de ações para conservação de espécies ameaçadas de extinção”, disse Bráulio Dias, gerente de Conservação da Biodiversidade, da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, à Agência FAPESP. O livro, que conta com cerca de 400 páginas, traz informações sobre a metodologia de coleta dos dados e um sumário com resultados e recomendações de ações prioritárias para cada um dos seis biomas analisados – Amazônia, Pantanal, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Pampas –, incluindo as regiões de zona costeira e marinha.
As informações foram coletadas em bases de dados públicas, por meio de consultas a especialistas do setor ambiental e em reuniões técnicas com especialista nos biomas analisados. “A obra está dividida no que chamamos de alvos de conservação, que podem ser desde espécies ameaçadas da fauna e da flora até elementos da paisagem como ecossistemas raros e serviços ambientais, como, por exemplo, áreas importantes para a manutenção de aqüíferos”, explica Dias. Os alvos de conservação incluem elementos da biodiversidade que são importantes para a conservação e também elementos para a criação de políticas públicas de uso sustentável. As áreas prioritárias foram identificadas a partir de dois critérios, a “importância biológica”, medida pela relevância dos alvos de conservação analisados, e a “urgência de ação”, que pode ser mensurada por meio de fatores de pressão externos como a ação do homem ou modificações da própria natureza.

Dias explica que o livro foi produzido para servir de referência e para eliminar o que chama de tendência histórica no Brasil em ignorar a biodiversidade durante o desenvolvimento de grandes programas de infra-estrutura pelos setores públicos e privados. “O Brasil não tem tradição de incluir a biodiversidade na etapa de planejamento de grandes obras. Com esse novo instrumento, o governo declara publicamente as áreas que devem ser preservadas e indica as razões para isso, o que não quer dizer que essas áreas não possam ser exploradas do ponto de vista econômico ou social. Mais do que unidades de conservação, essas áreas devem ser entendidas como unidades de planejamento”, destacou. Cartas de cobertura

O MMA lançou ainda outros dois outros instrumentos menores, os livretos Metas Nacionais de Biodiversidade para 2010 e Mapa da Cobertura Vegetal dos Biomas Brasileiros. O primeiro traz, em 12 páginas, cerca de 20 metas aprovadas pela Conabio nos níveis global, regional e nacional, que deverão ser perseguidas pelos pesquisadores e gestores de políticas públicas até 2010, “ano definido como um primeiro marco para o cálculo do avanço quantitativo no que se refere à conservação da biodiversidade no país”, disse o gerente de Conservação da Biodiversidade do MMA. O segundo livreto tem 20 páginas e contém imagens da cobertura vegetal de todas as regiões do país. A publicação faz referência às Cartas de Cobertura Vegetal dos Biomas Brasileiros, disponíveis no Portal Brasileiro sobre Biodiversidade (PortalBio) e que podem ser baixadas gratuitamente. “São mais de 500 cartas de interpretação da vegetação que podem ser utilizadas para o planejamento e monitoramento do território nacional. Essas cartas são resultado do primeiro mapeamento completo da cobertura vegetal brasileira realizado após o Radambrasil”, disse Dias.

O Projeto Radambrasil, realizado de 1970 a 1985, foi conduzido pelo Departamento Nacional de Produção Mineral. Consistiu no monitoramento dos recursos naturais, por meio de imagens aéreas de radar, de diversas regiões do território brasileiro, em especial a Amazônia. O livro Áreas Prioritárias para Conservação, Uso Sustentável e Repartição de Benefícios da Biodiversidade Brasileira, além dos dois livretos e as cartas, serão colocados para cópias gratuitas no PortalBio, a partir de quarta-feira (6/6).
Mais informações: www.mma.gov.br/portalbio

Fonte: Agência Fapesp

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Plano chinês contra aquecimento evita compromisso

A China, o segundo maior poluidor do planeta atrás dos Estados Unidos, apresentou hoje seu primeiro plano para lutar contra a mudança climática, que não fixa objetivos concretos de redução das emissões de CO2, embora se comprometa a controlá-las. "A China não considera aceitável que se imponham aos países em desenvolvimento compromissos em redução de emissões, mas fixa a meta de reduzir o consumo energético em 20% em 2010, o que diminuirá sua emissão de gases do efeito estufa", disse Ma Kai, ministro da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento (principal órgão de planejamento econômico).

O esperado plano da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, que possui objetivos já anunciados e estipula medidas para consegui-los, foi apresentado dois dias antes da Cúpula do G8 na Alemanha, que será assistida pelo presidente Hu Jintao e que abordará a mudança climática como assunto principal.Ma reconheceu que a China vai tirar dos EUA o posto de principal emissor de CO2 do mundo em 2008 (segundo a Agência Internacional da Energia), mas disse o nível per capita de emissões seguirá sendo apenas de "uma quinta parte do americano". Pequim está comprometido em mudar seu atual modelo de crescimento por um mais sustentável e com um maior peso das energias renováveis, das novas variedades de colheitas resistentes à seca e com maiores superfícies florestais, acrescentou.

Além disso, afirmou que a China necessita "urgentemente" da transferência de tecnologia dos países desenvolvidos para combater a mudança climática e adaptar-se a ela. "Não vimos muita ação na ajuda financeira e técnica aos países em desenvolvimento (como estabelece o Protocolo de Kyoto). Esperamos que os países industrializados cumpram suas obrigações e dêem esse apoio", disse. Além disso, advertiu que as companhias estrangeiras que investem em indústrias de alto consumo energético na China também são responsáveis pelas emissões do país. Segundo Ma, a proposta da União Européia (UE) para evitar que a temperatura global se eleve em mais de 2 graus em relação ao ano 2000 "é uma prova de esforço, mas o número carece de base científica e requer mais estudos".

O novo plano chinês mostra a posição defendida por Pequim de que os países desenvolvidos e seus 200 anos de industrialização são os principais responsáveis pelo aquecimento global e, por isso, eles têm a "responsabilidade básica" de reduzir as emissões. "A comunidade internacional deveria respeitar o direito dos países em desenvolvimento de se modernizar e se industrializar", disse Ma. Segundo os últimos dados disponíveis, a China emitiu em 2004 o equivalente a 6,1 bilhões de toneladas de CO2, 75% procedentes da combustão de energias fósseis, como o carvão e o petróleo.

Camboja veta estudo que denuncia corte de árvores

O Governo do Camboja proibiu hoje a divulgação nacional do relatório da organização Global Witness que acusa uma "elite de cleptomaníacos" do entorno do primeiro-ministro, Hun Sen, de estar destruindo ilegalmente as florestas do país. A afirmação é de um porta-voz do Ministério de Informação cambojano, que acrescentou que o chefe do Executivo convocou para segunda-feira uma reunião especial do Conselho de Ministros do país que debaterá profundamente o assunto.

Segundo a mesma fonte, o Governo cambojano se reserva o direito de empreender ações legais contra o grupo de direitos humanos, com sede em Londres, pelo que chamou de acusações "politicamente motivadas" contra a família de Sen, cuja imagem pessoal ficou, em sua opinião, muito prejudicada pelo conteúdo do trabalho. O relatório, divulgado há dois dias e intitulado "As árvores das famílias do Camboja", detalha com profundidade como "parentes, assessores do primeiro-ministro e altos funcionários estão destruindo ilegalmente as florestas cambojanas com total impunidade". A sociedade Seng Keang, controlada por pessoas ligadas ao primeiro-ministro, ao ministro da Agricultura, Florestas e Pesca, Chan Sarun, e ao diretor-geral da Administração de Florestas, Ty Sokhun, entre outros, protagoniza a trama denunciada pelo grupo ambientalista.

Fonte: EFE

Amazonas é o rio mais longo do mundo, diz estudo

Cientistas do Peru e do Brasil disseram na última sexta-feira (01/06) que a nascente do Amazonas está a cerca de 5.000 m sobre o nível do mar, nos Andes do sudeste peruano, o que confirmaria que é o rio mais longo do mundo, superando por 91 km o Nilo, no nordeste da África.

A origem exata do Amazonas foi durante anos um dos maiores enigmas da geografia. O rio, que cruza Peru, Colômbia e Brasil, até desembocar no Atlântico, já era considerado o mais caudaloso do planeta. O expedicionário e diretor de Cartografia do Instituto Geográfico Nacional do Peru, Ciro Sierra, disse que, numa expedição de dez dias, cientistas peruanos e brasileiros fizeram medições cartográficas, hidrológicas e geodésicas nas altitudes da província de Chivay, região de Arequipa, mais de 1.000 km a sudeste de Lima. "É um trabalho conjunto para recolher dados de caráter científico que nos permitam apresentar um relatório à comunidade internacional e, posteriormente, obter sua aceitação, no sentido de que a nascente do rio Amazonas se encontra nos degelos do (pico) nevado Mismi e, por conseguinte, se trata do rio mais longo do mundo", disse Sierra.

Ele disse a jornalistas que a intenção é confirmar dados de um estudo peruano de 1989, segundo o qual o Amazonas mediria 6.762 km, contra 6.671 km do Nilo. Na expedição, os cientistas chegaram ao topo do monte Mismi, acima de 5.000 m de altitude, e percorreram as "quebradas" (vales profundos) de Carhuasanta e Apacheta, nas encostas dessa montanha. Ali colocaram quatro marcos geodésicos equipados com receptores GPS que servirão para traçar a cartografia da zona. Também se mediu o nível das águas que sulcam os vales. "Conhecer de forma científica a nascente do Amazonas é vital. Poder monitorar no futuro esta nascente vai nos permitir prever desastres como secas e inundações", disse Sierra.

O especialista peruano afirmou que a comprovação total a respeito da nascente do rio exigirá pelo menos três expedições mais, a próxima delas em setembro, a fim de obter "suficiente fundamento e sustentação técnica, de tal forma que não seja rebatido." Em 1996, uma expedição privada de cientistas italianos, poloneses, russos e peruanos percorreu a sub-bacia hidrográfica de Arequipa (sul do Peru) e disse também ter encontrado a nascente do rio na "quebrada" de Apacheta. Um ano antes, um cientista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Brasil, estimou a extensão do Amazonas em mais de 7.000 km, com base em imagens de satélite que localizavam a nascente no extinto vulcão Quechicha, no Peru, a 300 km do Pacífico.

Fonte: Reuters

Espécie de canguru é enviada ao seu habitat natural

Dezessete exemplares de uma espécie de canguru conhecida como Dusky Pademelo foram recuperados hoje pelas autoridades indonésias. Os animais eram mantidos ilegalmente como animais de estimação em Jacarta. Os antigos proprietários não tiveram suas identididades reveladas. Agora, os cangurus em miniatura serão enviados para o seu habitat natural, a floresta de Nayaro, localizada na província de Mimika, em Papua.

Fonte: Redação Terra

Haia alertará para espécies ameaçadas de extinção

Por trás da compra de um lindo móvel de mogno, um casaco de pele ou uma jóia de marfim e coral está um mundo cheio de interesses econômicos que se sobressai à proteção das espécies de animais e plantas que constituem sua matéria-prima e que são sofrem risco de extinção.
A 14ª Assembléia da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (Cites), que começa hoje em Haia e terminará no dia 15 de junho, inverterá a comum ordem de interesses e colocará em primeiro plano o ecossistema em relação ao mercado.

A proibição da exportação de mogno peruano, a proteção do lince ibérico e o combate ao tráfico de marfim, mercados que geram grandes lucros em escala mundial, serão os temas centrais da reunião, que pela primeira vez será realizada na Europa. Sendo um dos maiores consumidores de produtos de espécies selvagens, a União Européia (UE) possui um papel determinante no processo de votação do Cites, já que nenhuma proposta consegue ser aprovada sem o apoio do bloco, disse em Haia Daniela Freyer, coordenadora européia da associação

"Defensores da Vida Selvagem".

Uma das decisões mais importantes que a assembléia deve tomar refere-se ao pedido dos Estados Unidos de eliminar a regulação do mercado de peles de lince americano. Apesar de esta espécie não correr risco de extinção, o livre mercado do lince americano ameaça ainda mais o lince ibérico, já que as peles destes dois animais não podem ser diferenciadas de forma alguma.
Os dois tipos de felinos se diferenciam pelas orelhas e pela cauda, mas estas características não podem ser percebidas quando a pele do animal já foi retirada. Por isso muitas vezes o lince ibérico é vendido como lince americano, disse Freyer. Por causa desta semelhança, sua caça não pode ser indiscriminada e é preciso assegurar que a captura destes felinos não ameace a sobrevivência da espécie, uma ressalva que os americanos desejam eliminar. No mercado, um casaco de pele de lince custa cerca de 20 mil.

Outra representante da "Defensores da Vida Selvagem", Kris Genovese, criticou o fato de a postura da UE quanto à proposta de proibir por aproximadamente um ano as importações de mogno proveniente do Peru ainda não estar definida. O Peru, disse Genovese, viola as convenções do chamado ouro vermelho, que é vendido a um preço de US$ 1.800 por metro cúbico e deve ser explorado de forma sustentável para que seu comércio possa ser permitido.
"Há uma falta de vontade política" das autoridades na hora de oferecer dados sobre exploração e corte desta espécie, denunciou Genovese, acrescentando que as informações fornecidas pelo Instituto Nacional de Recursos Naturais do Peru não são confiáveis. Segundo a entidade, a cada ano, 16 mil árvores são derrubadas no Peru, o que equivale a 14 mil metros cúbicos de floresta.
No entanto, estudos americanos constataram que este número corresponderia a um volume de entre 5 mil e 7 mil metros cúbicos, portanto a quantidade de árvores cortadas deve ser muito maior.

O mogno precisa de espaço para crescer e sua poda precipitada tem grandes conseqüências para a conservação da espécie, que tem um ciclo reprodutivo lento (precisa de cerca de um século para atingir os 55 centímetros de diâmetro). O membro do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais da Cites Ari Herhowitz acredita que o valor total das exportações de mogno peruano (destinada 90% ao mercado americano) em 2006 chegou a US$ 37 milhões. Junto ao lince e ao mogno, outro tema que terá destaque na assembléia da Cites será o avanço na luta contra o tráfico de marfim de elefante.

Os países africanos Mali e Quênia pedirão que o comércio de marfim seja proibido por 20 anos, uma proposta sobre a qual a UE ainda não se manifestou, disse a especialista do SSN Shelly Waterland. Segundo dados fornecidos por Waterland, entre 1998 e 2007, foram vendidas 170 toneladas de marfim, o que corresponde a presas de 29 mil elefantes. O preço do marfim, por sua vez, também aumentou nos últimos anos, para US$ 850 por quilo. A Cites conta atualmente com 171 países inscritos e as assembléias são bienais ou trienais. A convenção é um acordo internacional dos membros da União Mundial para a Natureza redigido em 1963, apesar de só ter entrado em vigor em 1º de julho de 1975.

Fonte: EFE

Ibama apreende embarcação de pesca turística em unidade de conservação paulista

Uma equipe de fiscalização do Ibama apreendeu na madrugada do dia 29 de maio uma embarcação que realizava pesca dentro da Estação Ecológica Tupinambás, em São Sebastião/SP. O barco havia saído de Bertioga e conduzia turistas de Mogi das Cruzes. Durante a operação chamada Bom Dia João II , a equipe do Ibama lotada na unidade de conservação recebeu apoio da Marinha do Brasil e da Polícia Federal.

O responsável pela Fiscalização da Esec Tupinambás no Ibama, Roberto Reis, conta que há cerca de seis meses a embarcação já havia sido autuada pelo mesmo motivo. “Por ser um crime reincidente, a multa poderá ser duplicada ou triplicada. Também existe a possibilidade do Órgão pedir o “perdimento” da embarcação, tendo em vista que a mesma já havia sido apreendida, ficando seu proprietário como fiel depositário”, explicou Reis. As multas aplicadas pelo Ibama variaram de R$ 700 a R$ 10 mil. Os autuados responderão a processo por crime ambiental e ficarão sujeitos à detenção de um a três anos, além de cumprirem penas alternativas, como a doação de equipamentos à Esec. Na operação, que durou cerca de dezesseis horas, nove pessoas foram autuadas e vários apetrechos de pesca foram apreendidos.

A estação engloba quatro ilhas, sendo uma delas a de Lages, além das ilhas de Palmas e Cabras, que pertencem a Ubatuba. Também compõem a Esec quatro ilhas e parcéis do Arquipélago dos Alcatrazes. A área protegida abrange dez quilômetros ao redor de cada ilha e lage.

Fonte: Ibama

Futuro do etanol pende por novas tecnologias

Evento em São Paulo discute rumos do álcool combustível no futuro da humanidade. Produção com cana é eficaz, mas cientistas miram obtenção direta a partir de celulose.

Salvador Nogueira e Reinaldo José Lopes

Parece que foi num passe de mágica que, nos últimos anos, a produção de etanol se converteu de um programa quase falido concebido durante o regime militar a uma panacéia para o combate à escassez do petróleo e ao aquecimento global. Mas a verdade é que será preciso muito mais que mágica para que esse biocombustível se converta de fato na solução global que seus defensores pregam. No olho do furacão está a necessidade de desenvolvimento de novas tecnologias que permitam que a produção seja abundante e realmente "limpa", no maior número de lugares possível. Para discutir o futuro dessa fonte de energia, acontece nas próximas segunda e terça-feira, em São Paulo, o Ethanol Summit 2007.

Trata-se do principal evento mundial destinado a debater os rumos do álcool combustível. Agora, uma coisa que nem entra nessa série de debates é o fato incontestável de o Brasil ser uma ilha de prosperidade no que diz respeito à produção do etanol. Como aqui o biocombustível é obtido a partir do processamento da cana-de-açúcar, o país se vê às voltas com a potencial criação de um novo "ciclo da cana", produto que foi força motriz brasileira durante o período colonial. Caso isso venha a acontecer, colocará o Brasil como uma superpotência no crítico mercado de energia ao longo do século XXI.

Em compensação, com as tecnologias atuais, os poderosos Estados Unidos se vêem reféns das circunstâncias geográficas. Lá, o plantio de cana não emplaca, e o etanol é produzido a partir do milho. Ocorre que o nível de eficiência das reações de fermentação e processamento que transformam o milho no álcool combustível é muito mais baixo. O que traz um resultado surpreendente: a energia obtida a partir do etanol de milho é apenas 10% superior à que é gasta para produzi-lo. Compare isso com o rendimento do álcool de cana brasileiro: produz-se 370% mais energia do que se gasta. O quanto se gasta de energia na produção é o que pode ser traduzido em termos da poluição ambiental. O processamento da biomassa em etanol exige várias etapas que requerem calor -- e esse calor é produzido, normalmente, pelas atuais formas "sujas" de produção de energia.

Limpeza relativa

Esses fatores é que levam ao questionamento do quão ambientalmente correto o etanol é. De fato, o que se emite de carbono na atmosfera durante a queima do álcool combustível de certa maneira é balanceado com o que se seqüestra de carbono pelo plantio da cana -- é a maravilha do recurso renovável, que cria um equilíbrio entre a geração e o consumo. A poluição gerada pelo etanol, portanto, está no que liga as duas pontas: a produção. Cálculos realizados por Alexander Farrell, da Universidade da Califórnia em Berkeley, publicados no periódico científico "Science", sugerem que a produção americana de etanol, se feita com o uso de gás natural para os processos que exigem calor, é apenas marginalmente melhor do que a produção de gasolina convencional, em termos de emissão de gases-estufa. Se a energia para a produção do etanol vier do carvão, em vez de gás natural, aí a produção do álcool combustível se torna até mais poluente que a de gasolina. Por conta disso, não são poucos os que criticam, em território americano, o súbito interesse do presidente George W. Bush pelo etanol (que foi, inclusive, o principal tema na pauta de sua visita ao Brasil, no início do ano). Da forma como ele é produzido hoje, o álcool combustível ianque faz muito pouco pelo ambiente. "A cana-de-açúcar é a fonte vegetal definitiva, muito mais rica do que o milho ou gramíneas nos açúcares que são destilados no etanol, mas os Estados Unidos não têm o clima ou a mão-de-obra barata para explorar as plantações da forma que o Brasil faz", escreve Matthew Wald, jornalista americano especializado em energia, em artigo publicado pela revista "Scientific American".

Uma solução mais interessante para os Estados Unidos, ao menos do ponto de vista ambiental, seria aumentar a importação de etanol brasileiro. Bush já declarou que não são essas as intenções dele. Mas, caso a política americana vire em alguns anos, será que o Brasil conseguiria dar conta do recado? O aumento brutal do plantio de cana-de-açúcar não poderia causar um problema ambiental maior do que o que ele tenta conter?

Espaço está sobrando

Segundo o físico José Goldemberg, da Universidade de São Paulo, isso não seria um problema. Para ele, ainda há muitas áreas no Brasil que são de pastagens degradadas e poderiam ser convertidas em plantações de cana, sem prejudicar outros ecossistemas ou levar a um desmatamento ainda mais acelerado da floresta amazônica. "A cana não cresce na Amazônia, por exemplo. E, dentro do próprio estado de São Paulo, temos milhões de hectares de pastagens degradadas que poderiam ser aproveitados para expandir o cultivo [sem desmatar mais]", argumenta. Como a atividade econômica nessas áreas de pastagem em mau estado é quase nula, seria relativamente simples convertê-las para o plantio de biocombustíveis. Em artigo publicado na "Science", Goldemberg calculou que, se a área de cana-de-açúcar no planeta crescesse para 50 milhões de hectares -- um aumento de 30 milhões de hectares em relação ao montante atual -- seria possível substituir 10% da gasolina hoje consumida no mundo por etanol.

Para Paulo Gustavo do Prado Pereira, diretor de política ambiental da ONG Conservação Internacional, o raciocínio de Goldemberg, ao menos em princípio, está correto. Segundo ele, os dados mais recentes, de 2002, indicam que só o Brasil possui 227 milhões de hectares de pastagens. "As áreas de pastagens degradadas ainda não estão quantificadas com exatidão, mas certamente representam um espaço amplo para esse crescimento." Entretanto, Pereira aponta que, para que esse plano dê certo em termos ambientais, será preciso fazer valer a lei. Ele lembra que a lavoura de cana, mesmo no caso paulista, muitas vezes avança para as áreas de reserva legal -- os 20% de toda propriedade agrícola que, no estado, deveriam ficar intocados, com vegetação natural -- e para as áreas de proteção permanente, como as de mananciais. "Você tem a cana, muitas vezes, chegando até a beira dos rios", afirma.

O alvo do etanol brasileiro

Dadas as condições ecológicas da Amazônia, que não são propícias para a lavoura de cana, Pereira vê o cerrado como o grande alvo para a expansão canavieira, como aconteceu com outros ramos do agronegócio, como a soja. "Ninguém é contra o etanol, mas é preciso pensar muito na pressão que isso vai causar sobre os recursos naturais", argumenta Pereira. A começar pela biodiversidade: o cerrado é considerado um dos "hotspots", as regiões do mundo que combinam alto número de espécies endêmicas (ou seja, que só existem nesses lugares) e alto grau de ameaça. No caso do cerrado, só 21% da vegetação original continua existindo. Coincidência ou não, um dos "hotspots" em pior estado no planeta é a mata atlântica, o ecossistema onde a cana se instalou desde o começo da colonização do país.

O futuro: etanol de celulose

Para os americanos, maiores poluidores do planeta, a decisão de apoiar o etanol agora, enquanto ele ainda não é nem mesmo muito melhor que a gasolina por lá, tem fundo estratégico. Primeiro, reduzir sua dependência do petróleo estrangeiro. Segundo, preparar sua matriz energética para quando for possível produzir o álcool combustível de uma forma realmente eficiente. Para atingir esse fim, muitos pesquisadores estão se concentrando na busca de uma maneira eficaz de converter a celulose diretamente em etanol. Isso permitiria, por exemplo, que papel usado (pense em todos os cadernos escolares que vão para o lixo anualmente de qualquer jeito) virasse combustível para o seu carro. A celulose é o principal componente estrutural das plantas. Trata-se de uma forma complexa de açúcar que forma a parede rígida das células vegetais. Sua resistência é tão grande que o procedimento exigido para quebrá-la em moléculas menores, que então seriam fermentadas e convertidas em etanol, exige hoje muito esforço e é muito ineficiente. "Já existe um método de força bruta para fazer isso", diz Goldemberg. "Você usa, entre outras coisas, ácido sulfúrico e alta pressão. Ele tem sido tentado e funciona, mas é caro e pouco eficiente."

Para Michael Himmel, do Laboratório Nacional de Energia Renovável, no Colorado, Estados Unidos, o caminho não é esse. Em artigo publicado em fevereiro na revista "Science", ele relata o fato de que as diversas tentativas de processar a celulose -- incluindo aí esforços que usam enzimas, substâncias produzidas por organismos que são especializadas em "quebrar" moléculas -- não estão atingindo muito sucesso. A aposta dele para o futuro é a criação de plantas transgênicas que se "autodesconstruam" após a colheita. Tais plantas seriam especialmente vulneráveis a enzimas comedoras de celulose. Se isso se tornar viável, qualquer material de origem vegetal -- de papel jogado no lixo a casca de banana -- poderia se tornar fonte de biocombustíveis. Mas, para conseguir isso, ainda é preciso entender muito melhor a biologia básica das células vegetais -- um trabalho que pode levar décadas.

Moral da história: o etanol hoje se apresenta como uma alternativa muito promissora para o combate ao aquecimento global, mas ainda está longe de se mostrar uma forma de energia 100% limpa ou 100% eficiente. E exigirá muito mais que um país rico em cana e com experiência em seu processamento para que possa ser aplicado como uma solução definitiva, em escala global.

Fonte: Globo.com

Prêmio Embrapa de Reportagem 2007 recebe inscrições

Vitor Moreno

Jornalistas de todas as regiões do país podem se inscrever até 15 de agosto para participar da edição 2007 do Prêmio Embrapa de Reportagem. Este ano, a premiação, promovida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tem como tema “O Brasil e a Agricultura Tropical: Liderança Movida a Conhecimento”. O primeiro colocado de cada categoria receberá prêmio no valor bruto de R$10 mil.

Reconhecer trabalhos jornalísticos que se destaquem por tornar acessíveis ao público informações geradas pela pesquisa agropecuária é um dos objetivos da premiação. Matérias publicadas em jornais, revistas, sites ou que foram ao ar em rádios ou TVs no período de 1º de julho de 2006 a 15 de agosto de 2007 podem participar, desde que se adeqüem ao tema. Os trabalhos inscritos devem ter sido veiculados em meios de comunicação com sede no Brasil. As inscrições podem ser realizadas pessoalmente ou por correio. A Comissão Julgadora será composta por, no mínimo, cinco jornalistas, estando incluídos representantes da Embrapa e de cada patrocinador. O julgamento será feito mediante notas atribuídas pelos membros a cada um dos trabalhos inscritos em sua categoria. Os resultados serão divulgados até o dia 10 de setembro de 2007.Neste ano, a premiação conta com o patrocínio da Associação Brasileira de Agribusiness (ABAG), da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil, através do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (CNA/SENAR), e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).A íntegra do regulamento está disponível no site www.embrapa.br .

Histórico

Esta é a 11ª edição da premiação. Entre os vencedores, em anos anteriores, estão jornalistas de veículos como Folha de São Paulo, Jovem Pan, Gazeta Mercantil, Rede Globo, Zero Hora e Canal Rural. Em 2006, a equipe da Agência Safras foi a primeira a receber o Prêmio Embrapa de Reportagem na categoria Internet.

Fonte: Embrapa

"Amazônia: Desafio Nacional" é o tema da SBPC em Belém

Em sua 59ª Reunião Anual, a SBPC discute, na capital paraense, a Amazônia como desafio nacional

Após 24 anos e pela segunda vez, Belém (PA) sedia a 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), de 8 a 13 de julho, no Centro de Convenções da Amazônia (Hangar). O megaevento, sob o tema Amazônia: Desafio Nacional, vai reunir pesquisadores, professores, estudantes, profissionais liberais e interessados pela ciência de várias partes do País, além de representantes e membros de oitenta sociedades e associações científicas de diversas áreas do conhecimento.

A reunião de Belém terá várias atividades com a participação de pesquisadores renomados. Conferências, simpósios, mesas-redondas, mini-cursos, sessões de pôsteres, encontros, assembléias e sessões especiais compõem a ampla programação científica, além de concursos e entregas de prêmios e a SBPC/Jovem, direcionada para crianças e jovens. Ainda na programação haverá a Exposição de Tecnologia e Ciência (Expo T&C),que reunirá projetos de instituições e empresas que desenvolvem e apóiam a pesquisa científica. A Exposição de Tecnologia e Ciência – EXPOT&C, denominada até o ano passado de Expociência, vai inovar com um estande dos institutos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) que desenvolvem atividades de pesquisa na região amazônica, intitulado de MCT-Amazônia. Sete institutos serão representados no estande MCT-Amazônia: o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), responsável pelo layout e pela montagem do estande, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM); Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe); Centro de Tecnologia Mineral (Cetem); Observatório Nacional (ON), e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

Segundo o coordenador de Comunicação e Extensão do MPEG, Nelson Sanjad, o tema da SBPC "abre ensejo para uma ação coordenada do MCT, com o objetivo de expor à sociedade brasileira os investimentos e as atividades mantidas por suas unidades de pesquisa na região." Esta ação tem o apoio do cerimonial do Ministério e da Subsecretaria de Coordenação das Unidades de Pesquisa (Scup). Jovem A reunião em Belém também traz sua versão para crianças e jovens, a SBPC Jovem, que se destina a aproximar a juventude da ciência e da cultura através de um ambiente instigante, que promova a educação da curiosidade e da imaginação. As atividades da SBPC Jovem são organizadas em três núcleos: o Atelier de Arte e Ciência, espaço lúdico com atividades para crianças de até 10 anos; o Circuito de Ciência e Cultura, voltado para a produção do conhecimento científico e cultural de jovens de 11 a 17 anos; e a Usina de Idéias, feira de ciências para demonstração de experimentos, maquetes e trabalhos científicos. Também serão realizadas inúmeras atividades voltadas ao público jovem e infantil no Museu Goeldi, no Instituto Evandro Chagas (IEC) e no Planetário do Pará (Uepa), instituições parceiras no evento.

Já teatro, música, dança e exposições terão seu espaço na SBPC Cultural, com a apresentação de atividades culturais com ênfase na região. Durante a Reunião algumas atividades serão transmitidas, em tempo real, pela Internet. A idéia é aumentar em grande escala o público a ser atingido diretamente pelas atividades da Reunião Anual. Para saber mais sobre o evento acesse o site da Reunião - http://www.sbpcnet.org.br/

Fonte: MCT

UE cobra 'ambição' de Bush contra desafio climático

O presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, disse nesta sexta-feira que os Estados Unidos precisam ser mais ambiciosos nas suas propostas para combater o aquecimento global.

"Está claro que nós precisamos de uma posição mais ambiciosa da parte dos Estados Unidos", disse Barroso em entrevista à edição alemã do jornal Financial Times. As declarações do presidente do órgão executivo da União Européia foram publicadas um dia depois de o presidente americano, George W. Bush, propor reunir os Estados Unidos e outros 14 países para estabelecer novas metas de redução das emissões de gás carbônico até 2008. Barroso, no entanto, disse esperar que a iniciativa de Bush signifique que os Estados Unidos estejam dispostos a colaborar com os esforços internacionais contra o aquecimento global. Mas acrescentou que a Comissão Européia não está convencida de que a abordagem americana de encontrar soluções tecnológicas para enfrentar o desafio climático vá funcionar sem metas para as emissões de gás carbônico que sejam "mensuráveis" e "obrigatórias".

No discurso em que apresentou a sua proposta, na quinta-feira, Bush repetiu que a solução para o problema do aquecimento global será encontrada pelo desenvolvimento de novas tecnologias. "Os Estados Unidos estão à frente", disse. "O mundo está próximo de grandes progressos que vão nos ajudar a nos transformarmos em melhores guardiões do meio ambiente."

Ambivalência européia

A resposta ambivalente à iniciativa do presidente americano ficou patente pelas discrepânicias entre as opiniões de dois comissários do bloco europeu. O encarregado de Energia, Andris Piebalgs, definiu a proposta como uma "ótima notícia" de extrema importância. Já o comissário europeu para o Meio Ambiente, Stavros Dimas, disse que as declarações de Bush não passavam de uma reafirmação da "clássica" política americana. "A declaração do presidente Bush basicamente reafirma a linha clássica dos Estados Unidos sobre mudanças climáticas: nada de reduções obrigatórias, nada de comércio de créditos de carbono, e objetivos expressos de forma vaga", disse Dimas, segundo o seu porta-voz. "A abordagem dos Estados Unidos provou ser ineficaz na redução das emissões", acrescentou.

O governo americano não ratificou o Protocolo de Kyoto, que estabelece metas para diminuição das emissões até 2012, e Bush disse que continua se opondo a metas obrigatórias porque elas prejudicariam a economia americana. A proposta dos Estados Unidos também foi recebida com ceticismo por organizações ambientalistas, algumas das quais o acusaram de estar apenas tentando aliviar a pressão que sofre para fazer mais pelo aquecimento global nas vésperas do encontro do G-8 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia). A expectativa é de que, no encontro, a Alemanha - que atualmente detém a presidência rotativa da União Européia - peça novos cortes nas emissões.

Na quinta-feira, a chanceler alemã Angela Merkel referiu-se à proposta de Bush como um passo possitivo, mas defendeu que a discussão das medidas para combater o aquecimento global seja feita no âmbito da ONU. Merkel chegou a propor até 2050 cortes das emissões de carbono do mundo todo em 50% abaixo dos níveis registrados em 1990. Os Estados Unidos rejeitaram a proposta. A reunião do G8 ocorre entre 6 e 8 de junho em Heiligendamm, na Alemanha.

Fonte: BBC Brasil


Lula pedirá na reunião do G-8 criação de fundo para reduzir desmatamento

Priscilla Mazenotti

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (4) que levará para a reunião do G-8, na Alemanha, proposta para a criação de um fundo de compensação para países em desenvolvimento e pobres que diminuírem o desmatamento.

O encontro dos oito países mais industrializados e desenvolvidos economicamente do mundo, mais a Rússia, ocorre esta semana.“Que [os países em desenvolvimento e pobres] sejam compensados financeiramente para que a gente possa aplicar um modelo de desenvolvimento limpo que não seja um modelo que cause grande emissão de gases no planeta”, explicou Lula, no programa de rádio Café com o Presidente. “É preciso começar a dizer algumas coisas que nós consideramos verdade e que uma parte do mundo desenvolvido não quer discutir. Primeiro, é que 65% de emissão de gases na atmosfera são feitas pelos países ricos, portanto, cabe a eles maior responsabilidade para despoluir o planeta."O presidente destacou que a Europa só tem 0,03% da floresta existente há 8 mil anos no planeta e o Brasil tem mais de 60%. “Nós tivemos um aumento de responsabilidade, estamos cuidando disso com muito carinho, nos últimos dois anos já diminuímos o desmatamento em 52%, portanto nós queremos discutir com muita seriedade.”

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Município planta palmeiras imperiais para o Pan Rio 2007

Rio de Janeiro

A Prefeitura do Rio plantou um conjunto de dez palmeiras imperiais, cada uma com sete metros de altura, no canteiro central da Rua Mário Ribeiro, no Leblon, como parte da preparação que a Fundação Parques e Jardins está fazendo nas áreas que vão receber competições ou servir de trajeto durante os Jogos Pan-Americanos Rio 2007.

De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC), ao todo 20 palmeiras serão plantadas nesse local, que ganhará também novos jardins. O trabalho é feito de madrugada para não prejudicar o tráfego de veículos.

Fonte: Secom PRJ

Plano de Ações para C&T começa a ser discutido com a sociedade

O ministro Sergio Rezende esteve na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) nesta quarta-feira (30) na companhia do novo secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antonio Rodrigues Elias; do ex-secretário-executivo e novo presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), Luis Manuel Rebelo Fernandes; da presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Lúcia Melo; e do diretor de Programas Horizontais e Instrumentais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), José Roberto Drugowich.

Rezende fez uma apresentação de mais de uma hora sobre o Plano de Ações para Ciência e Tecnologia para o quadriênio 2007-2010, e ao final respondeu questões. Estiveram presentes representantes de 23 sociedades científicas. Essa apresentação, para a SBPC e sociedades científicas, foi a primeira realizada fora do âmbito do MCT. Na quinta-feira, o ministro Sergio Rezende fez a exposição do plano na reunião magna da Academia Brasileira de Ciências (ABC), no Rio de Janeiro. Já está programada uma série de discussões, nos meses de junho e julho, sobre temas essenciais que compõem o Plano de Ações para C&T.

No próximo dia 6 de junho haverá discussão sobre o programa espacial; no dia 13, o debate será sobre o programa nuclear brasileiro; e no dia 14, a discussão será sobre financiamento público e privado à inovação, com participação do BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Todos esses temas serão discutidos no CGEE. No dia 15 de junho, a discussão será sobre CT&I e Amazônia, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT). No mesmo dia, o ministro terá um encontro com a Fiesp, em SP, também para discutir o Plano. No dia 18 haverá apresentação sobre CT&I no Nordeste (Semi-Árido), no Centro de Tecnologia do Nordeste. Nos dias 25 a 28 de junho acontece a reunião do Conselho Nacional de C&T (CCT), no Palácio do Planalto, em Brasília, onde haverá uma nova apresentação geral do Plano.

O anúncio do plano está previsto para o dia 4 ou 5 de julho. E a primeira apresentação após o anúncio deve acontecer no dia 9 de julho, na 59ª Reunião Anual da SBPC, em Belém (PA). O Plano de Ações para a C&T tem a participação ativa dos ministérios da C&T, da Fazenda, Saúde, Agricultura, Desenvolvimento, Meio Ambiente, Educação e Relações Exteriores. O objetivo do plano é promover um incremento substancial do desenvolvimento da C&T no País até 2010, em áreas essenciais.

O Plano engloba quatro linhas principais de ação:

1) Expansão e consolidação do sistema nacional, que inclui a consolidação institucional do sistema; a formação de recursos humanos; e a infra-estrutura e fomento de pesquisa científica e tecnológica.

2) Promoção e inovação tecnológica nas empresas, que inclui o apoio à inovação nas empresas; extensionismo e serviços tecnológicos; tecnologias de informação e comunicação (TICs); biotecnologia, fármacos e medicamentos; nanotecnologia; biocombustíveis e energias do futuro.

3) Pesquisa e desenvolvimento em áreas estratégicas, entre elas: programa espacial; programa nuclear; segurança pública e defesa nacional; biodiversidade e recursos naturais; mar e Antártida; desenvolvimento sustentável da Amazônia; desenvolvimento sustentável do Semi-Árido; meteorologia e mudanças climáticas.

4) C&T para o desenvolvimento social, que inclui a popularização da C&T e melhoria do ensino de ciências; e tecnologias para o desenvolvimento social.

Finep

O MCT também pretende “dar uma acelerada” no trabalho da Finep. Luis Fernandes, que ficará à frente da Financiadora, diz que assume o cargo com alguns compromissos, entre eles: eliminar a burocracia; reduzir a montanha de papéis; garantir prazos de análise e decisões; simplificar os formulários de submissão de projetos; garantir uma Finep transparente. O objetivo é permitir aos que solicitarem apoio da Finep o acompanhamento de todos os passos da tramitação de seu processo, pela internet. A idéia é que isso seja possível no prazo de um ano.
Fonte: MCT

Lula fará discurso sobre clima no G8

Presidente falará sobre a experiência brasileira com combustível renovável.Lula passará pouco mais de uma semana no exterior.

Tiago Pariz

Antes de embarcar para um giro internacional de pouco mais de uma semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e com o presidente interino do Instituto Brasileiro de Meio-Ambiente (Ibama), Basileu Margarido, para se atualizar no tema da mudança climática. O presidente fará um discurso na reunião do G8, na Alemanha, e um dos temas é a experiência brasileira com combustível renovável e energia limpa como fontes para reduzir o aquecimento global. Lula colocará o biodiesel como alternativas para a mudança climática e para o desenvolvimento das nações mais pobres do mundo. O encontro do G8, que reúne as sete maiores economias do mundo (EUA, Japão, Alemanha, França, Inglaterra, Itália e Canadá) mais a Rússia, está agendado para a próxima sexta-feira (8).

Almoço

Lula almoçou com o ex-presidente do Chile Ricardo Lagos, e com Marina e discutiu a mudança climática. A ministra repassou dados ao presidente sobre a iniciativa brasileira com fontes energéticas consideradas limpas. Além da capital da Alemanha, Berlim, o presidente visitará Londres e Nova Délhi. Lula embarcou para a Inglaterra no começo da noite desta quinta. Em Londres, ele assistirá à partida de futebol amistosa entre Brasil e Inglaterra nesta sexta-feira (1). Lula chega em Nova Déli no domingo (3). Na cidade indiana, ele terá um jantar privado com o premiê, Manmohan Singh, e um almoço, na segunda (4), com o presidente da Índia, Abdul Kalam, no Palácio Presidencial. Quando desembarcar na Alemanha Lula terá agendas bilaterais em paralelo ao evento do G8. Ele deve se reunir com o presidente da Nigéria, Umaru Yar´Adua, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, o presidente do México, Felipe Calderón, o presidente da Federação Russa, Vladimir Pútin, e o presidente dos Estados Unidos da América, George Bush.

Problemas internos

No entanto, enquanto o Brasil tenta vender-se como exemplo do combate ao aquecimento global, internamente o governo vive um dilema em relação à instalação das hidrelétricas do Rio Madeira, que ainda não recebeu as licenças prévias do Ibama. Segundo a ministra do Meio Ambiente, a licença para as duas hidrelétricas, consideradas essenciais para que o Brasil não sofra uma nova falta de energia, ainda depende de análise técnica dos documentos enviados pelos empreendedores responsáveis pelas obras, a estatal Furnas Centrais Elétricas e a Odebrecht. "Está nos últimas análises, mas ainda não temos um prazo para essa conclusão", disse a ministra. O presidente do Ibama disse que o Instituto quer fazer a análise mais rápida possível para não comprometer o cronograma da obra. Caso o complexo hidrelétrico do Madeira não consiga a licença prévia, a alternativa será a usina nuclear de Angra 3.

Fonte: Globo.com

AquaRio vai para o Píer Mauá

Rio de Janeiro

O AquaRio, o maior aquário marinho da América Latina, que seria construído no antigo prédio da Cibrazem, na Avenida Rodrigues Alves, deverá ser erguido no Píer da Praça Mauá. As secretarias de Urbanismo e de Fazenda, além do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos, negociarão o uso daquele espaço do Porto do Rio com o Governo Federal. Um grupo de trabalho vai estudar outra utilização para o imóvel que era da Cibrazem.

Fonte: PRJ

Aquecimento traz mais chuvas que esperado


Mapa mostra precipitação de chuvas nos oceanos nos últimos 20 anos. (Foto: Divulgação)


Modelos teóricos sobre conseqüências do problema podem estar errados. Áreas secas podem também não sofrer tanto com elevação nas temperaturas.


Marília Juste


Se você teme que o aquecimento global vai transformar o mundo em um grande deserto, é bom rever suas preocupações. Um estudo americano revela que um mundo mais quente será também um mundo mais úmido. De acordo com o trabalho, publicado na revista “Science” deste mês, a taxa de chuvas esperada com o aquecimento global pode chegar a ser três vezes maior do que a esperada pelos cientistas.


Os pesquisadores da empresa americana Remote Sensing Systems, contratada da Nasa, analisaram dados de satélites obtidos entre 1987 e 2006. As informações contradizem algumas bases usadas pelos climatologistas para prever as conseqüências do aquecimento global. Segundo os modelos teóricos, o aquecimento planetário deve aumentar a quantidade de vapor de água na atmosfera em 6,5% para cada elevação de 1ºC, mas a quantidade de chuvas não deve acompanhar esse crescimento e aumentaria apenas entre 1% e 3%. Isso porque o calor enfraqueceria os ventos de superfície e atuaria contra a evaporação de água dos oceanos. Os dados do grupo liderado por Carls Mears, no entanto, mostram que a elevação de temperatura não enfraquece, mas fortalece os ventos. Com isso, a quantidade de chuvas subiria tanto quanto a umidade – e poderia chegar a ser até três vezes maior do que os cientistas esperavam.


Os pesquisadores não sabem onde toda essa chuva extra vai cair, mas tudo indica que as áreas úmidas vão ficar ainda mais úmidas. Por outro lado, as regiões secas podem não sofrer tanto. Segundo os cientistas, ou os modelos usados estão errados ou duas décadas é muito pouco tempo para fazer uma avaliação adequada. Por enquanto, a pesquisa é um importante auxílio para desvendar os nós das conseqüências do aquecimento global. Mais estudos precisarão ser feitos para confirmar o que nos espera.


Fonte: Globo.com

Tanques de piscicultura são fontes de malária o ano todo

Os pesquisadores do Laboratório de Malária e Dengue do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (LMD/INPA) constataram que, em inspeções feitas em tanques de piscicultura, localizados na zona Leste e Oeste de Manaus, de 141 coletas todas estavam positivas para anofelinos (Anopheles darilingi), o mosquito transmissor da malária.

Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (30), na sala de seminário da biblioteca do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA/MCT). Também estiveram presentes o representante da Fundação de Vigilância Sanitária (FVS), Romeu Fialho, e o pesquisador Toby Barret (Inpa). As coletas foram feitas no início de 2006 e fazem parte do projeto “Controle da Malária e Estudos Entomológicos: Tanques de Piscicultura e a Proliferação de Anopheles darilingi – Mudanças na Ecologia e Monitoramento em Manaus (AM)”. A pesquisa foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), CT-Petro e Piatam.

O alto índice de contaminação foi verificado em tanques de crescimento e engorda, onde os peixes permanecem até um ano e meio antes de serem comercializados. Todavia, em uma segunda coleta, quando foram feitas mais de 325 inspeções, verificou-se que houve uma diminuição de 63% na presença de anofelinos. Segundo Tadei, o índice de positividade representou 75% dos criadouros inspecionados. Ele disse que Manaus possui uma malha de tanques, formada por 1500 unidades, em plena atividade. Além disso, o pesquisador explicou que também existem os tanques de alevinos, onde os animais permanecem de 2 a 4 meses até atingirem o tamanho para serem transportados para os de engorda. Durante a terceira coleta, realizada entre os meses de agosto e setembro, o índice baixou ainda mais. Na época, chegou-se a 61% de positividade dos tanques estudados. “As informações mostraram que existem diferenças marcantes quanto à positividade nas localidades consideradas”, ressaltou.

De acordo com o pesquisador, o mesmo índice de contaminação não foi verificado nos tanques dos peixes que ainda estavam na fase de alevinos. “As inspeções foram negativas, provavelmente, pelo fato de que os peixes, enquanto pequenos, conseguem se alimentar das larvas dos mosquitos em geral”, enfatizou. Tadei disse que os resultados mostraram que os tanques de piscicultura representam um criadouro permanente no entorno de Manaus, pois o Anopheles darlingi encontra condições de reprodução durante o ano todo. Segundo ele, isso acontece porque nos tanques as águas não sofrem a influência do pulso da vazante e os tanques permanecem produtivos durante o ano. “A saída para o problema é instruir os piscicultores para o monitoramento das margens dos tanques, assim será possível diminuir a área produtiva do mosquito. Quando as ações não forem suficientes é recomendado o tratamento periódico com biolarvicida”, informou.

Ele enfatizou que o Amazonas apresenta um potencial pesqueiro elevado, tendo a cidade de Manaus como principal centro de consumo e comercialização, por isso, pesquisar a presença do mosquito da malária nos tanques de piscicultura é fundamental. “Hoje, o manejo dos recursos pesqueiros apresenta implicações sociais, econômicas e políticas, em função da importância destes recursos na vida dos habitantes da região”, finalizou.

Fonte: Assessoria de Comunicação do INPA

China diz sentir mudança climática e anuncia plano

O impacto do aquecimento global na China está cada vez mais claro, mas mudanças climáticas devem ser encaradas de uma forma que permita desenvolvimento sustentável, disse o principal site do governo (www.gov.cn) nesta sexta-feira. O Conselho de Estado da China, gabinete do país, anunciou um plano nacional para combater mudanças climáticas depois de uma reunião presidida pelo primeiro-ministro Wen Jiabao, segundo o site.

O plano, que será divulgada com detalhes na segunda-feira, também pede um sistema de países que tenham "responsabilidades compartilhadas, mas diferentes," para deter as crescentes emissões de gases poluidores.

Fonte: Reuters

Japão pode sair da Comissão Baleeira Internacional

O Japão poderá se retirar da Comissão Baleeira Internacional (CBI) porque a maioria dos países-membros mantém posições contrárias às suas, disse hoje um porta-voz da Agência de Pesca do governo japonês. Na reunião da CBI em Anchorage, no Alasca (Estados Unidos), a delegação japonesa tem enfrentado uma forte oposição à sua proposta.

O Japão quer permitir às suas comunidades litorâneas a caça de baleias em pequena escala. Durante o quarto e último dia do encontro de Anchorage, a delegação japonesa sugeriu sua possível retirada da Comissão Baleeira. O prefeito de Yokohama, Hiroshi Nakada, presente na reunião, retirou a candidatura de sua cidade a sede da reunião de 2009. O Japão tinha visto seu pedido de permitir a caça de baleias em pequena escala nas comunidades litorâneas ser vetado. Não houve consenso sequer para votar a proposta de resolução durante a reunião. O porta-voz da Agência de Pesca disse hoje que o Japão "buscava o consenso" no encontro. Mas, devido à forte oposição, estudava a possibilidade de abandonar a CBI e promover a criação de uma nova entidade.

O Japão e outras nações baleeiras estão autorizados a caçar mais de 2 mil baleias por ano para "pesquisa científica", sob fortes críticas das organizações ambientalistas. Associações como o Fundo Internacional de Bem-estar Animal e o Greenpeace denunciaram que no ano passado o número de animais caçados pelo Japão superou a demanda de carne de baleia no país. O excedente foi utilizado para produzir ração para cachorros.

Fonte: EFE

Mutirão de Reflorestamento planta mais de 250 mudas no Morro Dois Irmãos

Rio de Janeiro

A equipe do Mutirão de Reflorestamento plantou 252 mudas no Morro Dois Irmãos, no Leblon. O trabalho faz parte das ações do programa – desenvolvido pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente – nessa área da Cidade, antes devastada por queimadas e pela erosão do solo. Hoje a vegetação no morro é ampla e extensa, com quase 70 espécies diferentes típicas da Mata Atlântica.

A população pode desfrutar do espaço e ter um contato próximo com a natureza no Parque Municipal Penhasco Dois Irmãos, aberto 24 horas de terça-feira a domingo. A entrada é pela Rua Aperana s/nº.

Fonte: PRJ

Pesquisa inédita investiga como o brasileiro se protege do sol

Igor Cruz

Verificar os comportamentos do brasileiro para se proteger da exposição ao sol foi um dos objetivos de estudo pioneiro que contou com a participação de 17 mil pessoas das cinco regiões do país. Coordenada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), a pesquisa teve como alvo indivíduos com idade igual ou superior a 15 anos residentes no Distrito Federal e em capitais de 15 estados.

Segundo artigo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, a maior proporção de habitantes que usam filtro solar foi encontrada em Florianópolis (cerca de 22%) e a menor, em Belém (em torno de 13%). Quanto ao uso de chapéu, ele foi mais freqüente em Manaus (quase 30%) e menos comum no Rio de Janeiro (cerca de 16%). A exposição à radiação solar é uma das principais causas de câncer de pele. As pessoas de pele, olhos e cabelos claros, e as que têm história familiar desse tipo de câncer, assim como as que se expõem ao sol intensamente, inclusive gerando queimaduras, estão mais propensas à doença, que poderá aparecer anos depois.

A exposição excessiva a esses raios também causa o envelhecimento precoce da pele. Para os indivíduos de maior grau de escolaridade, a exposição à radiação solar em atividades de lazer foi aproximadamente quatro vezes superior àquela relacionada ao trabalho. Já entre os de menor grau de escolaridade observou-se certo equilíbrio entre os dois tipos de exposição ao sol.
A pesquisa também revelou que os indivíduos com menos de 25 anos são os que mais se expõem à radiação solar sem proteção. “Os jovens constituem um grupo vulnerável aos efeitos nocivos do sol, tanto pelo aspecto estético do bronzeado quanto pela maior freqüência de atividade física, sobretudo relacionada à prática de esportes”, diz o artigo assinado pela equipe do Inca, Secretaria de Vigilância em Saúde e Bloomberg Johns Hopkins School of Public Health, dos Estados Unidos.

Outro dado apresentado pelos pesquisadores foi que o uso do filtro solar e a procura pela sombra são comportamentos mais comuns entre as mulheres. “A literatura é farta em trabalhos que revelam que as mulheres, de uma maneira geral, cuidam de sua saúde numa freqüência maior do que os homens. No caso dos cuidados com a pele, associam-se, provavelmente, as questões de ordem estética”, explicam os autores. Talvez por razões culturais, os homens utilizem com mais freqüência o chapéu, o que também acaba fazendo com que eles tenham algum tipo de proteção. É fundamental proteger a pele contra os raios ultravioletas. Contudo, não se pode esquecer que a radiação solar também tem efeitos benéficos, como “garantir o suprimento necessário de vitamina D, prover relaxamento e bem-estar e aumentar a auto-estima”, salienta o artigo.

Fonte: Fiocruz

Veneno da viúva-negra será usado em Viagra natural

Cientistas chilenos pretendem criar um Viagra natural a partir de uma substância presente no veneno da aranha viúva-negra, um princípio ativo com base no qual, afirmam, será possível fabricar um medicamento similar ao Viagra e com menos contra-indicações.

A pesquisa tem três anos, mas só agora a equipe de cientistas da Universidad de la Frontera, na cidade de Temuco, conseguiu isolar o princípio ativo e negocia sua patente industrial e propriedade intelectual nos Estados Unidos, o passo anterior à produção e comercialização do fármaco. Uma versão preliminar foi testada com sucesso em ratos e coelhos de laboratório, que reagiram positivamente à ereção induzida, disse o biólogo Fernando Romero, chefe da equipe de cientistas. "Conseguimos isolar a molécula que constitui o princípio ativo, separando-a das substâncias nocivas que afetam o sistema cardiorrespiratório. Os testes com ratos e coelhos deram excelentes resultados", destacou. Os testes também mostraram efeitos mais eficientes que o citrato de sildenafil, o princípio ativo do Viagra, cuja ação vasodilatadora - segundo afirmam os cientistas, baseados em pesquisas internacionais - demonstrou ter efeitos adversos nos indivíduos com problemas cardíacos. "Conseguimos demonstrar que a toxina depurada supera o Viagra no sentido de que é totalmente inócua", acrescentou Romero, explicando que, diferente da pílula azul, o fármaco chileno atua nos tecidos adiposos, sem causar efeitos colaterais.

A pesquisa chilena, que já teve repercussão internacional, surgiu casualmente, quando um médico reparou que pacientes homens mordidos pela chamada viúva-negra (Latrodectus mactans) sofriam, além de dores generalizadas, taquicardias e sudorese, uma ereção prolongada. O médico, então, percebeu que o fenômeno não era alheio ao conhecimento popular e que chegou a inspirar o ditado dos camponeses chilenos, "picado de aranha", para identificar os homens muito ativos sexualmente. Até hoje, em algumas regiões do sul do Chile, o veneno da aranha é diluído e utilizado como um Viagra artesanal. A viúva-negra é assim chamada pelo costume de devorar o macho depois da cópula. Geralmente é encontrada em pastagens e campos de trigo. O corpo da fêmea, maior que o macho, mede 3 cm e suas oito patas esticadas podem chegar a 7 cm. Seu corpo é preto e tem um abdome redondo, com manchas vermelhas.

Fonte: AFP

Engenheiro panamenho cria o seu próprio biodiesel

Um engenheiro panamenho se tornou a cobaia da sua própria experiência, durante um ano, utilizando sem problemas um combustível ecológico de elaboração própria, com o qual vem abastecendo seu automóvel movido a diesel sem necessidade de modificar o motor.

Amilcar Tuñón explicou que reformulou uma "receita" que comprou pela Internet. Ele utiliza 75% de óleo comum de cozinha usado e 25% de diesel para encher o tanque de sua caminhonete. E o carro circula com o diagnóstico positivo de seu mecânico. "O motor, segundo o mecânico, está mais bem conservado do que estaria com os combustíveis normais, porque o óleo de cozinha lubrifica melhor", disse o engenheiro. A iniciativa de Tuñón, "totalmente espontânea", se antecipa às medidas que serão anunciadas como conclusão da 37ª Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). A reunião começa dia 3 de junho no Panamá, e será dedicada à prospecção de novas fontes de energia.

O governo do Panamá quer usar até 10% de biocombustível, no seu caso etanol, para abastecer a frota automotiva do país. O biodiesel de Tuñón conta com a vantagem de aceitar uma mistura de até 75%. O custo da mistura seria de cerca de US$ 0,90 o galão. E o rendimento por quilômetro é melhor, segundo sua experiência. Ele contou que obtém o óleo das cozinhas de restaurantes e hotéis. Assim, a o fumaça de seu motor "cheira um pouco a comida". "Reciclo um resíduo contaminante, sujo menos e o cheiro é melhor", ressaltou o engenheiro, 44 anos.

Fonte: EFE

Relação entre agricultura e meio ambiente é debatida na UFRJ

Vitor Moreno

A agricultura tropical passa por um segundo ciclo, em que não apenas os impactos econômicos importam. Fatores como desigualdades regionais, riscos ambientais e mudanças climáticas são levados em conta. As dimensões da sustentabilidade da agricultura brasileira deram a tônica da palestra ministrada por Silvio Crestana , diretor-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, dentro do ciclo “O Futuro da Terra”, no Forum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Crestana apresentou as três vertentes de atuação da Embrapa nos diferentes biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa recebem ações de ordenamento, monitoramento e gestão do território; manejo e valorização dos recursos naturais; e produção agropecuária sustentável em áreas alteradas e de uso alternativo. Segundo ele, “a experiência em agricultura tropical nos biomas brasileiros traz respostas às demandas nacionais e tem potencial de adaptação à realidade de outros países”. Ele também falou sobre os estudos feitos para prever cenários da atividade agropecuária diante das mudanças climáticas globais. Um exemplo é a avaliação de vulnerabilidade, em que são realizadas estimativas sobre a resistência dos modelos agrícolas existentes em cenários de aumento de temperatura. Aliado a isso, estão sendo implantadas ações de mitigação, ou seja, de diminuição ou eliminação das emissões de carbono, que são as causadoras das alterações no clima. São desenvolvidas ainda pesquisas de adaptação das espécies a condições alteradas.

Forum de Ciência e Cultura

O Forum de Ciência e Cultura é um dos espaços mais significativos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, antiga Universidade do Brasil. Tem status de Centro. Sua proposta é integrar o ensino, pesquisa e extensão e criar uma rede de troca entre a academia e a sociedade a partir de áreas da ciência, das artes, da política, das tradições.

Fonte: Embrapa

Desafio lançado

Terminam no dia 7 de junho as inscrições para o 1º Grande Desafio, iniciativa do Museu Exploratório de Ciências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) voltada a estudantes que serão estimulados a projetar, construir e operar equipamentos capazes de apagar um incêndio na floresta causado por um balão de festa junina.

Trata-se de um dos programas da Oficina Desafio, projeto desenvolvido por docentes da Unicamp em parceria com o Instituto Sangari e com apoio da Alpha Previdência, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da FAPESP. Jovens de qualquer idade e escolaridade poderão participar da atividade, desde que formem equipes de dois a seis participantes. A apresentação final dos trabalhos será no dia 17 de junho, em Campinas (SP), quando os projetos serão avaliados. Os melhores alunos de cada categoria serão premiados de acordo com critérios como desempenho dos equipamentos desenvolvidos, criatividade, apresentação do projeto e trabalho em equipe.

As equipes concorrerão nas seguintes categorias: Fundamental 1 (até o 7º ano do ensino fundamental); Fundamental 2 (8º e 9º anos); Médio (para alunos do ensino médio); e Livre (aberta a todos, sem restrição de idade ou escolaridade). Mais informações: www.mc.unicamp.br/desafio/grande-desafio

1º Seminário de Normatização de Projetos Eólicos

A Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) promoverá, nos dias 4 e 5 de junho, a primeira edição do Seminário de Normatização de Projetos Eólicos.

O objetivo é reunir pesquisadores e representantes da indústria em discussões sobre a situação, necessidades e experiências relacionadas à normatização e certificação de turbinas eólicas no Brasil e no mundo. A promoção é do Núcleo de Energia Renovável do Grupo de Energia (Gepea) do Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas da Poli. Serão discutidos temas como “Normas técnicas de projetos eólicos”, “Indústria de turbinas eólicas”, “Desenvolvimento tecnológico e “Legislação, incentivos e oportunidades”.

Energia e inclusão social

Washington Castilhos

A produção de biodiesel é considerada prioritária pelo governo federal. O combustível, produzido a partir de óleos vegetais extraídos de diversas matérias-primas – como palma, mamona, soja, girassol e outras oleaginosas –, é elaborado a partir da mistura do biodiesel puro com óleo diesel comum ou aditivado. Atualmente, essa mistura é de 2%, mas o governo espera aumentar para 5% até o ano que vem.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já anunciou publicamente que a alternativa é uma oportunidade de desenvolvimento para o Nordeste. Para Arnoldo de Campos, coordenador-geral de Agregação de Valor e Renda do Ministério de Desenvolvimento Agrário, o que propicia toda essa confiança é o fato de a experiência do biodiesel no país ter nascido em um contexto bem diferente do início do álcool combustível no país, durante a primeira grande crise do petróleo, na década de 1970. “Hoje em dia, o álcool como alternativa de combustível atingiu sua fase de maturidade e o país alcançou a autonomia na produção de petróleo. Além disso, o Brasil consome 40 bilhões de litros de diesel por ano, o que representa cerca de 60% de todo o combustível consumido no país”, analisou Campos, que falou sobre biodiesel e inclusão social durante o 1º Encontro Nacional de Novas Fontes de Energia, nesta quinta-feira (31/5), no Rio de Janeiro.

A estratégia do governo federal, segundo Campos, está voltada para um mercado de combustível compatível com a realidade brasileira. A idéia é impactar a renda das famílias que trabalham no campo. “A tradição brasileira infelizmente dissocia o ambiente, o social e a economia. Quando uma política é voltada para o lado social, ela não consegue discutir o lado econômico. Quando formulamos uma política voltada para a economia, temos dificuldade de contemplar o fator social e o ambiental, e assim por diante”, disse à Agência FAPESP. “Nosso desafio é exatamente identificar o papel das fontes alternativas de energia na agricultura familiar. Esse combustível tem que conseguir promover ampla inclusão social de pequenos produtores e o desenvolvimento de regiões mais carentes do país, diferentemente do álcool, cuja produção está extremamente concentrada na região Sudeste”, afirmou o economista.
Segundo ele, quase 40% do que é produzido no campo é feito em pequenas propriedades. E o objetivo é utilizar esses produtos no desenvolvimento de combustíveis alternativos, como o biodiesel. “São quase 17 milhões de trabalhadores em 100 milhões de hectares de terra. Esperamos contemplar 350 mil famílias até 2010”, destacou.

De acordo com dados apresentados no encontro, atualmente a mamona (51%) e a soja (32%) são as matérias-primas mais utilizadas na produção do biodiesel. “Devido ao custo mais baixo, a mamona é forte candidata para concorrer com a soja como principal matéria-prima, seguidas pelo dendê e pelo amendoim. Soja e girassol têm apresentado preços muito altos”, disse Campos. Para o coordenador-geral de Agregação de Valor e Renda do Ministério de Desenvolvimento Agrário, em breve o país poderá chegar a um cenário de auto-suficiência energética. “Outros países, como Estados Unidos e Japão, estão bem menos tranqüilos do que o Brasil. Os europeus têm manifestado interesse em constituir empreendimentos no Brasil no ramo do biodiesel pensando no mercado interno e principalmente no mercado externo.” Segundo Campos, o completo sucesso da implantação do biodiesel depende ainda de superar alguns obstáculos, como a resistência da indústria automobilística ao uso do combustível em seus carros e as restrições econômicas de outros países.

Fonte: Agência Fapesp

Selo Verde premia imóvel que economiza energia

Rio de Janeiro

Imóveis que adotarem medidas para economizar ou otimizar o uso de energia elétrica receberão o Selo Verde da Prefeitura.

Uma comissão formada por técnicos da Rioluz, do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos e das secretarias municipais de Urbanismo, Obras e Meio Ambiente visitará os imóveis e indicará os que alcançaram bons resultados em eficiência energética.A premiação é uma das contribuições da Prefeitura para minimizar um dos principais vetores urbanos que contribuem para o aquecimento global. A iniciativa faz parte do Protocolo de Intenções do Rio, definido em decreto municipal de 14 de fevereiro deste ano.

Fonte: Secom PRJ

Agenda JF realiza atividades para comemorar o Dia Internacional do Meio Ambiente e Ecologia

Juiz de Fora

Em meio aos debates internacionais de proteção do meio ambiente e reversão do aquecimento global, a Agenda JF se uniu a empresas privadas, ONG’s, órgãos governamentais e demais setores da sociedade civil para promover uma ampla ação de conscientização e preservação da natureza.

Em comemoração ao Dia Internacional do Meio Ambiente e Ecologia, celebrado em 5 de junho, diversas atividades multidisciplinares se estenderão entre o próximo domingo, dia 3, e a quarta-feira, 6 de junho, em variados pontos da cidade. Neste domingo, dia 3, os amantes de trekking e caminhadas ecológicas terão um bom motivo para sair de casa. Às 8h, no Parque da Lajinha, representantes da ONG Brasil Verde vão ministrar um curso sobre “Noções de métodos e técnicas do trabalho e pesquisa de campo - técnicas para fazer trilhas”. Logo depois, agentes da Polícia Militar Ambiental vão realizar apresentações sobre como lidar com animais peçonhentos.

Na segunda-feira, dia 4, o Parque Halfeld recebe a Feira do Meio Ambiente, com stands apresentando projetos relacionados ao tema. Das 10h às 17h, Agenda JF, AMAC, Funalfa, Secretaria de Agropecuária e Abastecimento, Cesama, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental, Ibama, IEF, Embrapa, Emater, FEAM, Cetepro, Belgo Arcelor, Votorantim, Petrobras, DaimlerChrysler, White Martins, Onduline e ONG Brasil Verde apresentam seus trabalhos de educação ambiental. Destacam-se os projetos do Cetepro de transformação de óleo de cozinha em sabão, o modelo de caixa separadora de água e óleo da Agenda JF, a oficina de reciclagem de papel do Demlurb e a apresentação do Grupo Teatral da Demlurb, que começa às 15h.

Na terça-feira, dia 5, no Parque da Lajinha, escolas do município e segmentos dos projetos sociais da Prefeitura plantam árvores às 08h30, batizando-as com placas comemorativas. Às 10h, acontece a solenidade de inauguração da reforma do coreto, da nova cerca de segurança e proteção patrimonial, a entrega ao Prefeito da nova sede da Agenda JF e o lançamento da cartilha “Se essa rua fosse minha...”, que trata da arborização urbana. Às 11h, haverá uma apresentação de Tai Chi Chuan e, às 12h, o Ibama promove a soltura de pássaros. Durante a manhã, haverá distribuição de pipoca e lanches para as crianças. Às 19h, no Auditório do Centro de Formação do Professor, localizado no Espaço Mascarenhas, o supervisor de controle ambiental da Agenda JF, Márcio de Oliveira, profere uma palestra com o tema “A produção mais limpa como ferramenta de gestão ambiental para pequenas indústrias”. Após sua explanação, haverá uma mesa de debates encerrada com “Café com bate-papo”.

Na quarta-feira, dia 6, o professor doutor da UFJF, Jorge Macedo, e o professor doutor da Universidade Metropolitana de São Paulo, Plínio Tomaz, ministram uma palestra sobre “Aproveitamento de água da chuva”, às 14h30, no Espaço Mascarenhas.*Outras informações com a Assessoria de Comunicação da Secretaria dos Centros Regionais pelo telefone 3690-8131.

Fonte: Secom PJF