terça-feira, 1 de maio de 2007

Gelo do Ártico está derretendo 30 anos antes do previsto

Oceano ártico pode ficar praticamente sem gelo no verão já em 2020. Degelo vai acelerar ainda mais o aquecimento global.

Deborah Zabarenko

A capa de gelo do Ártico está derretendo muito mais rápido do que o esperado e cerca de 30 anos antes do que o previsto pelo Painel Intergovernamental de Mudança Climática, disse na terça-feira (01) um especialista em gelo norte-americano. Isso significa que o oceano no topo do mundo pode ficar sem ou quase sem gelo no verão até 2020, três décadas antes do que as previsões mais sombrias do painel, que eram de 2050.

A ausência de gelo no Oceano Ártico durante o verão seria um grande estímulo ao aquecimento global, disse Ted Scambos, glaciologista do Centro Nacional de Neve e Gelo no Colorado. "No momento...o Ártico ajuda a manter a Terra fria", disse Scambos em entrevista por telefone. "Sem esse gelo do Ártico, ou com muito menos, a Terra vai aquecer muito mais rápido". Isso porque o gelo reflete luz e calor. Quando ele desaparece, a terra ou mar muito mais escuros absorve mais luz e calor, fazendo com que seja mais difícil para o planeta esfriar, mesmo no inverno, disse ele. Scambos e os co-autores do estudo, publicado no jornal Geophysical Research Letters, usaram dados de satélite e confirmação visual do gelo do Ártico para chegar a essas conclusões, uma imagem muito diferente do que a obtida a partir de modelos de computador usados pelos cientistas do painel intergovernamental. "Parece que estamos no ritmo cerca de 30 anos antes do esperado para alcançar um estado em que não temos gelo no mar ou pelo menos não muito no final do verão no Oceano Ártico", disse ele.

Ele não considerou a noção que a forte tendência ao aquecimento no Ártico possa ser devido a ciclos climáticos naturais. "Não há muitos períodos na história que são assim dramáticos em termos de variabilidade natural", disse Scambos. Ele disse que não tem dúvidas de que isso é causado em grande parte por gases do efeito estufa na atmosfera, que segundo ele é a única coisa capaz de mudar a Terra em escala tão grande por tantas latitudes. Questionado sobre o que resolveria o problema -- tópico de um novo relatório do painel intergovernamental a ser divulgado na sexta-feira em Bangcoc -- Scambos disse que uma grande erupção volcânica poderia segurar o derretimento de gelo do Ártico por alguns anos. Mas ele acredita que o aquecimento contínuo é inevitável nas próximas décadas. "A longo prazo e para os próximos 50 anos, acho que até mesmo o novo relatório vai concordar que teremos um bom aquecimento", disse Scambos.

Fonte: Reuters

Aspirina pode aumentar risco de derrame, diz estudo

Idosos saudáveis que tomam aspirina regularmente para impedir derrame podem, na verdade, fazer com que o risco de desenvolver o problema aumente. Nos últimos 25 anos, a incidência de derrames associados a medicamentos para tornar o sangue menos denso tais como a aspirina ou warfarina aumentou sete vezes, de acordo com um estudo britânico.

O risco é especialmente alto em pessoas com mais de 75 anos de idade, e a aspirina pode prejudicar mais do que beneficiar pessoas idosas, noticiou a publicação Lancet Neurology. Mas pessoas que recebem a recomendação médica de tomar aspirina diariamente não devem interromper a prática. Pesquisadores da Universidade de Oxford compararam dados de casos de derrame cerebral hemorrágico - um tipo de derrame causado por um sangramento no cérebro - de 1981-85 e 2002-06. Eles constataram que o número de casos de derrame causado por pressão alta diminuiu em 65%, o que, para as pessoas com menos de 75 anos, significou uma redução pela metade da incidência geral. Mas em pessoas com mais de 75 anos de idade, a incidência se manteve a mesma num período de 25 anos.

Um exame mais detalhado dos dados mostrou um aumento no número de derrames em pacientes que tomavam drogas para diluir o sangue, conhecidas como antitrombóticas. No primeiro estudo a proporção de pacientes de derrame que usavam drogas antitrombóticas foi de 4%, mas duas décadas depois esse índice aumentou para 40%.

Estilo de vida

Portadores de doenças cardiovasculares, que possuem alto risco de desenvolver um coágulo sangüíneo, tiveram prescritos medicamentos como aspirina para diluir o sangue e reduzir o risco de ataque cardíaco ou derrame. Mas muitos idosos saudáveis também tomam aspirina regularmente em uma tentativa de afastar a possibilidade de derrame. O líder do estudo, Peter Rothwell, disse que o aumento do uso de drogas tais como a aspirina também podem, em breve, superar a pressão alta como principal causa do derrame estudado em pessoas com mais de 75 anos. Rothwell advertiu que, entre adultos mais idosos saudáveis, os perigos de se tomar aspirina eram maiores do que os eventuais benefícios. "Clínicos gerais vem tratando pressão alta de maneira muito intensa e isso está gerando dividendos, mas há outras causas de derrames em idosos que se tornaram importantes." "Há boas razões para tomar aspirina ou warfarina, mas há idosos que tomam aspirina como estilo de vida e, nesta situação, os testes demonstraram que não há benefício." "E o que nosso estudo sugere é que, especialmente em pessoas muito idosas, os riscos da aspirina superam os benefícios", afirmou.

Peter Coleman, vice-diretor de pesquisa e desenvolvimento da Associação pelo Derrame, disse que a aspirina ganhou uma reputação de ser parte de um estilo de vida saudável. "Mas estas evidências indicam que se você for saudável e tem um risco baixo de doenças cardíacas ou derrame, se não receber uma prescrição de seu clínico geral para tomar aspirina diariamente, então o aumento dos riscos de efeitos colaterais da aspirina provavelmente vão superar os benefícios de prevenir um derrame." Coleman aconselhou as pessoas a reduzirem o risco de derrame submetendo-se a verificações regulares da pressão sangüínea, adotando uma dieta saudável, parando de fumar e fazendo exercícios regulares.

Fonte: BBC Brasil

Política ambiental não pode afetar economia, diz Bush pai

Bruno Garcez

O ex-presidente dos Estados Unidos George Herbert Walker Bush, pai do atual líder americano, afirmou que os Estados Unidos não devem adotar políticas pró meio ambiente que afetem a economia do país. "Até obtermos mais provas dos efeitos do aquecimento global, que poderão ser encontradas pela verdadeira ciência, eu me preocupo que este país ou qualquer outro país crie políticas que tenham um impacto negativo sobre as mesmas pessoas a quem pretendia beneficiar".

Os comentários do líder americano foram feitos durante o Fórum de Desenvolvimento Sustentável, evento realizado nesta segunda-feira em Nova York, que reuniu ainda outro ex-presidente americano, Bill Clinton, além de inúmeros políticos brasileiros. O ex-presidente americano também fez críticas ao fato de, segundo ele, a causa ambiental ter se tornado um modismo entre celebridades. "Você vai a Hollywood e todo mundo sabe tudo sobre aquecimento global, além de alguma coisa também sobre atuação. Quando não estão adotando órfãos no exterior, os astros estão falando sobre aquecimento global. O debate está chegando ao ponto de saturação", disse.

Bush citou ainda uma recente pesquisa do jornal New York Times que afirmou que os americanos não estariam dipostos a pargar US$ 2 a mais por gasolina para impedir o aquecimento global. "Isso enfatiza que não podemos criar uma política ambiental em detrimento de fatos e da ciência. E, se o fizermos, poderemos impor sérios fardos à economia americana e ferir nossos parceiros econômicos por tabela". O pai do atual presidente afirmou ainda que é preciso tomar medidas para que China e Índia reduzam a sua emissão de gases poluentes. "Nada do que fizermos terá grande diferença para o resto do mundo se a China e a Índia continuarem a usar o nível de combustíveis fósseis que estão usando atualmente". O ex-presidente também disse que ao defender a redução de petróleo nos Estados Unidos, muitos passaram a mensagem errada para os países produtores de petróleo. "Alguns neste país cometeram um erro quando começaram a falar somente sobre fontes alternativas de energia. Porque isso enviou um sinal para os produtores de petróleo que queremos eliminar agora a produção de hidrocarbonetos, o que é uma estupidez dentro da atual demanda mundial por energia".

Bush falou ainda sobre a necessidade de produzir mais etanol, como uma forma de combater o aquecimento global: "quanto mais etanol produzirmos, menos poluição nós teremos". O ex-presidente se disse muito satisfeito com as recentes visitas dos presidente Bush ao Brasil e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos, porque estas contribuíram para estreitar o relacionamento entre americanos e brasileiros na produção de biocombustíveis. "Isso marcou o início de um novo capítulo na relação bilateral entre o Brasil e os Estados Unidos. Há 20 anos, seria impensável que os líderes dos dois países traçassem uma estratégia comum na área de energia".

Fonte:BBC Brasil

'Espírito de guerra pode derrotar mudança climática'

Príncipe Charles falou a empresários da Grã-Bretanha no Dia do Trabalho. Para ele, país precisa mostrar o mesmo espírito da Segunda Guerra Mundial.

A Grã-Bretanha pode liderar a luta contra a mudança climática usando o mesmo espírito de coragem que mostrou na Segunda Guerra Mundial, disse o príncipe Charles a empresários nesta terça-feira (01). O herdeiro do trono já falou de problemas ambientais antes, em um momento em que a luta contra o aquecimento global está em alta na agenda política britânica, e na terça-feira pediu a executivos da indústria que façam o mesmo. "Pensem no que eles fizeram na última guerra", disse ele, referindo-se à vitória aliada da Grã-Bretanha contra a Alemanha. "Coisas que pareciam impossíveis foram alcançadas quase da noite para o dia". "O mundo corporativo tem esse poder e pode realmente fazer a diferença", acrescentou.

Em uma reunião no Dia do Trabalho, o príncipe falou a chefes de empresas britânicas e européias. E usou a data para lembrar de seus dias na Marinha britânica e falar do perigo urgente apresentado pela mudança climática. A reunião convidou empresas a se comprometer com a redução de sua contribuição à mudança.

Fonte: Reuters

China e pressão política dificultam diálogo sobre mudança climática

A pressão política e a postura da China dificultam as conversas que especialistas de cerca de 150 países realizam em Bangcoc para concluir o relatório das Nações Unidas sobre as medidas e tecnologias destinadas a combater a mudança climática.

Os cerca de 400 cientistas e representantes de Governos que participam da reunião do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) concordam que é preciso agir rapidamente para conter o processo de aquecimento causado pelas emissões de gás poluente. Mas as soluções defendidas pelos especialistas no relatório preparado em sessões a portas fechadas se deparam com a pressão política exercida pelas delegações governamentais.
"Alguns países provavelmente sairão perdendo da reunião, em que está surgindo um jogo político na negociação", disse Sitanon Jesdapipat, representante tailandês no IPCC, organismo criado em 1998 para abordar o problema da mudança climática.

Após abrir na segunda-feira a reunião de cinco dias, o próprio presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, admitiu que esperava que fosse realizado um intenso debate entre o grupo dos cientistas e o dos representantes dos Governos, e, dentro desse grupo, entre os países industrializados e os menos desenvolvidos. Assim que começou a reunião na capital tailandesa, apareceram as diferenças entre as nações desenvolvidas e as menos industrializadas em relação aos métodos mais adequados para reduzir a emissão de gases poluentes. Segundo delegados dos países menos desenvolvidos, a maioria dos cientistas que redigem o relatório, que com os outros dois adotados previamente formarão a base para as futuras negociações multilaterais sobre medidas para conter o efeito estufa, é de países industrializados. "Acho que os cientistas abordam em seu relatório assuntos menores sobre a emissão de gás metano em países pouco industrializados com a intenção de sustentar argumentos que demonstrem que este também é emissor", disse Anond Snidvong, professor de bioquímica do Instituto Asiático de Desenvolvimento, uma das entidades docentes consideradas de maior prestígio no continente.

Delegações de algumas nações pobres, que por emitirem uma menor quantidade de gases do que as potências industrializadas se consideram menos culpadas pelo aquecimento global, denunciam que o relatório é redigido segundo as conveniências dos países ricos. "Se o relatório final do IPCC for como o projeto, nós, dos países em desenvolvimento, saberemos as oportunidades que temos para reduzir a emissão de gases do efeito estufa, mas muito pouco sobre as medidas que os industrializados adotarão", disse um delegado indonésio. No segundo dia de conversas, a União Européia (UE), que em março se comprometeu a reduzir as emissões em cerca de 20% até 2020 (em relação aos níveis de 1990), instou os países menos desenvolvidos a reduzirem sua emissão de gases. "Precisamos nos assegurar de que, nos próximos anos, o aumento das emissões nas nações em desenvolvimento registre uma queda e seja eventualmente coberto para que fique de acordo com nosso objetivo de 2 graus Celsius", destacou Tom Van Ierland, especialista da UE em mudança climática, em entrevista coletiva.

O especialista europeu disse que os países menos desenvolvidos não devem adotar políticas próprias para combater a emissão de gases, em uma aparente alusão à China, que afirma que aplicará medidas unilaterais para solucionar o problema. A China, o segundo país mais poluente do mundo, e que se aproxima dos 6 bilhões de toneladas de CO2 emitidas a cada ano pelos Estados Unidos, está submetida a uma forte pressão de outras nações e também por parte de seus cientistas, que alertaram sobre a possibilidade de um futuro catastrófico caso não se contenha o aquecimento global. A delegação chinesa, que na reunião de Bangcoc advertiu que o mundo industrializado deve se abster de impor diretrizes ao IPCC, apresentou centenas de emendas ao relatório que deverá ser divulgado na sexta-feira.

Fonte: EFE

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Governos de 150 países discutem ambiente

Reunião em Bangcoc terá propostas para tentar frear o aquecimento global. Representantes querem identificar medidas que podem ser adotadas

Especialistas em climatologia e meio ambiente e representantes de governo de 150 países começaram nesta segunda-feira (30) a debater, em Bangcoc (Tailândia), propostas destinadas a reduzir as emissões de dióxido de carbono para tentar frear o aquecimento global. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), criado em 1988 pelas Nações Unidas, promoverá reuniões até a sexta-feira (4), quando deverá divulgar meios que podem ser usados para reduzir os efeitos prejudiciais causados pelo aumento das temperaturas.

O objetivo do documento é identificar a tecnologia e as medidas que estão ao alcance da comunidade internacional para conseguir a diminuição das emissões de gases em 26 bilhões de toneladas até 2030, o que, acredita-se, freará o aumento da temperatura. Essa estratégia levará a economia mundial a fazer, nas próximas duas décadas, um investimento de bilhões de dólares, que, segundo os analistas, será compensado pela economia em matéria de saúde pública devido à redução do nível de poluição atmosférica. "O aquecimento global se transformou em um sério tema de discussão que requer uma postura comum", disse o subsecretário do Ministério do Meio Ambiente tailandês, Chartree Chueyprasit, no discurso de abertura da reunião. Os analistas, que prevêem um encontro com polêmicas e conflitos, apresentarão as propostas sobre o uso de energias alternativas, algumas já utilizadas, como a nuclear, e outras nem tanto, como a do armazenamento subterrâneo do dióxido de carbono.

Alterações

A minuta do relatório, que será modificado para incluir as recomendações apresentadas durante os debates, sustenta que devem ser introduzidas medidas nos setores energético, de transporte, de obras públicas, de agricultura e na exploração de recursos florestais, indústria e gestão do lixo. "Que ação e quando adotá-la é o que deverá ser decidido pelos governos", afirmou o presidente do IPCC, Rajendrat Pachauri. O relatório, que será o terceiro que o IPCC adota por consenso neste ano, servirá, junto com os dois anteriores, como base para futuras negociações multilaterais realizadas com o objetivo de adotar um novo tratado de regulamento da emissão de gases, que substituirá o protocolo de Kyoto.

Conflito

A publicação do segundo relatório do IPCC foi adiada depois que alguns especialistas se retiraram da reunião em Bruxelas por considerar que o texto final apresentava alguma interferência política. Na reunião de Bruxelas, o grupo alertou que ao longo deste século a temperatura subirá entre 1,1 e 6,4 graus celsius, uma previsão alarmante, enquanto os cientistas acreditam que um aumento acima dos 2 graus celsius levará ao desaparecimento de aproximadamente 30% das espécies. O IPCC afirma em um dos parágrafos da minuta do terceiro relatório que "é tecnicamente e economicamente viável estabilizar as concentrações na atmosfera de gases do efeito estufa, levando em conta que existem incentivos para continuar desenvolvendo e aplicando diversas tecnologias para encontrar uma solução". As conclusões obtidas pelos especialistas em Bangcoc serão novamente discutidas na reunião do IPCC realizada de 12 a 16 de novembro, em Valência, Espanha.

Fonte: EFE

Estudo condena uso de aspirina por idosos

O uso de aspirinas e outros medicamentos antitrombóticos por idosos na faixa dos 75 anos pode causar apoplexias derivadas de hemorragias cerebrais, segundo um estudo divulgado pela revista "The Lancet".

Apesar de ser comprovado que o uso desse tipo de substâncias reduz o risco de apoplexias e ataques cardíacos nas pessoas que sofrem de doenças vasculares, não há provas claras de que estes sejam beneficentes para outros indivíduos em razão do risco de complicações hemorrágicas, muito comuns entre idosos. No entanto, muitos idosos que gozam de boa saúde tomam aspirinas regularmente, com a esperança de prevenir ataques cardíacos. O professor Peter Rothwell e seus colegas da Faculdade de Neurologia Clínica da Universidade de Oxford estudaram a incidência das apoplexias por hemorragias cerebrais em idosos britânicos acima e abaixo dos 75 anos e os riscos associados a elas, como a hipertensão e os medicamentos.
Os pesquisadores identificaram uma menor incidência das apoplexias associadas à hipertensão ao combinar os dados correspondentes às pessoas de menos e mais de 75 anos - o que se devia, principalmente, a uma redução da pressão sanguínea. No entanto, a proporção das apoplexias entre as pessoas com mais de 75 anos permaneceu estável, em parte devido ao aumento das hemorragias intracerebrais associadas ao uso de remédios antitrombóticos.

Enquanto apenas 4% dos pacientes com hemorragias intracerebrais tinham tomado medicamentos antitrombóticos à época de um dos dois estudos, realizado entre 1981 e 1985, no segundo, de 2001 a 2006, a proporção aumentara até 40%. Segundo os autores do estudo, o aumento do uso de antitrombóticos pode superar muito em breve a pressão sanguínea não controlada como o maior fator de risco de infarto hemorrágico nas pessoas de mais de 75 anos.
"Como pelo menos dois terços dos casos de hemorragias intracerebrais e 50% das apoplexias ocorrem depois dos 75 anos, é essencial incluir esta faixa de idade nos estudos", afirmam os pesquisadores. "Substâncias antitrombóticas como a aspirina são boas para os pacientes de mais idade que sofreram algum ataque cardíaco ou uma apoplexia, mas nossos estudos indicam que não se deve aconselhar seu uso generalizado e diário em idosos com boa saúde, sem um histórico de doenças vasculares", completam os cientistas.

EFE

ONU pode propor teto para emissões de CO2 até 2030

Uma versão preliminar do texto do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) afirma que as nações podem proteger o clima do planeta se estabilizarem as emissões de gases-estufa até 2030.

A versão final da terceira parte do relatório do IPCC, que começa a ser debatida nesta segunda-feira em Bangcoc, na Tailândia, será apresentada na próxima sexta, dia 4.
Segundo o relatório, os países precisam estabilizar entre 450 e 550 partes por milhão as suas emissões de CO2 - o principal gás que causa o efeito estufa. Uma meta abaixo disto não seria realista, propõe o texto. Hoje, os níveis de CO2 na atmosfera estão entre 380 e 430 partes por milhão, de acordo com as estimativas, e crescendo a uma taxa de 2 ppm que se acelera ano a ano.

Peso

As conclusões do IPCC serão discutidas pelos líderes mundiais durante o encontro do G8 (o grupo dos sete países mais industrializados do mundo e a Rússia) para discutir a mudança climática, em junho. Os Estados Unidos e a China estão alarmados com a possibilidade de estabelecer um teto para as emissões, o que poderia requerer limitações à atividade industrial desses países. Os cientistas esperam aprovar um texto-referência para toda a comunidade científica mundial em relação ao tema. Na primeira parte do relatório, os cientistas atribuíram a mudança climática à ação humana; na segunda, que eles descreveram as conseqüências desta mudança. Nesta terceira, eles farão recomendações.

BBC Brasil

Mesa-redonda discute a visão dos brasileiros sobre a ciência

Uma enquete nacional mostra que assuntos como ciência e tecnologia interessam mais a população brasileira do que política ou moda e quase o mesmo que esportes. Denominada Pesquisa Nacional de Percepção Pública da Ciência e Tecnologia, a enquete destaca também a avaliação dos benefícios e prejuízos que o tema traz para o cotidiano da população. Outras questões levantadas estão relacionadas ao conhecimento sobre as instituições de pesquisa brasileiras e sobre os cientistas, bem como a credibilidade desses profissionais em relação a outras profissões. Os resultados da enquete serão debatidos pelo diretor do Departamento de Difusão e Popularização do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ildeu de Castro Moreira, e pelos pesquisadores Luisa Massarani, da Fiocruz, e Yurij Castelfranchi, da Unicamp, nesta quarta-feira (02/05), às 14h, no Museu da Vida.

Outras questões levantadas pela enquete estão relacionadas ao conhecimento da população sobre as instituições de pesquisa brasileiras e sobre os cientistas, bem como a credibilidade desses profissionais em relação a outras atividades. O estudo aponta uma avaliação e o conhecimento sobre ciência e tecnologia no Brasil, além de fatores que têm dificultado o avanço científico no país. Vale ressaltar, ainda, o levantamento das áreas de C&T que são mais importantes para o desenvolvimento nacional nos próximos anos. O principal objetivo da pesquisa foi fazer um levantamento do interesse, grau de informação, atitudes, visões e conhecimentos que os brasileiros têm sobre a ciência e tecnologia. A pesquisa teve como público-alvo brasileiros com idade a partir de 16 anos.

O estudo quantitativo foi feito por meio de entrevistas, domiciliares e pessoais, entre 25 de novembro e 9 de dezembro de 2006. A amostra somou 2.004 entrevistas que, para um intervalo de confiança de 95%, tem uma margem de erro máxima de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total de respostas. A amostra, representativa da população brasileira, tomou por base dados da Fundação IBGE. O questionário continha 24 questões, entre as quais o grau de participação em eventos de divulgação, a visitação a museus de ciência e opiniões sobre a cobertura da mídia em C&T.
A produção do questionário, que levou em conta pesquisas anteriores realizadas na Europa, em países como a Argentina e cidades como São Paulo, foi feita por um grupo de trabalho, coordenado por Ildeu de Castro Moreira e Luisa Massarani, do qual participaram Marcelo Knobel (Unicamp), Yurij Castelfranchi, Carlos Vogt (Unicamp e Fapesp), Martin Bauer (London School of Economics), Carmelo Polino, Maria Eugenia Fazio (ambos do Centro Redes, da Argentina).

O debate no auditório do Museu da Vida terá entrada franca e ocorrerá às 14h. O Museu fica no campus da Fiocruz, em Manguinhos (Avenida Brasil 4.365). Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail cestudos@fiocruz.br.

Fonte: Fiocruz

Ciência e indústria discutem práticas sustentáveis de produção

Lílian Bayma

A Nestlé do Brasil se reuniu com instituições de pesquisa para estabelecer parceria e explorar produtos regionais em sua linha de produção. Durante reunião, na última terça-feira (24), em Belém (PA), o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Embrapa acordaram com a Nestlé, que a empresa envie carta de intenções sobre a proposta de implantar linha de produtos que utilizarão recursos da floresta.

O encontro ocorreu no Museu Goeldi e contou com a presença do presidente da Nestlé do Brasil, Ivan Zurita, do diretor de comunicação e marketing da empresa, Mario Castelar, da diretora do Goeldi, Ima Vieira, e de representantes da UFPA e Embrapa, entre eles o pró-reitor de pesquisa Roberto Dall Agnol e o diretor de pesquisa Oriel Filgueiras de Lemos, respectivamente.Bioeconomia da AmazôniaNa oportunidade, Ima Vieira traçou um panorama atual da Amazônia, enfatizando as modificações ocorridas no ecossistema da região e o desafio de conciliar agricultura com conservação ambiental e geração de renda.Na oportunidade, Ima Vieira traçou um panorama atual da Amazônia, enfatizando as modificações ocorridas no ecossistema da região e o desafio de conciliar agricultura com conservação ambiental e geração de renda.

O pesquisador do MPEG, Samuel Almeida, apresentou o potencial de plantas, produtos florestais não-madeireiros, baseado na sua experiência como coordenador do projeto Plantas do Futuro na Região Norte, do Ministério do Meio Ambiente, que tem como proposta selecionar espécies de plantas com mercado atual e potencial, visando otimizar oportunidades para negócios sustentáveis com base em produtos da floresta amazônica. A Embrapa e a UFPA mostraram suas experiências no desenvolvimento de produtos regionais em parceria com o setor produtivo.

O futuro

A parceria deve resultar no primeiro projeto da Nestlé do Brasil na região, adequando as orientações científicas necessárias às etapas de produção da empresa às práticas sustentáveis. Ivan Zurita declarou ter ficado entusiasmado com o trabalho desenvolvido pelas instituições e acrescentou que "a cadeia de conhecimento associada à cadeia produtiva pode funcionar harmonicamente".

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Museu Goeld

domingo, 29 de abril de 2007

Amazonas cria decreto para preservação de floresta

O governador do Amazonas, Eduardo Braga, comunica nesta segunda-feira a assinatura de um decreto que determina critérios para o estabelecimento de uma política estadual de conservação da Amazônia, mudanças climáticas, eco-economia e neutralização da emissão de gases-estufa. A divulgação será realizada durante o Fórum de Desenvolvimento Sustentável 2007, em Nova York.

"Estou certo de que nenhum Estado ou nação já legislou com tamanha profundidade e abrangência como estamos fazendo agora em defesa da Amazônia e das populações que vivem na floresta", afirmou Braga. Segundo o governador, o decreto tem como objetivo estimular a formação de parcerias entre órgãos públicos e privados nacionais e internacionais para a conservação da floresta e o combate ao aquecimento global. O Fórum de Desenvolvimento Sustentável 2007 reunirá empresários e políticos de todo o mundo com o objetivo de debater e encontrar soluções para a preservação do meio ambiente. Devem participar do evento o presidente George W. Bush, o ex-presidente Bill Clinton e o cientista Frank Sherwood Rowland, prêmio Nobel sobre formação e decomposição de ozônio em 1995.

Fonte: Redação Terra

Bangcoc: reunião busca acordo contra gases-estufa

Centenas de especialistas de todo o mundo se reúnem durante cinco dias, a partir desta segunda-feira, em Bangcoc, para tentar chegar a um acordo sobre um plano de soluções concretas para limitar as emissões de gás de efeito estufa. O Grupo Intergogvernamental de Especialistas sobre a Evolução do Clima da ONU (IPCC, sua sigla em inglês) publicará na próxima sexta-feira um informe sobre como lutar contra o aquecimento.

Dois grupos de trabalho do IPCC já expuseram suas conclusões, em 2 de fevereiro passado, em Paris, onde se constatou que o planeta está se aquecendo, e em 6 de abril, em Bruxelas, onde se alertou sobre as graves conseqüências deste fenômeno para a vida humana. O tempo é curto e os aproximadamente 400 especialistas que se reunirão na capital da Tailândia tentarão redigir um "resumo dirigido aos agentes decididores", em especial os governos. Alguns delegados temem que haja discrepâncias entre americanos, europeus e chineses, os principais poluidores mundiais. No entanto, segundo o IPCC, em todos os campos se pode reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa. Os esforços das próximas duas ou três décadas serão decisivos para a temperatura média do planeta a longo prazo, afirma o IPCC.

No rascunho ao qual a AFP teve acesso, o grupo apresenta diferentes cenários para atenuar os efeitos do aquecimento global. Segundo o documento, estabilizar as concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera em 650 partes por milhões (ppm) daqui a 2030 - 370 ppm em 2005 - custaria apenas 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
Entre 1970 e 2004, as emissões de gases de efeito estufa aumentaram 70%, e até 80% para o mais importante desses gases, o CO2. Um segundo cenário, mais ambicioso, preconiza uma estabilização das emissões a 550 ppm daqui a 2030, o que custaria 0,6% do PIB mundial, ou 0,1% de crescimento anual. Este nível de 550 ppm já corresponde a um aumento da temperatura média do planeta de 2,2º C em relação ao período atual.

O objetivo da União Européia é limitar a 2ºC o aquecimento em relação a 1990. Uma estabilização ainda mais ambiciosa (entre 445 e 535 ppm) custaria cerca de 3% do PIB mundial daqui a 2030, segundo o documento. "Combater o aquecimento global não custa muito caro, mas exige esforços", resumiu Jean-Charles Hourcade, diretor do Centro Internacional de Pesquisa sobre o Meio Ambiente (Cired), que ajudou na elaboração do relatório.

Fonte: AFP

Desperdício é a principal ameaça ao abastecimento de água no Brasil

Wellton Máximo

Nem as secas no Nordeste, nem a utilização desenfreada dos lençóis freáticos. As águas que se perdem nos encanamentos, evaporam durante as irrigações e não são tratadas depois de poluídas formam um conjunto que representa a maior ameaça ao abastecimento dos brasileiros.

Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), 40% da água retirada no país é desperdiçada. Os próprios números comprovam o tamanho do problema. De acordo com a ANA, são retirados dos rios e do subsolo no Brasil 840 mil litros de água a cada segundo. Ao dividir esse número pela população de 188,7 milhões de brasileiros, chega-se à conclusão de que cada habitante consumiria, em média, 384 litros por dia.Quando se leva em conta o consumo efetivo, no entanto, o valor é bem menor. Segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2006, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o gasto médio diário do brasileiro cai para 185 litros. Parte da diferença (199 litros) foi utilizada na agricultura, na pecuária, na indústria, mas a maior parte, em torno de 150 litros, foi desperdiçada.O coordenador-geral de Assessorias da ANA, Antônio Félix Domingues, afirma que as perdas de água se concentram na produção de alimentos. “Somente na irrigação, o desperdício chega a 50%”, ressalta. Ele explica que o problema é provocado porque a maior parte dos produtores rurais utiliza a pulverização aérea, no qual boa parte da água é carregada pelo vento ou evapora, em vez de recorrer ao sistema de gotejamento, que despeja gotas diretamente na raiz nas plantas.

Outra fonte de desperdício, segundo Félix, está nas cidades. Segundo ele, redes malconservadas são responsáveis por perdas de 40% na distribuição de água. “De cada cem litros que as companhias captam, somente 60, em média, chegam à casa das pessoas”, reclama. De acordo com o coordenador da ANA, o ideal seriam perdas em torno de 20%, padrão aceito internacionalmente.Em alguns casos, salienta Félix, o problema é ainda mais grave. “Existem cidades em que o desperdício chega a 80% porque as companhias desrespeitam as normas técnicas”, diz, evitando dar nomes. Coordenador do Programa Água para a Vida da organização não-governamental WWF–Brasil, o geógrafo Samuel Barreto alerta para outro perigo, o consumo invisível de água. “A água é um importante insumo para praticamente toda a produção econômica, principalmente para a agricultura”, ressalta.Os próprios dados da ANA confirmam que a agricultura é responsável pela maior parte do consumo de água. Dos 840 mil litros retirados dos mananciais brasileiros por segundo, 69% vão para a irrigação, contra 11% para o consumo urbano, 11% para o consumo animal, 7% utilizados pelas indústrias e 2% pela população rural.Segundo o relatório do Pnud, são necessários 3,5 mil litros de água, em média, para produzir alimentos que forneçam um mínimo de 3 mil calorias. Isso equivale a 70 vezes a necessidade de uma família de quatro pessoas. Alguns alimentos exigem mais água que outros.

De acordo com o estudo, uma tonelada de açúcar consome oito vezes mais água do que a produção de a mesma quantidade de trigo. “A produção de um simples hambúrguer consome cerca de 11 mil litros de água – mais ou menos a mesma quantidade disponível para cada 500 habitantes de bairros urbanos degradados que não possuem água canalizada em casa”, compara o texto.Félix afirma que a agência leva em conta o “consumo virtual” da água na hora de definir as políticas para os recursos hídricos. “Desde a queda que faz girar a turbina de uma usina hidrelétrica até a utilização de um rio para a navegação, todos os tipos de uso são importantes”, observa o coordenador da ANA. “A gente tem de administrar esses usos da água, sem deixar um superar o outro.”

Fonte: Agência Brasil

sábado, 28 de abril de 2007

INPE: aquecimento transformará 30% da Amazônia em Cerrado

Cerca de 30% da Floresta Amazônica podem se transformar em cerrado no período entre os anos 2090 e 2099. A conclusão é dos pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais,o INPE, que cruzaram dados de modelos usados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática(IPCC, em inglês), com estudos de vegetação e clima feitos no Brasil.
Segundo novo modelo climático desenvolvido pelo INPE, a temperatura na região aumentará e poderá transformar floresta num grande cerrado. O estudo mostra ainda que as temperaturas médias no Brasil aumentaram 0,7º C nos últimos 50 anos.

Entre 2020 e 2029, o crescimento da savana chegará a 5,2% no norte do Brasil. Já em 2050, a taxa passa a 15,6%, segundo informações do INPE, divulgadas neste sábado pela Folha de São Paulo.A segunda parte do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, lançada dia 2 de fevereiro, indicou, no pior dos cenários, o desaparecimento de grande parte da Floresta Amazônica até 2080 devido ao aquecimento global.

Fonte: O Dia

Aquecimento: Al Gore dirigirá congresso mundial

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore dirigirá na Espanha um Congresso Mundial de Líderes em Mudança Climática, que acontecerá nas Ilhas Canárias. O governo regional canário disse hoje que Gore aceitou sua proposta para dirigir este fórum internacional, que tem como objetivo conscientizar os cidadãos e países sobre a crise gerada pelo aquecimento global na Terra.

Al Gore, candidato ao Nobel da Paz por sua defesa do meio ambiente, ministrará um curso intensivo de três dias a 200 personalidades do mundo da economia, cultura, sociedade, entretenimento e política de todo o planeta. O ex-vice-presidente americano recebeu um Oscar pelo documentário Uma Verdade Inconveniente, que reúne o material audiovisual de uma campanha de educação que Gore desenvolveu por vários anos divulgando alternativas para minimizar a destruição do meio ambiente.

Fonte: EFE

Ministério aceita negociar alteração no Ibama, mas não muda prazo de medidas

Érica Santana

O Ministério do Meio Ambiente aceita negociar com os funcionários do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) os termos da divisão do órgão em dois. Uma medida provisória publicada ontem (27) criou, a partir do Ibama, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Mesmo assim, o ministério não pretende alterar o prazo estabelecido para realizar as mudanças na estrutura, segundo o novo secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente , João Paulo Capobianco. “Nós estamos trabalhando com um cenário de noventa dias para organizar o processo de medidas necessárias para a organização das áreas do Ibama que serão transferidas para o instituto", afirmou Capobianco, após reunião com representantes da Associação dos Servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Asibama). Já na próxima semana, segundo ele, o ministério começa a planejar as mudanças necessárias para a criação do Instituto Chico Mendes, nome do órgão que será formado a partir do desdobramento do Ibama.A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse hoje, por meio de comunicado dirigido aos servidores do órgão, que as mudanças no Ibama "representam uma oportunidade de criar melhores condições para todos que se dedicam intensamente em construir uma sociedade baseada na sustentabilidade ambiental". Ela destacou que a consolidação dessas alterações "depende do envolvimento de todos e de um diálogo constante entre gestores, servidores e sociedade, para o que dedicarei o melhor de minhas energias".

Servidores entraram ontem em estado de alerta para uma possível convocação de greve. A decisão foi tomada após a realização de assembléias-gerais nos estados, e se deve às mudanças no órgão federal, segundo informou a presidente da Associação dos Servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Asibama-DF), Lindalva Cavalcanti. Está prevista reunião de representantes da categoria com a ministra para tratar do assunto nesta noite.De acordo com Marina Silva, caberá ao poder executivo estabelecer a transferência do patrimônio, recursos orçamentários, extra-orçamentários e financeiros, de pessoal e das funções vinculadas ao Ibama para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Da mesma foram serão estabelecidos os direitos, créditos e obrigações, decorrentes de lei, ato administrativo ou contrato, nas respectivas receitas.

No texto, Marina afirmou que por essa razão, "os servidores deverão continuar a desempenhar suas funções nos mesmos locais em que estão desempenhando hoje, até que estas destinações sejam estabelecidas". No comunicado ela destaca que tanto os servidores do Ibama como os do Instituto Chico Mendes fazem parte da carreira de especialista em meio ambiente e que as mudanças não causarão qualquer alteração nas remunerações.

Fonte: Agência Brasil

Servidores do Ibama anunciam possibilidade de greve contra mudanças no instituto

Érica Santana

Servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estão em estado de alerta para uma possível convocação de greve. A decisão foi tomada ontem (27) , após a realização de assembléias-gerais nos estados, e se deve às mudanças no órgão federal, segundo informou a presidente da Associação dos Servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Asibama-DF), Lindalva Cavalcanti.

Estão marcadas para quarta-feira (2), às 9 horas, novas assembléias para os servidores decidirem se farão greve ou não. O anúncio do desmembramento do Ibama em duas instituições e a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, nova autarquia federal que executará as ações da política nacional de unidades de conservação da natureza revoltou os servidores do Ibama, segundo a líder sindical.“Nós estamos em estado de alerta porque o governo federal tomou uma decisão sem discuti-la, por meio de medida provisória. Nós entendemos que ela simplesmente acaba com a unicidade da gestão ambiental”, declarou Lindalva Cavalcanti, em entrevista à Agência Brasil. A assessoria de imprensa do Ministério do Meio Ambiente informou que a ministra Marina Silva se reuniu com o presidente substituto do Ibama, Márcio Freitas, neste início de noite, e vai receber representantes dos servidores públicos. Ela divulgou, à tarde, um comunicado dirigido a eles sobre as mudanças no instituto e no ministério.A medida provisória (MP) que cria Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

A presidente da Asibama-DF disse que os motivos apresentados pela ministra para a criação do novo órgão são inconsistentes: “A criação desse órgão não nos convenceu. Um dos pontos levantados pela ministra foi a relevância das unidades de conservação. As unidades de conservação têm relevância aqui dentro do Ibama também”.Cavalcanti acrescentou que os servidores estão mobilizados porque não podem “permitir que tudo aquilo que foi conquistado com o Ibama seja quebrado”. Ela afirmou que as transformações propostas pela ministra irão fragilizar o órgão federal. “Nós entendemos que esse processo é para tornar o Ibama desacreditado e fazer com que ele caia em estado de inanição e deixe de atuar da forma que precisa”. Para a presidente da Asibama-DF, as mudanças podem estar sendo usadas pelo governo para desviar a atenção das polêmicas relacionadas as concessões de licenciamento ambiental: “O licenciamento do Ibama está sendo bombardeado por empresas como Odebrecht [que será uma das responsáveis pela construção das usinas no Rio Madeira, caso a construção seja autorizada], e algumas autoridades instituídas estão tentando cada vez mais fragilizar os nossos técnicos e descaracterizar o conhecimento deles”.

Lindalva Cavalcanti disse que, além das empresas interessadas, há pressão do Ministério Público, que acompanha os processos. Destacou, porém, que os técnicos responsáveis pelas concessões trabalham “indiferentemente da questão de pressão”. De acordo com ela, atualmente o Ibama tem mais de 5 mil servidores.“Por decisão da assembléia nós vamos dizer que não vamos participar do processo de estruturação desse novo órgão”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

Ibama intensifica ações contra desmatamento ilegal no sul do Amazonas

Elaine Borges

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vai intensificar, neste ano, as ações de combate ao desmatamento ilegal na região sul do Amazonas. Para tanto, o Ibama pretende aumentar o número de parceiros e a eficácia das ações contra crimes ambientais com novas estratégias.

O instituto deve contar também com maior participação de órgãos estaduais e federais integrantes do Plano Nacional de Combate ao Desmatamento da Amazônia.Desde 2003, quando o plano foi estabelecido, instituições ligadas a pelo menos 15 ministérios trabalham em parceria com o Ibama. Agora, em 2007, o órgão quer intensificar essa parceria para coibir de maneira mais eficaz a prática do desmatamento na região."Se o Ibama fizer a parte dele, se a Polícia Federal fizer as apreensões, se o Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas) fizer as autuações e apreensões em nível estadual, se o Ministério do Trabalho fizer as autuações na identificação dos crimes contra o trabalho, o "baque" será muito maior. Nossa intenção é mobilizar o infrator, para que ele pare de cometer crimes ambientais", disse o chefe de Fiscalização do Ibama no Amazonas, Adilson Cordeiro.Ele informou que as ações deverão começar pelos municípios Boca do Acre, Lábrea, Canutama, Humaitá, Apuí e Novo Aripuanã.

As operações serão realizadas durante todo o "verão" do sul do estado do Amazonas, que começa no mês de julho evai até o final do mês de outubro, explicou."Nós estamos enviando equipes mistas do Ibama com estas instituições para permanecer pelo menos no verão inteiro e autuar os desmatamentos que forem feitos sem a devida licença. Também serão apreendidos os equipamentos utilizados nos crimes ambientais", disse Cordeiro.Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) o desmatamento na região sul do Amazonas tem diminuído. No ano passado, a redução foi de 30%. O objetivo do Ibama com as ações anunciadas é reduzir em pelo menos 30% o desmatamento neste ano.

Fonte: Agência Brasil

Mundo requer tecnologias contra aquecimento

Afirmação é do chefe da Agência Internacional de Energia (AIE). Previsão é que o consumo de energia suba quase 50% até 2030.

Não há uma "solução mágica" para resolver todos os desafios que o mundo enfrenta na área de energia, mas é preciso desenvolver uma série de tecnologias para cortar as emissões de dióxido de carbono (CO2), disse na sexta-feira o chefe da Agência Internacional de Energia (AIE). Claude Mandil, diretor-executivo da AIE, lembrou que a previsão é que o consumo de energia suba quase 50% até 2030, sendo que a principal fonte dessa energia é a queima de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão de gás natural. Mas, de acordo com ele, essa situação não é sustentável.

O mundo está produzindo cerca de 25 bilhões de toneladas de CO2 por ano, e essa quantidade cresce cerca de 1 bilhão de toneladas a cada dois anos, de acordo com Mandil. Ele disse que a meta deve ser eliminar 1 bilhão de toneladas de emissões de CO2 por ano. "Podemos ter um futuro com energia sustentável a longo prazo com tecnologias conhecidas e a um custo que não está fora de alcance", disse ele num fórum da ONU sobre políticas de energia sustentável.

A queima dos combustíveis fósseis gera o CO2, um gás ligado ao efeito-estufa e ao aquecimento do planeta. Mandil disse que é preciso promover fontes mais limpas de energia, além dos esforços para conter as emissões. "Não há solução mágica. Nada pode ser resolvido só com uma tecnologia." Ele citou como alternativas a substituição de usinas termelétricas por usinas de emissão zero, usando a energia solar, eólica, nuclear, além da iluminação mais eficiente e da captação e armazenamento de carbono (CCS), que podem ajudar a reduzir as emissões de CO2. "Mas tememos que, em 2030, as tecnologias de captação e armazenamento de carbono não estejam disponíveis a preços baixos ou em larga escala", disse ele. Essa tecnologia pode contribuir de forma significativa para uma redução da emissão de CO2 até 2050, afirmou Mandil. A AIE, com sede em Paris, assessora 26 países industrializados no que diz respeito à política do setor energético.

Mandil também falou sobre os biocombustíveis, mas voltou a mencionar a questão do custo. "Não será possível mantê-los sustentáveis no futuro com subsídios." O Brasil e os Estados Unidos, os dois maiores produtores de etanol, assinaram no mês passado um acordo para trabalhar juntos no desenvolvimento da tecnologia e no estabelecimento de padrões para o comércio do combustível. O chefe da AIE disse que o trabalho conjunto entre EUA e Brasil levará "biocombustíveis de segunda geração para o mercado, tomara que mais rápido que o previsto."

Fonte: Reuters

Croácia ratifica o Protocolo de Kyoto

Acordo visa o controle de emissões de gases estufa, para evitar o aquecimento global. País deve emitir mais de 34,62 milhões de toneladas de carbono ao ano.

O Parlamento croata ratificou nesta sexta-feira (27) o Protocolo de Kyoto para o controle de emissões de gases estufa, com vistas a reduzir o aquecimento global, que afeta o clima na Terra.

A Croácia assinou o protocolo em 1999, mas não o ratificou até obter a luz verde para um limite maior das emissões anuais de dióxido de carbono, que foi garantida no ano passado. Segundo o compromisso assumido no protocolo, a Croácia deverá emitir, a partir de agora, mais de 34,62 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano. Para cumprir com seus compromissos, o país dos Bálcãs planeja dar alguns passos, tais como construir fazendas eólicas e instalações usando biomassa, aumentando o uso de biocombustíveis e energia solar.

O Protocolo de Kyoto prevê que os países industrializados que o assinaram ou ratificaram façam cortes em suas emissões de gases estufa. Os Estados Unidos se negaram a ratificá-lo. Segundo seu presente formato, os países em desenvolvimento, como China e Índia, que se tornaram recentemente grandes poluentes, não precisam se comprometer com os cortes.

Fonte: AFP