quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Comitês PCJ: eleições 2007

Já estão abertas as inscrições para as entidades representativas dos usuários de recursos hídricos e organizações civis interessadas em participar do Processo Eleitoral dos Comitês das Bacias Hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Comitês PCJ), mandato 2007/2009. O prazo das inscrições se encerra no dia 12 de janeiro de 2007.
Podem participar do processo eleitoral as entidades associativas ou representativas de usuários de recursos hídricos, sediadas (sede, filial, sucursal ou representação) na área de atuação dos Comitês PCJ. O requerimento de inscrição e o regulamento do processo eleitoral estão disponíveis no site www.comitepcj.sp.gov.br.

Bacias PCJ
As bacias hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí têm uma área total de 15 mil quilômetros quadrados. 92,6% de sua extensão pertencem ao estado de São Paulo e 7,4% ao estado de Minas Gerais. Em Minas, a área das bacias PCJ corresponde principalmente às nascentes dos rios Jaguari e Atibaia, formadores do rio Piracicaba, localizados no extremo sul do estado.

Fonte: Igam

ilha de Lohachara, Índia: Aquecimento global faz sua primeira vítima

Desaparecimento da ilha de Lohachara, na Índia, confirma as mais assustadoras previsões de especialistas sobre clima

O aumento do nível do mar causado pelo aquecimento global fez desaparecer, pela primeira vez, uma ilha da face da Terra. A submersão da ilha de Lohachara, na Índia, localizada na região onde os rios Ganges e Brahmaputra desembocam na Baía de Bengala, marca o momento em que uma das mais apocalípticas previsões de ambientalistas e cientistas sobre o aumento das temperaturas começa a se tornar realidade.

À medida que o nível das águas continuar a subir, os oceanos vão engolir nações insulares, das Maldivas às Ilhas Marshall, inundar vastas áreas de países como Bangladesh e Egito e fazer submergir partes de cidades costeiras.
Há oito anos, uma ilha desabitada - no atol de Kiribati, no Pacífico - foi parcialmente submersa pelas ondas. Moradores de ilhas vizinhas de Vanuatu, no Pacífico, foram evacuados como medida de precaução.
Mas a ilha não foi totalmente submersa e pode ser vista. A desaparição de Lohachara, que no passado já teve uma população de dez mil habitantes e havia sido evacuada, não tem precedentes.

Desaparecimento é registrado por satélite

O fim da ilha foi oficialmente registrado num estudo feito ao longo de seis anos por pesquisadores da Universidade Jadavpur, em Calcutá. A ilha é tão remota que os pesquisadores só souberam de seu desaparecimento quando perceberam que ela não aparecia mais nas imagens de satélite.
Dois terços da ilha vizinha de Ghoramara vivem permanentemente inundados. Sugata Hazra, diretor da Escola de Estudos Oceanográficos da universidade, afirma que é apenas uma questão de tempo para que ela também seja tragada pelas águas. Segundo Hazra, nessa parte do delta indiano, há uma dezena de ilhas na mesma situação. Os 400 tigres que vivem na região também estão em perigo.
Até agora, especialistas apontavam que ilhas de Papua Nova Guiné seriam as primeiras a desaparecer em razão do aquecimento dentro de oito anos. Mas Lohachara acabou ganhando o primeiro lugar desse ranking nefasto.

Fonte: O Globo

Estudo: Amazônia pode ficar 8ºc mais quente em cem anos

Um estudo do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe) indica que a temperatura médiada Amazônia poderá estar 8ºC acima da atual daqui a cem anos. E o volume dechuva será 20% menor. "O Brasil é um país vulnerável às mudanças climáticase algo tem de ser feito para se evitar catástrofes futuras", disse ometeorologista José Antonio Marengo, líder da pesquisa, ao jornal O Estadode S. Paulo. Segundo ele, essa é uma projeção pessimista, se o protocolo deKyoto não for respeitado e o desmatamento desenfreado da Amazônia continuar."Se isso acontecer, a Amazônia deixará de ser floresta passando a sercerrado", disse. A projeção também alerta que, no Sudeste, em 2100, podehaver redução na umidade do ar, além chover 10% menos. Ele diz que astemperaturas subiriram entre 3ºC e 5ºC na Região. Entre as medidas que devemser adotadas, Marengo cita a redução da poluição proveniente de veículos e aredução nos desmatamentos e queimadas.

Fonte:http://noticias. terra.com. br

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Pesquisa estuda plantas da Cadeia do Espinhaço

Fazer um diagnóstico e, paralelamente testar e avaliar a atividade biológica das plantas do gênero Lippia. Esse é o objetivo do projeto Citogenética, Taxonomia e Fitoquímica de Lippia Spp da Cadeia do Espinhaço, de autoria do professor Lyderson Facio Viccini, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFJF. De acordo com ele, “o gênero Lippia, da família Verbenacea, é um constituído por plantas brasileiras e endêmicas, ou seja, de ocorrência restrita. Algumas delas estão ameaçadas de extinção, o que se deve principalmente ao turismo”.

A Cadeia do Espinhaço é o principal local de ocorrência dessas plantas. Uma das mais populares desse gênero é a erva cidreira brasileira. O estudo compreende a investigação desse grupo de plantas do ponto de vista genético e fitoquímico, além de associações taxonômicas. O professor afirma que a intenção é estudar a variação genética das plantas, realizando trabalhos in vitro. “A análise fitoquímica do trabalho consiste em investigar a constituição química dos óleos essenciais dessas plantas, o que auxilia na identificação taxonômica. A citogenética visa a caracterização cromossômica com técnicas refinadas. A contribuição taxonômica, por sua vez, se dará a partir das análises fitoquímica e citogenética, uma vez que, em relação a esse gênero, existem muitos problemas de identificação, pois as morfologias são muito similares”, completa.

O projeto integra um trabalho maior que existe há seis anos e se caracteriza pelo estudo genético, fitoquímico, taxonômico e a pela multiplicação in vitro, com abordagens diversas das plantas do gênero Lippia. O professor Lyderson afirma que existe no Instituto de Ciências Biológicas (ICB) uma área experimental, na qual as plantas são mantidas e que várias espécies agregam valor medicinal. “Algumas têm ação antitumoral, sedativa, antiflamatória, de combate à malária e ao mosquito da dengue”, destaca.
Os professores Lyderson Facio Viccini, Marcelo de Oliveira Santos, Fátima Regina Gonçalves Salimena, Paulo Henrique Pereira Peixoto e Cíntia Marques Coelho são responsáveis pelo grupo de pesquisa. O projeto, em específico, visa a fortalecer a linha de pesquisa do trabalho maior ao se propor a verificar como essas plantas se distribuem.

O projeto Citogenética, Taxonomia e Fitoquímica de Lippia Spp da Cadeia do Espinhaço foi encaminhado à Fapemig no início desse ano e aprovado com a liberação de R$29.875,80. O financiamento será investido na coleta de plantas, na compra de reagentes químicos para análise e em equipamentos. Outras informações: (32) 3229-3206

Fonte: Assessoria UFJF

ONU: últimos 6 anos foram os mais quentes da história

A Terra está cada vez mais quente e o principal responsável pelo fenômeno, que ameaça a própria viabilidade do planeta, é o homem. Seis dos sete anos com maiores temperaturas já registrados aconteceram depois de 2001 e parte dos danos causados pelo aquecimento global é irreversível.

Este é o resumo do Informe do Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC, em sua sigla em inglês), relatório que apresenta conclusões da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o aquecimento global, antecipado na terça-feira pelo jornal espanhol "El País".
O aquecimento global foi analisado por 2.500 cientistas durante cinco anos. Os anos de 2005 e de 1998 foram os mais quentes desde que registros desse tipo começaram a ser feitos. A temperatura média da superfície vem aumentando desde 1850 e o número de noites muito frias diminuiu 76% e o de noites quentes aumentou cerca de 72%. Os cientistas acham altamente improvável que a recente mudança climática seja causada pela variabilidade natural do clima.

De acordo com o relatório, o nível do mar sobe por conta dos degelos glaciais e do aumento da temperatura. Desde 1961, o oceano subiu cerca de 0,8 milímetros por ano e o nível do mar continuará subindo durante mais de um século, mesmo se forem eliminadas as emissões de gases que geram o efeito estufa. Além disso, a temperatura do oceano em grandes profundidades também aumentou desde 1955. O Hemisfério Norte perdeu 5% de neve desde 1966. O Ártico - região que compreende o oceano Ártico e o Pólo Norte - perdeu, desde a década de 70, aproximadamente 7,4% de sua superfície gelada, no verão.

Causa
A concentração de gases que contribuem para o efeito estufa foi apontada como a principal causa do problema. Dióxido de carbono, metano e óxidos de nitrogênio que derivam da queima de carvão, petróleo e gás e que permanecem durante séculos na atmosfera. A sua concentração atual é a maior em 650 mil anos. O relatório é o quarto que será emitido pelo organismo, e aumenta o grau de precisão sobre a mudança climática e a influência do homem nesse processo. O grupo de estudiosos prepara ainda mais dois informes, um sobre o impacto do aquecimento na Terra e outro sobre a tecnologia que deve ser usada para minimizá-lo.

Fonte: IG

Prefeitura de Rio Largo faz peixamento de açude

Maceió

Esdras Mazoni

A prefeitura de Rio Largo em parceria com a Secretaria Executiva de Agricultura, Irrigação, Pesca e Abastecimento (Seagri) e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), desenvolvem o projeto “Criação de Peixes” para a geração de renda junto a comunidade carente do município.

O projeto tem como base o núcleo de piscicultura, localizado na antiga Destilaria Central de Alagoas, e consta de duas fases: Na primeira, a Secretaria de Agricultura fornece alevinos para povoamentos de açude e cursos de piscicultura com o objetivo de despertar o interesse das famílias em criar peixes.
Na segunda fase, a prefeitura de Rio Largo, através da Secretaria Municipal de Ação Social, cadastrará as famílias carentes que irão receber os peixes em troca do lixo seletivo que irão coletar e que será recepcionado pela prefeitura em local apropriado.
O convênio foi assinado no dia 27 de julho e nesta quarta-feira, dia 27, será inaugurado com o povoamento de peixes nos açudes para benefício das famílias carentes dos bairros da Destilaria, Lourenço de Albuquerque e adjacências.

Fonte: Alagoas 24 horas

EUA querem urso polar entre espécies ameaçadas de extinção

O governo norte-americano quer incluir o urso polar na lista de espécies sob risco de extinção, devido ao aquecimento do seu habitat, disse o jornal Washington Post na quarta-feira.

A proposta, citada sob anonimato por uma fonte do Departamento do Interior, representa a primeira vez que o governo de George W. Bush identifica alterações climáticas como um fator para a extinção de uma espécie, segundo o jornal. 'Revisamos todos os dados disponíveis que nos levam a crer que o gelo marinho do qual o urso polar depende vem recuando', disse o funcionário ao jornal. 'Obviamente, o gelo marinho está derretendo porque as temperaturas estão mais elevadas.'

Essa fonte acrescentou que autoridades do Serviço de Pesca e Vida Selvagem concluíram que os ursos polares podem estar ameaçados dentro de 45 anos, de acordo com a reportagem. O Departamento do Interior ainda não comentou oficialmente a informação.

O governo Bush rejeita a tese científica de que a atividade humana contribui com o aquecimento global, e resiste em limitar as emissões dos chamados gases do efeito estufa, argumentando que isso seria nocivo para as empresas e os trabalhadores norte-americanos.
Os gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2) emitido por fábricas e automóveis, prendem o calor na atmosfera. Cientistas dizem que a elevação das temperaturas pode aumentar o nível dos mares e provocar mais secas, inundações e ondas de calor.
A fonte do Post disse que a decisão de propor a inclusão do urso polar entre as espécies em risco 'não foi fácil' porque 'ainda há uma significativa incerteza' sobre o que pode acontecer com as populações de ursos no futuro.

Fonte: IG

Dejetos de fábrica química mudam novamente a cor do rio Amarelo, na China

Um trecho de 30 km do rio Amarelo, o segundo mais longo da China, ficou da cor branca pela ação dos dejetos de uma fábrica química do noroeste do país, informou ontem a imprensa estatal.

Trata-se da quarta vez, em apenas dois meses, que o rio, com sua característica cor amarelo ocre, sofre mudanças de cor devido a ações de construções ribeirinhas -nas três vezes anteriores, a água ficou vermelha. Segundo autoridades ambientais, a responsável, desta vez, é a fabricante de fibra de vinil New Western, na cidade de Lanzhou (capital da Província noroeste de Gansu).Aparentemente, a empresa jogou nas águas do rio resíduos derivados de carboneto de cálcio, um composto obtido ao aquecer caliça ou óxido de cálcio. A empresa será multada pelo incidente, que não deve afetar muito a qualidade de água do rio.Lanzhou, conhecida como uma das cidades mais poluídas do mundo, é uma das principais cidades ribeirinhas do Amarelo --que, apesar de ser o berço da civilização oriental, é apelidado como "o castigo da China" por seus contínuos transbordamentos e períodos de seca.

A água do rio é uma das mais contaminadas do país. A situação cria um círculo vicioso, já que muitas empresas já consideram o rio uma espécie de esgoto, atirando nele seus resíduos.O rio Amarelo, que fornece água a 12% dos 1,3 bilhão de habitantes do país e a 15% das plantações, está quase todo contaminado.

Fonte: Agencia Folha

Marina Silva inaugura novos espaços no Jardim Botânico do Rio

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participa nesta quarta-feira, no Jardim Botânico do Rio, da inauguração de novos espaços e do início da restauração do Museu do Meio Ambiente. A cerimônia será realizada às 11h30 e terá ainda a presença de representantes da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que patrocinam as obras.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a programação começa com uma visita ao Caminho da Mata Atlântica. O visitante poderá percorrer 600 metros em meio a vegetação remanescente da Mata Atlântica em plena área urbana. O percurso começa na Cascata Nova e termina no Aqueduto da Levada. Em seguida, será inaugurado o novo Bromeliário com área ampliada para o plantio de novas espécies e condições climáticas ideais para a conservação das bromélias.
O Centro de Visitantes, uma construção do século 16, ganhou novas salas de vídeo, de convenções e exposições permanentes. Instalado na antiga marcenaria, o Centro de Produtos Sustentáveis será um espaço permanente de pesquisa e exposição de produtos sustentáveis.
O encerramento da programação ocorrerá no Espaço Cultural Tom Jobim, com a assinatura do convênio para o início das obras de restauração do Museu do Meio Ambiente. A inauguração está prevista para 2008, nas comemorações dos 200 anos do Jardim Botânico.

Fonte: Agência Brasil

Demlurb intensifica campanha educativa sobre lixo em Juiz de Fora

Juiz de Fora

O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb) continua desenvolvendo campanha educativa em diversos pontos da cidade com o objetivo de evitar o acúmulo de lixo. A iniciativa volta a ser implementada nesta quarta-feira, dia 27, a partir das 9h, em diversas ruas do Bairu, com destaque para a Rua Teodoro Coelho. Nesta via, moradores estão solicitando a campanha pois algumas pessoas não estão respeitando o horário de coleta de lixo, que passa regularmente, às segundas, quartas e sextas-feiras, deixando a tradicional Praça da Baleia cheia de sacos de lixo.

A campanha educativa consiste na distribuição domiciliar de folhetos explicativos que mostram a importância de acondicionar o lixo domiciliar em sacos plásticos e obedecer rigorosamente os dias e horários da coleta programados pelo Demlurb. O coordenador da campanha educativa, Alvair da Silveira, acompanhado de estagiários do setor de educação ambiental do Demlurb, vão percorrer as ruas do bairro, principalmente as vias que ficam próximas à praça, visando a orientar os moradores para evitar a colocação de lixo fora dos dias pré-determinados.Silveira afirma ainda que os resultados da campanha educativa, já realizada em vários bairros, têm sido positivos. A população vem se conscientizando da importância da limpeza pública para a preservação do meio ambiente e colaborando cada vez mais na solução de problemas relacionados com o lixo.

Mesmo com a sensibilização da população em relação à problemática do lixo, o Demlurb volta a alertar para que sejam denunciadas pessoas que insistem em colocar o lixo fora do horário de coleta. Para isso, a Prefeitura de Juiz de Fora coloca à disposição o JF Informação, pelo telefone 156, e as denúncias também podem ser feitas diretamente ao Demlurb, através do número 3690-3502.

*Outras informações com a Assessoria de Comunicação do Demlurb pelo telefone 3690-3537.

Fonte: Demlurb

Tijolo ecologicamente correto

Em Manaus, Amazonas, um professor e quatro alunos de engenharia criaram um tijolo feito com garrafa PET. O produto foi testado e se mostrou resistente, além de ser um ótimo isolante térmico por causa do ar dentro da garrafa. Agora só falta ser comercializado.

Incomodado com a quantidade de garrafas PET (aquelas dos refrigerantes) jogadas pelos igarapés de Manaus, o professor de física Newton Lima decidiu aproveitá-las em um projeto acadêmico. Ele e quatro alunos do curso de engenharia civil da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) fizeram do lixo o material base de um trabalho de iniciação científica. O resultado é o "tijolo-PET", feito de areia quartzo, cimento e a garrafa.

A PET é usada inteira, fechada com a sua tampa, e envolvida pela massa de areia e cimento. Para produzi-lo, Lima e seus alunos criaram um molde de madeira. Uma vez pronto, foram realizados inúmeros testes para saber se ele resistiria em uma obra. "Os testes de resistência mostraram que, com a tampa, o tijolo dificilmente se rompe. Ficou provado que ele está dentro das normas estabelecidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas)", diz o professor.
Mas a PET não serve apenas para ocupar espaço e deixar de ser lixo nos igarapés. O ar dentro da garrafa funciona como um isolante térmico, fazendo com que o tijolo seja perfeito para regiões quentes como a de Manaus, onde a temperatura facilmente ultrapassa os 40º graus.
A idéia deu tão certo que a própria Ulbra está oferecendo um curso para ensinar como fazer a fiação elétrica com o tijolo-PET. Além disso, uma aluna de arquitetura da universidade está fazendo o trabalho de conclusão de curso (TCC) sobre o tema. Seu objetivo é construir uma casa com os tijolos. Para se ter uma idéia, são necessários 1,5 mil tijolos para construir 25 metros quadrados.

Comercialização
Segundo o professor da Ulbra, já apareceram interessados na comercialização do tijolo, mas nada ainda foi feito. O interessante, para Lima, seria agregar alunos de administração da universidade que fizessem um plano de negócios para o projeto ficar ainda mais completo. "Muita gente vem aqui conhecer, quer ver como ele é, como é feito", diz o professor. "Mas ainda não há nada de concreto para fazer dele um produto comercial." O professor já entrou com o pedido de registro de patente do tijolo.
No entanto, mais que fazer do tijolo-PET um produto comercial, o sonho do professor Lima é vê-lo como peça-chave na construção de casas populares. "Aqui em Manaus, as edificações nas comunidades mais carentes são feitas de madeira, plástico e papelão. Como é fácil de fazer o tijolo, poderíamos ter mutirões construindo casas com o ele. Desse ponto de vista, é um negócio duplamente promissor", diz Lima. "Além de ajudar a diminuir o lixo dos igarapés, poderíamos construir mais casas populares."

Contato
Newton LimaE-mail: newtonulbra@gmail.com

Desmatamento foi o crime ambiental mais cometido em 2006.

Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - realizou em 2006 279 operações de fiscalização. Os crimes mais flagrados foram contra a flora, com ênfase em desmatamento, queimadas e comércio ilegal de madeira. Dividindo-se em regiões, há uma concentração maior de crimes contra a flora nos estados que fazem parte do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia Brasileira - Amazonas, Acre, Amapá, oeste do Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Roraima e Tocantins. Já na região sul e sudeste, predominam os crimes contra a fauna, como tráfico e posse de animais silvestres.

Segundo dados preliminares do Ibama, o estado mais autuado por desmatamento em 2006 foi o Mato Grosso, seguido pelo Pará. Roraima fica em terceiro, mas ao contrário dos outros dois estados, em que a infração ocorreu em áreas extensas, o desmatamento foi significativo, porém verificado em várias pequenas áreas. As operações conjuntas entre o Ibama, a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícias Militares e Ambientais e Exército Brasileiro "possibilitaram que as ações de fiscalização, controle e combate aos ilícitos ambientais tivessem um incremento, com resultados significativos para o meio ambiente", disse a AmbienteBrasil Luiz Márcio Bitencout, coordenador Geral de Fiscalização Ambiental-substituto do Ibama. Segundo ele, um dos maiores desafios enfrentados em 2006 foi a limitação financeira para o atendimento de todas as demandas existentes. Sendo assim, houve a necessidade de se estabelecer prioridades a serem atendidas através de análise técnica. Além da notória - e aparentemente imutável - escassez de recursos, o órgão sofre com a falta de fiscais.

Mesmo com o aumento de pessoal, através de concurso público, devido às dimensões continentais do Brasil várias áreas ainda são carentes de fiscais, o que facilita a ação dos criminosos. Mas nem tudo é negativo. Segundo Luiz Márcio Bitencout, das diversas ações realizadas pelo Ibama em 2006 destacam-se os resultados do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia Brasileira, a partir do qual se verificou redução no avanço sobre a floresta.

Fonte: Jornal do Meio Ambiente

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Estudo mostra grande contraste de perda de ozônio nos pólos Norte e Sul

Um estudo divulgado nesta segunda-feira mostra que a perda da camada de ozônio sobre a Antártica nos últimos 20 anos foi muito superior à registrada no Ártico. O estudo encontrou uma redução forte e "generalizada" da camada de ozônio sobre o pólo Antártico --com início no final dos anos 70 e se agravando nas décadas de 1980 e 1990.

Pingüins-de-adélia se equilibram sobre gelo na AntártidaPesquisadores do governo dos Estados Unidos realizaram um estudo que identificou uma forte queda do nível de ozônio em alguns testes atmosféricos realizados após 1980 na Antártica, comparado a décadas anteriores. No Ártico, as quedas no nível de ozônio são esporádicas e mesmo os índices mais baixos não se aproximam das perdas regulares na Antártica, destacaram os pesquisadores. "A perda no Ártico e muito menor que a perda na Antártica", disse Robert Portmann, pesquisador da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), em Boulder, Colorado. Os cientistas têm controlado o buraco na camada de ozônio sobre a Antártica nos últimos 20 anos. A Agência Espacial Européia (ESA) informou em outubro passado que a Antártica sofreu em 2006 uma das maiores perdas anuais de sua camada de ozônio, com o buraco chegando a 28 milhões de km2, quase tanto como no ano 2000.

Na Antártica, a redução da camada de ozônio em algumas latitudes excede freqüentemente os 90%, e o fenômeno tem se agravado desde 1980, destacaram os pesquisadores.No Ártico, a redução ocasionalmente chega a 70% e, em meados dos anos 90, foi de 50%, mas a escala e o alcance do problema é muito menor do que na Antártica. O estudo, divulgado no "Proceedings of the National Academy of Sciences", foi baseado em mais de 40 anos de medições da camada de ozônio. O ozônio filtra os raios ultravioleta, que provocam danos na vegetação e câncer de pele em humanos. A camada de ozônio é destruída por produtos químicos como o cloro flúor carbono (CFC), emitido por sprays e refrigeradores.

Fonte: Folha online

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

Pesquisa inclui desmatamento como degradador da água

A ONG (Organização Não-Governamental) WWF-Brasil informou que em nova pesquisa encomendada ao Ibope sobre a percepção e a atitude dos brasileiros com relação à água, pela primeira vez, 22% dos entrevistados apontaram o desmatamento como um dos fatores para a degradação dos recursos hídricos. Na pesquisa anterior, em 2004, o assunto não chegou a ser citado.

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional AM, o coordenador-geral do programa Água para a Vida, Samuel Barreto, divulgou os resultados da pesquisa da WWF-Brasil. E revelou que em outra avaliação do estudo, sobre declarações de membros do governo federal de que o crescimento econômico do país estaria sendo travado pelas restrições ambientais aos projetos de infra-estrutura, apenas 7% dos entrevistados atribuíram à questão ambiental a atual estagnação da economia brasileira.

Nessa nova pesquisa, acrescentou, 62% dos entrevistados pelo Ibope apontaram a corrupção como a causa principal do baixo desempenho da economia, seguida da carga tributária, da alta taxa de juros (44%), burocracia (21%) e projetos mal elaborados.
Para Samuel Barreto, um recado importante dado pelos brasileiros é o de que eles não estão dispostos a conviver com a degradação ambiental. Na entrevista, ele disse que as respostas permitem concluir que os brasileiros "acreditam que é possível compatibilizar, harmonizar, integrar o desenvolvimento econômico com a geração de emprego e geração de renda, que todos nós queremos, mas com a conservação dos recursos naturais". O coordenador lembrou outro dado da pesquisa: o de que cerca de 60% dos entrevistados - contra 70% na pesquisa anterior - desconhecem a existência dos comitês de bacias hidrográficas. Nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste estão concentrados cerca de 120 comitês, que praticamente inexistem nas regiões Centro-Oeste e Norte, responsáveis por 85% da água do país. A maioria esmagadora dos entrevistados aponta a indústria nos grandes centros urbanos como a maior poluidora do meio ambiente e desconhece que a maior consumidora de água é a agricultura, com uma média de 70% do consumo - concluiu.

Fonte: Agencia Brasil

FELIZ NATAL!!!!!

domingo, 24 de dezembro de 2006

Batalha pela Serra da Tiririca está perto de um final feliz

Niterói
Emanuel Alencar

Depois de 15 anos de batalhas judiciais, o Parque Estadual da Serra da Tiririca – entre Niterói e Maricá – poderá ter, enfim, seus limites definidos através de decreto do poder executivo estadual. A promessa foi feita pelo futuro secretário de Meio Ambiente, Carlos Minc, a ambientalistas e representantes de organizações não governamentais (ONGs) ligadas à preservação da natureza. Na avaliação destas pessoas, a definição dos limites do parque será fundamental para a preservação da maior área verde niteroiense.

A futura diretora estadual de Conservação da Natureza, a bióloga Alba Simon, confirmou que Minc se reunirá com o governador eleito Sérgio Cabral Filho no próximo dia 29 para definir a data para a assinatura do decreto. Já está tudo certo, só dependemos da agenda do Cabral", garante. advogado ambientalista Evandro Sathler, que acompanhou toda a batalha judicial envolvendo o Parque, vibra com o indicativo de Minc: Estou muito contente com a notícia. Sempre defendemos que o parque fosse implementado por decreto, e não por projeto de lei. Acredito que sua delimitação será benéfica até mesmo para o setor imobiliário, que passará a conhecer com precisão onde estão as áreas edificáveis". Atualmente, a administração do Parque encontra dificuldades para autuar as irregularidades, pois o parque não tem áreas definidas.
"Hoje o parque conta com três áreas diferentes: a da lei que o criou, em 1991; a de 1993, que definiu limites de estudo; e a de 2001, que propõe uma delimitação diferente. O decreto é a oportunidade de passar uma borracha em todos os conflitos e começar do zero. É para se comemorar, mas só acredito quando eu ler o decreto", diz Evandro Sathler.

Elogiando a atual administração do parque, a ambientalista Regina Rabelo, de Maricá, afirma estar "esperançosa com o próximo governo". Em sua avaliação, a delimitação é o primeiro passo para a criação do parque. "Depois, teremos de definir o plano diretor de manejo, determinante no sentido de promover futuras desapropriações. É indispensável também triplicar a equipe de fiscalização. A atual está fazendo um grande trabalho, mas o efetivo é insuficiente", destaca.
Procurado pela reportagem, o deputado estadual e futuro secretário de Meio Ambiente Carlos Minc não retornou as ligações.

Colinas e maciços costeiros
A Serra da Tiririca é um conjunto geomorfológico de colinas e maciços costeiros cujas elevações maiores são o Alto Moirão (359 metros), a Pedra de Itaocaia (383m), o Morro do Elefante ou ‘falso Pão de Açúcar’ (412m) e o Morro do Telégrafo (321m). O Parque foi criado pela Lei 1.901 de 29 de novembro de 1991 – elaborada por Carlos Minc –, abrangendo terras continentais e marinhas, com objetivos conservacionistas. No entanto, o ato de criação legal do Parque Estadual da Serra da Tiririca (Pest) não considerou um perímetro definitivo para parque – a lei assegurava somente uma área de estudo com extensão de 26 quilômetros quadrados (2.600 hectares).
A delimitação definitiva viria no processo participativo, prevendo para isso, na própria lei que criou o Pest, uma comissão paritária com a presença da sociedade civil e do Estado. No entanto, depois de 15 anos, nada mudou neste sentido. Localizado em uma área de expansão imobiliária, o parque vive sob ameaças de desmatamento.

Espécies

Estudos realizados pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro identificaram 350 espécies vegetais nas imediações do Alto Mourão, a maior parte delas típica de Mata Atlântica. Da fauna foram identificadas e registradas aproximadamente 130 espécies, destacando-se tucano-do-bico-preto, jacupemba, maitaca, sanhaço e gavião-de-cauda-branca. Há também registros de espécies de maior porte como, por exemplo, jaguarundi e preguiça.

Fonte: O Fluminense

sábado, 23 de dezembro de 2006

Presidente sanciona lei de proteção da Mata Atlântica

A lei proíbe o desmatamento do que resta de mata, incentiva a recuperação de áreas e limita a exploração econômica a empreendimentos sustentáveis
Lisandra Paraguassú

Depois de 14 anos de idas e vindas, a lei que protege aquilo que resta da Mata Atlântica finalmente vai entrar em vigor. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, em uma cerimônia no Palácio do Planalto, a lei aprovada no dia 29 de novembro pelo Congresso, depois de mais de uma década de tramitação, dois arquivamentos e várias manobras que, por pouco, não a descaracterizaram totalmente.

A área original da Mata Atlântica vai do Rio Grande do Sul ao Piauí, incluindo Minas Gerais, e abriga, hoje, 3.409 municípios. Da cobertura de 1,1 milhão de quilômetros quadrados quando o Brasil foi descoberto, hoje só restam 7% de área vegetal conservada. Desde 1992, quando ex-deputado Fábio Feldmann apresentou a proposta da lei, a cada ano a Mata Atlântica perdeu 100 mil hectares. Apesar do decreto de proteção da mata editado em 1993, e que valia até a sanção da lei, o efeito na contenção do desmatamento foi pequeno. Apenas nos últimos cinco anos - de 2000 a 2005 - é que houve uma queda significativa na destruição da mata, com uma redução de 70%. Apesar disso, alguns Estados - especialmente Santa Catarina e Paraná - não pararam com a destruição. Apenas os catarinenses derrubaram 48 mil hectares, mais do que outros sete outros Estados do Sul e Sudeste juntos, nesse período. "O decreto já instituía o domínio amplo das áreas de Mata Atlântica, mas não tinha força de lei. Alguns Estados, como o Paraná, não se sentiam obrigados a cumpri-lo, especialmente sobre as matas de araucárias, que não consideravam parte do bioma da mata atlântica", explicou Miriam Prochnow, coordenadora da rede de ONGs em Defesa da Mata Atlântica.

Na prática, a lei proíbe o desmatamento da área que resta de mata, incentiva a recuperação de áreas hoje degradadas e limita a exploração econômica a empreendimentos de desenvolvimento sustentável. Um fundo financeiro, que ainda precisa ser regulamentado, terá recursos federais para projetos de regeneração das áreas de mata que hoje estão degradadas, mas não totalmente desmatadas.

Meio Ambiente aprova proibição do uso de animais em circos

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara aprovou substitutivo ao Projeto de Lei 7291/06, do Senado, que obriga o registro de circos e trata do emprego de animais nessa atividade. O projeto original prevê apenas o registro de animais no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). No entanto, o substitutivo do relator, deputado Jorge Pinheiro (PL-DF), proibiu o uso de animais em circos.

A restrição constava de outras 15 propostas sobre o tema, que tramitam em conjunto. Quase todos os projetos de lei foram elaborados no ano 2000, em decorrência da morte de um menino de 6 anos, atacado por leões do Circo Vostok, em Jaboatão dos Guararapes (PE).Pelo novo projeto, os circos terão três anos para dar destinação aos animais empregados. A importação e a compra de qualquer espécie animal para esse tipo de espetáculo passa a ser proibida assim que for aprovada a lei. Circos que utilizem animais serão proibidos de se apresentar no País. A reprodução de animais nos circos também não poderá mais ocorrer.

Controle

Todos os animais dos circos terão de ser cadastrados no órgão federal competente. Para proceder ao registro, devem-se apresentar os documentos comprobatórios da origem dos animais. O cadastro será atualizado anualmente. A morte de alguma espécie deverá ser comunicada ao Ibama, com atestado da causa da morte pelo veterinário competente.Decorridos os três anos de adaptação permitidos pela lei, os animais devem ser encaminhados para zoológicos ou mantenedores de fauna exótica registrados no Ibama.

O projeto só trata de fauna exótica - animais importados - porque a legislação brasileira (Lei 5197/67) já proíbe a utilização de espécies da fauna nacional.O descumprimento da lei sujeita o responsável legal pelo circo e o infrator ao embargo da atividade, a detenção de seis meses a um ano, e a multa.Em seu relatório, Jorge Pinheiro explica que o Ibama preparou no ano 2000 uma instrução normativa que regulamenta a guarda, exibição e transporte de animais exóticos em circos. O instrumento serviria para orientar o trabalho de fiscalização dessa atividade. "No entanto, por causa da hierarquia dos instrumentos legais, sem legislação que trate do assunto não é possível publicar uma norma infralegal sobre o tema", afirmou.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Mercedes-Benz pagará US$ 1,2 milhão por dano ambiental

Defeitos teriam permitido o escape de 500 toneladas de poluentes

A Mercedes Benz terá que pagar US$ 1,2 milhão por violar as normas ambientais dos Estados Unidos sobre emissões na atmosfera, informou nesta sexta-feira a Agência de Proteção Ambiental (EPA) americana.

A empresa também terá que "melhorar sua pesquisa sobre defeitos nas emissões e seu sistema de notificações para garantir o cumprimento futuro das normas, com um custo estimado de aproximadamente US$ 1 milhão por ano". Segundo o comunicado da EPA, vários modelos da Mercedes-Benz entre 1998 e 2006 tinham defeitos nos conversores catalíticos que deveriam ter filtrado as emissões, mas que permitiram o escape de 500 toneladas de poluentes. O fabricante demorou a notificar o problema. Depois que a EPA começou a investigar o problema, a Mercedes começou um "recall" para regular dois dos defeitos e notificou aos proprietários que ampliaria a cobertura da garantia para resolver um terceiro. A EPA destacou que os poluentes não filtrados são os principais culpados pela produção do "smog", que contribui para o desenvolvimento de câncer, além de prejudicar as pessoas com asma e problemas respiratórios.

Fonte: Agestado