segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Feema recolhe amostras da água das praias


Manchas apareceram na Barra da Tijuca e em Copacabana. Segundo a Feema, inspeção de rotina é feita todas segundas e quartas-feiras.

A Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente) faz uma inspeção na água das praias da Zona Sul à Zona Oeste nesta segunda-feira (29). Segundo a Feema, a inspeção é de rotina, feita todas segundas e quartas-feiras. As amostras de água são feitas desde a Praia do Leme, na Zona Sul do Rio, até o Pontal, na Zona Oeste. Às quintas-feiras são feitos reconhecimentos visuais das praias para que na sexta se tenha um resultado da balneabilidade das praias para o fim de semana.

Segundo informações da Feema, os técnicos estão fazendo o recolhimento das amostras, e caso seja comprovada alguma bactéria, a Fundação informará. Na sexta-feira (26) a Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, amanheceu com uma mancha perto da areia. Na manhã de domingo (28), uma mancha também apareceu na orla de Copacabana, na Zona Sul.

Fonte: Globo.com

Irã entra em alerta com "suicídio de golfinhos"

Ambientalistas do Irã estão em alerta com o aparente suicídio em massa praticado por 152 golfinhos nos dois últimos meses.

Mas, de acordo com autoridades ouvidas pela agência AFP nesta segunda, a pesca na costa do Irã seria a culpada pela morte dos animais. No fim de setembro, 79 golfinhos foram encontrados ao longo da costa do país. Em outubro, as carcaças de outros 73 animais foram achadas nos mesmos pontos.

De acordo com o jornal do governo, os golfinhos "deliberadamente encalharam na areia". "Moradores da região tentaram levar os animais de volta à água, mas eles recusaram-se a retornar", escreveu o diário citando ambientalistas. Já Mohammad Baqer Nabavi, chefe da Organização de Proteção Ambiental do Irã diz acreditar que os gofinhos se afogaram por ficarem presos em redes de pesca. Ele descarta a hipótese de que as águas estejam poluídas. "Não encontramos traços de poluentes em seu sistema digestivo."

Fonte: Redação Terra

Fundamental, mas pouco conhecido

Murilo Alves Pereira

A influência dos aerossóis na formação de nuvens e sua conseqüente relação com o clima da Terra é uma das principais questões a serem resolvidas pelos cientistas para compreender as mudanças climáticas. A afirmação é de Paulo Artaxo, professor titular e chefe do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP). “Conhecemos pouco sobre a ciência que está por trás dos aerossóis, mas essas partículas são determinantes para entender os impactos das mudanças climáticas no planeta”, disse Artaxo à Agência FAPESP durante o 11º Congresso Brasileiro de Geoquímica, encerrado na sexta-feira (26/10), em Atibaia (SP).

Segundo ele, a grande concentração de nuvens no Brasil torna ainda mais expressivos tais estudos. Os aerossóis podem ser formados naturalmente pelas florestas ou emitidos por ação antropogênica. Da emissão por queima de combustíveis fósseis às altas taxas de desmatamento na Amazônia, é perceptível a influência do homem no aumento da concentração dessas partículas na atmosfera. No Brasil, 75% das emissões decorrem das queimadas na Amazônia, daí a concentração dessas partículas naquela região. De acordo com Artaxo, os aerossóis têm grande influência na formação de nuvens e na fotossíntese das plantas. O físico explicou que as partículas geradas pelas queimadas fazem as vezes de núcleos de condensação na atmosfera, unindo gotículas suspensas no ar para que elas precipitem em forma de chuva. Quando o ar está saturado dessas partículas, no entanto, as gotículas não conseguem se unir. São formadas grandes nuvens que não precipitam. “As nuvens têm grande importância no resfriamento da atmosfera, pois refletem a radiação solar de volta ao espaço”, contou.

As queimadas no arco do desmatamento, no leste da Amazônia, formam uma grande pluma de aerossóis que reduz a radiação solar por onde passa. “O efeito de retirada de calor dessa nuvem é mais de 20 vezes maior do que o aumento do calor provocado pelos gases do efeito do estufa.” A intenção de Artaxo e dos pesquisadores do Experimento em Larga Escala Biosfera-Atmosfera da Amazônia (LBA) – grupo internacional de cientistas que estuda as relações entre o uso da terra e o clima amazônico – é comparar os efeitos das queimadas da região com outras áreas poluídas do mundo, como a Índia. Outra conseqüência dessas nuvens é a influência na fotossíntese das plantas. Os aerossóis interferem na irradiação solar e, em um primeiro momento, ela fica mais difusa e aumenta a fotossíntese das plantas, que preferem esse tipo de luz. Mas quando a quantidade de aerossóis aumenta e freia totalmente a radiação do sol, a capacidade fotossintética das plantas decresce sensivelmente. “Serão precisos muitos estudos ainda para compreender o funcionamento da atmosfera”, destacou Artaxo.

Baseado nos estudos do LBA, ele explica que, caso a ocupação territorial desordenada continue, as emissões provenientes das queimadas poderão ser o dobro daquelas oriundas de uma Amazônia explorada sustentavelmente. Questionado pelo geólogo Hubert Roeser, da Universidade Federal de Ouro Preto, sobre as incertezas dos dados do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), Artaxo reconheceu que a questão é tema de muita controvérsia entre os cientistas. “Há muitas dúvidas, mas isso não quer dizer que nós não devemos fazer nada.”

Papel agrícola

Se forem considerados apenas os combustíveis fósseis, o Brasil é o 17º maior emissor de gases do efeito estufa (GEE). Mas, com a inclusão da agropecuária e das mudanças no uso da terra, o país salta para a quarta posição, o que faz com que reduzir as emissões dessas duas fontes se torne importante desafio para o país na questão das mudanças climáticas. Segundo Adolpho José Melfi, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) e ex-reitor da universidade, que também participou da conferência em Atibaia, a agricultura pode contribuir com a redução das emissões. “A atitude a ser tomada é diminuir as fontes de emissão e aumentar os sumidouros”, disse, apontando os biocombustíveis como uma das ferramentas para atingir esses objetivos. Melfi também destacou as diferenças entre a colheita da cana-de-açúcar de forma mecanizada e a manual, que provoca a queima da palha. “Atualmente, apenas 20% da colheita é feita sem queima, se atingirmos 50% o balanço entre seqüestro e emissão seria um ganho de em média 3 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano”, disse.

Com a produção de etanol, em substituição ao combustível fóssil, mais 10 milhões de toneladas de carbono deixariam de ser emitidas, segundo o professor da Esalq. Soma-se ainda o uso do bagaço da cana nas caldeiras da usina, no lugar do combustível de origem fóssil: menos 8 milhões de toneladas na atmosfera. “Na soma, o Brasil poderia reduzir as suas emissões em 21 milhões de toneladas de dióxido de carbono todo ano”, afirmou. Melfi comparou ainda o plantio direto com o plantio comercial. A movimentação da terra pelo maquinário agrícola retira a cobertura orgânica do solo e provoca a mineralização do dióxido de carbono. Por sua vez, o plantio direto mantém a palha da cana no canavial protegendo o solo e permitindo que a matéria orgânica volte a se agregar à terra. “A economia é de 15 quilos de carbono por hectare todo ano. Se multiplicarmos por todas as plantações, temos mais uma forma de reduzir as emissões”, disse.

Fonte: Agência Fapesp

domingo, 28 de outubro de 2007

MMA discute ações para incrementar combate ao desmatamento com ministérios

Marluza Mattos

Os 40 municípios com maiores índices de desmatamento, localizados no Pará, em Rondônia e no Mato Grosso, serão alvo de novas operações do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia Legal, segundo informou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Ela participou no final da tarde da última sexta-feira (26) de uma reunião com representantes dos ministérios da Defesa, por meio do Exército, do Desenvolvimento Agrário, por meio do Incra, da Justiça, por meio da Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, e da Casa Civil - todos órgãos operadores do plano. O objetivo foi discutir estratégias para continuar intensificando as ações de comando e controle no combate ao desmatamento na região. "Nós já fizemos reuniões com os superintendentes do Ibama na Amazônia, mais especificamente nos três estados em questão. Nosso objetivo, nesse momento, é agregar um conjunto de novas ações ao plano, principalmente em função do período atípico que temos em 2008, a eleição. geralmente, nessa fase, as dificuldades para a fiscalização aumentam, explicou a ministra em entrevista coletiva. Hoje, cerca de 23 operações já estão em andamento nesses 40 municípios e outras 20 devem ser implementadas nas próximas semanas. O trabalho de inteligência com a Polícia Federal continua, o trabalho das operações de rotina do Ibama continua. O que estamos fazendo é acrescentar operações em áreas que no nosso entendimento precisarão de reforços", disse Marina Silva. Ela explicou ainda que há uma tendência para que haja uma maior integração com os estados, que eles desenvolvam de forma integrada seus planos estaduais de combate ao desmatamento.

Recentemente, Marina Silva e o ministro da Justiça, Tarso Genro, criaram um destacamento da Força Nacional de Segurança para acompanhar as questões ambientais. Em setembro, a Força Nacional passou a se integrar ao plano e, atualmente, está tendo atuação importante numa operação no município Buriticupu, no Maranhão. Ela dá todo o apoio de segurança ao trabalho dos nossos analistas ambientais, dos nossos fiscais, acrescentou a ministra. A participação da Força Nacional é um sinal do esforço permanentemente do governo em incrementar o trabalho feito desde 2004, quando foi lançado o Plano de Combate ao Desmatamento na Amazônia Legal, desenvolvido por 13 ministérios sob a coordenação da Casa Civil. As 31 ações estratégicas do plano são divididas em três eixos: ordenamento territorial e fundiário; monitoramento e controle; e fomento às atividades produtivas sustentáveis.
Nos últimos três anos, houve uma queda na taxa acumulada de desmatamento da região de 49% e a previsão é de que esse percentual aumente para aproximadamente 65% quando os dados referentes ao período 2006-2007 forem consolidados - o que significa que o País terá evitado a emissão de 0,5 milhão de toneladas de CO2 na atmosfera.

Entre agosto de 2004 e julho de 2005, foi registrada uma queda de 31% na taxa e a área desmatada ficou em 18.793 km2. No período seguinte, a redução foi de 25%, com 14.030 km2 desmatados. Para 2006-2007, a expectativa é de uma nova queda, desta vez de 30%, com uma área abaixo de 10.000 km2 pela primeira vez. "Nosso desafio é fazer com que essa tendência e queda permaneça em 2008", reafirmou Marina Silva. O resultado imediato da implementação do plano se deu em diferentes áreas. Em três anos, foram aplicadas multas no valor de R$ 4 bilhões. Nas 22 operações de inteligência feitas em parceria com a Polícia Federal - o Ibama, apenas, desenvolveu 400 operações na região - foram presas 665 pessoas, sendo 120 servidores do instituto. Também foram desconstituídas 1.500 empresas ilegais, embargadas 66 mil propriedades envolvidas com grilagem de terras, apreendidos centenas de caminhões, tratores e motosserras. Foram implantadas 12 novas bases operativas do Ibama nas áreas onde o desmatamento se manifestava com mais intensidade. O Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) foi aperfeiçoado e dois novos sistemas criados: de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) e de Detecção da Exploração Florestal (Detex), este último em finalização. O Prodes e os dois sistemas aumentaram o controle social sobre as ações do governo nessa área, já que todos os dados gerados por eles são disponibilizados para a sociedade.

Em 2006, também foi implantado um sistema mais eficiente e transparente de fluxo de produtos florestais, o Documento de Origem Florestal (DOF), que substituiu as Autorizações de Transportes de Produtos Florestais (ATPFs). O valor das multas por hectare de floresta derrubada ilegalmente subiu de R$ 1,5 mil para R$ 5 mil. A Amazônia ganhou mais de 20 milhões de hectares de unidades de conservação (UCs) e outros 10 milhões foram homologados como terras indígenas. Além disso, cerca de 3,9 milhões de hectares foram destinados a Projetos de Assentamentos Sustentáveis, entre assentamentos extrativistas, projetos de desenvolvimento sustentável e assentamentos florestais. Pelo menos 10.300 cadastros de imóvel rural de médias e grandes propriedades foram inibidos nos municípios onde o desmatamento era mais intenso e o Incra retomou o processo de regularização fundiária na região. Também foram criados mecanismos para proteger emergencialmente regiões ameaçadas, como a Área sob Limitação Administrativa Provisória (Alap) - decretada pelo poder público no caso da necessidade de realização de estudos para a criação de UCs - caso de 15,4 milhões de hectares na região de influência da rodovia BR-319, no Amazonas. Novos instrumentos legais que viabilizam o desenvolvimento de atividades econômicas em bases sustentáveis, como a Lei de Gestão de Florestas Públicas, também tiveram influência importante nesse cenário. Sancionada em março de 2006, ela disciplinou a exploração florestal em regime de manejo florestal sustentável sob a supervisão do Poder Público, instituiu o Serviço Florestal Brasileiro e criou o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal.

Nas próximas semanas, será lançado o primeiro edital para licitação de uma área destinada ao manejo sustentável na Amazônia, conforme prevê essa lei. A Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia, será alvo de concessão florestal, por meio de licitação pública, e a União receberá o pagamento pelo uso dos seus recursos naturais. No total de 220 mil hectares, apenas 90 mil (cerca de 40%) serão manejados. Os recursos arrecadados com as concessões serão aplicados em monitoramento, fiscalização e regulação do setor e no fomento a atividades florestais sustentáveis. Aliado ao Plano de Combate ao Desmatamento, está o planejamento socioambiental de obras de infraestrutura, como o asfaltamento da rodovia que liga Cuiabá a Santarém, que deu origem ao Plano BR-163 Sustentável. Foi nessa área também que, em 2006, o governo criou o 1º Distrito Florestal Sustentável, uma área delimitada segundo aspectos geoeconômicos e sociais, onde são implementadas atividades baseadas no uso sustentável dos recursos naturais, por meio de políticas públicas de vários ministérios. Além disso, há esforços importantes que se aliam ao combate ao desmatamento como a expansão da floresta plantada com a recuperação de áreas degradadas, por meio do incentivo à participação de pequenos produtores. A área de florestas naturais sob manejo sustentável e proteção de áreas de alto valor para conservação também cresceu.

O ministério ainda está trabalhando em busca de incentivos que apóiem o uso sustentável dos recursos naturais na Amazônia. O programa de capacitação de mão-de-obra, com ênfase no manejo florestal sustentável e no extrativismo, está sendo intensificado depois da criação do Centro Nacional de Apoio ao Manejo Florestal (Cenaflor). O Plano de Combate ao Desmatamento faz parte do Plano Amazônia Sustentável, principal estratégia de política ambiental integrada do governo federal, cujas diretrizes orientam ações transversais na região. O PAS também orienta o Plano BR-163 Sustentável.

Fonte: MMA

Educação ambiental é vista como uma moda nos EUA

A cada dia de semana, às 14h30, um fila de sedãs de luxo e utilitários esportivos se forma diante da Scarsdale Middle School, no condado deWestchester. Gases de escapamento poluem a atmosfera, mesmo que haja cartazes pedindo que os motoristas não deixem seus motores funcionando em ponto morto e que os alunos critiquem seus pais por violar a orma.

"Normalmente obedeço", diz Loryn Kass, 41 anos, desligando apressadamente o motor de seu BMW, enquanto esperava a filha sair da escola, em uma tarde recente. "Apoio totalmente a idéia de manter o ar limpo e fresco para nossos filhos". A fila dos pais à espera da saída de alunos se tornou o mais recente campo de batalha em um crescente movimento ecológico escolar que foi bem além dos programas de reciclagem e celebrações do Dia da Terra e começou a desafiar as normas escolares aceitas há muito. Desde 2004, dezenas de escolas privadas e públicas em Westchester, na cidade de Nova York e em Long Island criaram áreas de espera que proíbem que motores funcionem em ponto morto, adotaram produtos de limpeza de origem vegetal em seus edifício e, em menor grau, excluíram o uso de pesticidas em suas áreas ajardinadas e campos de esportes, de acordo com a Grassroots Environmental Education, uma organização sem fins lucrativos que iniciou uma campanha para promover essas três medidas.

Esforços semelhantes estão se espalhando por todo o país. A Associação deEducação Ambiental e para a Natureza de Maryland, um grupo sem finslucrativos, concedeu a 163 escolas de Maryland - dois terços das quais nos últimos dois anos - o selo "escola verde" por iniciativas como preservar terras alagadas, proibir o uso de garrafas de água descartáveis ou pedir aos alunos trabalhos escolares com temas ambientais.Toda forma de esforço é considerada digna de atenção. Em uma campanha de substituição de lâmpadas conduzida no sul da Califórnia, estudantes em 26 escolas dos condados de San Bernardino e Riverside substituíram 15.734 lâmpadas incandescentes em suas casas por lâmpadas fluorescentes, mais eficientes do ponto de vista energético, e o número continua a crescer.

Funcionários públicos e educadores da Califórnia estão planejando a primeira conferência das escolas ecológicas do Estado, a ser realizada em Pasadena,em dezembro, e contam com a presença de mais de dois mil membros deconselhos escolares, administradores e professores. Alguns educadores alegam que o foco no meio ambiente resulta em desperdício de dinheiro dos contribuintes e gera distração nas escolas, em uma era na qual muitos estudantes saem despreparados para os estudos universitários e enfrentam dificuldades para cumprir os padrões mínimos nos testes de leitura e matemática."Os alunos precisam de capacidades muito básicas, e elas são muito mais importantes do que promover a recompensa emocional de saber que supostamente fizeram algo de bom pelo meio ambiente", disse Jane Shaw, vice-presidente executiva do Centro John William Pope de Política de Ensino Superior, umaorganização de política pública em Raleigh, Carolina do Norte. Ela éco-autora de Facts, Not Fear (Fatos, Não Medo),um livro publicado em 1996 para defender o argumento de que os livros escolares exageravam os problemas ambientais. Jerry Cantrell, presidente da Associação dos Contribuintes de Nova Jersey e ex-presidente do conselho escolar de Randolph, classificou os programas ambientais como despesa desnecessária, em especial para as escolas públicas,que vêm enfrentando cortes de orçamento."O 'negócio da educação' é conhecido por suas modas passageiras" , afirma."Eles instauram uma nova filosofia e ela parece bacana e popular. Acho que a onda ecológica é mais um exemplo disso".

Mas funcionários do sistema escolar rebatem alegando que eles têm a responsabilidade de ajudar os alunos a se tornarem melhores cidadãos, e que ensiná-los a proteger o meio ambiente não é diferente de lhes ensinar ética ou normas sociais. "Os estudantes precisam aprender a retribuir pelo que recebem", disse Nicholas Dyno, diretor da Southampton High School, em Long Island, onde os formandos assinaram um compromisso no qual alegam que considerarão as conseqüências ecológicas de suas futuras ações.Muitos parentes e funcionários de governos locais apóiam as medidas ecológicas nas escolas, devido às preocupações crescentes quanto aos efeitos de saúde dos gases de escapamento e produtos químicos tóxicos. Na semana passada, membros do Conselho Municipal de Nova York, mencionando casos de asma entre alunos de escolas de ensino básico, propuseram uma lei que proibiria que as pessoas mantivessem seus carros em ponto morto por mais de um minuto, diante das escolas da cidade.

O movimento das escolas ecológicas, que se desenvolveu com base em esforços anteriores de faculdades e universidades, já promoveu mudanças na maneirapela qual algumas escolas são construídas. Hoje, número bem maior de salas dispõem de sistemas de ventilação, iluminação natural e sensores automáticosde luz e temperatura. Embora o ambientalismo não seja barato, muitos dirigentes de escolas e pais dizem que construir escolas ecológicas ou adotar programas de reciclagem não só beneficia o ambiente mas pode fazer sentido financeiramente.O maior distrito escolar suburbano de Nova Jersey, o de Toms River, investiuUS$ 20 milhões na instalação de painéis solares em sete escolas, nos dois últimos anos, e planeja equipar outras 11 unidades da mesma maneira até2012. Funcionários do distrito afirmam que os custos de energia das escolas,US$ 3 milhões ao ano, caíram em US$ 239 mil no primeiro ano de operação do novo programa.

Fonte: The New York Times

CARTA ABERTA AO GOVERNADOR SERRA :O porto do Eike é o canto da sereia, para o Litoral Sul e São Paulo.

Exmo . Sr. Prof. Dr. José Serra

DD. Governador do Estado de São Paulo

Senhor Governador, registramos nossa discordância, quanto ao empreendimento, ainda virtual, do grupo EBX, do empresário Eike Batista, que planeja a construção de um porto em Peruíbe ao lado da Juréia e do Parque da Serra do Mar. O projeto está previsto para ser implantado em uma área de 53 milhões de metros quadrados, recém-adquirida pelo grupo EBX, nas proximidades da Rodovia Padre Manoel da Nobrega. Entretanto, somente 20 milhões de metros quadrados devem ser aproveitados. O Porto Brasil ficará distante cerca de 70 quilômetros do cais santista.

Segundo Antunes, o porto do Litoral Sul terá uma ilha artificial, de 500 mil metros quadrados, e uma retroárea de 6 milhões de metros quadrados, que serão conectadas por uma ponte ‘‘rodovia’’ com quatro pistas, divididas para os dois sentidos de fluxo. Atrás da região retroportuária haverá um condomínio industrial com 13 milhões de metros quadrados. As áreas destinadas às fábricas serão arrendadas pela EBX, que irá gerenciar a estrutura comum do condomínio, além de operar a zona portuária. ‘‘A gente se baseou muito nos projetos das indústrias alfandegadas e da Lei do Porto-indústria. A LLX vai entregar a energia, a água, as ruas. Já as indústrias vão fazer sua própria estrutura’’, disse . O novo complexo movimentará principalmente granéis e contêineres. De acordo com estimativas de Antunes, a expectativa é operar 20 milhões de toneladas de grãos, 15 milhões de toneladas de minério de ferro, 4 milhões de toneladas de fertilizantes, 10 milhões de metros cúbicos de granéis líquidos — basicamente etanol — e 4 milhões de TEUs (uniade equivalente a um cônteiner de 20 pés).

Reiteramos que o impacto deste empreendimento - construção de um porto ao lado da Juréia e do Parque da Serra do Mar -, além de afetar direta e indiretamente a Serra São Lourencinho/ SERRA DO MAR, cabeceira da Bacia Ribeira de Iguape, aonde encontra-se Iterei ( Refúgio Particular de Animais Nativos, desde 1978 conforme Portaria IBDF 163/78 publicada no DOU) , o Parque Estadual da Serra do Mar , patrimônio do Estado de São Paulo, a MATA ATLANTICA patrimônio nacional, a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, patrimônio global oferecerá impactos e perdas irreversíveis , irreparáveis, a curto e a longo prazo, que devem ser corretamente avaliadas e mensuradas, para serem evitadas, ainda em tempo, preliminarmente nos termos do bom senso e especialmente, sob o prisma da situação crítica dos tempos atuais, no que se refere ao aquecimento global, que é preocupação da cidadania global.

Alertamos que as ferramentas de mitigação e compensação por mais tentadoras que se insinuem, jamais resgatarão os recursos e o tempo já investido pelo ESTADO DE SÂO PAULO, pela FEDERAÇÂO BRASILEIRA e pelos organismos internacionais, na implantação das importantes unidades de conservação aí existentes, assim como pelo investimento de abstinência dos modais econômicos universais, realizado por gerações de cidadãos paulistas e , mais especialmente pela população da região na preservação desta área, privando-se economicamente, da possibilidade de investimentos realizados noutras regiões em prol do bem maior , a VIDA desta e principalmente das futuras gerações ;Referendamos que a implantação do numeroso mosaico de unidades de conservação foi aí estabelecido legalmente e justificado pelas características únicas e importantíssimas dos recursos naturais de que esta região é dotada. Lembramos , minimamente, que a área é de ecossistemas oceânicos, Serra do Mar, estuário e que aí os manguezais, resultam em rio berçário, que oferece uma biodiversidade marinha, imprescindível para a cadeia trófica alimentar dos planctos às baleias. Trata-se de uma das regiões mais importantes do mundo pelo seu estado de conservação, vital para sobrevivência dos seres vivos. Esta região costeira, é sujeita às ricas zonas de ressurgência e convergência, ascensão de águas profundas e fartas em nutrientes, ocasionando uma alta produção primária.

Advertimos que os impactos costeiros e nos estuários ocasionarão a diminuição da pesca, com prejuízo nesta economia em consequência aos impactos nesta cadeia alimentar marinha, que está condicionada ao enriquecimento de nutrientes destas águas, ciclo que leva a uma intensa produção aos pesqueiros. Ressaltamos que a curto, médio e longo prazo valerá mais dar continuidade a conservação integrada deste ecossistema , pois , garantirá a preservação da espécie humana , em especial da povo paulista, particularmente da região metropolitana de Sâo Paulo e do Litoral Sul. Notamos que em conformidade com os programas da Agenda Social dos Povos Indígenas, anunciado pelo Presidente Lula, a FUNAI deve dar continuidade aos procedimentos administrativos necessários para demarcação e homologação da Terra Indígena Piaçaguera, garantindo ao povo tupi-guarani a posse permanente e o usufruto exclusivo das terras que tradicionalmente ocupam.Proclamamos, enquanto cidadãos conscientes, e dotados de responsabilidade socioambiental, que estaremos ao lado deste governador no sentido de conscientizar a todos , que este empreendimento nomeado de Porto Brasil, neste local histórico , de fato é o canto da sereia, para o Litoral Sul e São Paulo

Requeremos que o DD. Governador do Estado de São Paulo Prof. José Serra, SALVE A MATA ATLANTICA, A SERRA DO MAR , OS ECOSSITEMAS COSTEIROS e o povo TUPI-GUARANI, refutando a construção de um porto em Peruíbe ao lado da Juréia e do Parque da Serra do Mar e os demais empreendimentos associados, entre eles , o projeto de construção da Estrada de Parelheiros, privilegiando a viabilidade de uma economia compatível com o investimento do Estado em quase cinco décadas, coerente com os modais econômicos sustentáveis, considerados adequados para áreas de conservação e preservação, conforme o preconizado nos documentos já existentes do próprio estado de São Paulo.

São Paulo, 26 de outubro de 2007- Parque Villa Lobos - Adesão do Governo do EStado de São Paulo ao Pacto Nacional pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento na AmazôniaTerræ /SP- Léa -Pinto

CENTRO DE REFERENCIA DO MOVIMENTO DA CIDADANIA PELAS AGUAS FLORESTAS E MONTANHAS IGUASSU ITEREI /SP- Léa -Pintohttp://s.lourencinho.sites.uol.com.br/2007wwd/yy.htmhttp://s.lourencinho.sites.uol.com.br/2007wwd/1.htmMONGUE/ SP - Plinio Melo SOS MANANCIAL/SP - Yara Toledopelo povo TUPI-GUARANI/ SP -Ubirai Jorge S. Gomes e Wawaawi Ragug- Cacique e Xamã GREENPEACE/ BR -Paulo Adario, Sérgio Leitão e Luciana Castro- Associação Protetora da Diversidade das Espécies -PROESP/SP- Marcia Corrêa ONG ELOAMBIENTAL /SP- Claudia Grabher www.eloambiental.org.br

O documento nesta ocasião foi recebido também pelo prefeito Gillberto Kassab, ao secretário Eduardo Jorge

ESTAS ENTIDADES MANIFESTARAM APOIO AO PLEITO

via rede mata atlântica: ONG Projeto MIRA-SERRA /SP- pela sua coordenação zoól. Lisiane Becker,geól. Juliana Young, biól. Janete Guterresvia ceac-consema grupos: BIO-BRAS /SP -Adriana Bravim

MOUNTARAT ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO AMBIENTAL /SPO

COATI-Centro de Orientação Ambiental Terra Integrada-Jundiaí -Márcia Brandão

CAA-OBY /SP - Fabio DibSIA/SP - Maria Helena

Fonte: Lea Correa

sábado, 27 de outubro de 2007

Resultados de debate do IPCC serão levados a conferência na Indonésia sobre o clima

Luana Lourenço

Os resultados do primeiro encontro do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) na América Latina serão reunidos em um documento e apresentados na Conferência das Partes sobre o Clima (COP), marcada para dezembro em Bali (Indonésia).Além de balizar a participação brasileira na COP, o encontro reuniu diferentes setores diretamente envolvidos nas discussões sobre mudanças climáticas. "São setores que às vezes não se falam e que precisam estar juntos para, de fato, fazer alguma diferença: o acadêmico-científico, o produtivo – iniciativa privada – e o governo", afirmou a professora Susana Kahn, membro do IPCC e uma das organizadoras do evento.

Na avaliação do vice-presidente do IPCC, Mohan Munasinghe, a reunião em terras brasileiras ampliou a divulgação dos cenários de aquecimento global previstos pelo painel e foi além, com o reconhecimento da necessidade de implantar políticas públicas para a questão."Nós, do IPCC, estamos dispostos a trabalhar em parceria e aprender com as experiências brasileiras", afirmou Munasinghe.

Fonte: Agência Brasil

Tremor de 4,9 graus sacode região central da Amazônia do Equador

Um terremoto de 4,9 graus de magnitude preliminar na escala aberta de Richter sacudiu hoje a zona central da Amazônia equatoriana, também sentido em Quito.
Até o momento não foi informada a existência de vítimas ou de danos materiais.
Um último relatório do Instituto Geofísico da Escola Politécnica Nacional assinalou que o sismo, de caráter tectônico, ocorreu às 15h38 (18h38 de Brasília), cerca de 73 quilômetros ao leste de Quito.O tremor foi registrado a cerca de 13 quilômetros da cidade de Baeza, na província amazônica de Sucumbíos.

O epicentro do terremoto foi localizado a 0,57 grau de latitude sul e 77,96 graus de longitude oeste, a uma profundidade de 11,6 quilômetros. O tremor foi sentido em andares altos de Quito e também na localidade de El Chaco, próxima a Baeza. Este é o terceiro tremor que sacode a região amazônica equatoriana em menos de 24 horas, já que dois sismos, ambos de 4 graus de magnitude na escala Richter, foram registrados na tarde desta sexta-feira, nas proximidades de Baeza. Nenhum dos terremotos causou danos materiais ou vítimas.

Fonte: EFE

Meio ambiente tem 4ª pior avaliação

Roberto do Nascimento

No Brasil, a cada 18 segundos se cria uma norma, uma lei, um ato administrativo, estimam alguns institutos, emaranhado burocrático que favorece a inação, a corrupção, a desídia. Na percepção dos empresários, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), essa situação se reflete hoje nas questões ligadas ao meio ambiente. De dez itens pesquisados, meio ambiente recebeu a quarta pior avaliação, atrás apenas da tributação, das relações trabalhistas e dos gastos públicos. Os itens mais bem avaliados foram inovação, financiamento, educação e acesso a mercados.

O gerente-executivo de meio ambiente da CNI, Maurício Mendonça, afirma que as normas sobre meio ambiente não são claras, se avolumam com resoluções muitas vezes inconstitucionais e criam insegurança jurídica. "A percepção é de que o ambiente institucional e regulatório não está evoluindo. O Brasil adotou normas de 20, 30 anos atrás, já superadas na Europa e nos Estados Unidos." Para 50% dos entrevistados, não houve nenhum avanço no tema, outros 20% viram um retrocesso, 21%, um pequeno avanço e apenas 3% registraram avanço significativo.
Mendonça disse que, diferentemente dos procedimentos locais, o mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) previsto no Protocolo de Kyoto deverá representar um importante incentivo para a adoção de projetos que evitam a emissão de poluentes. "No Brasil, só tem custo sem benefício. O MDL deve trazer a questão ambiental para dentro do negócio." Para apressar esse processo, a CNI vem preparando executivos para identificar oportunidades de projetos. "Agora que já há uma série de metodologias, basta verificar qual delas melhor atende a determinada atividade. Devemos acelerar em muito os negócios nessa área."
Hoje, o Brasil tem apenas 245 projetos de MDL aprovados ou em alguma fase de aprovação no Brasil ou na Organização das Nações Unidas. Ainda assim, alguns deles são desenvolvidos pela mesma empresa, o que dá um número ainda menor de envolvidos.
DiárioNet

Vazamento de petróleo afeta 12 quilômetros de rio no México

O vazamento de 4.000 barris de petróleo da estatal Pemex sobre o rio Coatzacoalcos em Veracruz, no Golfo do México, gerou uma mancha negra ao longo de 12 quilômetros do leito, informaram hoje autoridades locais.

O vazamento da véspera, sem relação com o acidente de Pemex deixou 19 mortos esta semana no Golfo do México, teve origem em um oleoduto no trecho Nuevo Teapa-Salina Cruz do município de Jesús Carranza, a 750 quilômetros da capital mexicana. O relatório oficial elaborado pela Defesa Civil estadual e a Pemex indica que a mancha se espalha por 12 quilômetros rio abaixo, entre as cidades Lázaro Cárdenas e Coapiloloya, no município de Hidalgotitlán. A Defesa Civil informou que o derramamento foi subterrâneo mas chegou por um riacho até o rio Jaltepec, no sul do estado. De lá, e apesar da existência de barreiras contenção, o óleo se espalhou para o rio Coatzacoalcos, um dos mais caudalosos do sul do México. "A Pemex fala em 4.000 (barris), os moradores falam de outro número", afirmou o governador de Veracruz, Fidel Herrera.

O Governo estadual ativou sistemas de proteção civil nos municípios de Minatitlán e Coatzacoalcos, atravessados pelo rio. A Marinha mexicana realiza trabalhos de limpeza. Este não é o primeiro acidente no. Em dezembro de 2004, um oleoduto da Pemex vazou mais de 10.000 barris de petróleo, o que faz deste leito um dos mais contaminados do México. O país sofreu esta semana outro vazamento de petróleo devido à colisão entre duas plataformas marítimas da Pemex, na terça-feira no litoral de Campeche. O acidente deixou um saldo de 19 mortos e quatro desaparecidos. A quantidade do óleo derramado chegou a 500 barris, segundo a Secretaria do Meio Ambiente (Semarnat). A Procuradoria Federal de Proteção ao Meio Ambiente descartou que o acidente de Campeche seja crime ambiental e que não foram detectadas manchas na água, mas filetes descontínuos de óleo leve. Os restos, com uma espessura de dois milímetros, dez metros de largura e nove quilômetros de comprimento, se deslocam paralelamente à costa. Presume-se que 49% do óleo evaporará. O Ministério do Trabalho mexicano anunciou hoje que este fim de semana iniciará uma "inspeção extraordinária" na área para fazer "a mais exaustiva investigação" do acidente.

Fonte: EFE

Um triste recorde

Fabíola Bezerra

Concentração de dióxido de carbono na atmosfera cresce em ritmo nunca antes observado

A quantidade de dióxido de carbono (CO 2 ) presente na atmosfera está aumentando rapidamente, segundo mostra uma equipe internacional de pesquisadores. Eles verificaram que a concentração de CO 2 atmosférico, que era de 280 partes por milhão (ppm) no começo da Revolução Industrial, alcançou 381 ppm em 2006 – o maior índice dos últimos 650 mil anos. Entre 2000 e 2006, o aumento dessa concentração foi 35% acima do que se esperava e alcançou uma taxa nunca antes observada. O nível de emissões de carbono aumentou em média 1,93 ppm por ano entre 2000 e 2006. Naquele ano, foram emitidas 9,9 bilhões de toneladas de carbono, ou 35% mais do que as emissões medidas em 1990.

Os dados foram publicados esta semana na revista PNAS pela equipe de Josep Canadell, da Universidade de East Anglia, na Inglaterra. Os resultados mostram que a atmosfera da Terra está acumulando dióxido de carbono mais rapidamente do que se esperava, apesar dos esforços para a conscientização da população para o risco das mudanças climáticas, contemplado com o Nobel da paz deste ano . Se a concentração atmosférica de CO 2 continuar aumentando no ritmo atual, os impactos catastróficos do aquecimento global poderão ser sentidos muito antes do que se previa. O aumento do CO 2 atmosférico se deve em parte ao crescimento acelerado da economia mundial e ao uso intensivo de combustíveis fósseis nos últimos anos. Mas os autores atribuem o aumento a um outro fator. Segundo eles, florestas e oceanos, que funcionam como ralos ou sumidouros de carbono, não conseguem mais absorver a poluição atmosférica produzida pela atividade humana de forma eficiente. “Descobrimos que a eficiência dos sumidouros naturais para capturar carbono está declinando”, conta Canadell à CH On-line . “Há 50 anos, para cada tonelada de CO 2 emitida na atmosfera, os sumidouros removiam 600 quilos. Hoje, somente 550 quilos são retirados e esse número continuará diminuindo no futuro”, prevê.

A equipe de Canadell analisou a quantidade de dióxido de carbono emitido por combustíveis fósseis e pela produção de cimento, que chega a representar cerca de 7% das emissões industriais de carbono. O grupo levou em conta ainda a emissão e absorção de carbono pelos oceanos e ecossistemas, além de analisar outros fatores que poderiam influenciar a aceleração de concentrações do CO 2 atmosférico, como as mudanças no uso da terra e desmatamentos.

Balanço negativo

O índice de CO 2 na atmosfera reflete o balanço entre as emissões de carbono geradas pela atividade humana e a dinâmica de emissão e absorção do carbono realizada pelos oceanos e ecossistemas, processo que se auto-regulava antes do aumento das emissões feitas pelo homem. Hoje, esse mecanismo não consegue mais absorver quantidades maiores de gás carbônico e é essa diferença que determina a velocidade com que ocorrem mudanças no clima. Os autores atribuem às mudanças de correntes de ar nos oceanos do hemisfério Sul e às secas o declínio da eficiência dos oceanos para capturar carbono da atmosfera. “As emissões não diminuem por causa do uso intenso de carbono em abastecimento energético para a produção desenfreada de riquezas, principalmente pelo uso de carvão mineral, uma das formas mais secas de produção de energia”, conta Canadell. “Em boa parte, a China, maior economia do mundo, ainda faz uso extensivo de carvão para produzir riqueza”, polemiza o pesquisador. As causas da ineficiência dos ralos de carbono foram atribuídas às mudanças de correntes de ar nos oceanos do hemisfério Sul e às secas, fenômenos resultantes do aquecimento global e do buraco na camada de ozônio. “Não conhecemos todas as causas, mas sabemos que metade desse mau funcionamento se dá por causa dos ventos que vêm do oeste que diminuem a capacidade de absorção dos oceanos do hemisfério Sul”, arrisca Canadell.

A equipe deve agora analisar melhor as causas do declínio dos sumidouros de carbono terrestres, como as florestas. “Sabemos que grandes secas em todo mundo, inclusive a que ocorreu na Amazônia em 2005, diminuíram bastante a capacidade de absorção de carbono das florestas”, conta Canadell. “Pretendemos investigar melhor como as secas e temperaturas elevadas causadas pelo aquecimento global provocam efeitos significativos no poder terrestre de escoamento de carbono”.

Fonte: Ciência Hoje

Secretário do Fórum de Mudanças Climáticas pede aceleração de plano contra o problema

Adriana Brendler

O governo brasileiro está atuando com lentidão na implementação do Plano Nacional de Mudanças Climáticas e deveria dividi-lo, para iniciar em seis meses as ações mais urgentes. A opinião é do secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, também pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Pinguelli comentou ontem (26) a previsão de que o plano será concluído em um prazo de dois anos.

O conjunto de medidas está sendo elaborado a partir de diretrizes apontadas pelo fórum, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O fórum é composto por 12 ministros, do diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), de especialistas e representantes da sociedade civil, e presidido pelo presidente da República."Eu acho que está muito devagar”, disse, durante evento sobre o quarto relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC, na sigla em inglês). “Claro que ainda não seria possível ter concretizado alguma coisa, mas está se falando em levar dois anos para um plano acabado. É muito tempo. Esse plano poderia ser dividido em etapas: uma parte de ações de imediatas e outra parte mais elaborada. O governo deveria dar prioridade imediata à implantação do plano, porque ele não dá efeitos imediatos e por isso é urgente começar logo."

Para Pinguelli, no prazo de seis meses o governo deveria implementar metas internas de redução do desmatamento, ações de conservação de energia no país e formas de diminuição da emissão de carbono pelas indústrias e na área dos transportes, entre outras medidas. Na sua avaliação, a necessidade número 1 é a redução do desmatamento, principal responsável pelas emissões de gases de efeito estufa no Brasil. Entre as medidas a serem adotadas de imediato para conservação de energia no país, o pesquisador citou a revigoração do Programa de Conservação de Energia Elétrica (Procel), o estímulo à utilização da energia solar para aquecimento de água nas residências e ações específicas como, por exemplo, o financiamento para que as pessoas substituíam as lâmpadas incandescentes por aquelas com menor consumo de energia.

Procurado pela Agência Brasil, o Ministério do Meio Ambiente informou que a secretária de Mudanças Climáticas, Thelma Krug, está fora do país e poderá comentar o assunto na semana que vem."As pessoas não compram essas lâmpadas porque elas são caras. Poderíamos ter uma situação em que as pessoas teriam acesso a um financiamento para a melhorar a iluminação da sua casa e pagá-lo mensalmente na conta de luz". Para Pinguelli, outro foco que precisa ser atacado com urgência é o uso do automóvel. Segundo ele, menos de 10% cento da população brasileira tem acesso a veículos particulares, e o uso de álcool e gasolina para movimentá-los consome três vezes mais energia do que a empregada com o óleo diesel que abastece o transporte coletivo. Ele avaliou, no entanto, que o incentivo ao transporte coletivo exige também medidas para melhorar a qualidade do serviço público prestado à população e expandi-lo no país, incluindo alternativas – por exemplo, retomar o uso dos bondes.Em relação às indústrias, Pinguelli defendeu estímulo à eficiência energética para redução da emissão de gás carbônico por unidade produzida: "A fábrica vai aumentar a produção, mas a emissão para produzir cada unidade pode diminuir".

O evento internacional, realizado pela Secretaria de Estado e Meio Ambiente do Rio de Janeiro e pela Companhia Vale do Rio Doce, foi o primeiro encontro do Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC, na sigla em inglês) na América Latina. Reuniu cerca de 250 ambientalistas para debater as recentes conclusões sobre o aquecimento global e seus impactos.

Fonte: Agência Brasil

Fiscais do Ceará apreendem mais de 15 mil metros de rede predatória

Fiscais do Ibama no Ceará apreenderam nesta madrugada mais 15 mil metros de rede caçoeira na região de Mundau, litoral Oeste do estado. As redes estavam no mar. Os fiscais abordaram e inspecionaram cinco embarcações de pesca de lagosta. No momento em que os agentes iniciaram o recolhimento das redes, os pescadores se evadiram do local. A apreensão foi realizada pelo barco Naqua e pela lancha Macuco do Ibama que percorrem o litoral cearense. Os proprietários dos barcos serão autuados por uso de equipamento proibido na pesca da lagosta com base na documentação que foi apreendida pela fiscalização. O valor da multa deve chegar a R$ 20 mil. O coordenador de fiscalização da pesca da lagosta no Ceará, Rolfran Ribeiro, adverte que “as embarcações permissionadas pelo Governo Federal que não estiverem de alguma forma cumprindo as novas regras para o setor, deverão perder a licença”.

O Ceará é o estado que apresenta o maior número de embarcações em atividade em 573 quilômetros de litoral. Rolfran Ribeiro informa que “a batalha contra a pesca ilegal da lagosta continua até o fim do ano”. Foram destinados R$ 2 milhões para a fiscalização do cumprimento das normas da pesca da lagosta no litoral brasileiro. A Polícia Militar dá apoio às ações de fiscalização do Ibama.

Fonte: Ibama

Oficinas estimulam parcerias para Corredores Ecológicos

As oficinas de Capacitação em Elaboração de Subprojetos organizadas pelo Projeto Corredores Ecológicos já atenderam cerca de 40 entidades interessadas em atuar nos minicorredores prioritários: o central Mata Atlântica e o central Amazônia. A primeira oficina foi oferecida em Porto Seguro, a segunda em Ilhéus e a terceira ocorrerá em Valença. Em novembro, os cursos serão oferecidos no Espírito Santo.

Segundo Renata Pires Lima, analista ambiental do Projeto, as oficinas vêm cumprindo satisfatoriamente seu objetivo pois estão promovendo articulações para formação de parcerias que futuramente poderão atuar nas áreas dos minicorredores. Os interessados devem responder aos editais lançados pelo projeto cujo prazo termina no dia 21 de dezembro. Mais informações sobre os editais no endereço: www.mma.gov.br/corredoresecológicos

Fonte: MMA

Guerra da Lagosta

Um herói nacional que ganhou sem dar um tiro

PAULO MOREIRA

No início dos anos 60, o Brasil e a França mobilizaram forças navais para tentar resolver uma disputa internacional, na qual lagosteiros franceses foram apreendidos, por autoridades brasileiras, por pescarem lagosta no litoral do nordeste. Este incidente ficou conhecido, na época, como a "Guerra da Lagosta".Apesar da intensa mobilização naval em ambos os países, a diplomacia prevaleceu e ficou acertado um debate entre a França e o Brasil, em país neutro da Europa, para tentarem um acordo.O Ministério das Relações Exteriores do Brasil recorreu à Marinha para que esta fornecesse um técnico em oceanografia. Quem melhor que o Alte. Paulo Moreira? Imediatamente este recebeu a missão de assessorar a Comissão Diplomática Brasileira, designada para o debate combinado.O debate foi iniciado pelo representante francês, que intransigentemente oferecia apenas uma solução, que seria a admissão de que o Brasil não tinha o direito de proceder como procedeu e que a França tinha todo o direito de pescar lagosta naquela área de nosso litoral.

Os diplomatas brasileiros, contudo, tentaram estabelecer, com os representantes franceses, que a lagosta seria uma riqueza natural da plataforma continental e que, portanto, pertencia ao Brasil, embora os peixes, por se moverem livremente acima da plataforma, não fossem assim necessariamente considerados, respeitados os limites do mar territorial e os tratados internacionais firmados. Mas, mesmo assim, insistiam em que a França tinha o direito de continuar pescando lagosta e parecia que o debate jamais chegaria a uma conclusão.

Durante todos estes longos debates, o Alte. Paulo Moreira mantinha-se atento, mas não fazia nenhuma intervenção, e só repondia laconicamente às perguntas de seus colegas brasileiros na referida comissão, que estavam, àquela altura, um tanto decepcionados com o desempenho do seu colega Almirante. Como havia prazo para encerramento dos debates, chegou a hora das falas dos últimos representantes de cada país. O último francês a falar discursou exaustivamente, defendendo a tese de que a lagosta era apanhada durante seus pulos na água, momento em que, afastando-se da plataforma continental, nestas condições poderia ser considerada um peixe.O último brasileiro a falar foi o Alte. Paulo Moreira, que calmamente subiu ao pódio e, num francês irrepreensivel, declarou apenas o seguinte:"O Brasil está disposto a aceitar a tese da França se os dignos representantes franceses concordarem que: Quando o canguru dá seus saltos, pode ser considerado uma ave." E foi sentar-se. O Brasil ganhou a questão.

Debate reúne ambientalistas e deputado no FBOMS

Dionísio Carvalho

Diversas entidades participaram da abertura do XIX Encontro Nacional do FBOMS (Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento) com filiados do Fórum de todo o país. O evento contou com a participação do deputado federal, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que informou aos participantes sobre a dificuldades as quais enfrentam o meio ambiente das diversas regiões do Brasil.

Casos como a produção de biodiesel, construção de hidrelétricas, falta de vontade política e participação da sociedade foram os focos. Segundo o deputado “Ainda que faltem políticas mais eficazes, isso tende a melhorar, estamos vivendo grandes pressões do desenvolvimento e o PAC indica grande volume de investimentos a tenendência de desconsiderar, digo até atropelar, os avanços que o movimento ambientalista brasileiro realizou do ponto de vista legal e da condução do manejo de parques nacionais e aqüíferos”, afirmou.

Loures também falou da importância da comunicação para facilitar o envolvimento da sociedade como uma forma transparecer e fortalecer o movimento ambientalista brasileiro.

Fonte: da Redação

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

CE autorizou 89% das emissões de CO2 até 2012

A Comissão Européia concluiu hoje o processo de aprovação dos planos nacionais de emissão de dióxido de carbono (CO2) para o período 2008-2012, com autorizações que totalizam 2,08 bilhões de toneladas ao ano, 89% do solicitado pelos países da União Européia (UE).
O órgão executivo da UE anunciou suas decisões sobre os planos de emissões propostos por Romênia e Bulgária, a que autorizou valores de 79,3% e 62,6%, respectivamente, em relação ao que tinham solicitado.

As autorizações para toda a UE no período 2008-2012 são 2% inferiores às emissões totais verificadas de 2005 e 9,5% menores que o limite estabelecido no primeiro período destas cotas.
O sistema de cotas permite a compra de direitos adicionais de emissão para as quantidades que superarem os limites. O comissário europeu do Meio Ambiente, Stavros Dimas, destacou em comunicado que a autorização total reduziu em quase 10% as dotações de emissões, o que "contribuirá de forma apreciável" para que a UE cumpra seus compromissos no Protocolo de Kyoto. Sete países do bloco - Polônia, República Tcheca, Estônia, Letônia, Lituânia, Eslováquia e Hungria - anunciaram que recorrerão da decisão da CE na Justiça européia, em Luxemburgo.
Estes países tinham solicitado cotas muito maiores que as emissões de CO2 constatadas em 2005, por isso a CE lhes atribuiu valores similares aos daquele ano. Seis dos sete países já apresentaram a documentação ao tribunal, afirmou hoje a porta-voz do Meio Ambiente na CE, Barbara Helfferich.

Fonte: EFE

Macacos brasileiros escapam da lista dos 25 primatas mais ameaçados


O orangotango-de-sumatra (Pongo abelii) enfrenta a destruição acelerada de seu habitat na Indonésia (Foto: Reprodução)

Mico-leão, muriqui e macaco-prego estavam em relação anterior, mas situação melhorou. No entanto, quase 30% dos macacos do mundo continuam sob risco de sumir.

Acaba de sair a nova lista dos 25 primatas mais ameaçados do planeta, e a notícia animadora é que os três macacos brasileiros que integravam a versão anterior desse ranking nada invejável agora não estão mais nele. As boas novas, no entanto, ficam por aí. O relatório deste ano chega à conclusão de que 29% dos primatas do mundo, ou quase um terço dos parentes mais próximos do homem, correm risco de sumir. Organizado pelo Grupo de Especialistas em Primatas da Comissão de Sobrevivência das Espécies da União Mundial para a Natureza (IUCN), pela Sociedade Internacional de Primatologia (IPS) e pela ONG de pesquisa Conservação Internacional (CI), o trabalho aponta, em números mais precisos, 114 macacos e assemelhados sob ameaça, entre 394 espécies do grupo existentes no planeta.

Aliás, pelo menos um dos integrantes da lista dos "25 mais" já pode ter sumido da Terra. Trata-se do colobo-de-waldron (Procolobus badius waldroni), nativo da Costa do Marfim e de Gana, na África Ocidental. De duas outras espécies da lista, o langur-dourado do Vietnam (Trachypithecus poliocephalus poliocephalus) e o gibão-de-hainan (Nomascus hainanus) na China, restam apenas dezenas de indivíduos. “Todos os sobreviventes dessas 25 espécies cabem dentro de um estádio de futebol; isso mostra quão poucos restam no planeta hoje”, afirma Russel A. Mittermeier, presidente da CI, que também é chefe do Grupo de Especialistas em Primatas da IUCN/SSC.

Os principais riscos que estão empurrando esses bichos para a porteira da extinção são velhos conhecidos: a destruição acelerada de seus habitats (normalmente florestas tropicais), causada pelo avanço da agricultura e da urbanização; a caça ilegal para subsistência; e o comércio de animais de estimação, que normalmente causa a morte de famílias inteiras de macacos. A pior situação é, de longe, a asiática, em parte por causa das grandes densidades populacionais nas regiões nativas dos bichos, o que aumenta a pressão sobre eles. O continente tem 11 das 25 espécies mais ameaçadas, com destaque para o Vietnã (quatro espécies) e a Indonésia (três).

Suspiro de alívio

A última versão da lista apresentava três brasileiros com a corda no pescoço. Eram o mico-leão-da-cara-preta (Leontopithecus caissara), o macaco-prego-do-peito-amarelo (Cebus xanthosternos) e o muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus). Em parte, os bichos ficaram de fora da nova lista por causa de esforços de proteção governamental e de mais pesquisa sobre eles. Por outro lado, a situação de outras espécies piorou muito, o que as fez "ultrapassar" os bichos brasileiros.

Confira abaixo a lista completa das 25 espécies mais ameaçadas de primatas, com seus países de origem:

Lêmur-gentil (Prolemur simus) - Madagascar

Lêmur-de-colar-branco (Eulemur albocollaris) - Madagascar

Lêmur-desportivo-de-Sahamalaza (Lepilemur sahamalazensis) - Madagascar

Sifaka-sedoso (Propithecus candidus) - Madagascar

Gorila-do-rio-cruz (Gorilla gorilla diehli) - Nigéria, República dos Camarões

Mono roloway (Cercopithecus diana roloway) - Costa do Marfim, Gana

Galago-anão-de-Rondo (Galagoides rondoensis) - Tanzânia

Colobo-vermelho-do-rio-Tana (Procolobus rufomitratus) - Quênia

Colobo-vermelho-da-Srta. Waldron (Procolobus badius waldroni) - Costa do Marfim, Gana

Kipunji (Rungwecebus kipunji) - Tanzânia

Colobo-vermelho-de-Pennant (Procolobus pennantii pennantii) - Guiné Equatorial

Macaco-aranha ou coatá (Ateles hybridus) - Colômbia, Venezuela

Macaco-aranha-castanho (Ateles fusciceps) - Colômbia, Equador

Macaco-barrigudo-da-cauda-amarela (Oreonax flavicauda) - Peru

Gibão-hoolock-do-oeste (Hoolock hoolock) - Bangladesh, Índia, Mianmar

Lóris-delgado-vermelho (Loris tardigradus nycticeboides) - Sri Lanka

Langur-de-cara-roxo(Semnopithecus vetulus nestor) - Sri Lanka

Langur-da-cauda-de-porco (Simias concolor) - Indonésia

Társio-de-siau (Tarsius sp.) - Indonésia

Langur-de-delacour (Trachypithecus delacouri) - Vietnã

Langur-de-cabeça-dourada (Trachypithecus poliocephalus poliocephalus) - Vietnã

Langur-da-canela-cinza (Pygathrix cinerea) - Vietnã

Langur-de-nariz-arrebitado-de-tonkin (Rhinopithecus avunculus) - Vietnã

Gibão-de-hainan (Nomascus hainanus) - China (ilha de Hainan)

Orangotango-de-sumatra (Pongo abelii) - Indonésia

Fonte: Globo.com

ONU: situação ambiental do planeta ainda é péssima

Duas décadas depois de um documento histórico alertar para a situação do planeta e pedir providências urgentes, o mundo ainda passa por maus bocados, disse na quinta-feira o Programa Ambiental da ONU (Unep). Embora o quarto Panorama Ambiental Global (GEO-4) afirme que medidas foram tomadas com sucesso em determinadas regiões, a situação ainda é marcada principalmente pela negligência. "As tendências globais de clima, do ozônio, da degradação dos ecossistemas, a pesca, os oceanos, o fornecimento de água ... ainda estão em declínio", disse o chefe do Unep, Achim Steiner, no filme que acompanhou a divulgação do levantamento.

O relatório, de 540 páginas, pede que as emissões de gases-estufa sejam reduzidas em entre 60 e 80 por cento, e observa que 60 por cento dos ecossistemas do mundo já sofreram degradação e continuam sendo usados de forma insustentável. "Estamos diante de uma situação que se agrava cada vez mais. Em parte porque demoramos demais para reverter a degradação que documentamos, e em segundo lugar porque as demandas em nosso planeta continuaram crescendo ao longo desse período", disse Steiner. "Essa equação não se sustenta por muito mais tempo. Na verdade, em certas partes do mundo, já não se sustenta mais."

Sobre o Brasil, o documento ressalta iniciativas de preservação na selva amazônica, mas adverte que a adoção de biocombustíveis deve ser planejada com cuidado. O relatório é uma lista interminável da degradação na Terra. Há duas décadas, a ex-premiê norueguesa Gro Harlem Brundtland advertiu que a sobrevivência da humanidade estava em jogo. Agora, o GEO-4 afirma que 3 milhões de pessoas morrem todo ano de doenças facilmente evitáveis que se propagam pela água - a maioria crianças com menos de 5 anos. As espécies estão se extinguindo cem vezes mais rápido que os registros históricos. Estão ameaçados de sumir do planeta 12 por cento dos pássaros, 23 por cento dos mamíferos e mais de 30 por cento dos anfíbios. Segundo a vice-presidente do Unep, Marion Cheatle, o mundo passa pela sexta extinção em massa de sua história. O relatório foi elaborado por 388 cientistas e revisto por outros mil. Ele elogia os acordos de preservação da camada de ozônio, sobre a desertificação e a biodiversidade e as medidas de algumas cidades contra a poluição atmosférica.

Fonte: Reuters

Participação da Ministra Marina Silva na Reunião do IPCC no Rio