sábado, 8 de dezembro de 2007

Amorim vê protecionismo na exclusão do etanol da lista de produtos que teriam tarifas eliminadas

Luana Lourenço

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, criticou hoje (8) a lista de produtos ambientais que teriam tarifas comerciais eliminadas, proposta pelos Estados Unidos e pela União Européia. O etanol não está entre os 43 produtos. "É uma aberração não incluir o etanol. Não tem uma explicação racional. É praticamente consenso que o etanol, e os biocombustíveis em geral, melhoram muito a situação em relação às emissões de CO2", afirmou. Uma das respostas para o "injustificável", segundo o ministro, é o fato de a lista não incluir produtos agrícolas, apenas industriais. Doha não diferencia industrial de agrícola, só fala em produtos ambientais. Isso só pode ser alegado por razões protecionistas".

Atualmente, nos Estados Unidos o etanol é taxado em 2,5%, mas está sujeito a barreiras tarifárias de US$ 0,50 por barril, o que de acordo com Amorim, "inviabiliza" a competividade e a entrada do produto no país. A lista, que segundo o ministro, já passou por uma reformulação para retirar itens, que ele classificou como "absurdos" - como barcos a vela e cadeados - inclui painéis solares e equipamentos para geração de energia eólica, mas deixa de fora insumos para construção de usinas de etanol. "Colocaram na lista produtos que atendam a interesses deles", disse. A proposta será negociada no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), e segundo o ministro, será "uma batalha" tentar incluir o etanol na lista.

Questionado sobre um possível veto ao documento caso o etanol não entre no rol de produtos não tarifados, Amorim afirmou que prefere ser cauteloso. "Sabe aquele ditado que diz que cão que ladra não morde? Deixa eu morder na hora certa, se for o caso", disse. O chanceler brasileiro participou hoje (8) do primeiro dia de reunião do Diálogo Informal dos Ministros de Comércio sobre Questões de Mudanças Climáticas, evento simultâneo à 13ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-13), em Bali, na Indonésia.

Fonte: Agência Brasil

MMA promove curso de capacitação do Programa Água Doce

O Ministério do Meio Ambiente promove o III Encontro de Formação do Programa Água Doce de 9 a 14 de dezembro, em Arapiraca (AL). Cerca de 120 técnicos de 11 estados, membros da Coordenação Nacional e Estadual e dos Núcleos Gestores, estarão reunidos com o objetivo de dar seqüência ao processo de formação nos componentes Dessalinização, Mobilização, Sustentabilidade e Produção do Programa.

O Água Doce integra as iniciativas do governo federal de garantir acesso à água de qualidade para todos. Tem como objetivo estabelecer uma política pública permanente de acesso à água potável, com foco na população de baixa renda do semi-árido brasileiro. Para isto, incentiva o desenvolvimento de métodos para a recuperação e a gestão de sistemas de dessalinização da água, minimizando os impactos ambientais, captando a água subterrânea salobra, extraindo dela os sais solúveis e tornando-a adequada para o consumo humano. A abertura será realizada no domingo (9), às 20 horas, com exibição do vídeo institucional produzido pelo Laboratório de Sociologia Aplicada da Universidade Federal de Campina Grande. Do dia 10 ao dia 13, serão realizadas palestras, oficinas de atualização, trabalhos de campo, debates, dentre outras atividades proferidas por especialistas do Programa Água Doce. O Encontro culminará no lançamento da Unidade Demonstrativa desenvolvida pela Embrapa Semi-Árido, no dia 14 de dezembro, às 10 horas, na comunidade de Pedra D'água dos Alexandres, no município de Santana do Ipanema (AL), a 240 km da capital. O evento contará com a presença do secretário nacional de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Luciano Zica.

O evento tem apoio do Ministério do Meio Ambiente, da Fundação Banco do Brasil, da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), da Petrobras, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), da Associação Técnico-Científica Ernesto Luiz de Oliveira Junior (Atecel), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), da Embrapa e do governo do estado de Alagoas.

Fonte: MMA

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Brasil é 8º em ranking de luta contra o aquecimento

O Brasil ficou em oitavo lugar na lista dos países que mais lutam contra as mudanças climáticas, entre as 56 nações mais poluentes do planeta, segundo um índice elaborado pela ONG Germanwatch e que é liderado pela Suécia.

O estudo também destaca os esforços do México e da Argentina, mas mostra um alerta em relação à Austrália, Estados Unidos e Arábia Saudita. O Índice de Performance sobre Mudança Climática 2008 avalia os esforços dos principais países emissores de CO2, e foi elaborado pela Germanwatch por ocasião da 13ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, realizada em Bali (Indonésia). Entre as 20 primeiras colocações, além do Brasil, estão México (4º lugar) - atrás somente de Suécia, Alemanha e Islândia - e a Argentina (10º lugar).

Também fazem parte da lista 12 dos 27 países da União Européia (UE), entre eles Reino Unido (7º), França (18º), Hungria (6º) e Malta (14º). Os 56 países analisados pelo índice são responsáveis por 90% das emissões de CO2 lançadas à atmosfera. Entre os dez países mais poluentes e que fazem menos esforços destacam-se Rússia (50º), Canadá (53º), Austrália (54º), EUA (55º) e Arábia Saudita (56º). O objetivo do índice, publicado pela Germanwatch desde 2006, é aumentar a pressão sobre os países industrializados que mais contribuem para o aquecimento global, entre eles EUA, com 21,44% das emissões de CO2; China (18,8%), Rússia (5,69%), Japão (4,47%), Índia (4,23%) e Alemanha (3%).

Fonte: EFE

EUA e emergentes lutam contra objetivos de Bali

A ONU está consciente de que nem os Estados Unidos nem os países em vias de desenvolvimento como o Brasil estão dispostos a aceitar as metas internacionais para frear suas emissões de gases que provocam o efeito estufa durante a conferência de Bali, que chega ao fim daqui a sete dias. Esta reunião, que reúne quase 190 governos frente ao perigo do aquecimento global, provavelmente será encerrada sem que dois dos países mais poluentes, Estados Unidos e China, aceitem compromissos, nem mesmo verbais, admitiu o representante das Nações Unidas para mudanças climáticas, Yvo de Boer. "Creio que o atual governo Bush está disposto a aceitar um objetivo para a redução das emissões apenas se este objetivo fizer parte de uma legislação nacional", declarou nesta sexta-feira, em uma entrevista. "Os Estados Unidos estão a favor de objetivos vinculantes nacionais, mas são contra os objetivos vinculantes internacionais", insistiu o holandês, secretário executivo da Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança Climática.

Maior economia mundial e principal emissor de gases de efeito estufa, os Estados Unidos enfrentam uma forte pressão internacional para que ratifiquem o Protocolo de Kyoto, único instrumento em escala mundial para interromper a mudança climática. Kyoto impõe aos países industriais que o ratificaram uma série de reduções nas emissões das seis principais substâncias causadoras do aquecimento global, enquanto os demais signatários estão sujeitos a obrigações de inventário. As nações emergentes insistem em seu direito ao desenvolvimento e na responsabilidade histórica dos países ricos em termos de poluição, pois querem ficar como estão, isentos de imposições. "Acho que não há um só país em vias de desenvolvimento disposto a assinar a favor de objetivos vinculantes", comentou Boer. Mesmo assim De Boer está otimista sobre os possíveis resultados da conferência. "A finalidade de Bali é lançar um processo de negociações, não de concluí-las", afirmou. Em outras palavras, a conferência de Bali será, segundo ele, frutífera se os países se colocarem de acordo para empreender negociações com um calendário e uma data limite. "Acho que todas as delegações compreendem a urgência, mas também acho que nenhuma das delegações esquece o interesse nacional", resume ele. "Por exemplo, você não pode esperar que os países produtores de petróleo aceitem com entusiasmo um acordo que, sem mais nem menos, mataria o mercado de seu único produto".

Fonte: AFP

IPCC pede a negociadores internacionais ações contra aquecimento global

Luana Lourenço

Representantes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), entre eles o presidente do grupo, Rajendra Pachauri, fizeram hoje (7) uma apresentação do relatório-síntese do painel direcionada aos negociadores internacionais durante a 13ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-13).Os representantes do IPCC costumam ressaltar que não fazem recomendações políticas, mas na sessão para apresentar o relatório às delegações na reunião da ONU Pachauri foi enfático: “temos bases científicas suficientes para clamar por ações mundiais”.

A versão síntese do relatório foi apresentada em Valencia (Espanha) em novembro. O texto afirma que o aquecimento global é inequívoco, traça cenários de elevação da temperatura na Terra e as possíveis conseqüências – aumento do nível do mar e savanização da Amazônia, por exemplo – e aponta estratégias de adaptação e mitigação. Desde abertura da COP, na última segunda-feira (3), o trabalho do IPCC vem sendo elogiado por varias delegações e citado ao longo das reuniões plenárias e grupos de trabalho como a base científica para orientar ações de mitigação e até mudanças no Protocolo de Quioto.Para o pesquisador José Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Epaciais (Inpe), membro do IPCC, o trabalho do painel deverá influenciar a tomada de decisões na COP. "A própria decisão da Austrália de ratificar o Protocolo de Quioto foi baseada nos relatórios", avaliou."Vamos esperar para ver se nessa segunda semana as negociações continuam nesse bom caminho, porque vai ser uma parte muito política, e geralmente a parte política ignora a científica", acrescentou.

Ontem (6), Marengo e outros 200 pesquisadores lançaram na COP um documento intitulado “Declaração de Bali sobre o Clima por Cientistas” para cobrar o estabelecimento de políticas públicas em relação ao aquecimento global.Ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2007, junto com o ex-vice presidente norte-americano Al Gore, o IPCC receberá a premiação na segunda-feira (10) em Oslo (Noruega).

Fonte: Agência Brasil

Diretor da AIEA estimula o desenvolvimento nuclear brasileiro

O diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o egípcio Mohamed ElBaradei, visitou as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) nesta quinta (6). A visita do diretor, segundo o presidente da INB, Alfredo Tranjan Filho, que acompanhou ElBaradei, “torna claro a transparência do processo nuclear brasileiro”.

O diretor da AIEA visitou a usina de enriquecimento isotópico de urânio, a etapa mais sofisticada do ciclo do combustível nuclear, e declarou à imprensa: “sem energia não há desenvolvimento e a energia nuclear pode produzir independência”. Durante uma reunião com dirigentes do setor nuclear brasileiro (Cnen, INB, Centro Tecnológico da Marinha (CTMSP) e Eletronuclear) e representantes do Ministério das Relações Exteriores, ELBaradei conheceu as metas brasileiras para o setor energético e considerou-as “conservadoras”. O governo prevê que em até 2030 a produção de energia nuclear represente 5,7% da matriz energética nacional. "Ele (ElBaradei) afirmou que nosso país pode ter uma resposta maior do que esse percentual na produção total de energia. Nós temos reservas, tecnologia e conhecimento para almejar mais", declarou Alfredo Tranjan, presidente da INB.

Perguntado sobre a segurança das instalações da INB, ElBaradei deixou claro que não há preocupação da AIEA em relação a este importante tema, no qual o Brasil é visto sempre como referência, mas deixa evidente a importância da transparência na questão nuclear. “É preciso trabalhar com transparência completa”, declarou. - O comportamento brasileiro na atividade nuclear é exemplar. A presença do diretor da AIEA é uma demonstração de que estamos fazendo direito e que continuaremos fazendo direito – lembrou Tranjan. A produção da energia nuclear brasileira atual é de 2.600 KW/h, e a previsão é que sejam construídas de quatro a oito novas usinas nucleares até 2030. Além de ter a sexta maior reserva de urânio do mundo, a INB detém a tecnologia em todas as etapas do ciclo do combustível nuclear. Três delas – reconversão, produção de pastilhas e montagem do elemento combustível – estão em operação no parque industrial da INB em Resende (RJ).

Fonte: MCT

Ibama aprova plano de manejo para retirada das garças de Noronha

O Ibama em Pernambuco aprovou nesta ontem (6) o Plano de Manejo para redução da população de garça-vaqueira (Bubulcus ibis), em Fernando de Noronha. A espécie é invasora, exótica, e está causando uma série de problemas ao meio ambiente do Arquipélago. A garça gera competição por sítios reprodutivos com aves nativas, e tem se alimentado de mabuyas, lagartixa endêmica, isto é, que só existe em Noronha. Além destes problemas, a garça-vaqueira também é um risco a aviação, uma vez que já foram registrados uma série de incidentes com aviões na Ilha.

Os técnicos da Universidade Federal Rural de Pernambuco constataram ainda que algumas garças estão infectadas com Salmonella spp, que pode ser transmitida até para os homens. Em função destes fatos, a decisão tomada foi reduzir os números destes animais, que tem população estimada em 600 indivíduos. O trabalho vai ser executado pela Administração da Ilha e prevê, entre outras ações, capturar e abater 90% das garças. Para isso será utilizada a prática da eutanásia, o que evitará o sofrimento dos animais. Também serão realizadas ações para reduzir condições para alimentação e reprodução da espécie em Noronha.

O Plano de Manejo indica que deve ser feita a substituição da vegetação existente na região do Aeroporto de Fernando de Noronha. O Governo do Estado deve também fechar, com telas, a área de recebimento e manuseio do lixo na Usina de Compostagem num prazo de 90 dias.

Fonte: Ibama

A lógica do maior, não a do melhor.

Por Washington Novaes

Quem venha acompanhando o noticiário sobre vários setores de serviços à população no País provavelmente estará surpreso com certas decisões que vêm sendo - ou deixam de ser - tomadas e que apontam para o que poderia ser chamado de “opção pelo maior”, ou pelo mais caro, em detrimento do mais eficiente, mais barato.Pode-se começar pela questão do abastecimento de água nas capitais, que mereceu farto noticiário, diante da constatação de que se desperdiçam, em média, 45% da água que sai das estações de tratamento.

São Paulo perde 30,8%, Porto Velho, a campeã do desperdício, 78,8%, Brasília, a que menos perde, 27,3% - quando o Japão, por exemplo, perde 4,7%. A principal causa está nos vazamentos e furos nas redes de distribuição, por falta de monitoramento, assistência e reposição. E quem for verificar mais de perto constatará que isso não é feito porque se dá preferência a novas barragens, novas adutoras, novas estações de tratamento - mesmo sabendo que custa até cinco vezes menos conservar um litro de água (mantendo a rede em boas condições) do que gerar um litro “novo”. Mas não há financiamentos para a manutenção, só para obras novas - de custo muito mais alto (e maior retorno para os financiadores) , porém mais visíveis que as do subsolo (de menor rendimento eleitoral). E com isso se perdem, só nas capitais, 6,14 milhões de litros por dia, suficientes para atender ao consumo diário de algumas dezenas milhões de pessoas.

O panorama não é diferente na área de esgotos: mais de 50% da população nem sequer dispõe de redes coletoras e entre 1992 e 2005 o déficit só caiu 0,4% ao ano. Com isso, segundo a Funasa, morrem por dia sete crianças vítimas de doenças veiculadas pela água de má qualidade, que causam também 70% das internações na área pediátrica. Mas só se prevê reduzir o déficit à metade em 2020 e desde que aplicados R$ 10 bilhões por ano. E poderia ser diferente. Neste espaço mesmo já se comentou (31/8) que a instalação de redes de esgoto pelo sistema condominial pode proporcionar uma economia média de 35% nos investimentos, que pode chegar até a 50%, dependendo do lugar e das condições. Mas, com exceção do Distrito Federal, esse sistema não é o usual na maioria dos lugares. Por quê? Uma das razões é que se trata de obras de menor porte, menor visibilidade, menor custo, menor interesse das grandes construtoras. Ainda na área do abastecimento, vale a pena mencionar a questão das cisternas de placa para reter e aproveitar água de chuva no Semi-Árido brasileiro. Todo mundo já sabe que elas são uma solução muito mais barata e viável (podem ser construídas em comunidades isoladas, onde vivem milhões de pessoas, inacessíveis pelos ramais de transposição de águas). Mas até aqui só puderam ser implantadas 216 mil, beneficiando 1 milhão de pessoas, quando é necessário 1 milhão de cisternas. E agora o governo federal, o maior financiador (85%), anuncia que vai “diversificar” os caminhos da implantação, até aqui entregue a um consórcio de ONGs, a Articulação do Semi-Árido. Não por acaso, passará a colocar parte dos recursos nas prefeituras - em ano de eleição.

Nessa área, a Justiça acaba de obrigar o Ministério da Integração Nacional (Veja, 21/11) a abrir todas as propostas para obras da transposição do Rio São Francisco, porque inabilitara duas sem abrir. Ao serem abertas, verificou-se que uma das inabilitadas era R$ 36 milhões mais barata que a proposta considerada vencedora, de R$ 275 milhões. E para onde irá a água? Cerca de 70%, para irrigação de grandes projetos, inclusive em perímetros irrigados (R$ 491 milhões até 2010) - quando o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca admite que 50% dos perímetros irrigados por ele mesmo estão “sem produção alguma” (Folha de S.Paulo, 18/11). Também os projetos da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) prevêem investimentos de R$ 740 milhões em projetos de irrigação até 2010.Quando se passa à área da energia, mais alguns sustos e surpresas. Continua-se sem discutir o estudo da Unicamp que mostra ser possível economizar até 50% da energia consumida no País, tema tantas vezes comentado neste espaço. Mas se decide instalar, a um custo muitas vezes maior, unidades de geração caras, poluidoras e perigosas, quando também o relatório das Academias de Ciências, aqui citado pelo professor José Goldemberg (12/11), afirma que o formato mais barato para o Brasil é o da eficiência energética.

Projeto estende rodízio de veículos em SP

A ampliação do rodízio de veículos em São Paulo foi aprovada em primeira votação pela Câmara Municipal, na última quarta à noite. Criado pelo vereador Ricardo Teixeira (PSDB), o projeto de lei institui restrição de circulação em todos os dias da semana para todos os veículos, ampliando a proibição para todo o território da capital, com esquema de horário alternado. Para virar lei, no entanto, o projeto ainda precisa ser aprovado em segunda votação. Depois, segue para sanção do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Atualmente, apenas 20% da frota fica impedida de circular diariamente no centro expandido. A cada dia da semana, dois finais de placas estão proibidos de sair da garagem. Com a mudança, segundo o vereador, o número de veículos impedidos de rodar aumentaria em 30 pontos porcentuais. Mas especialistas contestam o cálculo. No esquema novo, em anos ímpares, como 2007, o rodízio valeria nos horários de pico, das 7h às 8h30 e das 17h às 18h30 para placas com final ímpar. No segundo horário, das 8h31 às 10h e das 18h31 às 20h, a restrição funcionaria para placas com final par, todos os dias da semana. O rodízio é invertido nos anos pares, como 2008, restringindo nos primeiros horários, da manhã e da tarde, a circulação de carros com placas de final par.

O objetivo, segundo o parlamentar, é proibir que os donos de dois carros driblem o esquema. "Em vez de 5,4 milhões de veículos na rua no horário do rush, teremos 3 milhões. Isso vai melhorar o trânsito." A medida é vista com cautela pelo presidente do Instituto de Engenharia, Francisco Christovam, que acredita que a proposta deveria partir da CET. Ele defende limites ao uso do automóvel e diz que, antes de aprovar esse projeto, é preciso tirar das ruas 30% da frota que circula irregularmente. "São mais de 1,5 milhão de carros sem registro. Temos de resolver esse problema para depois aplicar restrições a quem está regular."

Fonte: O Estado de S.Paulo.

Embrapa lança website sobre sustentabilidade agrícola

Leontino Balbo Jr

A Embrapa Monitoramento por Satélite disponibilizou em novembro, na Internet, website com um estudo sobre biodiversidade e sustentabilidade ambiental dos agroecossistemas. O website "Sustentabilidade agrícola e biodiversidade faunística: o caso do cultivo orgânico de cana-de-açúcar" apresenta os resultados do projeto desenvolvido ao longo de vários anos em um sistema agrícola de cana-de-açúcar, voltado para produção açucareira e agroenergética, localizado em Sertãozinho (SP). O endereço é: http://www.biodiversidade.cnpm.embrapa.br .

As propriedades estudadas adotaram o sistema de produção orgânico associado ao manejo agroecológico. Já foram catalogadas 287 espécies de vertebrados selvagens na área de estudo, que é de cerca de 8 mil hectares. Entre as espécies de anfíbios (26), répteis (17), aves (205) e mamíferos (39) detectados, os pesquisadores foram surpreendidos pela presença de pelo menos 30 espécies sob ameaça de extinção no Estado de São Paulo.

Critérios científicos

O pesquisador da Embrapa, e coordenador do projeto, José Roberto Miranda, explica que, além de obter resultados sobre a biodiversidade faunística, o estudo visa desenvolver métodos e critérios científicos para estudos faunísticos em território delimitado. "Ao definir um itinerário para estruturar protocolos de procedimentos cartográficos, amostrais e de tratamento numérico dos dados são produzidos resultados e informações objetivas. Esse paradigma metodológico é passível de emprego em outros tipos de agroecossistemas", completa Miranda. A equipe de pesquisadores do projeto vem documentando a dinâmica espacial e temporal do uso e gestão territorial nas áreas do estudo, com base em imagens do satélite, além de realizar sistematicamente o inventário e monitoramento dos povoamentos e populações faunísticas.
O website apresenta análises do uso e cobertura das terras estudadas, o levantamento das espécies de anfíbios, aves, mamíferos e répteis, além de um glossário e de publicações disponíveis para download.

Para o pesquisador José Roberto Miranda, dentre os indicadores biológicos, a fauna selvagem têm oferecido excelentes resultados, seja através da riqueza em espécies ou por índices de biodiversidade. "Esse é um critério objetivo e capaz de medir o grau de interação entre os povoamentos animais e o conjunto dos recursos oferecidos nas propriedades agrícolas", completa.

Fonte: Embrapa

Cientistas fazem apelo por ação contra aquecimento

Eric Brücher Camara

Um grupo de cientistas, entre eles integrantes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), lançou nesta quinta-feira, na conferência sobre mudanças climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU) em Bali, na Indonésia, um apelo aos negociadores para cortar as emissões de gases do efeito estufa pela metade até 2050, de forma a garantir que nos próximos 10 a 15 anos elas atinjam um pico e comecem a cair.

De acordo com o documento, batizado de "Declaração de Bali sobre o Clima por Cientistas", são necessárias medidas imediatas, a partir da reunião que termina no dia 14 de dezembro, para evitar que "milhões de pessoas fiquem sob risco de ondas de calor, secas, enchentes e tormentas, com cidades e litorais ameaçados pela elevação do nível do oceano e muitos ecossistemas, espécies de animais e plantas sob sério perigo de extinção". "Para os negociadores do clima cumprirem o seu trabalho, eles precisam se dar conta do que a ciência do clima lhes diz: a mudança climática é real e urgente e requer forte ação agora. Não há tempo para procrastinar", disse em Bali o professor Richard Sommerville, um dos mais respeitados meteorologistas do mundo.

Ao lado de Sommerville, alguns dos cientistas mais reconhecidos em pesquisas sobre mudança climática assinam a dura mensagem, endereçada diretamente aos mais de 190 países que participam do encontro da ONU na Indonésia. "O mundo pode ter apenas 10 anos para começar a inverter a atual tendência de crescimento das emissões", afirma o documento divulgado nesta quinta-feira.

Objetivo claro

O objetivo dos mais de 200 cientistas que assinaram o manifesto é forçar os negociadores a chegar a um acordo que vise a evitar o aumento de 2 graus na temperatura global, como indicam as evidências científicas ratificadas pelo próprio IPCC. "Entre 1970 e 2004 houve um aumento de 80% na concentração de CO2. As soluções já existem, mas não há varinha de condão. É preciso agir agora", disse o cientista australiano Matthew England, um dos idealizadores do documento. O manifesto repercutiu positivamente entre outros integrantes da comunidade científica e ganhou aplausos de outra associação, a União dos Cientistas Preocupados (UCS, na sigla em inglês)."Tanto os países em desenvolvimento quanto os industrializados precisam fazer cortes robustos, e os Estados Unidos precisam cortar emissões pelo menos 80% abaixo dos níveis de 2000 até o ano 2050", afirmou o coordenador do programa de Mudança Climática da UCS, Peter Frumhoff, que assinou um estudo que identifica a necessidade destes cortes nas emissões americanas para que a média de aquecimento global não ultrapasse os dois graus.

Desde segunda-feira, negociadores de governos de todo o mundo estão reunidos em Bali para tentar fechar um plano de ação para que nos próximos dois anos seja possível apresentar aos líderes mundiais um projeto de acordo que substitua o Protocolo de Kyoto, que vigora atualmente. O acordo assinado em 1997 prevê o corte de 5,2% das emissões dos gases do efeito estufa em relação aos níveis registrados em 1990 e vence em 2012.

Fonte: BBC Brasil

Navio do Greenpeace Rainbow Warrior chega a Bali

O "Rainbow Warrior", navio almirante do Greenpeace, chegou nesta sexta-feira à ilha indonésia de Bali, onde delegações de quase 190 países discutem uma política climática global pós-2012. O navio da organização ecológica está ancorado em um porto da península de Nusa Dua, a alguns quilômetros do centro de conferências.

Mais de 10 mil participantes se encontram em Nusa Dua, incluindo muitos representantes de ONGs, segundo o último balanço da Convenção do Clima da ONU. O "Rainbow Warrior" realizou recentemente ações nas costas da ilha indonésia de Sumatra para denunciar o desmatamento e as emissões de CO2 causadas pela indústria local.

Fonte: AFP

Petroleiro bate em cargueiro e joga 10 mil toneladas de óleo no mar da Coréia


O navio Hebei Spirit é visto após o acidente em Taean, cerca de 170 quilômetros de Seul (Foto: Yun Seok-ee/Reuters)

O volume de petróleo despejado é superior ao do pior acidente deste tipo no país.As autoridades sul-coreanas acham que não haverá um desastre ambiental

O petroleiro Hebei Sprit, de Hong Kong, bateu em um cargueiro sul-coreano no Mar Amarelo, a oeste da Coréia do Sul, e despejou no mar 10 mil toneladas de petróleo, segundo informou a agência de notícias "Yonhap" nesta sexta-feira (7). A colisão aconteceu na manhã desta sexta, a cerca de oito quilômetros do litoral da Coréia do Sul. O volume de petróleo despejado é superior ao do pior acidente deste tipo ocorrido até hoje no país, de 1995, quando cerca de 5 mil toneladas caíram.

O governo sul-coreano criou um centro para atenuar os danos produzidos e enviou ao local do acidente três navios de limpeza. As autoridades sul-coreanas acham que não haverá um desastre ambiental. A mancha de petróleo não está se estendendo rapidamente, e poderá ser controlada em dois dias. O ministro de Pesca, Kang Moo-hyun, disse que as autoridades trabalham para conter o petróleo antes que ele chegue aos centros pesqueiros próximos. Segundo a "Yonhap", alguns habitantes da área mais próxima ao acidente apresentaram sintomas como náuseas, por causa do cheiro do petróleo.

Fonte: Globo.com

Muito além da soja

Washington Castilhos

O diesel brasileiro deverá ter 2% de biodiesel a partir do ano que vem, proporção que deverá aumentar para 5% em 2012. Mas a baixa produtividade por hectare de soja e a baixa produtividade energética poderão ser ameaças importantes à sustentabilidade tanto da meta do governo federal como do próprio programa de biodiesel no Brasil, segundo o engenheiro Luiz Augusto Horta Nogueira, professor titular da Universidade Federal de Itajubá e consultor da Organização das Nações Unidas.

Para ele, o programa desejável de biodiesel no país não passa pela soja ou pela mamona, como apontam muitos entusiastas. “O biodiesel é uma alternativa em desenvolvimento, no qual as matérias-primas não apresentam vantagem”, afirmou em entrevista à Agência FAPESP, no Rio de Janeiro. Nogueira participou do simpósio Energia no Brasil, uma das atividades do encontro Avanços e perspectivas da Ciência no Brasil, América Latina e Caribe, promovido na sede da Academia Brasileira de Ciências e que termina nesta sexta-feira (7/12).

Agência FAPESP – Há um grande entusiasmo em relação ao uso do biodiesel no Brasil. A meta do governo federal é que até 2012 o diesel brasileiro tenha 5% de biodiesel. Isso será possível?

Luiz Augusto Horta Nogueira – Acho que, infelizmente, não. O biodiesel é uma alternativa em desenvolvimento, no qual as matérias-primas não apresentam vantagem, uma vez que têm custos elevados na produção. Há uma demanda de recursos naturais alta para produzir unidades energéticas. O biodiesel que temos hoje no Brasil provém em 80% da soja e será uma pena levar adiante um programa de biocombustível usando essa planta. A baixa produtividade por hectare e a baixa produtividade de energia por energia investida são os maiores problemas para a sustentabilidade desse programa. Se fizermos biodiesel de uma palma de dendê, teremos produtividade dez vezes maior do que a da soja e um consumo de energia 3 a 4 vezes mais baixo.

Agência FAPESP – Então, uma vez que existem outras alternativas, o programa de biodiesel não deve ser totalmente descartado?

Nogueira – O programa que propõe o uso do sebo e do óleo de dendê é promissor. O problema é que 80% do programa existente é em cima da soja, cuja colheita pode ser boa, mas a produtividade é baixa. O programa desejável de biodiesel no Brasil certamente não passa pela soja ou pela mamona. As palmeiras representam boa alternativa: têm baixo consumo por unidade de energia produzida e cultivo perene. Já a soja tem cultivo anual. Existe uma gama de palmáceas que seriam boas alternativas.

Agência FAPESP – As perspectivas são boas em relação ao etanol?

Nogueira – A indústria do etanol é mais madura e apresenta índices excelentes de desempenho. O etanol tem uma historia mais consistente. Ele é usado há mais de 80 anos no Brasil. O uso obrigatório de álcool misturado na gasolina vem desde 1931. Certamente, é a alternativa mais viável em todos os sentidos.

Fonte: Agência Fapesp

Emissões de carbono permitiram surgimento da biodiversidade da Terra

Estudo afirma que o gás de efeito estufa impediu que o planeta virasse uma bola de gelo. Teoria anterior afirmava que isso teria acontecido pela atividade vulcânica.

Antes da multiplicação das espécies viventes na Terra, há 550 milhões de anos, a Terra viveu um período de grande frio, mas, segundo uma nova teoria, a explosão do período cambriano (542 a 488 milhões de anos) se explica pelo ciclo do carbono e não pela atividade dos vulcões. Ao liberar grandes quantidades de C02, estas erupções vulcânicas teriam permitido, segundo a teoria mais conhecida, o aquecimento necessário para tirar a Terra de um estado de intensa glaciação durante a qual a atividade essencial da fotossíntese já havia cessado.

Mas, segundo o estudo de três cientistas da Universidade de Toronto (Canadá), publicado esta semana na revista "Nature", "uma significativa zona de superfície oceânica não coberta pelos gelos pôde subsistir no equador durante as glaciações do período criogênico (850 - 635 milhões de anos)". Se o oceano não fica gelado com a queda das temperaturas, são arrastadas maiores quantidades de oxigênio para para o fundo do mar e isso provoca a a oxidação do carbono orgânico formado pela fotossíntese nas águas superficiais. Uma parte deste C02 pôde ser liberado depois para a atmosfera e contribuiu para aquecê-la. "A solubilidade do oxigênio na água marinha controla a remineralização do carbono de maneira que o nível de C02 não possa cair abaixo de um patamar em que ocorreria um estado de esfriamento permanente da Terra", afirmam Richard Peltier, Yonggang Liu e John Crowley.

Dessa forma, o final do período glacial não estaria necessariamente ligado a uma súbita apariação de níveis muito altos de C02 na atmosfera (causada pelas erupções vulcânicas). Segundo a teoria em voga até agora, a camada de gelo e neve que recobriria nosso planeta impedia o aquecimento ao refletir a luz solar, até que as erupções vulcânicas liberaram bastante C02 para permitir o advento da maioria das espécies animais e vegetais.

Fonte: Globo.com

Discussão entre benefícios e prejuízos para gerar energia no país é emocional, diz ex-ministro

Paula Laboissière

O ex-ministro de Minas e Energia Antônio Dias Leite, professor emérito do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse hoje (6) que a controvérsia entre benefícios com a construção de usinas hidrelétrica e prejuízos ambientais tem sido abordada de forma emocional no Brasil. “Nós temos que, de fato, confrontar as oportunidades que existem. Confrontar as hidrelétricas com as fontes alternativas”, disse em entrevista à Rádio Nacional. O ex-ministro observou que o Brasil tem uma grande dependência de energia hidrelétrica vinda da Amazônia, mas que ainda não foi realizado na região um estudo global do que vem sendo feito em termos de energia elétrica como aconteceu nas Regiões Sudeste e Sul. “Não sabemos exatamente quais os melhores projetos possíveis na Amazônia”, disse.

Dias Leite admitiu a possibilidade de que, ao apresentar um crescimento acelerado da economia nos próximos anos, o país volte a entrar em um colapso energético após 2010.
“Seria dramático entrarmos em outra crise de abastecimento como em 2001. Calcula-se que se perdeu 3% do Produto Interno Bruto só com o racionamento”. Para o ex-ministro, quando se fala em um setor vital para o crescimento e desenvolvimento do país como o setor elétrico, é preciso planejamento por parte do governo. “Dez anos é o mínimo. Pouca coisa pode ser feita para acontecer antes disso. Ainda mais agora que o licenciamento ambiental é o novo passo a ser dado em cada projeto”, disse. Dias Leite disse que é favorável à finalização da usina nuclear de Angra 3, mas pediu cautela na discussão sobre investimentos brasileiros em usinas nucleares.
Segundo ele, os novos projetos de engenharia em âmbito mundial merecem atenção, mas ainda não há comprovação comercial que valide as iniciativas. “Eu situo as usinas novas como perspectiva para o ano de 2020. Acho que é um pouco fantasia pensar em usinas de estrutura nova antes disso”.

O ex-ministro considerou precipitado o leilão da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio. Porém admite que será possível alcançar boas propostas em termos de custo e preços da energia.
“O processo foi, infelizmente, muito tumultuado. Não é o melhor caminho, mas é o que vai acontecer. Alguns desses consórcios vai oferecer uma proposta aceitável”. O leilão de energia da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, que será construída no Rio Madeira, em Rondônia, deve ser realizado no próximo dia 10. Além do consórcio formado pela construtora Odebrecht e pela subsidiária Furnas, também devem participar da licitação as estatais Eletronorte, Eletrosul e a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf). A usina de Santo Antônio é a primeira das duas hidrelétricas que devem ser construídas no Rio Madeira. O leilão para a segundo usina, a de Jirau, deve acontecer no início do ano que vem. As duas usinas devem gerar 6,5 mil megawatts de potência.

Fonte: Agência Brasil

Gasoduto Brasil-Bolívia recebe licença de instalação

O Ibama concedeu licença de instalação para a Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia Brasil S/A-TGB, relativa à Estação de Entrega de Guaiçara a ser instalada no km 933 do Trecho Norte do Gasoduto Bolívia-Brasil, município de Guaiçara/SP.
Sua finalidade é condicionar e medir o gás natural transportado e entregá-lo em conformidade com as condições estabelecidas pela distribuidora. Dentre as condições específicas está a obrigatoriedade do empreendedor de apresentar, até 30 dias antes do início das obras, as medidas adotadas para controlar e reduzir os níveis de ruído e poluição atmosférica, no canteiro e sítios onde serão realizados os serviços. A licença é valida por dois anos a contar desta data, observando as condicionantes discriminadas no processo e que fazem parte do licenciamento.

Transnordestina recebe licença para supressão de vegetação

A Companhia Ferroviária do Nordeste recebeu hoje autorização do Ibama para proceder com a supressão de vegetação necessária à implantação da ferrovia Transnordestina, entre os municípios de Missão Velha/CE e Salgueiro/PE. A área a ser suprimida totaliza 313,88 ha na faixa de domínio da ferrovia. Nas áreas em que existirem sítios arqueológicos só poderá haver supressão após liberação do Ibama depois de trabalhos de registro comprovados e aceitos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan. A autorização tem validade de dois anos e está vinculada ao cumprimento das condições específicas constantes no processo.

Ibama concede mais quatro autorizações para supressão de vegetação

O Ibama concedeu hoje mais quatro autorizações para supressão de vegetação. A empresa Mineração Corumbaense Reunida S/A pode cortar a vegetação necessária para ampliação de dois locais de depósitos de minério de ferro, em áreas localizadas na Morraria Santa Cruz, Corumbá/MS. A delimitação das áreas estão em conformidade com as coordenadas constantes da autorização que é válida por um ano a partir de hoje. Furnas Centrais Elétricas S/A também tem permissão para suprimir vegetação ao longo das linhas de transmissão e no entorno da substação de energia pertencentes à UHE Marimbondo, no rio Grande, divisa dos estados de Minas Gerais e São Paulo. Sua validade é de um ano a partir desta data.O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes – DNIT ganhou duas autorizações para supressão de vegetação em dois trechos da BR-392, que liga Pelotas a Rio Grande, no estado do Rio Grande do Sul. Um dos trechos de 24,9 km de extensão vai da Vila Quinta até a ponte sobre o Canal de São Gonçalo. O outro de 27,058 km vai do Rio Grande a Vila Quinta. O período de validade das autorizações é de dois anos. Todas as autorizações estão subordinadas ao atendimento de condições específicas discriminadas nos processos.

Fonte: Ibama

Indice de desmatamento na Amazônia cai 20%

O desmatamento na Amazônia entre agosto de 2006 e julho de 2007, estimado em 11,224 Km2 pelo sistema Prodes (Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite), caiu 20% em relação ao período 2005-2006, registrando uma queda acumulada de 59% nos últimos três anos. O número é muito próximo ao menor já registrado (11.030Km2, em 1991) desde o início do monitoramento do desmatamento na região, em 1988. O Pará foi o único estado que apresentou crescimento na taxa de desmatamento para 2006-2007, de apenas 1%, chegando a 5.569 Km2.

O estado de Mato Grosso é o segundo com maior área desmatada (2.476Km2). Contudo, apresenta uma queda, segundo as estimativas do Prodes, de 43% em relação ao período 2005-2006, que foi de 4.333Km2 de área desmatada. Em seguida vem Rondônia, com estimativa para 2006-2007 de 1.465Km2 de área desmatada. Porém o estado apresentou queda de 29% em comparação a 2005-2006 (2.062Km2). Pará, Mato Grosso e Rondônia juntos foram responsáveis por 85% dos desmatamentos na Amazônia no período 2006-2007. (Veja quadro na página 22 do anexo) .Mesmo com estimativas positivas do Prodes para 2006-2007, confirmando o terceiro ano consecutivo de queda nas taxas de desmatamentos na região, o Ministério do Meio Ambiente está atento para os números do sistema Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), que apontam uma tendência de aumento dos desmatamentos nos primeiros três meses do período 2007-2008 (agosto a outubro). Para impedir que essa tendência se confirme por todo o período, o governo federal está preparando um conjunto de medidas a serem adotadas já no início do próximo ano.

Uma das medidas discutidas e aprovadas no âmbito da Comissão Executiva do Plano de Prevenção e Controle dos Desmatamentos na Amazônia e que está materializada no decreto assinado nesta quinta-feira (6) pelo Presidente da República é a criação de um Grupo Permanente de Responsabilização Ambiental para o desenho de estratégias mais eficazes e eficientes de fiscalização e controle ambiental integrados por parte dos órgãos federais em articulação com os estados. As estratégias devem ser focadas em municípios considerados de risco potencial de incremento de desmatamentos. Um dos desafios para o controle efetivo dos desmatamentos é o baixo índice de responsabilização efetiva decorrente das infrações ambientais. O grupo criado pelo presidente será integrado pelo Ministério da Justiça, Casa Civil, Agência Brasileira de Inteligência, Polícia Federal, Ibama, Secretaria Nacional de Segurança Pública e será coordenado pelo Ministério de Meio Ambiente. As atribuições do grupo são: As taxas de desmatamento da Amazônia são elaboradas com base no Prodes (Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélites) , do Instituto de Pesquisa Espacial (Inpe), vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia. O sistema utiliza imagens com maior precisão, tornando possível constatar o que foi desmatado entre o período de 01 de agosto a 31 de julho do ano seguinte.

Em Belém, no Pará, onde participou nesta quinta-feira (6) da reunião com os governadores da Frente Norte do Mercosul, o presidente Lula assinou mais dois decretos com medidas para o desenvolvimento sustentável e o controle do desmatamento na Amazônia, além do que cria, no âmbito do Grupo Permanente de Trabalho Interministerial para a Redução dos Índices de Desmatamento da Amazônia Legal, o Subgrupo de Trabalho sobre Responsabilização Ambiental. O primeiro altera o decreto de 2002 que trata do Zoneamento Ecológico Econômico. O segundo cria o comitê gestor do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável da Àrea de Influência da BR 163 e o Fórum Regional. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participou do encontro.

Fonte: MMA

Aumenta isolamento americano em reunião de Bali

Os Estados Unidos estão cada vez mais isolados na conferência de Bali sobre o clima, depois que a Austrália declarou seu "apoio total" às reduções em massa de emissão de gases causadores do efeito estufa. O país que mais contribui para o aquecimento global manteve sua oposição a todos os acordos multilaterais que impliquem um controle de suas emissões. "Nossa posição não mudou", declarou Harlan Watson, chefe da delegação americana nas discussões de Bali, cujo objetivo principal é elaborar as linhas gerais da política climática mundial para depois de 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto. Watson disse que não considerava a proposta feita na quarta-feira por uma comissão do Senado americano no sentido de adotar medidas mais severas para limitar as emissões de gases causadores do efeito estufa.

A única ferramenta internacional para diminuir o aquecimento do planeta é o Protocolo de Kyoto, e os Estados Unidos foram o único país desenvolvido que não ratificou o texto. A Austrália, que mantinha a mesma postura, finalmente aderiu ao acordo na última segunda-feira.
As autoridades australianas anunciaram nesta quinta-feira que apoiam as advertências dos especialistas internacionais sobre a evolução do clima (IPCC), com uma redução de 25% a 40% nas emissões de gases causadores do efeito estufa até 2020 para os países desenvolvidos. "Nós apoiamos totalmente essas metas", disse à AFP um membro da delegação australiana em Bali. Estes números se aproximam dos compromissos assumidos pela União Européia (UE), considerada uma "boa aluna" entre os países ricos. A UE se comprometeu a reduzir suas emissões em pelo menos 20% até 2020, e até em pelo menos 30% se os outros países industrializados se comprometerem.

Mas o novo primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, deu mais tarde a impressão de dar para trás. "Alguns países indicaram que não aceitarão obrigatoriamente essas metas, e tampouco aceitam os objetivos vinculantes que os envolvem, disse Rudd em Brisbane. "Essa é também a posição do governo australiano", afirmou. O secretário executivo da Convenção sobre o Clima da ONU, Yvo de Boer, constatou por sua vez a diferença entre as posições dos parlamentares americanos e seu governo. "Evidentemente há diferenças significativas entre as posições adotadas por certo número de senadores e de membros do Congresso americano e as da Casa Branca", afirmou. Uma ONG americana apresentou na quinta-feira um relatório que apontava para emissões impressionantes dos Estados americanos. Segundo a National Environment Trust (NET), o estado do Texas (23,7 milhões de habitantes) contamina mais que 116 países em vias de desenvolvimento com um total superior a um milhões de pessoas.
Wyoming, o Estado americano menos densamente povoado, com 510 mil habitantes, emite mais CO2 que 69 países em vias de desenvolvimentoo juntos, com um total de 357 milhões de indivíduos. "Enquanto os objetivos das emissões, para todo o mundo está claro que os países industrializados deverã manter a atenção concentrada (nos esforços)", declarou de Boer.
"Todos os governos (que ratificaram o Protocolo de Kyoto) compreenderam que os países industrializados devem reduzir suas emissões entre 25% e 40% para 2020", insistiu.

Fonte: AFP

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Ibope: 71% das pessoas aprovam sacolas plásticas

Uma pesquisa realizada, em São Paulo, pelo Ibope mostrou que 71% dos entrevistados são favoráveis ao uso de sacolas plásticas. O estudo ouviu 600 mulheres, entre 18 e 55 anos, das classes B, C e D. A pesquisa indicou que a maioria prefere a sacola plástica como a forma ideal de transportar as compras.

Outros 75% se manifestaram a favor do fornecimento de sacolas plásticas por parte do estabelecimento de comércio. Em um terceiro questionamento, 60% acreditam que não há outra maneira de carregar as compras. Quando os entrevistados foram abordados sobre o reuso do produto, 100% informaram que aproveitam a sacola plástica como saco de lixo no banheiro, cozinha, pia e quintal. O reaproveitamento é maior nas classes C e D, que possuem menos recursos para comprar os sacos de lixo.

No caso de reutilizações, 20% guardam ou armazenam roupas, mantimentos e objetos diversos. Outros 18% apenas transportam estes produtos nas sacolas plásticas. O estudo também questionou a confiança das pessoas na resistência das sacolas para carregar um peso maior, revelando que 43% confiam um pouco e 39% não confiam. Diante da pergunta sobre a possibilidade da sacola ser mais resistente, 82% dos entrevistados responderam que certamente transportariam mais produtos. A pesquisa foi realizada em conjunto pelo Ibope, o Instituto Nacional do Plástico (INP) e a Plastivida Instituto Socioambiental dos Plásticos.

Fonte: Redação Terra