terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

África do Sul permitirá sacrifício de elefantes

Sacrifício será adotado para controlar população de elefantes

O governo sul-africano anunciou nesta segunda-feira que permitirá o sacrifício de elefantes no país a partir de 1º de maio. Segundo o ministro do Ambiente e Turismo da África do Sul, Marthinus Van Schalkwyk, o sacrifício é necessário para controlar a população de elefantes no país. Esta será a primeira vez que o governo permitirá a matança dos animais desde que o sacrifício foi proibido, em 1995. Há estimativas de que o número de elefantes aumentou de 8 mil para 20 mil animais desde o fim dos sacrifícios.

No comunicado, o ministro afirmou ainda que a prática será permitida apenas em último caso e que o governo adotará outras técnicas para o controle da população de elefantes, como o uso de contraceptivos e o transporte de animais para áreas menos habitadas. De acordo com Van Schalkwyk, o sacrifício será adotado apenas depois de várias considerações "com todas as opiniões consultadas", afirmou.

Reações

A população que reside em regiões próximas de onde vivem os elefantes reclamam que os animais são perigosos, comem as frutas e competem com os humanos para beber água. No comunicado desta segunda-feira, o governo sul-africano afirmou que está ciente de que a decisão vai causar "emoções fortes" e despertar a oposição de ativistas de direitos dos animais. Apesar disso, o ministro afirmou que "o equilíbrio da biodiversidade e as pessoas que vivem próximas dos elefantes" também precisam ser considerados. A ONG de direitos dos animais Animal Rights Africa afirmou que os elefantes têm habilidades cognitivas bem desenvolvidas e são alertas sobre o espaço. "Quanto mais parecidos conosco precisam ser os elefantes para que matá-los seja considerado assassinato?", questionou a ONG em um comunicado divulgado antes do anúncio do governo.

Fonte: BBC Brasil

Comissão Nacional do P2R2 promove encontros na Bahia e no Ceará

Membros da Comissão Nacional do Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Acidentes Ambientais com Produtos Químicos Perigosos (P2R2) estão reunidos em Salvador (BA) para discutir questões relativas ao Setor de Emergências Ambientais com Produtos Perigosos. O encontro dá continuidade aos trabalhos de apoio à formação das Comissões Estaduais do Plano, coordenados pelo Ministério do Meio Ambiente. Na quarta e quinta-feira, o grupo se reunirá em Fortaleza (CE).

Os encontros reunirão os principais parceiros públicos, privados e a sociedade civil interessados no aperfeiçoamento do processo de prevenção, preparação e resposta rápida a emergências ambientais nos estados. A eficácia do P2R2 depende do fortalecimento das Comissões Estaduais e dos órgãos e instituições que a compõem, agregando todos os setores direta ou indiretamente envolvidos na gestão de riscos químicos nos estados, a fim de se reduzir a ocorrência desses acidentes. O MMA tem realizado um trabalho de fomento aos estados para que estes possam, por meio da metodologia de Mapeamento de Áreas de Risco, mapear e caracterizar os empreendimentos e atividades potencialmente impactantes, as áreas contaminadas e passivos ambientais, os sítios frágeis ou vulneráveis, o histórico de ocorrência de acidentes e as unidades de resposta, identificando as áreas mais propensas à ocorrência de acidentes com produtos químicos perigosos.

A comissão é composta por representantes do Ministério do Meio Ambiente (Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Fundo Nacional do Meio Ambiente e Ibama), do Ministério da Saúde (Secretaria de Vigilância em Saúde) e do Ministério da Integração Nacional (Secretaria Nacional de Defesa Civil).

Fonte: MMA

Ibama e PF deflagram Operação Arco de Fogo

Uma ação conjunta do Ibama e Polícia Federal retoma hoje os trabalhos de fiscalização de empresas madeireiras no município de Tailândia, pólo madeireiro localizado no nordeste do Pará, a 350 quilômetros da capital Belém. A Operação Arco de fogo, de combate a crimes ambientais na Amazônia, vistoria o armazenamento e o comércio de madeira ilegal. Para manter a ordem e a segurança dos fiscais, foi mobilizada a Força Nacional de Segurança Pública. O efetivo conta com 300 agentes públicos, além de 200 homens da Polícia Militar do Pará. O Governo do Pará dá apoio à ação que não tem data pra acabar.

Quatro equipes mistas (Ibama, PF, Sema e FNS) vão dar continuidade ao trabalho de fiscalização. Ainda restam mais de 130 serrarias a serem vistoriadas. O Ibama avalia a documentação da empresa, faz o levantamento da madeira estocada no pátio da serraria e apreende a madeira sem origem comprovada. A Polícia Federal indicia os responsáveis pelo crime ambiental. Pode haver prisões, se constatado o flagrante. Um convênio firmado entre Ibama e Governo do estado do Pará permite a doação da madeira apreendida à Secretaria de estado de Meio ambiente que providencia a retirada da madeira que será destinada para fins sociais. Desde sábado, 23, a Sema já retirou da cidade 48 caminhões carregados ou cerca de 1500 metros cúbicos de madeira.

Segundo o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Flávio Montiel, a ação conjunta das instituições federais ocorre de acordo com as ações do Plano de Ação para a Prevenção e Combate ao Desmatamento na Amazônia (PPCDAM) e foi a articulada em reunião no Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República no dia 19 deste mês. Nesta data, fiscais do Ibama realizavam uma vistoria em madeireira quando foram cercados por uma multidão enfurecida com cerca de 2 mil pessoas. Os servidores deixaram a cidade sob proteção do Batalhão de Choque da PM e do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA). A população teria se revoltado porque donos de serrarias teriam ameaçado de demiti-los caso fossem fiscalizados. As carvoarias também estão na mira da ação conjunta. Suspeita-se que elas utilizem madeira extraída ilegalmente da floresta como matéria-prima para a produção de carvão. Desde o dia 11 quando chegou a Tailândia, o Ibama já fiscalizou 10 serrarias das cerca de 147 que existem em Tailândia. Cinco delas foram multadas por ter em depósito e vender madeira ilegal.

Dos mais de 20 mil metros cúbicos de madeira vistoriados, 13 mil foram apreendidos. As multas aplicadas já somam mais de R$ 1,5 milhão. Também foram destruídos 152 fornos para produção de carvão que não tinham a devida licença ou por utilizarem madeira nativa, o que resultou em multa de R$ 61 mi

Fonte: Ibama

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Estudo avalia sustentabilidade da cadeia

Os atuais modelos brasileiros de produção de suco de laranja concentrado e de etanol de cana-de-açúcar não são sustentáveis. A conclusão faz parte da tese de doutoramento de Consuelo Fernandez Pereira, apresentada à Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp. De acordo com a pesquisadora, que baseou sua análise em um estudo de caso, a situação decorre do fato de ambos os setores serem dependentes do uso de combustíveis fósseis e causarem variados impactos ambientais ao longo das respectivas cadeias produtivas. A pesquisa, orientada pelo professor Enrique Ortega, contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Pesquisa pode ser útil como ferramenta de planejamento

Em seu estudo, Consuelo combinou duas metodologias para averiguar a sustentabilidade dos produtos agroindustriais: Análise Emergética (AE) e Avaliação do Ciclo de Vida (ACV). A primeira mede o consumo de toda a energia empregada direta ou indiretamente para produzir um dado bem ou serviço. “Nesse cálculo, nós consideramos desde a energia solar, que não tem um custo financeiro, até o trabalho humano empregado ao longo da cadeia produtiva.”, explica a engenheira de alimentos. A segunda avalia todos os estágios do ciclo de vida de um produto, desde a aquisição da matéria-prima até a disposição final dos resíduos. Em outras palavras, a metodologia acompanha a trajetória do produto desde o berço até o túmulo. “Ao utilizarmos a AE e a ACV conjuntamente, nós podemos obter um diagnóstico mais preciso do desempenho ambiental de produtos e processos”, acrescenta a autora da tese.

Consuelo diz ter escolhido os dois produtos para análise em razão do que representam para a economia brasileira em geral e para a paulista, em particular. Na safra 2005/2006, o país produziu 14,4 milhões de toneladas de suco de laranja concentrado e congelado, o equivalente a 30% da produção mundial. Do total, 80% seguiram para o exterior. Quanto ao etanol, o Brasil produziu algo como 15 bilhões de litros de álcool na safra 2004/2005, sendo que 94% foram destinados ao mercado interno. São Paulo respondeu sozinho por 66% dessa produção. No caso do suco de laranja concentrado, Consuelo investigou a cadeia tanto do produto convencional quanto do orgânico. “Ao longo do trabalho, eu visitei pomares e indústrias e entrevistei diversos técnicos. Isso me deu uma visão bastante ampla de todo o sistema produtivo”, afirma a pesquisadora. Ainda em relação ao suco de laranja, entre os itens considerados na pesquisa de Consuelo estiveram o sistema agrícola, o transporte da laranja até a indústria, a transformação da fruta em suco, o transporte até a Europa e o transporte dentro dos países europeus. A conclusão da autora da tese é que tanto o produto convencional quanto o orgânico não são sustentáveis, principalmente porque dependem fortemente do uso de combustíveis fósseis. “Isso ocorre em todas as etapas da cadeia, inclusive na fase agrícola, quando são utilizados fertilizantes ou sistemas de irrigação”, assinala.

Embora o suco de laranja orgânico tenha mostrando um melhor desempenho, este também ficou aquém do desejado no que toca à sustentabilidade, conforme a pesquisadora. “De modo geral, podemos dizer que apenas 25% da energia empregada na produção do suco de laranja convencional são renováveis. No caso do suco orgânico, isso sobe para 30%. São índices muito baixos”, afirma. Outro dado computado na tese refere-se à perda de solo proporcionada pela atividade. Conforme os cálculos de Consuelo, para cada litro de suco de laranja produzido, perdem-se 600 gramas de solo. Além disso, 90 litros de água são consumidos para se produzir o mesmo litro de suco.

Etanol

Para analisar a performance do etanol, Consuelo considerou um nível de mecanização da colheita da ordem de 15%, que é a média registrada em São Paulo. Embora o produto tenha um desempenho superior aos dos demais biocombustíveis, aponta a pesquisadora, seu índice de renovabilidade é baixo, ficando na casa dos 35%. “Apesar do uso do bagaço como fonte energética ajudar a minimizar esse impacto, o setor ainda emprega combustível fóssil ao longo da sua cadeia. Em São Paulo, por exemplo, o álcool é transportado das usinas para as bases de distribuição e destas para os postos de combustíveis por meio de caminhões. De acordo com as distâncias percorridas, o impacto ambiental é maior ou menor”.

Outro aspecto relevante levantado pela tese está relacionado às emissões de dióxido de carbono (CO2). Ao contrário do que defendem alguns autores, Consuelo não considera que o etanol seja um mitigador do CO2. “A planta, de fato, absorve boa parte desse gás no ciclo seguinte. Acontece, porém, que a cada ciclo ocorrem emissões devido ao uso de combustível fóssil: seja na etapa agrícola, seja na etapa de produção de etanol, visto que são utilizados insumos industriais que geram CO2 durante sua produção”. Mais um aspecto que depõe contra o álcool em relação à sustentabilidade ambiental, lembra a engenheira de alimentos, é o esgotamento do solo. A cana, de acordo com ela, acelera a exaustão do solo, o que exige a aplicação de quantidades cada vez maiores de fertilizantes ou a mudança de área de plantio. “Não é por outra razão que muitos pesquisadores e ambientalistas estão preocupados com a contribuição desta cultura para o desmatamento da Amazônia, uma vez que ela ‘empurra’ outras atividades agrícolas para regiões mais distantes”, destaca Consuelo. Questionada se é possível melhorar os modelos de produção do suco de laranja e do etanol para que se tornem mais sustentáveis, a pesquisadora avalia que ainda há espaço para aperfeiçoar os dois sistemas. No caso dos dois setores, ela considera a etapa industrial bastante eficiente. “Entretanto, essas atividades ainda oferecem espaço para o uso de energias renováveis e opções ecológicas mais avançadas. Quanto à fase agrícola, pode-se melhorar o manejo do solo de forma a diminuir a necessidade de irrigação e de uso de fertilizantes”, sugere.

No que toca ao etanol especificamente, Consuelo defende a criação de áreas de conservação de vegetação para compensar as emissões do sistema produtivo. Seria interessante, ainda, a adoção de novos modelos de produção e distribuição do álcool, de forma a contemplar a construção de usinas menores para o atendimento de áreas igualmente reduzidas. “Dessa forma, o impacto causado pelas emissões durante a produção e o transporte do produto poderia ser minimizado”, pondera. De acordo com Consuelo, a avaliação da sustentabilidade a partir da combinação da AE e a ACV pode se constituir em importante ferramenta para o planejamento de modelos produtivos mais sustentáveis, bem como para a elaboração de políticas públicas e até mesmo para a adoção de sistemas de certificação, exigência cada vez maior por parte dos países importadores de produtos brasileiros.

Fonte: Jornal da Unicamp

Jardim Botânico inaugura cactário com novas espécies

O Jardim Botânico, localizado no Rio de Janeiro, inaugura no próximo dia 26 de fevereiro, às 16h, um cactário com mais de cem novas espécies de cactos e suculentas, que se somarão à coleção existente no Jardim. As estufas, que estavam fechadas há mais de dez anos, serão reabertas totalmente reformadas, com o patrocínio das empresas Blue Man e Espaço Botânico, responsáveis pela aquisição de inúmeros cactos nativos e exóticos, escolhidos criteriosamente pela coordenadoria das coleções vivas da instituição, e pela execução de um novo projeto paisagístico.

O cactário ganhou uma coleção temática inteiramente nova e dentro dos padrões recomendados internacionalmente para a conservação de espécies em jardins botânicos. Isso foi possível devido a enorme diversidade atingida e por se obter dados sobre as localidades de origem de muitos dos cactos doados. O espaço será composto por quatro partes principais. Cactos em estufas estarão distribuídos de forma ornamental ou científica. Nas áreas externas estarão um conjunto com cactos prioritariamente brasileiros, outro com cactos exóticos (não nativos) e, por último, um canteiro denominado Parece mas não é formado por plantas que se assemelham aos cactos mas pertencem a outras famílias botânicas. Apesar de os canteiros da flora brasileira de cactos já se encontrarem ricos e diversos, com exemplares oriundos principalmente dos estados da Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro, a coordenadoria está organizando uma agenda de expedições botânicas para a busca de espécies em outras áreas como, por exemplo, o Rio Grande do Sul, que é sabidamente o estado brasileiro com maior diversidade de cactos.

Fonte: MMA

Falta de apoio de governos passados complicou situação em Tailândia, avalia instituto

Felipe Linhares

A difícil situação do município de Tailândia, no interior do Pará, é resultado da falta de apoio dos governos estaduais anteriores. A avaliação é do defensor público e conselheiro do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Paraguassú Élderes. De acordo com ele, a falta de apoio e de investimentos para resolver a situação da exploração irregular de madeira foi um dos motivos para que o problema se complicasse no município.Segundo Élderes, os moradores da região "se acostumaram a explorar a floresta sem dar satisfações ao estado”. No dia 11 de fevereiro, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deflagrou a Operação Guardiões da Amazônia para recuperar madeira comercializada sem comprovação de origem e autuar madeireiras e transportadores que fazem tráfico ilegal na região.

A situação dos trabalhadores das serrarias preocupa o defensor público. “O Pará é uma colônia extrativista que não tem industrialização para oferecer emprego às pessoas que trabalham nas madeireiras e carvoarias.” Na última terça-feira (19), trabalhadores de serrarias e carvoarias e populares protestaram contra a apreensão de madeira e a demissão de cerca de 2 mil pessoas que trabalhavam no setor cercaram fiscais do governo estadual e do Ibama. Segundo o instituto, eles tentaram invadir uma das serrarias da cidade e atear fogo a um caminhão que retirava a madeira apreendida pelos fiscais. De acordo com Élderes, o atual governo do estado do Pará, é o que mais deu apoio e tenta acabar com o problema, mas, segundo ele, o estado não tem recursos para montar uma estrutura correta para enfrentar essa questão.

Fonte: Agência Brasil

Aquecimento: EUA estão dispostos a aceitar acordo

Os Estados Unidos estão dispostos a aceitar "um tratado internacional vinculante" de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa, que poderá ser anunciado em julho, informou nesta segunda-feira em Paris um alto funcionário do governo americano, Daniel Price.
"Os Estados Unidos estão dispostos a aderir a um acordo internacional vinculante de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa, como parte de um tratado no qual todas as grandes economias assumirão compromissos vinculantes similares", declarou Price, conselheiro do presidente George W. Bush para assuntos econômicos internacionais.Este acordo poderá ser anunciado durante a cúpula do G8 (os sete países mais industrializados e a Rússia) no começo de julho no Japão, afirmou Price aos jornalistas.

Fonte: AFP

Aquecimento: EUA estão dispostos a aceitar acordo

Os Estados Unidos estão dispostos a aceitar "um tratado internacional vinculante" de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa, que poderá ser anunciado em julho, informou nesta segunda-feira em Paris um alto funcionário do governo americano, Daniel Price.
"Os Estados Unidos estão dispostos a aderir a um acordo internacional vinculante de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa, como parte de um tratado no qual todas as grandes economias assumirão compromissos vinculantes similares", declarou Price, conselheiro do presidente George W. Bush para assuntos econômicos internacionais.Este acordo poderá ser anunciado durante a cúpula do G8 (os sete países mais industrializados e a Rússia) no começo de julho no Japão, afirmou Price aos jornalistas.

Fonte: AFP

Preços no mercado de carbono voltam a subir

Roberto do Nascimento

Especialistas do ABN-Amro Banco Real, uma das instituições mais atuantes no mundo em questões ligadas ao aquecimento global, acreditam que todos os sinais emitidos nas últimas semanas por diversos países e pelo mercado indicam que as negociações em torno do Protocolo de Kyoto, que busca evitar a emissão de gases que provocam o efeito estufa, caminham em sentido positivo.

Após várias semanas flutuando em torno de 20,00 euros, o preço do allowance (negociação de créditos de carbono entre os países da Europa) para entrega em dezembro começou a subir, informam Maurik Jehee e Desiree Hanna, responsáveis pelas vendas de crédito de carbono do Real no Brasil. A alta é atribuída, principalmente, às cotações recordes do petróleo e do gás. "O allowance fechou na quinta-feira em 21,65 euros, o patamar mais elevado dos últimos 30 dias, e os principais compradores foram companhias energéticas, enquanto as contrapartes financeiras aproveitaram o momento para reduzir suas posições, evitando desta forma uma alta maior", informam. As reduções certificadas de emissões (RCEs) também para entrega em dezembro seguiram o movimento, voltando à faixa de 15,50 a 16,00 euros. As RCEs são emitidas por países sem metas obrigatórias de redução de emissões, como Brasil, China e Índia, e vendidas aos países que assumiram compromisso de lançar na atmosfera menos gases de efeito estufa do que lançavam em 1990. "Continuamos achando, porém, que o momento é de espera para quem puder, para acompanhar como os mercados de carbono vão reagir no curto e médio prazo", observam os especialistas.

Maurik e Desiree destacam ainda os movimentos observados fora da Europa na questão do aquecimento global, com destaque para Estados Unidos e Japão. Observam que os Estados das costas leste e oeste dos EUA estão preparando mercados regionais de captura e venda de emissões evitadas (cap-and-trade), "o que, entre outras razões e pressões, levou até o presidente Bush (oriundo da ultraconservadora região centro-oeste) a colocar o assunto em sua agenda". No Japão, o ministério responsável pela economia anunciou a criação de um painel de estudos para analisar as possibilidades de intensificar as reduções de emissões daquele país. O ministério não está satisfeito com os resultados do atual esquema voluntário e deu a entender que poderá defender um mercado de cap-and-trade. "Parece que o mundo vai, passo a passo, convergindo para redução das emissões. E, cada vez mais, os instrumentos de mercado estão sendo estudados e usados como ferramenta eficiente para alcançar essas metas", concluem.

Fonte: DiárioNet

Edificações recicladas

Thiago Romero

Um projeto multidisciplinar desenvolvido na Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) deu origem a um método inovador para a produção de areia e rochas britadas de alto desempenho mecânico. Os produtos foram extraídos do entulho produzido na construção civil que, normalmente, ou é reciclado por usinas para gerar produtos de baixo valor agregado ou vai parar em aterros sem qualquer tipo de reúso.

Segundo os coordenadores do estudo que gerou a inovação, Vanderley John, professor do departamento de Engenharia de Construção Civil, e Carina Ulsen, pesquisadora do Laboratório de Caracterização Tecnológica, a melhor destinação da areia e da brita geradas pelo processo é o uso em concreto estrutural para construção de casas e edifícios, com exceção da aplicação em pontes. “A areia e a brita desenvolvidas pelo estudo, cujos resultados foram obtidos pela união de conhecimentos de duas grandes áreas da Poli, as engenharias civil e de minas, podem ser utilizadas em construções que necessitam de um desempenho mecânico maior que 25 megapascal – o índice mínimo de resistência do concreto estrutural exigido pelas normas técnicas”, disse Carina Ulsen à Agência FAPESP.

Para o beneficiamento do entulho, os resíduos foram separados de acordo com características físicas e químicas. A validação do método foi realizada com diferentes tipos de resíduos, cujas amostras foram coletadas em aterros de São Paulo, Rio de Janeiro, Macaé (RJ) e Maceió (AL). “Infelizmente, ainda não podemos entrar em detalhes sobre as técnicas de beneficiamento mineral utilizadas. Os resultados, sobretudo os obtidos com a areia, que também poderá ser usada em argamassas para acabamentos finos, ainda são muito recentes e o processo ainda não foi patenteado”, explica Carina. A pesquisadora garante, no entanto, que a areia e a brita geradas pelo estudo têm características superiores ao agregado reciclado, atualmente empregado na pavimentação de ruas e estradas, que é produzido por usinas de reciclagem no país. “Essas indústrias normalmente trituram grandes blocos de concreto, gerados quando uma edificação é demolida, para chegar a uma granulometria adequada para a pavimentação.” “Com o novo processo, temos condições de beneficiar tanto as sobras da construção civil como os blocos de demolição, apontando, em porcentagens, a quantidade do produto final, que é de baixa porosidade e poderá ser utilizado para a produção de concreto estrutural”, disse.

Segundo dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), são gerados cerca de 70 milhões de toneladas por ano de resíduos da construção civil e da demolição. “Estima-se que menos de 20% desse volume seja hoje reciclado”, disse Carina. O trabalho, realizado em parceria com pesquisadores do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), foi desenvolvido com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes).

Fonte: Agência Fapesp

domingo, 24 de fevereiro de 2008

RR: colete transmissor monitora tamanduá-bandeira


Seis exemplares de tamanduá-bandeira receberam os coletes com rádiotransmissor (Andrezza Mariot/Divulgação)

Seis exemplares de tamanduá-bandeira (Myrmecophaga trydactyla), três machos e três fêmeas, receberam um colete especial, com um pequeno rádiotransmissor, como parte de um projeto para monitoração da espécie na região amazônica que se situa no Estado de Roraima.

Símbolo da fauna roraimense, o tamanduá-bandeira é fiscalizado por meio de rádiotelemetria, que envia para um receptor informações à distância sobre a área de vida, deslocamento, localização, entre outros dados. O método permite que se faça um acompanhamento constante desses animais. O projeto de Conservação e Ecologia do Tamanduá-bandeira é o primeiro realizado na Amazônia. A iniciativa é da Prefeitura de Boa Vista em parceria com a Universidade Federal de Roraima (UFRR).

O principal objetivo do estudo é colaborar para a preservação da espécie, abundante no lavrado, e que está ameaçada de extinção pelas queimadas, desmatamento e atropelamentos nas estradas.

Procedimentos


Os animais são capturados e anestesiados para os especialistas monitorarem as freqüências cardíacas e respiratórias e recolherem amostras de sangue e de secreções do ouvido. O estado geral, peso e outras medidas, também são anotadas para detectar a presença de parasitas.
Após isso, o tamanduá é solto para monitoração periódica na área de estudo, que se localiza nos arredores da zona urbana de Boa Vista, próxima ao bairro Cidade Satélite.

Fonte: Redação Terra

Pará cria programa para evitar extinção de espécies ameaçadas

Rafael Brasil

O Pará elaborou uma lista de espécies ameaçadas de extinção no estado, que serviu de base para a definição de medidas de recuperação e prevenção dos danos causados à fauna e à flora paraenses. As ações estão previstas no Programa Estadual de Proteção às Espécies Ameaçadas de Extinção, conhecido como Extinção Zero.

A lista reúne 181 espécies, entre plantas, invertebrados, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Treze são consideradas criticamente em perigo, entre elas o bicudo verdadeiro, o peixe-boi marinho e o macaco caiarara. Sete estados brasileiros já possuem a lista de espécies ameaçadas. O Pará é o primeiro estado da Amazônia a organizar uma relação como essa. A listagem foi apresentada na última quarta-feira (20) na sede do Museu Emílio Goeldi e oficializada pelo governo do Pará. O secretário de Meio Ambiente do Pará, Valmir Ortega, destaca que a lista é um instrumento importante para proteger as espécies ameaçadas“No mundo como um todo, a idéia de elaboração de listas de espécies ameaçadas de extinção se mostrou uma estratégia extremamente importante para proteger essas espécies que estão mais pressionadas, seja pelo desenvolvimento, seja pela degradação ambiental, pela alteração dos ecossistemas, pelo empobrecimento das florestas.”Para alcançar o objetivo de assegurar que nenhuma das espécies ameaçadas sejam extintas, foi criado um comitê gestor com a participação de várias secretarias do governo e outro formado por cientistas e pesquisadores de diversas instituições do estado do Pará.

A idéia é que os comitês fiquem atentos às necessidades de proteção e reprodução das espécies. O principal problema causador da extinção é a destruição dos ecossistemas que abrigam essas espécies. Ações como desmatamento, alteração de áreas pela agricultura e pecuária, lançamento de resíduos nos rios ou na atmosfera causam impactos irreversíveis. A maior incidência de casos se dá no leste do Pará, de acordo com a diretora do Museu Emílio Goeldi."O problema é no que nós chamamos de Centro de Endemismo de Belém, ao leste do estado do Pará. Essa é a área geográfica mais crítica, onde está a maioria dessas espécies ameaçadas. A perda de habitat foi muito grande, as populações têm uma distribuição geográfica restrita e algumas delas [estão] somente nessa área do Pará, onde grande parte da cobertura florestal primária já foi alterada", diz.

Fonte: Agência Brasil

RR: colete transmissor monitora tamanduá-bandeira

Seis exemplares de tamanduá-bandeira (Myrmecophaga trydactyla), três machos e três fêmeas, receberam um colete especial, com um pequeno rádiotransmissor, como parte de um projeto para monitoração da espécie na região amazônica que se situa no Estado de Roraima.

Símbolo da fauna roraimense, o tamanduá-bandeira é fiscalizado por meio de rádiotelemetria, que envia para um receptor informações à distância sobre a área de vida, deslocamento, localização, entre outros dados. O método permite que se faça um acompanhamento constante desses animais. O projeto de Conservação e Ecologia do Tamanduá-bandeira é o primeiro realizado na Amazônia. A iniciativa é da Prefeitura de Boa Vista em parceria com a Universidade Federal de Roraima (UFRR). O principal objetivo do estudo é colaborar para a preservação da espécie, abundante no lavrado, e que está ameaçada de extinção pelas queimadas, desmatamento e atropelamentos nas estradas.

Procedimentos

Os animais são capturados e anestesiados para os especialistas monitorarem as freqüências cardíacas e respiratórias e recolherem amostras de sangue e de secreções do ouvido. O estado geral, peso e outras medidas, também são anotadas para detectar a presença de parasitas.
Após isso, o tamanduá é solto para monitoração periódica na área de estudo, que se localiza nos arredores da zona urbana de Boa Vista, próxima ao bairro Cidade Satélite.

Fonte: Redação Terra

Mesa-redonda debate trabalho do Inpe no monitoramento da floresta amazônica

A Academia Brasileira de Ciências (ABC) promove uma mesa-redonda na próxima sexta-feira (29), das 13h30 às 17h, no Rio de Janeiro, com a participação de Gilberto Câmara e Carlos Nobre, respectivamente diretor e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), e do vice-presidente da ABC para a região Norte, Adalberto Val.

O evento, aberto ao público, tem caráter científico-tecnológico e visa mostrar a seriedade do trabalho do Inpe no assunto, devido à recente polêmica na mídia sobre a eficácia da ferramenta representada pelo sistema Deter – utilizado pelo Instituto na coleta de dados sobre o desmatamento da Amazônia. A mesa-redonda será no auditório da ABC, na rua Anfilófio de Carvalho, nº 29, 3º andar, no Centro do Rio. Mais informações pelos telefones (21) 3907-8132 (Clara) ou (21) 3907-8115 (Elisa).

Fonte: ABC

Poluição no Tietê encolhe 120 km

Número é inferior à meta de 160 km estipulada para o fim de 2007.Mas ambientalistas comemoram queda da poluição orgânica e de metais.

Dezesseis anos de obras e R$ 3 bilhões depois, o mesmo Rio Tietê que ainda agoniza aos olhos dos paulistanos começa a dar sinais de vida a pouco mais de 100 quilômetros da capital. O mais importante manancial do Estado, castigado todos os dias com mais de 690 toneladas de esgoto na Região Metropolitana, ressurge com espécies de peixes que tinham desaparecido havia três décadas em cidades na região de Sorocaba, onde o nível de oxigênio dobrou entre os anos de 1992 e 2008.

O recuo da mancha de poluição do Tietê totaliza 120 quilômetros, segundo técnicos da Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp). O número é inferior à meta de 160 km estipulada para o fim de 2007 no início do Projeto Tietê, em 1992, mas ambientalistas comemoram a queda da poluição orgânica e de metais como chumbo e zinco. Foi essa redução que possibilitou a volta da vida ao rio em municípios como Porto Feliz, Cabreúva e Anhembi. Antes, o recuo da mancha anunciado pela Sabesp era contestado como "fato não comprovado cientificamente" por organizações não-governamentais e especialistas. Nas análises de amostras coletadas no início do ano no bairro Parque das Monções, em Porto Feliz, a 110 km da capital, a entidade SOS Mata Atlântica constatou que o nível de oxigênio dobrou em relação ao início dos anos 90 - passou de 4 miligramas por litro para 8 mg.

A ONG faz coleta em 81 pontos ao longo dos 1.160 km do Tietê, da nascente em Salesópolis, Grande São Paulo, até Ilha Solteira, no extremo oeste paulista, onde ele deságua no Rio Paraná.
"Podemos citar duas frentes para o reflexo positivo que permitiu o início da volta de ecossistemas em trechos do Tietê, como o rebaixamento da calha na capital e o combate à poluição industrial. Hoje temos 200 indústrias poluidoras do rio; em 1992, eram 1.160”, diz Maria Lúcia Ribeiro, coordenadora do SOS Mata Atlântica.

Fonte: Agestado

MMA lança campanha para reduzir consumo de embalagens

Grace Perpétuo

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) irá lançar, entre os dias 10 e 15 de março, a campanha Consumo Consciente de Embalagens. O objetivo é diminuir o volume de material descartado, pois as embalagens são responsáveis por um terço do lixo do País. Na ocasião - que coincide com a Semana do Consumidor -, será realizada no Pátio Brasil Shopping, em Brasília, a Exposição de Boas Práticas e Inovações em Embalagens, com distribuição de materiais informativos, e o lançamento de um site sobre consumo consciente de embalagens.

Iniciativas de racionalização das embalagens, adoção de materiais reciclados e novas tecnologias serão apresentadas ao consumidor, que será instigado a prestigiar as empresas preocupadas com o meio ambiente e a demandar do mercado que estas soluções e alternativas sejam empregadas em larga escala, para o maior número de produtos possível. A campanha pretende provocar o olhar crítico do consumidor sobre o que ele consome do dia-a-dia. "A idéia é levar o consumidor a olhar para aquilo que envolve o produto, para que avalie a quantidade de embalagens que está consumindo e decida se, enfim, precisa de todas elas", diz a técnica em consumo sustentável do Departamento de Economia e Meio Ambiente do MMA, Fernanda Daltro. Ela ressalta que é preciso avaliar a embalagem tendo em mente alguns critérios: se é reciclável, se pode ser reutilizada, se é feita de material reciclado, e qual o consumo de energia e matéria prima empregados para fabricá-la, por exemplo. "Para reduzir a quantidade de lixo gerado, é importante que o consumidor dê preferência a produtos com refil, com embalagens retornáveis; que use sacolas retornáveis, por exemplo, e que recuse as de plástico, quando desnecessárias", diz Fernanda. "É preciso entender que o volume de resíduos que geramos aumenta mais rapidamente que a taxa de resíduos reciclados", reitera.

No MMA, a campanha Consumo Consciente de Embalagens envolve, além do DEMA, o Departamento de Ambiente Urbano (DAU) e o Departamento de Qualidade Ambiental na Indústria (DQAM), além de contar com parceiros do governo, da sociedade civil e do setor privado.

Fonte: MMA

Brasileiros e ingleses discutem agrociência

Juliana Freire

Durante três dias, de 25 a 27 de fevereiro, pesquisadores do Brasil e do Reino Unido participam do Workshop em Ciências Agrícolas, no Centro de Eventos Meliá 21, em Brasília. O evento que encerra o Ano Brasileiro-Britânico da Ciência & Inovação, contará com a participação de cerca de 15 participantes britânicos e 32 brasileiros.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), é a instituição brasileira que está a frente do evento. A diretora da empresa, Tatiana de Abreu Sá, abre os trabalhos no primeiro dia juntamente com o primeiro secretário da Embaixada Britânica, Colin Dick. Pelo Reino Unido participam várias instituições de pesquisa como o Instituto Rothamsted Research, Internacional Agri-Tecnology Centre, Biothecnology and Biological Sciences Researsh Council (BBSRC), entre outras. Os principais pontos a serem abordados no evento são manejo, pragas e doenças, com ênfase em semioquímicos; adaptação da agricultura a mudanças climáticas, com ênfase em doenças de plantas; e solos e carvão vegetal (biochar).

Várias ações marcaram o Ano da Ciência & Inovação Brasil-Reino Unido, em 2007. Uma delas foi o acordo firmado entre o Instituto Britânico Rothamsted Research e a Embrapa, para a execução de projetos conjuntos para o desenvolvimento sustentável e o intercâmbio de pesquisadores. As parcerias realizadas ano passado entre os dois países resultaram da iniciativa dos governos brasileiros e britânicos que, em 2006, durante visita do presidente Luis Inácio Lula da Silva ao Reino Unido, firmaram um plano de ação nos campos da ciência, tecnologia e inovação.

Fonte: Embrapa

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Ministros debatem formas de melhorar gestão ambiental na ONU

Adriana Brendler

Os ministros do Meio Ambiente dos países que integram a Organização das Nações Unidas (ONU) discutiram hoje (22), em Mônaco (Itália), propostas para melhorar a ação do organismo na gestão dos problemas ambientais do planeta, como as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade. Eles participam da 10ª Sessão Especial do Fórum Global de Ministros do Meio Ambiente, que reúne os conselheiros do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Segundo o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Capobianco, que representa o Brasil no encontro, apesar do grande número de iniciativas da ONU, como as várias convenções internacionais criadas para tratar de mudanças climáticas, biodiversidade, espécies ameaçadas, entre outros temas, o quadro ambiental do planeta continua se agravando.
“É necessário que se crie uma oportunidade de aprimoramento dessas ações. Não se trata de reduzir ou modificar, mas organizar melhor e integrar para que tenhamos resultados mais concretos em termos de ganhos ambientais” afirmou nessa quinta-feira (21) em entrevista à Agência Brasil. Capobianco abrirá um painel, apresentando a proposta brasileira de reforma do sistema de gestão ambiental das Nações Unidas, elaborada a partir da Reunião Ministerial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável: Desafios para a Governança Internacional, realizada no Rio de Janeiro em setembro do ano passado.

De acordo com ele, a idéia é criar uma organização para coordenar as ações desenvolvidas pelas várias convenções internacionais e pelo Pnuma, que hoje operam com secretariados próprios e pouca integração. Também é indicado o aprimoramento do GEF (sigla em inglês do Fundo Mundial para o Meio Ambiente), que financia ações nos países em desenvolvimento para enfrentamento de questões ambientais globais. Segundo Capobianco, propostas de outros países também estarão em debate. Algumas delas defendem o fortalecimento do Pnuma, transformando-o numa organização mundial, enquanto outras sugerem a manutenção do atual sistema com maior aporte de recursos. Para ele, a proposição brasileira é uma saída intermediária, em que se mantém ganhos e estruturas existentes, tornando-as mais eficientes a partir da sua integração.

O secretário afirmou que é difícil prever qual será o caminho adotado para a reforma na gestão ambiental global e que este será um processo naturalmente longo, já que a ONU busca construir soluções de consenso. Durante os dois primeiros do encontro, aberto ontem (20), o principal assunto em discussão foram novos mecanismos para financiamento de ações para a mitigação das mudanças climáticas e adaptação dos países a elas, especialmente formas de viabilizar a implantação do Fundo de Adaptação para os Países em Desenvolvimento, aprovado durante a Conferência das Partes da Convenção do Clima, realizada em Bali, na Indonésia, em dezembro do ano passado.

Fonte: Agência Brasil

Fórum de legisladores do G8 termina com acordos parciais

Luana Lourenço

Parlamentares do G8 (grupo dos países mais ricos e a Rússia) e de cinco economias emergentes saíram sem um acordo final do fórum global de legisladores, que tinha como objetivo sugerir aos chefes de Estado recomendações contra as mudanças climáticas. O grupo se reuniu ontem e hoje (21) na reunião promovida pela Globe – Organização Mundial de Legisladores para um Ambiente Equilibrado.

As delegações não chegaram a um consenso para sugestão de um marco regulatório para o enfrentamento global das mudanças climáticas para o período pós-2012, quando terminará a primeira etapa de compromissos do Protocolo de Quioto. De acordo com um dos principais negociadores do documento, Michael Jay, não houve consenso sobre limites toleráveis de aquecimento do planeta para a definição de metas de redução de emissão de gases de efeito estufa: “Não alcançamos um acordo sobre o estabelecimento de uma meta comum. Alguns sugerem 2° C, mas não é um consenso.”.

Na avaliação do negociador britânico, apesar da falta de consenso para o documento principal, a edição brasileira do fórum de legisladores do G8 “alcançou grandes progressos”. O grupo definiu um documento com recomendações sobre biocombustíveis e outro sobre uso ilegal de florestas. Entre as orientações para políticas florestais, o documento cita a necessidade de proteção de mercados para madeira legal e produzida de forma sustentável, e recomenda a criação de leis para desestimular o comércio de madeira ilegal, tanto nos países de origem quanto nos compradores do produto. Os legisladores do G8 voltarão a se reunir em junho, em Tóquio (Japão), para fechar o documento com as recomendações sobre mudanças climáticas aos chefes de Estado do G8, que se encontrarão no mês seguinte.

Fonte: Agência Brasil

Violência atrapalha o combate ao mosquito da dengue no Rio, reconhece Temporão

Isabela Vieira

A violência tem atrapalhado o trabalho de combate ao mosquito da dengue nos municípios fluminenses. Hoje (22), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reconheceu a dificuldade dos agentes de saúde entrarem em comunidades dominadas pelo tráfico. “Como colocar agentes de saúde em comunidades dominadas pelo tráfico?”, questionou, para acrescentar em seguida: “É verdade que há dificuldade dos agentes entrarem em determinados lugares e também que alguns moradores, também pela questão da violência, impedem a entrada dos agentes”. Outra questão que atrapalha o combate ao mosquito transmissor da dengue, segundo o ministro, é a desordem urbana. Ele citou as dificuldades de acesso aos lugares, que impedem o recolhimento de lixo, e a dinâmica da construção das casas. “Imagine uma grande favela onde não há telhados, mas lajes com irregularidades. Chove e a água fica acumulada”, disse.

Temporão acredita que os problemas de infra-estrutura devem ser resolvidos com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas comunidades carentes do Rio, que, segundo ele, também podem ajudar a acabar com o tráfico de drogas. Os casos de dengue no Rio de Janeiro e na Região Norte do país estão na contramão dos dados nacionais. “A situação no Rio piorou em relação ao ano passado”, disse, ao destacar a alta incidência da doença nas cidades de Itaboraí, Campos e no Rio, notificadas nas primeiras semanas do ano de 2008. De acordo com a Secretaria de Saúde do Município do Rio, desde o mês de janeiro 6,7 mil casos de dengue foram registrados, o que representa um crescimento de 230% das notificações em comparação com todo o ano de 2007. Um pacote de medidas contra a dengue deve ser lançado ainda na tarde desta sexta-feira pelo ministro da Saúde e pelo governador do Rio, Sérgio Cabral.

Fonte: Agência Brasil