quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Membranas inorgânicas podem ser aplicadas na terapia renal

O desenvolvimento de membranas inorgânicas representa uma importante possibilidade de utilização na área da saúde. Atento a esse cenário, o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), vem trabalhando no desenvolvimento de membranas inorgânicas à base de cerâmica que poderão ser usadas na terapia renal substitutiva, podendo ser empregadas nos procedimentos envolvendo pacientes com insuficiência renal aguda.

As membranas atuam como filtros na separação de substâncias de diferentes propriedades, como tamanho e formato, e podem ser feitas de diversos materiais, de acordo com sua finalidade, podendo ser orgânicas ou inorgânicas. Entre os materiais inorgânicos um dos principais é a cerâmica, que apresenta grandes vantagens sobre os orgânicos, pois tem melhor desempenho em altas temperaturas e maior resistência a materiais oxidantes. As membranas inorgânicas à base de cerâmica possibilitam ainda um controle sobre o tamanho dos poros, são mais duráveis e de mais fácil manutenção. A diálise pode se beneficiar das membranas inorgânicas à base de cerâmica, sobretudo porque poderão ser produzidas no Brasil, com tecnologia nacional, e representarão uma alternativa às importações. Em outros países, as membranas cerâmicas já são usadas na diálise, e representam vantagem por apresentarem maior resistência mecânica e durabilidade, em oposição às membranas poliméricas, que só podem ser utilizadas por até dez vezes; depois disso, correm o risco de rompimento, podendo levar o paciente à morte.

No Brasil, segundo dados de janeiro de 2006 da Sociedade Brasileira de Nefrologia, há mais de 70 mil pessoas fazendo diálise, havendo uma estimativa de ultrapassar 110 mil pacientes em 2010. Do total, 64 mil passam por hemodiálise, sendo quase 90% dos casos atendidos pelo Sistema Único de Saúde. Este ano, o INT concluirá um protótipo que será colocado em teste com a participação do hemocentro da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Fonte: Mct

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