Juiz de Fora
Com objetivo de esclarecer questões relacionadas à represa de Chapéu d’Uvas e tranqüilizar a população, a Companhia Municipal de Saneamento (Cesama) realizou, nesta quinta-feira, dia 11, uma visita à barragem, que contou com a presença de representantes da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, do Corpo de Bombeiros e de órgãos da imprensa local.
Em entrevista coletiva à imprensa, o diretor-presidente da Cesama, Marcos de Avelar Monteiro de Castro, explicou que Chapéu d’Uvas funciona como uma barragem reguladora, controlando a vazão do Rio Paraibuna. “A barragem está com as comportas fechadas, liberando uma vazão mínima de 1,45m³/s de água, exatamente para não sobrecarregar o Paraibuna. Não há e nem houve, com essas chuvas, qualquer situação alarmante com relação a Chapéu d’Uvas”, afirmou Monteiro de Castro. A barragem de Chapéu d’Uvas fecha suas comportas no período das chuvas para acumular água e evitar que o Rio Paraibuna provoque inundações. Na época de estiagem, as comportas se abrem e aumentam o volume de água no rio, ajudando em sua despoluição.
No dia 29 de dezembro de 2006, Chapéu d’Uvas estava com 32% da sua capacidade total de armazenamento. Com as chuvas, foi registrado acréscimo de 6% em sua capacidade e esse volume de água deixou de chegar ao Centro de Juiz de Fora de forma imediata. Ainda restam 62% da capacidade total de armazenamento da barragem para que ela atinja seu nível máximo. Chapéu d’Uvas está 11 metros abaixo desse nível.O diretor-presidente da Cesama afirmou que se não houvesse essa retenção de água na barragem, o nível do Rio Paraibuna teria aumentado ainda mais. “Um terço da água que cai na Bacia Hidrográfica do Rio Paraibuna nós podemos controlar com a barragem de Chapéu d’Uvas. Os outros dois terços, que são de afluentes do Paraibuna, fogem do nosso controle, pois não passam pela barragem, indo direto para o rio”, ressaltou ele.
Fonte: Cesama
Nenhum comentário:
Postar um comentário