sábado, 20 de janeiro de 2007

Embrapa ajuda ministérios a disseminar sistema agroflorestal no Cerrado

Técnicos da Embrapa Transferência de Tecnologia participam como facilitadores do Curso de formação de extensionistas como educadores agroflorestais do Cerrado, coordenado pelos ministérios do Meio Ambiente (MMA) e do Desenvolvimento Agrário (MDA). A partir da disseminação de princípios dos sistemas agroflorestais, os organizadores do curso pretendem oferecer alternativas sustentáveis para a agricultura familiar no Cerrado. Com duração de quatro meses, o curso iniciado em dezembro último, recebeu 120 inscrições para as 40 vagas oferecidas. Os técnicos da Embrapa Transferência de Tecnologia foram convidados pela coordenação do curso a integrarem o grupo de facilitadores pela experiência que têm na socialização de tecnologias da Embrapa junto a agricultores familiares e povos indígenas.

Agroecologia

Segundo o técnico Márcio Silveira, o conceito de agroecologia aplicado nas aulas destaca a importância da aproximação entre agricultor e pesquisador, procurando somar o conhecimento científico ao tradicional, a exemplo do que é feito junto a povos indígenas. Conforme lembra o biólogo, o Cerrado é o segundo bioma brasileiro em biodiversidade e abriga muitas comunidades indígenas e tradicionais. Os sistemas agroflorestais, aparecem como importante alternativa para o Cerrado por reunirem vantagens econômicas e ambientais. Uma das características desses sistemas é permitir o cultivo de maior número de produtos em diferentes épocas do ano. O planejamento pode incluir, por exemplo, o cultivo de hortaliças e frutíferas, que têm ciclo curto, e espécies florestais e frutíferas de ciclo longo.
As pesquisas desenvolvidas pela Embrapa foram importantes na fase de ocupação do Cerrado e devem continuar dando suporte nessa segunda etapa, que busca um uso mais sustentável do bioma, argumenta. Para ele, a participação de técnicos da Embrapa no curso de formação de extensionistas, e da rede que deverá ser formada a partir dele, integra esse esforço.

Curso

De acordo com a agrônoma Ynaiá Bueno, o curso coordenado pelos ministérios mescla vivências presenciais, trocas de conhecimentos e experiências à distância, permitindo uma formação continuada. Na segunda etapa, os extensionistas põem em prática os conceitos, as tecnologias e as novas metodologias de abordagem junto aos agricultores. Nessa fase, o acompanhamento dos facilitadores passa a ser feito por meio da plataforma de ensino à distância do Ministério da Educação, e-proinfo.
Na etapa final do curso, extensionistas e facilitadores reúnem-se para avaliar e compartilhar os resultados obtidos. Além da formação continuada, um outro diferencial da iniciativa apontado pela técnica da Embrapa é o fato de o curso preparar profissionais referenciais em agrofloresta dentro de uma perspectiva de atuação inovadora, porque prevê a participação do agricultor familiar na construção do conhecimento, considerando sua realidade e valorizando o saber local.

Fonte: Embrapa

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito interessante essa materia!
Como aluna de Agronomia tenho muito desejo de sempre aprender mais sobre as alternativas de agricultura. Acho muito interessante o sistema de Agrofloresta para agricultores familiares.
Se possivel, gostaria de estar inteirada do proximo curso de Agrofloresta que sera ministrado pela Embrapa.
Sabrina Viana
sabrinavv@hotmail.com