sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Embrapa orienta presos em manipulação de plantas medicinais

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária(Embrapa), apresenta até início de março, três produtos à base de plantas medicinais cultivadas e manipuladas por presidiários. Uma pomada anti-inflamatória, um xampu e um creme anti-celulite já estão prontos para comercialização no mercado local. Cerca de 2800 presos podem ser diretamente beneficiados.

O pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental (Belém/PA) Osmar Lameira, coordenador do projeto, explica que a iniciativa visa a melhoria da qualidade de vida, o resgate da cidadania e a inclusão social, por meio de atividade qualificada e geradora de renda, além de potencialmente reabilitadora por ser uma alternativa de ocupação para dentro e fora do presídio, neste último caso como opção de ingresso no mercado de trabalho.
O projeto tem coordenação técnica da Embrapa e da Fundação Luiz Décourt, com patrocínio do Banco da Amazônia e apoio da Superintendência do Sistema Penal do Pará (Susipe). O trabalho com as comunidades carcerárias integrou a ação social vencedora em nível nacional do prêmio Top Social 2005.

Projeto
O trabalho começou em 2004, com a implantação de um horto de plantas medicinais no Centro de Recuperação Especial "Coronel Anastácio Neves", do Complexo de Americano, em Santa Izabel do Pará. Numa ação inédita no Brasil, uma oficina de manipulação de plantas medicinais foi implantada em maio de 2006 como alternativa de trabalho a detentos. Entre as espécies cultivadas mais populares e com efeito medicinal comprovado estão a andiroba, a copaíba, a ipeca, a babosa, a erva-cidreira, o marupazinho, a sacaca, a unha-de-gato, o capim santo e outras. Dentro da penitenciária se produz xaropes, pomadas, cremes, xampus e sabonetes para consumo próprio e de familiares dos detentos.
A Embrapa Amazônia Oriental presta orientação técnica aos detentos em todas as etapas da produção (cultivo, conservação, uso e manipulação), viabilizada a partir de um horto que hoje conta com 65 espécies cultivadas. Para 2007, está prevista a implantação de mais dois hortos de plantas medicinais em outras duas penitenciárias do Pará.

Fonte: Assessoria Embrapa

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