terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Greenpeace pede que UE corte emissões de carbono em 30%

Redução menor não teria efeito sobre aquecimento, diz ONG. Alemanha, Reino Unido e França apóiam a proposta.

O Greenpeace pediu hoje à Comissão Européia que fixe como objetivo um corte mínimo de 30% nas emissões de gás carbônico da União Européia para 2020, ao considerar que uma percentagem inferior não permitirá o combate eficaz do aquecimento global.

O Greenpeace fez esse apelo às vésperas da apresentação de um relatório da CE com propostas destinadas a lutar contra a mudança climática a partir de 2012, ano em que expirarão os compromissos do Protocolo de Kyoto. "Se a Comissão recomendar, como se prevê, um corte de 20% nas emissões de gases do efeito estufa, será acusada de ter cometido um colossal erro científico", afirmou. "Embora o relatório proponha um corte de 30% nas emissões de dióxido de carbono dos países desenvolvidos para 2020, em relação aos níveis de 1990, não está claro que a CE vá aconselhar esse objetivo para as emissões européias", acrescenta a nota.

O Greenpeace lembra que o objetivo de evitar que o aumento da temperatura global ultrapasse os 2 graus Celsius só poderá ser atingido se a UE aceitar um corte de 30% nessas emissões, tal como querem Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Suécia. Uma redução inferior indicaria que os países do bloco não vão adotar os passos necessários para evitar os efeitos mais devastadores da mudança climática, segundo afirma o comunicado. Segundo fontes comunitárias, o comissário europeu do Meio Ambiente, Stavros Dimas, deseja que os Estados-membros reduzam suas emissões de dióxido de carbono em 30%. Já o comissário de Indústria, o alemão Günter Verheugen, propõe uma diminuição entre 10% e 15%. O relatório da comissão identificará opções que poderão ser adotadas pela União Européia e pelo restante da comunidade internacional para reduzir os gases de efeito estufa até 2020.

Fonte: Globo.com

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