Em outubro de 2006, o pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária João Camargo Neto esteve durante duas semanas nos Estados Unidos, a convite daquela universidade, para conhecer o software norte-americano e compará-lo ao sistema brasileiro, desenvolvido em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Já existe um método estatístico para fazer o levantamento de produtividade; o objetivo é melhorar essa metodologia usando imagens de satélite para contar os pés de laranja e estimar melhor a produtividade", diz Camargo.
O pesquisador Gene Albrigo do Centro de Educação e Pesquisa em Cítrus da Universidade da Flórida também esteve em Campinas, em novembro, onde apresentou o modelo de estimativa de produção de cítrus desenvolvido por aquela universidade, com apoio da Nasa, a agência aeroespacial americana. Ele ministrou a palestra "Fenologia de cítrus e estimativa de produtividade utilizando análise de imagens digitais, histórico de produtividade e informações climáticas".Em comparação ao software norte-americano, o sistema brasileiro apresenta uma vantagem, pois é específico para cítrus e calcula o diâmetro das plantas, explica Camargo.
Entretanto, a idéia não é fazer sistemas concorrentes, mas um modelo único que possa ser usado pelas duas instituições. A universidade possui um modelo para estimar a produtividade de laranja, baseado no volume de pés da fruta - um dos parâmetros para a estimativa.
O compartilhamento de metodologias e técnicas de pesquisa entre os projetos Geolaranja da Embrapa Informática Agropecuária e previsão de safra de cítrus da Universidade da Flórida vai gerar um sistema piloto até o final de 2007. Ele vai utilizar imagens de satélite fornecidas pela universidade e dados meteorológicos da Embrapa e outras instituições públicas brasileiras.
A mesma metodologia aplicada para o estado de São Paulo será usada na Flórida. "Enquanto eles ganham com a experiência brasileira na parte do desenvolvimento do sistema de contagem de laranja, vamos ter a parte do modelo que os pesquisadores da universidade e os técnicos da Nasa dominam", ressalta Camargo.
Fonte: Embrapa
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