O governo britânico anunciou hoje a aplicação de um código de boas práticas que permitirá às pessoas compensar voluntariamente de forma clara e segura suas emissões de gás carbônico para combater o aquecimento global.
A notícia foi divulgada dias depois de o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, ser criticado por não dar o exemplo de fazer viagens privadas de férias, de avião, a destinos próximos. Ele passou o Natal em Miami com sua família. Blair afirmou que a solução não é convencer as pessoas a passarem as férias em destinos próximos, mas as compensarem com ações ambientais suas emissões de gás carbônico (CO2 ou dióxido de carbono). A decisão do governo de implementar o código de boas práticas foi apontada hoje como insuficiente pela organização ambientalista Amigos da Terra, que considera que a solução é limitar na fonte as emissões de CO2 como as geradas pela crescente atividade do setor aéreo. O ministro do Meio Ambiente britânico, David Miliband, afirmou que o novo código servirá para que as iniciativas individuais de compensar as emissões de CO2, realizadas até agora sem qualquer norma específica, tenha um marco que garanta segurança e transparência.
O ministro afirmou que algumas emissões "não podem ser evitadas". Por isso, o método, ao promover o seqüestro de carbono (retirada de CO2 da atmosfera), "tem um papel importante" na luta contra o aquecimento global. As pessoas com consciência ecológica poderão, por meio de organizações especializadas ou de determinadas companhias turísticas, pagar pelas emissões de seus vôos ou de uma quilometragem determinada de seus carros para compensar o mal que essas atividades causam ao planeta.
Com aproximadamente US$ 129 podem ser comprados 300 metros quadrados de floresta tropical recém plantada ou mesmo fornecer energia elétrica durante um ano a quatro famílias. Com as contribuições, também podem ser adquiridas para a África lâmpadas de baixo consumo, cada uma das quais economiza o equivalente a meia tonelada de gás carbônico em sua vida útil, ou estufas eficientes para substituir, na Tanzânia, as que funcionam com carvão, muito mais poluentes. Uma das organizações especializadas, Pure - The Clean Planet Trust, reúne os recursos arrecadados e os investe nos projetos mais interessantes do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo das Nações Unidas. Segundo pesquisa da organização realizada com 1.500 passageiros, 75% deles estariam dispostos a pagar entre US$ 10 e US$ 30, dependendo da distância do vôo, se tivessem "certeza total" de que o dinheiro terá um impacto na luta contra o aquecimento global.
Fontes da Pure disseram à agência Efe que a organização está negociando com grandes companhias aéreas para que estas incluam, no momento da venda, a possibilidade de os passageiros fazerem um pagamento voluntário com essa finalidade. Empresas como as operadoras turísticas First Choice Holidays e lastminute.com oferecerão este ano a possibilidade de seus clientes compensarem as emissões de dióxido de carbono de suas viagens
Fonte: Terra
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