Jorge Reti
“Usos alternativos da palhada residual da produção de sementes para pastagens” é o novo livro, com 241 páginas, lançado pela Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos-SP) e pela Embrapa Transferência de Tecnologia (Brasília-DF), abordando propostas para solucionar ou atenuar um grande problema da pecuária brasileira.
Trata-se da palhada que sobra da colheita de sementes de capim, que chega a 2,8 milhões de toneladas por ano. Na maioria das vezes esse material é queimado, causando forte poluição atmosférica nas regiões produtoras de sementes de capim e, às vezes, queimadas acidentais de áreas próximas. O uso da palhada para alimentação de bovinos é limitado, devido à sua baixa qualidade nutricional, com reduzido teor de proteína e baixa digestibilidade. Para que a produção de sementes se torne sustentável e com menor impacto ambiental, é necessário encontrar formas de uso da palhada, economica e tecnicamente viáveis.
Entre essas utilizações, destacam-se, além da alimentação de ruminantes, cama para aviários (no chão dos galpões), produção de compostos orgânicos e uso no plantio direto. Grande ênfase foi dada ao potencial de uso como fonte de energia.
O Brasil é o maior produtor, consumidor e exportador mundial de sementes de forrageiras tropicais, com produção de cerca de 100 mil toneladas por ano, no valor de mais de 200 milhões de euros e exporta 10% de sua produção para mais de 20 países. Por essas e outras razões, a sustentabilidade desses sistemas de produção é de interesse científico e estratégico para o Brasil. Os editores do livro são Francisco Dübbern de Souza, Edison Beno Pott, Odo Primavesi, Alberto Campos Bernardi e Armando de Andrade Rodrigues, pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste. São parceiros do trabalho a Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ), Embrapa Suínos e Aves (Concórdia-SC), universidades públicas, Abrasem (Associação Brasileira de Sementes e Mudas) e CIRAD (Centre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement, de Montpellier, França), contando também com o apoio da Unipasto (Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras Tropicais).
Fonte: Embrapa
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