O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulgou relatório que demonstra que a operação Santa Maria do Uruará no Pará obteve os resultados esperados, “pois comprovou a extração ilegal de madeira na região”. A operação, além de comprovar a extração e o transporte ilegal de madeira, autuou empresas madeireiras e pessoas físicas pelo armazenamento sem comprovação de origem, falta de licenciamento e comercialização irregular de produto florestal.
O total de madeira em toras apreendida chegou a 19 mil m3 e as multas atingiram R$ 1.498.309,10 (um milhão, quatrocentos e noventa e oito mil, trezentos e nove reais e dez centavos). Do total, cinco mil m3 que estavam sendo transportadas sem DOF, em outubro passado, já haviam sido apreendidos pelo Ibama, na região de Prainha. A madeira em toras apreendida em cinco balsas está sendo armazenada na sede do órgão em Santarém.
Resex Renascer
O Ibama/PA informou que o processo sobre a criação da Reserva Extrativista Renascer, na região do Baixo Amazonas se encontra em tramitação no Centro Nacional de Populações Tradicionais e Desenvolvimento Sustentável (CNPT), da Diretoria de Desenvolvimento Socioambiental (Disam) do órgão. Membros da Associação dos Produtores Rurais de Santa Maria do Uruará e região protestaram pela queima da balsa com madeira pelos comunitários da região. Segundo informações da Associação, a madeira seria de propriedade da empresa Heger Madeiras Ltda. Dados levantados junto aos setores do Ibama constataram que a empresa, cuja balsa de madeira foi incendiada pela comunidade em Prainha, não tem cadastro no Ibama. Segundo o Ibama isto comprova a extração e o transporte ilegal de madeira, pois a empresa não está habilitada no sistema do DOF, agora Sisflora, dos órgãos competentes.
Gleba Nova Olinda
A Sectam vai rever todos os Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS), aprovados pelo governo passado, na área entorno da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns. A Unidade de Conservação (UC) administrada pelo Ibama está localizada na região oeste do Pará, município de Santarém a 900 quilômetros de Belém. este foi o resultado da reunião entre o Ibama e Sectam, ocorrida ontem (18) em Belém e o começo de uma agenda positiva entre as duas instituições no encaminhamento e gestão compartilhada quanto aos recursos florestais do Estado do Pará.
Fundiária - Os PMFs da Gleba Nova Olinda serão os primeiros a serem revistos e deverão ser suspensos pelo órgão ambiental estadual. A assessoria do órgão confirmou a suspensão de um PMF na Gleba Nova Olinda. Os planos de manejo aprovados pela Sectam totalizam mais de dez mil hectares, e não foram aprovados pelo Ibama por falta de documentação que comprovasse a regularidade fundiária das áreas pleiteadas para o manejo florestal. Não só os PMFs da Gleba Nova Olinda, mas todos os PMFs autorizados em áreas do entorno da Resex Tapajós-Arapiuns, de forma irregular pelo governo passado, serão suspensos pela Sectam, por apresentaram pendências fundiárias e não ter havido consultas ao órgão gestor da Unidade de Conservação, no caso, o Ibama.
2 comentários:
Acho que vcs ai da Selva, devem fazer igual ao governo baiano,fechar toda serraria e ou madeireira da região. Uma dica ? Coloquem esse povo todo ai que derrubando, para fazerem mudas das especieis nativas e assim irem plantando por esse Brasilzçao afora. E vc LULA, que tal dar uma bolsa pra quem planta ou protege as arvores?
"Falar é fácil, o realizar é que é o difícil!". A questão do dismatamento ribeirinha em Santa Maria do Uruará, é a mesma problemática de outros muitos lugares no Brasil, a questão é "POLÍTICA!!!!!!". O nativo não pode derubar uma sequer árvore para fazer uma barraca, e nem alguns metro quadrado para plantar mandioca, que é o seu alimento principal de sustentabilidade. Mas as grandes emprersas(serrarias) dos ricões podem infernizar a amzônia derribando "tudo". Eu fui e pessoalmente ví a DESGRAÇA em SMU, quase chorei; mas se falar leva chumbo!!!!!! O problema não está no coração nem na étca dos ribeirinhos, e sim na ganância patronal dos ricões.
(UAQ)Um Amazônida Queixozo
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