quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Radiação ionizante tornará produtos mais atrativos para exportação, diz técnico

Lourenço Melo

Os produtos agrícolas brasileiros poderão ter melhor aceitação no mercado internacional quando passarem a receber tratamento de irradiação ionizante, que garantirá sua qualidade fitossanitária. A avaliação é do coordenador da Fiscalização de Trânsito Vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Fernando Costa.

Em entrevista à Agência Brasil ele garantiu que o uso dessa técnica é reconhecido internacionalmente e está previsto na Convenção Internacional de Proteção de Vegetais (CIPV). Segundo ele, o processo é uma forma não só de prolongar a validade de frutas frescas, como de eliminar resíduos de inseticidas ou outras contaminações adquiridas na lavoura. Fernando Costa explica que a irradiação ionizante proporciona uma proteção quarentenária e não deixa resíduos que possam afetar a saúde humana. O Ministério da Agricultura abriu consulta pública, por 90 dias, para o projeto de instrução normativa que vai disciplinar a aplicação da radiação ionizante no tratamento fitossanitário. O uso de instalações com esse objetivo, segundo Costa vai permitir também controle sobre a entrada de pragas no país trazidas por alimentos importados.
O coordenador informou que "tanto o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) quanto a Comissão Nacional de energia Nuclear (Cnen) participaram da elaboração da norma que está sob consulta no Ministério da Agricultura, para receber contribuições. As empresas que vão trabalhar com esse sistema serão credenciadas no ministério, dentro das normas de segurança adotadas para o uso de material nuclear.

O sistema de controle fitossanitário por irradiação consiste em trilhos por onde os alimentos correm, já embalados e prontos para exportação, sem qualquer intervenção do tratamento na fase de plantio. Segundo o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) a irradiação ionizante conserva os alimentos, reduzindo as perdas naturais causadas por brotamento, maturação ou envelhecimento, além de eliminar e reduzir microorganismos, parasitas e pragas sem afetar a qualidade do produto.

Produtor diz que Brasil ainda está atrasado na proteção radiativa de alimentos

O presidente da Associação dos Produtores de Hortigranjeiros e Derivados, do Vale do São Francisco (Valexport), José Gualberto de Freitas disse à Agência Brasil que "a iniciativa de fazer proteção radiativa de alimentos é muito positiva e o Brasil, está muito atrasado nisso". Para Freitas, já devia haver no país instalações industriais apropriadas para essa prática. “Isso sempre foi objeto de luta da Valexport". A entidade congrega a maior parte dos produtores do Vale do São Francisco, onde segundo informou deverá ser instalada uma unidade piloto para o processamento fitossanitário dos alimentos que vão para exportação. José Gualberto estima que o aparato técnico deve custar entre R$ 8 milhões a R$ 10 milhões para o governo, e o custo operacional ficará para os produtores. Para ele, o tratamento das frutas será importante também para outros pontos produtores, como o Nordeste, que estão longe dos mercados consumidores do país e do exterior. "Se a fruta receber esse tratamento enquanto fresca, ela durará muito mais".

Fonte: Agência Brasil

2 comentários:

Lilian Oliveira disse...

Eu soh conheco pessoas que fazem parte dos 5% dos bolsistas que se formam no exterior e nao conseguem emprego. A imagem que a CAPES das possibilidades de empregos para esses bolsitas nao esta acurada. Com isso sofremos com a falta de emprego no Brasil, disperdicio de possibilidades no exterior e o pior o preconceito da populacao contra os doutores formados no exterior. Haja amor pelo ensino e pela pesquisa. Abraco!

Anônimo disse...

Good brief and this enter helped me alot in my college assignement. Thanks you seeking your information.