Corrida pode auxiliar na boa forma.Mas é preciso seguir orientação profissional
É cada vez mais comum ver pessoas correndo nas ruas, nos parques. São corredores em busca de saúde, qualidade de vida, alívio para o estresse do dia-a-dia. Mas esporte é sinônimo de saúde quando feito da maneira correta.
O jornalista Walter Guimarães, por exemplo, corre há dois meses e já perdeu 8 kg. Ele já participou de três São Silvestre, quando tinha 40 kg a menos. Está de volta, mas com acompanhamento médico. “Faço exercícios no Parque da Cidade cinco vezes por semana. Uma parte correndo e a outra caminhando. Caminho no mesmo ritmo e controlo os batimentos cardíacos. E sempre com acompanhamento!”, conta Walter. O triatleta Leandro Macedo já foi campeão do circuito mundial de triatlon, medalhista nos Jogos Pan-Americanos e participou de duas olimpíadas. Hoje, mostra aos alunos como se deve começar no esporte. Mas, para ele, nem sempre foi assim. “No começo eu fui teimoso. Depois o esporte foi melhorando e o Comitê Olímpico Brasileiro passou a exigir mais. Para participar de um pan-americano é preciso apresentar um eletrocardiograma, para uma olimpíada uma bateria de testes. Você tem que respeitar seus limites e fazer um trabalho progressivo, consciente e com todo amparo de um cardiologista, um fisioterapeuta e de um profissional de Educação Física”, diz Leandro.
O empresário Cleber Mattos é iniciante. Começou do jeito certo, que é recomendado por especialistas. “Eu comecei correndo para tentar ter um pouco mais de qualidade de vida. Depois, peguei gosto pela corrida. Ao ver outras pessoas correndo nas ruas, pensei em procurar apoio profissional. Acho que tudo que a gente se propõe a fazer na vida tem que ser com apoio profissional”, afirma.
A preocupação com a saúde não deve ter limites. Exemplos não faltam. O mais recente foi a morte do atleta e presidente do Clube de Corredores de Rua do Distrito Federal, Adeílton de Medeiros Cavalcante. Ele teve um ataque cardíaco. Um atleta de 56 anos, acostumado a corridas de longa distância. De acordo com o cardiologista Hervaldo Sampaio, quem pratica esporte com freqüência não pode dispensar uma avaliação física. Tudo depende da idade. Para os mais jovens, basta uma avaliação geral, feita por um clínico, suficiente para descartar as principais doenças que podem representar algum risco. Quem tem mais de 40 precisa de uma avaliação mais detalhada, feita por um especialista. Além de descartar algumas doenças, é preciso diminuir o risco da atividade física. “Para um homem abaixo dos 40 anos, uma avaliação anual é suficiente. Acima dos 45 anos e dependendo da atividade física, a avaliação deve ser feita a cada seis meses”, aconselha o médico.
Fonte: Globo.com
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