segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Reduzir emissões só dependeria da vontade política

O ministro do Meio Ambiente alemão, Sigmar Gabriel, afirmou hoje, na abertura de uma reunião com representantes dos 20 países que mais consomem energia no mundo, que falta apenas vontade política para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2), dispondo dos recursos e da tecnologia necessária. "As tecnologias e o dinheiro de que precisamos para combater a mudança climática estão disponíveis. O que falta é criar o âmbito político adequado", disse Gabriel. A reunião, que termina amanhã, é a continuação do chamado diálogo de Gleneagles, que começou em Londres em novembro de 2005 e prosseguiu em Monterrey (México) em outubro de 2006.

Tanto Gabriel quanto o ministro da Economia alemão, Michael Glos, frisaram que é preciso trabalhar para tornar mais atraentes os investimentos que possibilitem a proteção do clima. "Hoje, quero ressaltar que o crescimento econômico e a proteção do clima não precisam se opor", afirmou Glos. O ministro da Economia se referiu à experiência da Alemanha onde, por meio do uso de novas tecnologias, o crescimento econômico passou a não desencadear um maior consumo energético. A idéia da conferência é assentar bases para que, em Bali, seja possível chegar a um acordo que substitua o de Kyoto e inclua compromissos concretos para a proteção do clima.
Participam da conferência de Berlim os ministros do Meio Ambiente dos países do G8 (grupo dos sete países mais desenvolvidos mais a Rússia) e representantes do Brasil e de África do Sul, Austrália, China, Espanha, Índia, Indonésia, México, Nigéria e Polônia.

Também participam das deliberações representantes da Comissão Européia, da Presidência da União Européia (UE) e do secretariado para o Clima da ONU, assim como várias organizações, como o Clube de Madri e a Fundação das Nações Unidas. Estas duas últimas organizações se associaram em uma Liderança Global para a Ação pelo Clima (GLCA, em inglês) e formularam 11 recomendações com a meta de obter, até 2050, uma redução global das emissões de 60%, tomando como base os níveis de 1990.

Esta redução, segundo as propostas apresentadas pelo ex-presidente chileno Ricardo Lagos e pelo presidente da Fundação das Nações Unidas Timothy Wirth, poderiam fazer com que as temperaturas globais não aumentassem mais de 2ºC ou 2,5ºC.

Fonte: EFE

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