sexta-feira, 19 de outubro de 2007

São Paulo cria seu próprio Protocolo de Kyoto

Roberto do Nascimento

O Estado de São Paulo criou uma norma ambiental que só admite novos empreendimentos em determinadas regiões, se a empresa compesar suas emissões de gases e outros poluentes acima do que será liberado em suas operações. "Se uma usina vai produzir 200 toneladas de poluentes, deverá compensar com 220 toneladas em créditos, adquiridos no mercado ou apresentando estratégias para redução de poluentes na região em que pretende se instalar", informou o gerente do departamento de tecnologia do ar da Cetesb, Carlos Eduardo Komatsu, durante seminário promovido pela Federação das Indústria do Estado e pela Assembléia Legislativa.

Os limites de emissão de poluentes no Estado são próximos aos exigidos na Comunidade Européia, valores que exigem do empreendimento a adoção de avançada tecnologia. "Quem instalar uma planta de incineração terá de prever o uso do que há de melhor em equipamento", observou. Os créditos de carbono paulistas estão divididos por regiões, as chamadas bacias aéreas. Assim, é preciso analisar que tipo de poluente a nova atividade vai emitir, para ver se é possível acomodá-la na região escolhida ou se já há saturação. Os poluentes previstos nas normas não são os mesmos definidos no Protocolo de Kyoto, já que a preocupação é com a qualidade local do ar, como material particulado, por exemplo. A norma busca atingir dois objetivos: desenvolver novos pólos e, no caso de a empresa considerar essencial se instalar naquele determinado local já saturado ou próximo da saturação de poluentes, terá de arcar com a redução de emissões de outros agentes que já operação na área.

Os principais poluentes observados são:

Materiais particulados: sólido ou líquido que se mantém suspenso na atmosfera, emitido por veículos, chaminés, queimadas e poeira das ruas

Dióxido de enxofre: queima de combustível que contém enxofre, como diesel, carvão, óleos combustíveis industriais (´o principal formado da chuva ácida)

Óxido de nitrogênio: formado em processos de combustão, gera chuva com ácido nítrico
Compostos orgânicos voláteis: vem da evaporação de solventes e combustíveis

Monóxido de carbono: gás incolor e inodoro resultante da queima incompleta de combustível, principalmente de veículos.

Fonte: DiárioNet

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