Roberto do Nascimento
A Grupo Pão de Açúcar, que já tem diversos projetos de redução do consumo de energia de acordo com os mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL) do Protocolo de Quioto aprovados pela autoridade nacional de meio ambiente, vai inovar agora com o uso de energia gerada a partir de capim-elefante em uma usina termoelétrica que está sendo instalada em São Desidério, na Bahia.
O superintendente da divisão de energia da indústria que vai fornecer a usina, a Dedini, Jayme Schutz, informa que essa é a primeira termoelétrica do País movida a capim-elefante. "É um capim semelhante ao napiê, usado para alimentar o gado. É uma energia renovável e limpa, além de ser mais barata e precisar de uma área menor de cultura", informa, segundo sua assessoria. O capim-elefante será plantado numa área de 4 mil hectares e a colheita ocorre quatro meses depois. "Essa área plantada é suficiente para gerar 1 milhão de toneladas anuais em créditos de carbono", informa Schutz. Pela cotação atual, somente os créditos de carbono podem proporcionar uma renda adicional de R$ 41 milhões.
De acordo com especialistas, embora ainda tenha alguns fatores de produção a superar, o capim-elefante tem potencial de produção de energia três vezes superior ao da cana-de-açúcar. O capim-elefante é altamente eficiente na fixação de CO2 (gás carbônico) atmosférico durante o processo de fotossíntese para a produção de biomassa vegetal. A usina, encomendada pela Sykue Bionergya Eletricidade, deve ser concluída no final de 2008, com investimento de R$ 80 milhões e vai produzir 30 MW a serem consumidos pelo Grupo Pão de Açúcar, informa a assessoria da Dedini.
Fonte: DiárioNet
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