Helder Júnior
Segundo Haddad Júnior, que se deslocou para a cidade litorânea para acompanhar o problema, "houve um aumento real de casos nas praias do Sudeste, o que era algo que já ocorria no Norte e no Nordeste. Se o surto acontecesse lá, não haveria esse escarcéu todo", disse. Ele lembrou que não é a primeira vez que o número de águas-vivas aumenta na Baixada Santista, bem como o contato com os banhistas. No verão da temporada 92-93, o Guarujá superou problema semelhante, motivo pelo qual ele não concorda plenamente com a tese de que o aquecimento global seja o principal responsável pelo fenômeno. "É impossível precisar razões. Uma série de fatores contribuiu para que esses animais, que geralmente não andam em bandos, tivessem se concentrado em Praia Grande. Entre eles, a ausência de frentes frias", afirmou Haddad Júnior.
"É importante salientar também que, na época do surto no Guarujá, há 15 anos, a quantidade de ocorrências era parecida e a população, muito menor. Agora, havia 1 milháo e 300 mil pessoas em Praia Grande." "De qualquer maneira, o escarcéu contribuiu para chamar atenção aos tratamentos adequados. Produzi um folheto explicativo uma vez e ninguém deu atenção. Se eles estivessem pregados nos prontos-socorros agora, ajudariam bastante", disse Haddad Júnior, que avalia as fichas médicas de pacientes atendidos em Praia Grande para produzir um estudo mais elaborado. "Alguns médicos não estão bem preparados para esses casos, mas não por culpa deles, e sim por falta de fontes e obrigatoriedade na hora de estudar", disse.
Crendices
Fonte: Redação Terra
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