segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Fundos socioambientais gerem US$ 41 trilhões

Roberto do Nascimento

O Carbon Disclosure Project (CDP), ou Projeto de Transparência do Carbono, uma iniciativa global destinada a canalizar as aplicações dos investidores institucionais para empresas e projetos comprometidos com a redução de ações agressivas ao meio ambiente que provocam a mudança do clima, conta este ano com dez representantes brasileiros. O CDP conta com 315 investidores, responsáveis pela gestão de US$ 41 trilhões e que tentam, dentro do possível, só investir em empresas responsáveis e que compartilhem seus valores. Os fundos de pensão brasileiros atingiram no final de maio um patrimônio de R$ 408 bilhões, valor que poderá subir para mais de R$ 1,8 trilhão em 2020.

Um relatório social, elaborado pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), traz alguns números importantes sobre os investimentos dos fundos de pensão na linha socioambiental:

- 84,2% das empresas com participação dos fundos de pensão possuem investimentos têm iniciativas de redução, utilização e reciclagem de produtos;

- 52,6% têm iniciativas para incorporar o uso de fontes de energias renováveis em seus processos;

- 68,4% têm iniciativas para o aumento da eficiência energética;

- 89,5% têm iniciativas para redução do consumo de água;

- 73,7% têm iniciativas para redução da geração de resíduos sólidos;

- 57,9% têm iniciativas redução da geração de efluentes líquidos.

O projeto visa, em escala mundial, subordinar os investimentos à adoção pelas empresas de valores e práticas aceitáveis do ponto de vista da sustentabilidade. No Brasil, a adesão é incentivada pela inclusão dos nomes nos relatórios global e brasileiro reforçando a imagem dos projetos com preservação do meio ambiente, especialmente de práticas que ajudem a reduzir o aquecimento global.

Precisamos continuar avançando

É hora de olhar para frente. É hora de agir. Mais do que tentar antecipar o que vai acontecer, precisamos fazer, afirma o presidente do Banco Real, Fabio Barbosa. Já a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) acredita que a divulgação de informações relacionadas a iniciativas de empresas abertas, no campo das mudanças climáticas, irá contribuir para um processo de tomada de decisão mais eficiente por parte dos investidores e para a conscientização e melhor posicionamento da população com relação ao problema do aquecimento global.

Fonte: DiárioNet

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