Os brasileiros consomem muito mais transgênicos do que sabem. A afirmação é da coordenadora da campanha de engenharia genética do Greenpeace, Gabriela Vuolo.
Segundo ela, durante o processo de preparação dos alimentos, o DNA dos organismos geneticamente modificados é destruído, o que dificulta a fiscalização. "Como não se tem o DNA para ser testado, a detecção é falha. É impossível dizer se tal produto é transgênico", afirma. Os alimentos produzidos com organismos geneticamente modificados devem conter aviso no rótulo, para que possam ser identificados pelo consumidor. Essa identificação está prevista no decreto 4.680/3, conhecido como Lei de Rotulagem.
Gabriela afirma que a responsabilidade de fiscalizar o produto pronto, na gôndola do supermercado, é compartilhada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, do Ministério da Justiça, e pelo Ministério da Saúde. No entanto, segundo ela, o trabalho conjunto pode não adiantar nada. "Como o DNA do transgênico é destruído, esses órgãos não têm como fiscalizar. Por mais que façam testes, não vão encontrar nada." Para a coordenadora, a regulamentação dos transgênicos no Brasil ainda é falha. Ela acredita que o problema poderia ser solucionado se o Ministério da Agricultura fiscalizasse a matéria-prima, desde o plantio da semente até o alimento que entra na fábrica. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não existe lei que obrigue a fiscalização do plantio.
Fonte: JB Online
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