Fato pode facilitar a fabricação de novos medicamentos contra a doença
Em 1993, foi identificado um gene mutante associado com o Alzheimer tardio, o ApoE4, embora tenha sido comprovado que 60% dos doentes não o tinham. Quando funciona normalmente, o Sorl1 recicla a proteína precursora do amilóide no cérebro. Os defeitos no gene fazem que esta proteína não se recicle e gere peptídeos beta-amilóides, alguns blocos proteínicos que, acreditam, formam os depósitos de amilóides que se acumulam no cérebro e que são associados ao mal de Alzheimer. A pesquisa que descobriu o novo gene durou cinco anos, e foi realizada por pessoas de quatro grupos étnicos: europeus, caribenhos, afro-americanos e árabes israelenses. O diretor do estudo, Richard Mayeux, diretor do Instituto Taub da Universidade de Columbia, em Nova York, declarou que a descoberta "abre novos caminhos para explorar a causa, assim como os possíveis alvos para o tratamento deste mal".
"O Sorl1 é outra peça no quebra-cabeça da doença de Alzheimer. Este parece ser o quinto gene relacionado ao mal, e certamente haverá outras variantes genéticas importantes que ainda devem ser identificadas, antes de se ter a imagem completa", acrescentou.
Fonte: Agestado
Nenhum comentário:
Postar um comentário