quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Ano do MDL deve incentivar projetos limpos

Carlos Rangel

Os projetos de mecanismo desenvolvimento limpo (MDL) no Brasil seguem a conta-gotas. A cada novo informe do Ministério da Ciência e Tecnologia, alguns poucos programas são acrescentados. O mais recente, divulgado nesta terça-feira, dia 18, relata a existência de 238 MDLs ou 10% dos projetos de todo o mundo. A China lidera, com 762, seguida pela Índia, com 715.

Apesar de todas as vantagens que o mecanismo representa, incluindo a financeira, menos de 200 empresas se propuseram no Brasil até agora a adotar redução de emissão de gases de efeito estufa dentro das metodologias do Protocolo de Quioto, que dão o direito a créditos de carbono. As que descobriram esse caminho, porém, poderão dividir um bolo que pode alcançar R$ 8,5 bilhões, além de alcançar o desenvolvimento sustentado que os projetos representam. Os especialistas apostam que esse quadro deve mudar a partir do leilão de crédito de carbono que a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) vai promover nó dia 26, quarta-feira, com cerca de 800 mil toneladas de créditos da Prefeitura de São Paulo, resultantes de emissões evitadas de gases-estufa (principalmente metano) em um de seus aterros sanitários. Outro ponto que deve contribuir para o aumento do conhecimento e adoção de projetos limpos é a decisão do governo federal de considerar 2008 o ano do MDL.

O Protocolo de Quioto consiste na possibilidade de utilização de mecanismos de mercado para que os países desenvolvidos possam atingir os objetivos de redução de gases de efeito estufa. O Brasil participa com o MDL, por ser o único mecanismo que admite a participação voluntária de países em desenvolvimento. O MDL permite a certificação de projetos de redução de emissões nos países em desenvolvimento e a posterior venda das reduções certificadas de emissão, para serem utilizadas pelos países desenvolvidos como modo suplementar para cumprirem suas metas. Esse mecanismo deve implicar em reduções de emissões adicionais àquelas que ocorreriam na ausência do projeto, garantindo benefícios reais, mensuráveis e de longo prazo para a redução do aquecimento global.

Fonte: DiárioNet

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