quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Inpe estuda variação do buraco de ozônio e raios UV no Chile

Para estudar o buraco de ozônio e a radiação ultravioleta, a pesquisadora Neusa Paes Leme, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), esteve no início do mês em Punta Arenas, no Chile. Em cooperação com a Universidad de Magallanes, a pesquisadora deu início às atividades do Projeto Atmosfera Antártica e conexões com a América do Sul (ATMANTAR), aprovado pelo Proantar/MCT/CNPq no âmbito do Ano Polar Internacional . Também participou da missão o engenheiro Francisco Raimundo da Silva, do Centro Regional do Nordeste do Inpe.

Entre as atividades do projeto serão realizados estudos simultâneos na Antártica, Chile e Brasil sobre a evolução do buraco de ozônio e o impacto da variação da radiação ultravioleta. Em Punta Arenas, foi instalado um espectrofotômetro Brewer que realizará medidas no período de setembro a dezembro deste ano. "Em 2006 foi observado um novo recorde de destruição da camada de ozônio e na sua dimensão, que atingiu 26 milhões de Km2. Para este ano é também esperada novamente uma grande destruição da camada. O buraco de ozônio já atingiu, no dia 4 deste mês, a dimensão de 24 milhões de Km2 com uma grande redução na concentração do ozônio, um mínimo de 147 Unidades Dobson (UD) no dia 16 de agosto", informa a Neusa Paes Leme. Ela explica que no ano passado, a média da concentração mínima de ozônio foi de 100 UD, entre setembro e outubro. "O buraco de ozônio varia muito de um ano para outro e um grande fator que influencia o seu comportamento é a baixa temperatura da estratosfera no inverno", avalia.

O Inpe estuda a atmosfera antártica desde 1985, em pesquisas nas áreas de meteorologia, radioatividade natural (radônio), aerossóis, gases do efeito estufa, camada de ozônio, radiação ultravioleta, ionosfera, relação Sol-Terra e mais recentemente estudos da temperatura da Mesosfera, relação oceano-atmosfera e atmosfera-gelo. "Para o Ano Polar Internacional os coordenadores dos projetos que estudam a atmosfera antártica se uniram para estudar todas as camadas da atmosfera e tentar responder algumas questões importantes sobre as mudanças ambientais e climáticas", diz a pesquisadora do Inpe.

Fonte: Assessoria de Imprensa do INPE

Nenhum comentário: