quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Revitalização de afluentes do rio das Velhas terá a participação da Embrapa

Um projeto de revitalização dos córregos Pau-de-Cheiro e Funil, da cidade mineira de Funilândia, cujas sub-bacias são conhecidas como Lagoa de Fora – mesmo nome do projeto – terá a participação da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) como instituição coordenadora de projetos de recuperação de matas ciliares, de proteção de nascentes e de construção de bacias de contenção de água de chuvas para evitar a erosão.Os dois córregos são afluentes do rio das Velhas, na região Central de Minas, por sua vez maior afluente em extensão da bacia do São Francisco, e sofrem os efeitos de uma ocupação desordenada ao longo de suas margens.

O projeto, apresentado pela Prefeitura Municipal de Funilândia-MG e Emater-MG (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais), foi encaminhado ao Ministério do Meio Ambiente e aguarda ainda este ano a liberação de recursos previstos pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal na ordem de R$ 1,45 milhão para serem utilizados em dois anos.Estão previstos a recuperação de 27 hectares de área degradada, a construção de 990 bacias de captação de águas de chuvas, a proteção de 31 nascentes, a proteção e recomposição de 28 quilômetros de matas ciliares e o plantio de três mil mudas de espécies nativas no entorno das sub-bacias.

Segundo o pesquisador Ricardo Augusto Lopes Brito, responsável pela redação da proposta da Embrapa Milho e Sorgo, foi realizado um diagnóstico inicial e elaborada uma proposta para a revitalização das sub-bacias. “Há trechos sem a proteção de matas ciliares e diversas nascentes também estão desprotegidas”, explica o pesquisador. Os objetivos propostos pelos componentes do projeto, além de recuperar, proteger e manter de maneira sustentável os recursos naturais, são a geração de alternativas de renda para as comunidades, a diminuição de riscos de secas e inundações e a utilização de tecnologias adequadas para o saneamento básico por meio da mobilização social.

Fonte: Embrapa

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