quinta-feira, 15 de março de 2007

Parceria levará à produção de medicamento de segunda geração contra a Aids

Paula Lourenço

O presidente da Fiocruz, Paulo Buss, anunciou nesta quarta-feira (14/03) que a instituição firmará parceria com o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe) para a produção de um medicamento de segunda geração destinado ao combate ao HIV: o Efavirenz.

Liberado para ser consumido, com outros remédios, contra o vírus da Aids em 1998, o produto deve ser fabricado pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz, no Rio de Janeiro, e pelo laboratório pernambucano a partir de julho de 2008. Até lá as equipes das duas unidades trabalharão no projeto de pesquisa para desenvolver o medicamento. O estudo custará R$ 1,1 milhão aos cofres públicos. O acordo foi firmado após visita do presidente da Fundação ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que ocorreu no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo do estado. “Vamos trazer matéria-prima de países como a Índia e a China ou até mesmo do Brasil para cá (Pernambuco) para que esse produto seja fabricado aqui. Acertamos o compromisso porque o produto é muito caro e, quando o tivermos, poderemos oferecer ao Ministério da Saúde, reduzindo preços excessivos pagos para o tratamento da Aids”, argumentou Buss, lembrando que, além do Efavirenz, a Fiocruz e o Lafepe poderão firmar parcerias para a produção de outros tipos de medicamentos. Os representantes do Lafepe e da Fundação devem fazer visitas aos respectivos laboratórios para conhecimento de atividades de cada unidade.

O presidente da Fiocruz também comentou com o secretário de Saúde de Pernambuco, Jorge Gomes, que o Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (CPqAM), unidade da Fundação no estado, está desenvolvendo a capacitação de gestores municipais de saúde. “Podemos hierarquizar essa iniciativa com o governo”, comentou, durante o encontro que contou com a participação do diretor do CPqAM, Romulo Maciel Filho, do pesquisador da Fundação Luiz Cláudio Arraes, do presidente do Lafepe, Luciano Vasquez, além de diretores do laboratório. Buss lembrou que a Fundação está à disposição do governo no que diz respeito ao aprimoramento do Sistema Único de Saúde (SUS) local. “Agradecemos a parceria e vemos isso como uma questão estratégica para a melhoria da saúde no estado”, declarou o governador. Segundo Eduardo Campos, o CPqAM vem cumprindo um projeto estratégico de consolidação de pólo científico na região.

A Fiocruz do Recife desenvolve, atualmente, projetos de pesquisa que incluem a segunda etapa da vacina da Aids, a criação da vacina de DNA contra o dengue, além de trabalhos nas áreas de filariose, esquistossomose, peste, doença de Chagas, leishmanioses, cólera e mosquitos transmissores de doença (Aedes aegypti, o mosquito do dengue, e Culex quinquefasciatus, a popular muriçoca). O CPqAM tem uma liderança consolidada em C&T e na formação de recursos humanos em saúde no Nordeste e desenvolve, desde 1950, um trabalho sistemático de pesquisa e ensino em diversos campos da saúde pública, doenças infecto-contagiosas e no combate a endemias.

Fonte: Fiocruz

Ibama apreende em Balsas arara ameaçada de extinção

O Escritório Regional do Ibama em Balsas apreendeu na última semana uma arara azul (anodorhynchus hyacinthinus). A ação, efetuada pelo analista ambiental Felipe Barroso e pelo técnico Paulo Alves, foi motivada por um denúncia de que o animal era mantido em cativeiro e vinha sendo alvo de maus tratos.

Segundo os fiscais, a arara apresentava sinais de muita fraqueza e abatimento - indícios de que não era alimentada há tempos. Trata-se de um espécime que consta da lista oficial da fauna brasileira em extinção, estando ainda no anexo 01 do Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES). Pela infração, o responsável por manter a arara em cativeiro foi autuado em R$ 5.500,00. O animal foi encaminhado para a Gerência Executiva do Ibama em Imperatriz, por intermédio de seu Núcleo de Fauna.

Fonte: Ibama/BA

Marina Silva defende encontro de saberes para educação ambiental

Ao participar do lançamento do projeto "Caminho das Águas" na noite de terça-feira (13), a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ressaltou a necessidade de promoção de "um encontro de saberes" para a realização de projetos de conscientização de educação ambiental. "Não temos de ter a pretensão de que vamos fazer algo para as pessoas. Nós vamos fazer algo com as pessoas", disse, durante o seu discurso que encerrou a cerimônia de lançamento.

Realizado em parceria entre a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Fundação Roberto Marinho e com o apoio do MMA, o "Caminho das Águas" é um projeto que objetiva conscientizar estudantes de 5ª a 8ª séries sobre a gestão dos recursos hídricos no País. "Essa parceria da ANA, com os comitês das bacias e com a Fundação Roberto Marinho, nos vai dar a oportunidade de fazer esse encontro de saberes. Tudo aquilo que a gente coloca nesta posição parceria a gente acaba conseguindo resultado maior", disse a ministra.
O projeto fará a distribuição de 1.600 kits com material educativo para alunos de escolas públicas localizadas em quatro bacias hidrográficas brasileiras. É prevista a participação de 800 escolas localizadas em oito Estados (RJ, SP, MG, ES, BA, SE, PE e AL). O "Caminho das Águas" também contará com participação dos comitês das bacias hidrográficas e das secretarias estaduais de Educação dos Estados onde o projeto será implementado.

Fonte: MMA

Equipe descreve estrutura de uma enzima essencial para a formação da parede celular de bactérias

A enzima descrita pela equipe canadense foi isolada a partir de bactérias Staphylococcus aureus resistentes à meticilina, como as da imagem acima (foto: Janice Carr/CDC).

Bernardo Esteves


Um passo importante acaba de ser dado para a criação de um novo tipo de antibióticos. Uma equipe canadense descreveu pela primeira vez a estrutura tridimensional de uma enzima fundamental para a construção da parede celular das bactérias. Entender a configuração dessa molécula era um objetivo perseguido há muito tempo pelos microbiologistas, a ponto de já ter sido comparado ao “santo graal da pesquisa de antibióticos”.

O feito pode levar à solução para uma das maiores dores de cabeça dos especialistas em saúde pública. O uso intensivo de antibióticos na medicina desde a descoberta da penicilina, em 1928, tem feito com que cada vez mais bactérias desenvolvam resistência a esses fármacos. Como a maioria dos antibióticos funciona segundo o mesmo princípio, era urgente descobrir uma rota alternativa para combater as infecções bacterianas. A síntese da parede celular das bactérias depende da ação de duas enzimas – a transpeptidase e a glicosiltransferase – que, em muitos microrganismos, estão reunidas em uma grande molécula bifuncional. Inibir a ação dessas enzimas é um alvo ideal para antibióticos, pois elas são facilmente acessíveis e não têm equivalentes nas células de mamíferos. Os antibióticos da classe da penicilina agem bloqueando a transpeptidase, mas faltava desenvolver drogas efetivas em humanos capazes de impedir a ação da glicosiltransferase. Essa enzima representava um desafio aos pesquisadores, por ser difícil de purificar e analisar. Muitos grupos de pesquisadores já haviam tentado, sem sucesso, desvendar sua estrutura. Desafio superado Esses obstáculos foram finalmente vencidos pelo grupo de Andrew Lovering, da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.

Na edição desta semana da Science , a equipe descreve pela primeira vez a estrutura cristalina da glicosiltransferase, isolada a partir de cepas de Staphylococcus aureus resistentes a antibióticos – essas bactérias são responsáveis por alguns dos casos mais graves de infecção hospitalar. No mesmo artigo, a equipe descreve ainda a configuração da enzima no instante em que ela se liga à moenomicina – um dos poucos antibióticos capazes de inibir a ação da glicosiltransferase. A moenomicina é usada com sucesso para combater infecções bacterianas em animais, mas não é eficaz em humanos, pois não é absorvida por nosso organismo. O resultado oferece um ponto de partida para a criação de compostos capazes de inibir a ação da glicosiltransferase em humanos. “Precisamos modificar a moenomicina para uso humano ou observar seu sítio ativo para desenvolver um novo antibiótico”, conta Lovering em entrevista à CH On-line . “A estrutura que descrevemos vai ajudar bastante nesse processo, mas é difícil estimar quanto tempo isso pode levar.”

Uma das vantagens de antibióticos que inibam a ação da glicosiltransferase é que eles seriam provavelmente menos vulneráveis ao desenvolvimento de resistência por parte das bactérias. “A moenomicina tem sido usada por décadas para tratar animais em grandes quantidades e nunca foi verificado o desenvolvimento de resistência a esse composto”, conta Lovering.

Fonte: Ciência Hoje

Mudanças globais, impactos regionais


Estudo coordenado por Luiz Drude de Lacerda aponta possíveis causas do aumento de 40% nos manguezais no Nordeste, como a redução na quantidade de chuvas e o aumento no nível dos oceanos (foto: Lab. Protee)


Reflexo das mudanças climáticas e ambientais ocorridas nos últimos anos, no Nordeste do Brasil foi constatado um aumento de 40% no número de manguezais. Desse total, 67% surgiram em áreas de baixa concentração urbana, segundo o biofísico Luiz Drude de Lacerda, professor da Universidade Federal do Ceará.

Os dados foram apresentados na segunda-feira (12/3), último dia do 1º Simpósio Brasileiro de Mudanças Ambientais Globais, promovido no Rio de Janeiro pela Academia Brasileira de Ciências, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelo International Geosphere-Biosphere Programme (IGBP). A expansão dos manguezais para o interior ocorre ao mesmo tempo em que se verifica a perda desse tipo de área devido a atividades humanas desenvolvidas no litoral. “Os manguezais são ecossistemas capazes de fornecer informações valiosas sobre a dinâmica ambiental da área litorânea. Alterações em sua distribuição podem ter influência negativa na ecologia local, na produtividade primária e na produção pesqueira”, disse o pesquisador à Agência FAPESP.

O estudo coordenado por Lacerda procurou mapear detalhadamente o aumento das áreas de mangue no Nordeste e apontar as possíveis causas de sua expansão para o interior. Segundo a pesquisa, a redução na quantidade anual de chuvas na região e o aumento em escala global do nível dos oceanos podem causar uma maior penetração de águas marinhas rio acima, proporcionando ambiente ideal para a formação dos mangues. O problema é o manguezal ser um grande concentrador e mobilizador de poluentes. “Trata-se de um sistema que naturalmente acumula uma quantidade significativa de contaminantes. O aumento de áreas de manguezais vem sempre acompanhado de um processo de mobilização de poluentes. Assim, uma população que sobrevive dos manguezais, cultivando caranguejos, por exemplo, pode estar economicamente bem, mas por outro lado terá problemas com a qualidade da água”, explicou.

Metais pesados

O biofísico também abordou os impactos que essas formações podem trazer para a economia pesqueira, principalmente quando localizadas em regiões costeiras. Uma das abordagens do estudo Geoquímica de sedimentos e o monitoramento de metais na plataforma continental Nordeste oriental do Brasil correlaciona os níveis de contaminação de organismos vivos com o aumento do número de manguezais. “Como saber, por exemplo, se uma cavala – peixes que estão sempre próximos à costa – tem concentração de mercúrio acima ou abaixo do nível máximo que a Organização Mundial de Saúde preconiza, que é de 5%?”, questionou.
Um dos metais tóxicos mais comuns, o mercúrio se acumula facilmente na biota marinha, por meio do lixo e de detritos depositados em áreas costeiras, oriundos de processos de industrialização ou da urbanização. “As lâmpadas que são jogadas pela população nos lixões têm forte concentração de mercúrio. Por conta disso, é importante saber como um peixe que se leva à mesa foi exposto a material tóxico. Como a contaminação não é um processo que se evite facilmente, monitorar o que comemos é o que se pode fazer”, disse Lacerda.

Fonte: Agência Fapesp

sábado, 10 de março de 2007

MMA disponibiliza na internet publicações sobre licenciamento ambiental

As publicações Resíduos Sólidos Urbanos e Sistemas de Tratamento de Esgotos; Assentamentos de Reforma Agrária e Avaliação Ambiental Integrada de Bacia Hidrográfica estão disponíveis no site do Ministério do Meio Ambiente. Lançados em novembro de 2006, os documentos trazem uma coletânea de legislação para o licenciamento ambiental e estudo de impacto do uso da água.
<>Um vídeo sobre o estado do Amapá é outro produto à disponível. As imagens exibem fauna, florestas, unidades de conservação, vegetação e clima, comunidades tradicionais, entre outras. Situado no extremo Norte do País, o Amapá é a região com menor índice de remoção da cobertura vegetal, com 55,17% do seu território transformado em áreas protegidas. Os produtos, conduzidos pela Secretaria de Qualidade Ambiental do MMA, estão hospedados no Portal Nacional de Licenciamento Ambiental (PNLA) (clique aqui).

Fonte: MMA

Pesquisa em terapia celular avança no país

Já foram realizados ensaios inéditos no mundo

Estudos envolvendo uma rede de 17 instituições de pesquisa proporcionam novas – e boas – perspectivas para pacientes com doenças crônico-degenerativas e traumáticas. O grupo formado em 2001 com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), a partir da criação do Instituto do Milênio em Bioengenharia Tecidual (IMBT), desenvolveu, com sucesso, terapias celulares e teciduais como alternativas para o tratamento de pacientes portadores de doenças como acidente vascular cerebral, as cardiopatias e cirrose hepática. A proposta é permitir que, em futuro breve, a maioria dos transplantes de órgãos possa ser substituída por transplantes de células tronco obtidas do próprio paciente.

O coordenador do Instituto, Ricardo Ribeiro dos Santos, da FIOCRUZ, explica que o principal objetivo do IMBT é introduzir e desenvolver uma nova área médica - a Medicina Regenerativa. A importância desta meta está ligada ao aumento crescente do número de idosos no país, faixa-etária na qual as doenças crônico-degenerativas mais incidem, sendo as principais causas de mortalidade na terceira idade. “Para substituir os transplantes de órgãos, limitados pela escassez de doadores, a bioengenharia propõe o desenvolvimento de biomateriais e utilização de células-tronco que poderão substituir ou complementar tecidos degenerados”, esclarece o pesquisador.
Além de suprir o problema das filas de espera por doação de órgãos, a terapia celular utilizando células do próprio paciente não apresenta rejeição imunológica, como pode acontecer com os transplantes. Estima-se ainda que o custo dos procedimentos será muito menor.

Finalizado em 2005, o projeto do IMBT é considerado um sucesso. “Conseguimos promover um vínculo entre a pesquisa básica e a clínica, o que possibilitou, em curto prazo de tempo, a transferência de uma tecnologia obtida em modelos experimentais para o tratamento de seres humanos”, comemora Ribeiro dos Santos.

Ensaios inéditos

Ao longo desses quatro anos, foram realizados vários ensaios clínicos, alguns dos quais inéditos no mundo, como o transplante de células tronco em pacientes com insuficiência cardíaca chagásica e insuficiência cardíaca isquêmica crônica. Além disso, a disseminação das aplicações clínicas em outros estados do país motivou outros grupos de pesquisa clínica a se agregarem ao projeto através da implantação de protocolos já em fase de estudo clínico (uso de células de medula óssea no tratamento de doenças auto-imunes como a diabetes mellitus tipo I e a esclerose múltipla) e também de novas propostas terapêuticas. Por fim, o grupo realizou o primeiro transplante, no mundo, de células de medula óssea na terapia do acidente vascular cerebral isquêmico.

Outros procedimentos desenvolvidos na área da bioengenharia tecidual e biomimética também já vêm trazendo resultados clínicos em tratamento de pacientes, como os transplantes de pele e de cartilagem.
Ricardo Ribeiro dos Santos aponta ainda como resultado positivo a repercussão que o IBMT teve, promovendo novos grupos de pesquisa em prol do desenvolvimento da medicina regenerativa. “Podemos afirmar, sem falsa modéstia, que implantamos a pesquisa translacional em nosso país”, orgulha-se. Um exemplo de integração é o recém-criado grupo multidisciplinar em terapias celulares da Bahia, formado por pesquisadores e clínicos com diferentes especialidades e pertencentes a vários hospitais e a FIOCRUZ/BA, que se reúnem semanalmente para discutir novos protocolos, resultados, dados da literatura e estratégias de atuação na área.

Prêmios

O reconhecimento pelo trabalho desenvolvimento pelo IMBT está representado pelos prêmios recebidos. O trabalho experimental desenvolvido em modelo de cardiopatia chagásica, que serviu de base para o estudo pioneiro no mundo em pacientes com insuficiência cardíaca de etiologia chagásica, recebeu o prêmio Zerbini de cardiologia em 2003. No mesmo ano, o trabalho realizado com o transplante de células de medula óssea em pacientes com insuficiência cardíaca pós-isquêmica foi premiado pela Academia Nacional de Medicina e, em 2004, pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Com a participação de cerca de 30 bolsistas do CNPq e a capacitação de 209 profissionais, entre alunos de graduação, mestrandos e doutorandos, o IMBT foi composto por: a FIOCRUZ, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, (UFRJ), a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a Universidade de São Paulo (USP), o Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Pará (UFPA), o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Albert Einstein College of Medicine (AECOM), o Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer (ILPC), Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia (INTO), o Hospital Pró-Cardíaco e o Instituto Nacional de Cardiologia (INCL).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do CNPq

Porcos e trabalhadores estão expostos à toxoplasmose em município do Paraná


Dos animais estudados, de 35 municípios do Paraná, 25% haviam sido infectados pelo parasito


Fernanda Marques

Um estudo feito com animais abatidos em um matadouro de Palmas (PR) mostrou que mais de um quarto dos porcos já foi infectado por Toxoplasma gondii, parasito causador da toxoplasmose. A pesquisa também analisou o risco de infecção de humanos e constatou que ele é alto, tanto entre os funcionários do matadouro como entre indivíduos com outras ocupações no município. O resultado foi publicado na revista Ciência Rural. O trabalho é fruto da dissertação de mestrado em medicina veterinária de Patricia Riddell Millar, da Universidade Federal Fluminense (UFF), com orientação da parasitologista Regina Amendoeira e da médica veterinária Leila G. Sobreiro, e com a colaboração da equipe de Regina, chefe do Laboratório de Toxoplasmose do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) da Fiocruz.

Amostras de soro de suínos e humanos foram analisadas quanto à presença de anticorpos específicos contra T. gondii. Dos cerca de 400 animais estudados, oriundos de 35 municípios do sudoeste do Paraná, 25,5% eram soropositivos, isto é, haviam sido infectados pelo parasito e produzido anticorpos específicos contra ele. O percentual foi elevado, mas isso já era esperado. Estudos em outras regiões do país encontraram proporções até maiores, como em São Paulo (37,8%) e no Rio Grande do Sul (33,7%). Os dados chamam a atenção para a importância de se cozinhar bem a carne suína e de outros rebanhos, de modo que cistos de T. gondii eventualmente presentes na musculatura animal sejam destruídos. A ingestão de carne crua ou mal cozida é uma das formas de se contrair o parasito. Em relação aos humanos, foram analisadas 174 amostras de sangue: 133 de trabalhadores do matadouro e 41 de indivíduos com outras atividades. No primeiro grupo, 58,6% eram soropositivos e, no segundo, 51,2%.

Embora a freqüência de soropositivos em funcionários do matadouro tenha sido maior, a diferença entre os grupos não foi estatisticamente significativa. Isso sugere que a manipulação das carcaças de animais infectados pode representar um risco para a toxoplasmose, mas ela não deve ser o único mecanismo envolvido na transmissão do T. gondii na população estudada. Há que se considerar, por exemplo, o contato com gatos e a exposição a solo, água ou alimentos contaminados por fezes desses animais. Os felídeos são os únicos hospedeiros definitivos de T. gondii, de modo que os gatos domésticos desempenham papel fundamental na transmissão do parasito para humanos, porcos e outros animais.

Fonte: Fiocruz

Governo levará internet a povos remotos da floresta

Rubens Júnior

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, e o representante da Associação de Cultura e Meio Ambiente e da Rede Povos da Floresta, Paulo Jobim, assinam na próxima semana, em Brasília, acordo que levará sinal de satélite, internet, educação ambiental e um cardápio de outros serviços públicos on-line a 150 populações tradicionais e indígenas que vivem em Unidades de Conservação e entornos, em regiões remotas de treze estados, onde muitas vezes só é possível chegar de barco, por rio.

O acordo de inclusão digital é a primeira parceria envolvendo os dois ministérios no quesito prestação de serviços de comunicação ambiental. "Com ela, o governo pretende fortalecer a Rede Povos da Floresta, uma malha digital de monitoramento, vigilância e educação, além de incentivar aquelas populações a somarem-se ao poder público na gestão ambiental do País", diz o assessor técnico do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Costa. O pacto será firmado no âmbito do GSAC, sistema Governo Eletrônico Federal de Atendimento ao Cidadão. O benefício chegará em etapas, a grupos de 20 comunidades cada. Porém, antes de ele ser concedido, é preciso que prefeituras, governos estaduais e outros parceiros contribuam com recursos financeiros para instalar os telecentros nas regiões indígenas e tradicionais, equipando-os com computadores, antenas e acessórios. Feito isso, o governo fornecerá conexão pelo satélite, possibilitando o acesso à internet e, por meio dela, a cursos de educação ambiental a distância e a um leque de serviços públicos. Com a internet, procedimentos antes impensáveis para os habitantes da floresta, como assistir a uma aula com imagem e som pelo computador, fazer cadastramento da família no Sistema Único de Saúde (SUS) ou na Previdência Social, poderão agora ser facilmente realizados.

Telecentros

Para operarem os telecentros, as comunidades devem ser representadas por entidade com inscrição ativa no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). Hoje, um terço das 150 comunidades beneficiadas já possuem o telecentro instalado. As demais aguardam análise da documentação requerida das agremiações para que representem as comunidades contempladas. Algumas, com documentos já aprovados, apenas esperam pela instalação dos telecentros para começarem a desenvolver as atividades previstas.
Uma vez instalado, o acesso digital não é permanente. Para continuar a usufruir do benefício, as populações devem comprovar que o utilizam. Do contrário, poderão perdê-lo, o que já aconteceu em outros projetos semelhantes do governo federal. Para fiscalizar a utilização, funcionários públicos nos estados monitorarão in loco a acessibilidade e outros indicadores de participação.
As 150 populações contempladas foram escolhidas por vários órgãos da administração federal e da sociedade civil. Participaram da seleção o Ministério do Meio Ambiente, o Ibama, a Fundação Nacional do Índio (Funai), prefeituras, governos estaduais, associações indígenas, além da Associação de Cultura e Meio Ambiente, dirigida por Paulo Jobim. Filho do maestro Tom Jobim (imortalizado pelo talento artístico e pelo amor à natureza), Paulo e equipe ajudaram a indicar as comunidades contempladas e atuam como articuladores para conseguir financiamento para a instalação dos telecentros. Nesta fase, foram eleitas comunidades dos estados do Acre, Bahia, Sergipe, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Amapá, Minas Gerais, Maranhão, Amazonas, Paraíba, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Ação de peso

Segundo o assessor do governador do Acre, um dos representantes dos povos indígenas da região, Francisco Ashaninka, a chegada da internet à floresta é a primeira ação de peso em favor da Rede dos Povos da Floresta, criada em 2003. "Será uma oportunidade concreta para que as comunidades indígenas adquiram, compartilhem entre si e forneçam informações ao poder público, em favor de uma política integrada e sustentável", diz Ashaninka, para quem a internet trará ainda maior celeridade aos entendimentos das comunidades com os governos.
A internet diluirá a identidade dos indígenas? Para Ashaninka, não. "Pelo contrário. Neste momento, a tecnologia de comunicação, se bem usada, faz é ajudar a fortalecer as culturas indígenas ao propiciar educação ambiental, interligá- las e favorecer sua atuação".
Segundo ele, o projeto dos telecentros já está em andamento no Acre. Os postos vêm sendo colocados em operação. Hoje, a maioria dos telecentros fica situada nos perímetros urbanos dos municípios, em prédios cedidos pelas prefeituras. Nestes, os indígenas são obrigados a viajar até as cidades para utilizar os equipamentos. A idéia, porém, é que todos os novos telecentros sejam instalados no coração da floresta, no seio das comunidades, como ocorre em dois casos no Acre e beneficiam o povo Yawanawa, às margens do Rio Gregório, próximo ao município de Taraoaka, e o povo Ashaninka, no entorno do município de Taumaturgo.

Compromisso antigo

A Associação de Cultura e Meio Ambiente atua na formação de Rede Povos da Floresta desde 2002, quando esse trabalho foi retomado após uma fase de descontinuidade, desde a morte do ambientalista Chico Mendes. Secretário técnico da Associação e coordenador da Rede, João Fortes é um dos responsáveis pela articulação com a administração pública e a iniciativa privada, em busca de recursos financeiros para aquisição de equipamentos para os telecentros. "Ainda não conseguimos parceiros no meio empresarial, mas já temos perspectivas". Segundo Fortes, antes de conectar as comunidades à internet, será necessário realizar um diagnóstico para saber se as comunidades tradicionais e os indígenas possuem identidade cultural clara e forte. "Isto é importante para que, além de não se desfigurarem culturalmente, elas possam contribuir, através da internet, com valores, conhecimento e sabedoria," afirma.

Fonte: MMA

quarta-feira, 7 de março de 2007

Brasileiro acha nova função para vitamina C

Substância desempenha papel duplo na redução dos radicais livres na célula, diz estudo.Descoberta reforça papel da molécula como 'faxineira' do organismo.

Reinaldo José Lopes

Ninguém duvida do papel essencial da vitamina C no organismo, mas ao que parece a substância é ainda mais importante do que se imaginava para as células vivas. Pesquisadores da USP e do Instituto Butantan acabam de elucidar uma nova função da vitamina, que confirma sua relevância como "faxineira" do metabolismo.

Segundo o estudo, publicado nesta semana na prestigiosa revista científica americana "PNAS", a vitamina C ajuda um grupo de enzimas (proteínas que aceleram reações químicas) a impedir a formação dos chamados radicais livres, que estão diretamente envolvidos no envelhecimento celular e em danos ao material genético das células, entre outros problemas. Já se sabia que a vitamina combatia os radicais livres, mas só se conhecia a interação direta dela com eles. Os novos dados parecem mostrar que a vitamina C atua contra essa ameaça tanto de forma direta quanto indireta - nesse último caso, ajudando as enzimas. "Ainda faltam dados para sabermos o quão importante é essa via, mas pelo visto ela não é secundária. E ela parece estar conservada [ou seja, existe nas células de vários tipos de organismo]", declarou ao G1 o bioquímico Luis Eduardo Soares Netto, do Instituto de Biociências da USP, que coordenou o estudo.

Para se ter uma idéia, o sistema de "faxina" celular envolvendo as enzimas e a vitamina C parece estar presente em insetos, mamíferos e plantas, o que sugere que ele é muito antigo na história evolutiva e, provavelmente, muito importante para a sobrevivência.

Oxigênio bandido

Não é muito difícil entender o porquê da relevância desse sistema. Os radicais livres são um subproduto indesejado do oxigênio que respiramos e têm a desagradável mania de ser altamente reativos, ou seja, combinam-se com outras moléculas com muita facilidade. Isso é um desastre para as moléculas orgânicas, como o DNA e as proteínas, que precisam manter suas características químicas e estruturais intactas para que o organismo funcione. Não é de se admirar, portanto, que tenham surgido mecanismos para varrer os radicais livres das células. A vitamina C participa no mais simples deles, no qual simplesmente reage com o peróxido de hidrogênio (a popular água oxigenada), que é uma das principais fontes de radicais livres.

No entanto, esse serviço também é realizado indiretamente por algumas enzimas de nome indigesto, as peroxiredoxinas (a primeira parte do nome, claro, vem de peróxido). As enzimas não participam "pessoalmente" da reação; apenas criam condições para que ela aconteça. No caso, sabia-se que as peroxiredoxinas "capturavam" um elétron de outra substância e o "doavam" para o peróxido, que então podia se transformar numa inofensiva molécula de água.
"Achava-se que, para essas enzimas, a substância que permitia isso tinha necessariamente de pertencer ao grupo dos chamados tióis", conta Soares Netto. Contudo, ao analisar algumas das enzimas do grupo, cujo funcionamento anti-radicais livres ainda não tinha sido bem estudado, a equipe da USP e do Butantan descobriu que o papel de doador de elétrons estava sendo desempenhado pela vitamina C. "É uma mudança de paradigma na maneira como a gente entende o funcionamento dessas enzimas antioxidantes", resume Soares Netto. A idéia agora é caracterizar de forma mais clara o que acontece em cada grupo de organismos que parecem usar a vitamina C para esse propósito.

O trabalho tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

Fonte: Globo.com

Especialista: etanol no Brasil é banhado de sangue

Quando o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, busca na América Latina um "New Deal" de cooperação em torno do etanol, nos canaviais do Brasil se agrava a situação de milhares de trabalhadores que enfrentam condições desumanas, denunciaram especialistas consultados pela Efe.

O Brasil é o principal produtor mundial de açúcar e etanol proveniente da cana, e destino de investimentos maciços no setor. "Mas o açúcar e o álcool no Brasil estão banhados de sangue, suor e morte", afirmou a pesquisadora Maria Cristina Gonzaga, da Fundacentro, organização do Ministério do Trabalho e Emprego."Os trabalhadores são massacrados, ficam doentes o tempo todo por diversos motivos", assinalou.

O Ministério da Agricultura prevê que a safra 2006-07 chegue ao nível histórico de 475,7 milhões de toneladas, com alta de 10% em relação a 2005-06. A colheita provém de uma área de 5,84 milhões de hectares, que deve triplicar no médio prazo. Aproximadamente 17,4 bilhões de litros de etanol foram destilados em 2006, um nível que, em 2012, deve chegar a 35,4 bilhões de litros, em grande medida para atender aos mercados da Europa e dos Estados Unidos. Os trabalhadores recebem seu pagamento segundo o peso da cana cortada diariamente sob o inclemente sol, em meio ao pó. O contrato coletivo vigente entre as filiais da Federação de Agricultura do Estado de São Paulo e os sindicatos rurais estabelece R$ 2,44 por tonelada cortada e empilhada.
São Paulo concentra 59,5% da produção brasileira de cana, e atualmente emprega cerca de 400 mil homens e mulheres por colheita. Cada um precisa colher pelo menos 10 toneladas para receber um "piso salarial" de R$ 413 por mês, segundo o contrato. Este ritmo de trabalho seria responsável pela morte por extenuação de pelo menos 17 cortadores de cana em 2006, segundo a Pastoral do Migrante, somente nos canaviais de São Paulo, disse Luiz Bassegio, secretário dessa entidade da Igreja Católica.

Se o trabalhador pára por alguns minutos para descansar, comer, beber água ou urinar, deixa de produzir e de ganhar por esses preciosos instantes. De acordo com Boletim do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, cada cortador dá aproximadamente 30 golpes de foice por minuto em oito horas de trabalho. Esse esforço repetitivo feito com uma postura ruim de pessoas mal alimentadas, com poucas horas de sono e sem atendimento médico, provoca doenças relacionadas ao trabalho e envelhecimento precoce, segundo os especialistas. A União da Agroindústria da Cana-de-Açúcar, que reúne cerca de 307 engenhos e destilarias e emprega cerca de 440 mil cortadores, nega as acusações. A Fundacentro, organismo responsável pela área de saúde e segurança no trabalho, organizou no ano passado várias reuniões entre sindicatos e especialistas sobre a questão.
Um relatório sobre esses encontros foi terminado na segunda-feira e obtido pela agência Efe. O corte dos subsídios na União Européia (UE) para o cultivo da beterraba e a produção de etanol carburante suscitam interesse de europeus por comprar engenhos no Brasil, que domina a tecnologia e tem baixos custos de mão-de-obra, assinala.

O esgotamento dos trabalhadores deve-se ao constante aumento das metas de produção, a novas técnicas de cultivo que buscam mais produtividade e a variedades de cana com mais sacarose, embora menos pesada. "Se antes 100 m² de cana somavam 10 t, hoje são necessários 300 m", aponta o documento. A avaliação médica para os trabalhadores é precária ou inexistente. Há dificuldades para comprovar intoxicações com produtos agroquímicos, e a fiscalização do Ministério do Trabalho é insuficiente para atender à atual demanda, acrescenta.
O especialista Pedro Ramos, da Unicamp, assinala que cerca de um milhão de cortadores de cana são empregados em cada colheita em todo o Brasil. "Muitos deles são trabalhadores em um regime de escravidão disfarçada", que não respeita a legislação trabalhista e no qual os capatazes costumam registrar o peso da cana cortada abaixo do verdadeiro, apontou em artigo.

Nos anos 80, um trabalhador cortava quatro toneladas e ganhava o equivalente a R$ 9,09 por dia. Hoje, corta na média 15t e ganha cerca de R$ 6,88 por dia, segundo os cálculos de Ramos.

Fonte: EFE

Brasil no Ano Polar


Programa internacional de estudo dos ambientes polares tem lançamento no país, que participará com 28 projetos envolvendo cientistas de 30 universidades e centros de pesquisas (foto: API)


O Ano Polar Internacional (API), programa mundial de pesquisa para estudar os ambientes dos pólos Ártico e Antártico, envolverá cerca de 50 mil pesquisadores que conduzirão 227 projetos em 63 países até março de 2009.

A participação brasileira envolverá 30 universidades e centros de pesquisas em 28 projetos. O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), com recursos dos Fundos Setoriais, disponibilizou para o evento cerca de R$ 9,2 milhões, que serão repassados em dois anos por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “O sistema nacional de ciência e tecnologia só se estruturou no Brasil nos últimos 50 anos, coincidindo exatamente com a data do último API, que foi também o ano que consolidou o Tratado Antártico.

Embora o Brasil não tivesse participado com pesquisas, logo em seguida tornou-se signatário do tratado”, disse Luis Fernandes, secretário executivo do MCT, na solenidade de lançamento, no Brasil, do 4º API, realizado no dia 1º, em Brasília. “Neste API, o país terá uma participação significativa, consolidando o reconhecimento da comunidade cientítica internacional, conquistada com sua presença na Antártica e com os 25 anos de trabalho consecutivo do Programa Antártico Brasileiro”, destacou Fernandes. Ano Polar Internacional: www.ipy.org

Fonte: Agência Fapesp

Projeto teria efeito irreversível na Amazônia

Empreendimento pode ter financiamento da Corporação Internacional de Finanças. Iniciativa pode causar impactos 'diversos, irreversíveis ou sem precedentes'

Giovana Girardi

Um empreendimento classificado na categoria A de risco ambiental, o que significa que pode resultar em impactos 'diversos, irreversíveis ou sem precedentes' na Amazônia, segundo avaliação da Corporação Internacional de Finanças (IFC), está em vias de receber um financiamento de US$ 90 milhões - da própria IFC.

Nesta quinta-feira (8), o conselho da instituição, braço do Banco Mundial (Bird) responsável por financiar a iniciativa privada, vai votar se libera ou não o empréstimo para o Grupo Bertin, maior exportador de carne bovina e couro do País, que pretende expandir sua capacidade de processamento no Pará, em Mato Grosso e em Rondônia. Entidades ambientais ligadas ao Fórum Brasileiro de ONGs alegam que mesmo o relatório alarmante da IFC é insuficiente e pedem adiamento da votação. O documento que está em mãos do conselho aponta com detalhes o impacto da cadeia de suprimento em Marabá (PA), onde está previsto o funcionamento de um frigorífico, mas não traz nenhuma informação sobre os eventuais danos que podem ocorrer em outras cinco áreas onde o Bertin terá instalações. "Eles estão avaliando apenas um sexto de todo o empreendimento, só que ele cobre regiões que ficam a até uns 2 mil km de distância uma da outra. Não dá nem para imaginar qual é o risco real de impacto de tudo só com essa avaliação", alega Roberto Smeraldi, do grupo Amigos da Terra, uma das entidades que pedem reformulação do projeto.

Em conseqüência do aumento da capacidade do frigorífico de Marabá (que deve elevar o abate de gado para 310 mil cabeças até 2009), a IFC prevê emissões de pelo menos 56 milhões de toneladas de carbono ao longo de uma década. Isso porque, para suprir a demanda, será necessário aumentar o rebanho na região, levando a novos desmatamentos para a criação de pastos. "Prevemos algo entre 270 mil e 320 mil hectares", alerta Smeraldi. O medo das entidades é que isso incentive a ilegalidade de fazendas. "Para efeito de comparação, toda a emissão anual de carbono do Brasil pela queima de combustíveis fósseis é de 83 milhões de toneladas. Cada um que avalie por si mesmo", pondera. O problema, segundo Smeraldi, é não se saber quanto que as outras instalações vão emitir também. Um dos pontos mais preocupantes é um matadouro em Água Boa (MT), na cabeceira do Xingu. As entidades acreditam também que deve haver outra instalação do tipo em Campo Novo dos Parecis (PA), perto do Rio Sacre, onde está sendo construída uma hidrelétrica. As outras três regiões - Cacoal (RO), Conceição do Araguaia e Redenção (PA) terão curtumes.

Outro Lado

Procurado pela reportagem, o Bertin não quis se pronunciar. Já a IFC informou que só fez um estudo detalhado sobre o frigorífico em Marabá porque considerava o local o mais preocupante dos seis, mas que as outras regiões receberam a visita de técnicos. A corporação alega que só soube do matadouro de Água Boa quando o relatório já estava sendo finalizado - trabalhava-se com a informação de que as demais instalações funcionariam como curtumes, considerados menos danosos ao ambiente - mas declarou que fará um estudo de impacto no local. "Apesar de o empreendimento estar na categoria A, a empresa se comprometeu a implementar um projeto gradual para a produção sustentável na cadeia de suprimento de carne bovina e couro em Marabá", afirma Karina Manasseh, da IFC. "Comprovação de que o produtor não tenha sido condenado por trabalho escravo, desmatamento recente ou violência agrária passa a ser requerida num prazo de dois meses", explica.

Fonte: Globo.com

Centro de Educação Ambiental de Marapendi oferece cursos e visitas guiadas

RIO

O Centro de Referência em Educação Ambiental do Parque Natural Municipal de Marapendi, no Recreio dos Bandeirantes, oferece atividades gratuitas ao público, além de uma bela área verde com 248 hectares, o equivalente a 248 campos de futebol.

O CEA Marapendi fica na Avenida Alfredo Baltazar da Silveira, 635 (tel. 2497-7088).Aos sábados, a partir das 10h, há sessão de vídeo com temas ecológicos, mostrando a importância da preservação do meio ambiente, em especial das áreas verdes, restinga e lagoas da Cidade, bem como a fauna e a flora. Às quartas e quintas-feiras, a partir das 13h, o Centro de Educação Ambiental oferece curso de pintura em tela. As visitas guiadas pelo parque acontecem de terça a sexta-feira, com duas horas e meia de duração, às 9h e às 14h.

Fonte: Secom

Por que temos que tomar banho? Saiba que a responsável por essa exigência é a sua pele

Chegou a hora de saber por que você, que faz de tudo para se manter limpinho, é obrigado a tomar todos os dias aquela boa chuveirada. A responsável por essa exigência, anote, não é a sua mãe, é a sua pele, a barreira natural à entrada de microrganismos no corpo.

Há na pele as células que formam a epiderme (a camada mais externa da pele, essa que tocamos), que é como um tecido mesmo, como o de nossas roupas. Sobre as células da epiderme há uma camada de queratina, uma proteína que não deixa passar água para o lado de dentro. Além disto, ainda temos os poros – os pequeninos orifícios por onde sai o suor – e as glândulas sebáceas, que acompanham os pêlos que recobrem toda a superfície do corpo, exceto a palma da mão e a sola dos pés. Todos os dias nossa pele é renovada, mandando embora algumas células mortas misturadas com queratina e formando um tecido novinho em folha. Uma coisa que nem todo mundo sabe é que sobre a nossa pele e mucosas – mucosa é a pele fininha e úmida, como a da boca e a do interior do nariz – existem bactérias chamadas comensais, isto é, bactérias que convivem conosco sem necessariamente causarem doença. Elas têm uma função importante: não permitir que outros microorganismos mais perigosos à saúde se estabeleçam na pele e mucosas. Se as comensais não estiverem presentes em número adequado, o equilíbrio entre a proteção e agressão é rompido e podemos adoecer. Se deixarmos que os resíduos naturais da pele se acumulem (suor, sebo, células mortas), as bactérias comensais podem se multiplicar de forma descontrolada e danificar a pele, além de abrir espaço para outras bactérias mais nocivas. Desta forma, abrem-se feridas na nossa pele, permitindo a entrada de microorganismos indesejados em nosso corpo. Logo, tomar banho não é só para ficar cheiroso. Mas se você estiver cheirando mal significa que muitas bactérias e restos de pele se acumularam. A saída é procurar o chuveiro mais próximo.

Quando tomamos banho, removemos os resíduos naturais acumulados e o equilíbrio entre as comensais e a pele é mantido. Mas, cuidado! O banho em excesso pode matar as bactérias comensais, e isso não é nada bom. Lembre-se que as comensais são importantes na defesa contra outros microorganismos, mas elas mesmas podem causar doenças quando em número excessivo. Basta um pouco de sabonete comum e água para tirarmos limparmos a pele e mantermos as bactérias que nos protegem no número certo. E aí, está precisando de uma chuveirada?!

Mãos à água!

Elas entram em contato com muitas coisas e podem levar microorganismos nocivos para a boca, os olhos e outras partes do corpo. Por isso, as mãos pedem atenção especial. Devem ser lavadas antes das refeições, depois de ir ao banheiro e sempre que tiverem contato com sujeira. A pele da palma das mãos é diferente do restante do corpo, e pode ser lavada mais vezes.

Fonte: Ciencia Hoje das crianças

Encontro reforça conceito de desenvolvimento sustentável

Seminário nacional de formação e capacitação para os novos agentes do Projeto de Promoção de Desenvolvimento Local e Economia Solidária (PPDLES) será realizado entre 8 e 12 de março, na Academia de Tênis de Brasília, Setor de Clubes Sul. O encontro é resultado de parceria firmada entre os ministérios do Meio Ambiente, do Trabalho e Emprego e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, junto com a Universidade de Brasília (UnB).

A iniciativa tem como objetivo reforçar o conceito de desenvolvimento sustentável entre os projetos parceiros. Participam do seminário 331 integrantes dos programas Agenda 21, Economia Solidária e Bolsa-Família, que trocarão experiências relacionadas ao desenvolvimento sustentável. No encontro, serão relatadas experiências de agentes do projeto nas regiões Sul e Sudeste, da Agenda 21 do Nordeste e do Distrito Federal e do Bolsa-Família nas regiões Norte e Centro-Oeste.

Durante o seminário, projetos do governo federal que trabalham com Desenvolvimento Local Sustentável poderão ser expostos em estandes oferecidos pela organização, disponíveis a partir desta sexta-feira (09). Informações e confirmar participação pelo e-mail carlosmarceloribeiro@ig.com.br

Fonte: MMA

Risco subestimado


Pesquisa destaca que jovens usuários de drogas são mais vulneráveis à infecção por doenças sexualmente transmissíveis do que os não usuários. Os motivos seriam mais parceiros e o dobro de relações sexuais (foto: KPRF clip art)


Thiago Romero

Por terem um comportamento sexual em média mais intenso, jovens usuários de drogas seriam mais vulneráveis à infecção pelo vírus da Aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST). Além de usarem menos preservativos, eles subestimariam mais os riscos de contaminação quando comparados com indivíduos que não usam drogas.

As conclusões são de estudo feito por Thiago Marques Fidalgo no Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Foram entrevistados 41 adolescentes de 15 a 18 anos, usuários de álcool, maconha ou cocaína, submetidos a intervenção terapêutica no Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad) da Unifesp. Um grupo de controle formado por 43 não usuários de drogas, oriundos de escolas públicas da capital paulista, também participou da avaliação.

O comportamento sexual foi analisado em dois momentos distintos: seis meses antes e 30 dias antes das entrevistas. A partir desses momentos, foi estimada uma média de relações para cada indivíduo. O trabalho identificou que o índice do uso de camisinhas foi de 55% para os usuários de drogas, contra 58% para os não usuários. Os usuários estariam mais expostos às DST por terem maior número de parceiros e de relações sexuais. “Os usuários de drogas apresentaram, em média, quatro parceiros sexuais, enquanto os não usuários tiveram apenas um. Além disso, o número de relações sexuais foi 2,5 vezes maior entre os usuários”, disse o autor da pesquisa à Agência FAPESP. “Apesar de o índice de uso do preservativo não ter variado tanto nos dois grupos, o comportamento sexual dos usuários de drogas os deixou mais expostos à contaminação. Outro ponto é que, apesar de uso absoluto semelhante, o uso proporcional acabou sendo bem menor entre os usuários de drogas”, explicou Fidalgo.

A pesquisa indicou também que o HIV parece estar distante da realidade dos dois grupos: 95% dos usuários e 84% dos não usuários de drogas do sexo masculino disseram não acreditar na possibilidade de contaminação. “Esses indivíduos acham que a infecção nunca irá acontecer com eles, um pensamento típico de adolescente”, afirmou. Fidalgo verificou ainda que apenas 15% dos indivíduos dos dois grupos fizeram o teste de HIV após o início da vida sexual, que começa mais cedo entre os usuários de droga: entre 13 e 14 anos. A primeira relação entre os não usuários ocorreu, em média, aos 15 anos de idade. O estudo Análise do comportamento sexual de adolescentes usuários e não usuários de substâncias psicoativas foi premiado pelo Programa Nacional de DST e Aids e será publicado em breve em livro pelo Ministério da Saúde, ao lado de outros quatro trabalhos.

Fonte: Agência Fapesp

Fiscalização do Ibama impede biopirataria no Ceará

A equipe de fiscalização do Ibama na cidade de Crato/CE, juntamente com a Polícia Federal (PF) e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) apreenderam no último dia (5) em Juazeiro do Norte, grande quantidade de essências e sementes da biodiversidade brasileira, tais como: óleo de pequi, sementes de lagarteiro, óleo de buriti ,cascas de jatobá, óleo de macaúba, óleo de bambu, óleo de copaíba, casca de bartemão, óleo de mutambas e resinas.

A apreensão ocorreu na rodoviária de Juazeiro do Norte/CE, no momento em que o infrator, o francês Stefan Czeslaw ia embarcar para o Rio Grande do Norte e de lá seguiria de avião para Portugal. Segundo depoimento do próprio infrator, o material apreendido seria levado para a Alemanha, para ser patenteado e comercializado.

Fonte: Ibama/CE

Estudo avalia quantidade calórica adequada para o desenvolvimento de prematuros

Danielle Neiva

Proporcionar aos recém-nascidos prematuros condições básicas para que alcancem um crescimento e um desenvolvimento adequados é o principal objetivo da nutrição neonatal e a base do projeto Nutrição e crescimento do recém-nascido de muito baixo peso – um desafio para a prática perinatal, do Instituto Fernandes Figueira (IFF), unidade materno-infantil da Fiocruz.

Formado por uma equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos e psicólogos, o projeto conta com a parceria da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ao estimular mestrandos e doutorandos no avanço de estudos nesta área de pesquisa. Compartilhando este pensamento e integrando o projeto, o doutor em saúde da criança e da mulher pelo IFF e professor adjunto da Universidade Federal Fluminense (UFF), Alan Araújo Vieira, desenvolveu o estudo Uso da calorimetria indireta para avaliação das necessidades nutricionais dos recém-nascidos de muito baixo peso ao nascer. De acordo com Vieira, apesar da importância do manuseio nutricional dos prematuros estar claramente reconhecida, a quantidade e a qualidade dos nutrientes necessários para proporcionar um desenvolvimento adequado a eles ainda não estão bem estabelecidas. “Uma nutrição inadequada em períodos precoces da vida pode apresentar um impacto significativo no desenvolvimento do bebê, podendo gerar vários agravos à saúde na fase adulta”, ressalva o pediatra.

Em uma fase inicial, o estudo avaliou 35 prematuros com peso inferior a 1.500g admitidos na UTI Neonatal do IFF, clinicamente estáveis, recebendo dieta superior a 100Kcal/Kg/dia, em fase de recuperação nutricional, para estabelecer parâmetros técnicos de avaliação da necessidade calórica basal destes recém-nascidos. Por meio da calorimetria indireta, aparelho que avalia a quantidade de oxigênio (O2) consumida pela criança e quanto é produzido de gás carbônico (CO2), é calculada a txaxa metabólica basal (TMB) - medida referente à quantidade mínima de energia necessária para a manutenção das funções vitais de uma pessoa quando em repouso - e verificado o déficit nutricional.

Estudos anteriores desenvolvidos no IFF demonstraram que 70% dos bebês prematuros que nascem com peso inferior a 1.500 gramas chegam “ao termo”, que é a idade apropriada para o nascimento, ou seja, 40 semanas de gestação, desnutridos. A técnica de calorimetria indireta pode, então, ajudar a entender e verificar o que está determinando o déficit nutricional nestes bebês prematuros. Segundo Vieira, um estudo ainda em curso, que também utiliza a técnica da calorimetria indireta, a partir da mensuração da TMB dos recém-nascidos, avalia a adequação da taxa calórica ofertada e verifica o que realmente é necessário a estes bebês. Para a orientadora do estudo, Maria Elizabeth Lopes Moreira, a importância da pesquisa se deve à possibilidade de quantificar individualmente a necessidade de calorias para que um bebê prematuro não só se mantenha vivo, mas, principalmente, cresça e se desenvolva de forma satisfatória. “O adulto normal precisa, para se manter, apenas da taxa metabólica basal, no entanto, os bebês prematuros precisam, além da TMB, de um aporte extra de calorias para obter um crescimento adequado”, argumenta Moreira.
Para Vieira, o grande desafio da nutrição perinatal é estabelecer uma alimentação equilibrada. “A escassez prejudica o desenvolvimento, mas o excesso pode trazer vários agravos agudos ou crônicos à saúde, podendo permanecer até a fase adulta, além da possibilidade de desenvolver outras doenças”, alerta. De acordo com Vieira, o leite materno da própria mãe é o melhor alimento para o prematuro. “O programa de suporte a amamentação é importantíssimo para reverter o quadro da desnutrição, além do incentivo ao pré-natal, já que muitas vezes fatores como hipertensão arterial e tabagismo durante a gestação geram um bebê desnutrido desde o período fetal”, observa Vieira.

Fonte: Fiocruz

Encontro reforça conceito de desenvolvimento sustentável

Rafael Imolene

Em seu último compromisso oficial em Brasília, o diretor-executivo do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), Achim Steiner, afirmou que em breve o meio ambiente será a principal variável para definir tanto o crescimento econômico quanto a sua velocidade. O diretor, que ocupa a mais alta hierarquia ambiental na ONU, participou nesta terça-feira (6), com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, de um debate na sede do Ibama, cujo tema era "Os Desafios do Desenvolvimento Sustentável e as Respostas do Sistema Multilateral".

Segundo Steiner, a ascensão do consumo responsável terá grande impacto nesse cenário. "São vários os fatores que contribuirão para o crescimento econômico de uma nação, e a questão ambiental deixará o plano secundário para assumir um papel fundamental", afirmou o alto executivo da ONU. "Os governos e as empresas precisarão estar atentas a essa mudança de comportamento para conseguirem atingir consumidores no seu mercado interno e também no exterior", disse. De acordo com o diretor-executivo do Pnuma, o Brasil, com suas bem-sucedidas políticas de redução do desmatamento e de biocombustíveis, será um líder natural dos países em desenvolvimento. "O Brasil deverá ajudar outras nações, ainda, com suas experiências de manejo de florestas e desenvolvimento sustentável", afirmou Steiner.

"A contribuição do Brasil certamente beneficiará muitos países", disse a ministra Marina Silva. "O mundo está investindo na criação de uma marca ética para seus produtos. Essa é a linha que estamos seguindo", afirmou a ministra. Para o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, João Paulo Capobianco, a questão ambiental ganhou uma importância estratégica no mundo dos negócios. "As conseqüências das mudanças climáticas serão sentidas primeiro pelos mais pobres, mas os ricos sabem que serão atingidos depois. Então todos vão se mobilizar para reduzir os efeitos", disse Capobianco. O pesquisador Paulo Moutinho, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), declarou que os países em desenvolvimento precisam defender seus interesses nos acordos internacionais. "É tão caro para um país em desenvolvimento optar pela preservação ambiental quanto para um país rico mudar sua matriz energética", afirmou o biólogo. "O Brasil tem 80% de matriz elétrica limpa. Isso não vale nada na OMC?", questionou.

Também participaram da mesa de debate o presidente do Ibama, Marcus Barros; o físico Roberto Kishinami, consultor do MMA; o secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa; e o deputado federal Fernando Gabeira. O diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, em sua primeira viagem ao Brasil desde que assumiu o cargo, em 2006, encerrou seus compromissos oficiais em Brasília. Ele cumprirá agenda em São Paulo e Rio de Janeiro nos próximos dias.

Fonte: MMA